Colunistas

Cláudio Humberto

"Será convocada de novo, só pra aprender a deixar de ser mentirosa"

Nikolas Ferreira (PL-MG) ao pegar no pulo lorota da ministra Nísia Trindade (Saúde)

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Suíte de Lula tem 520m² e diária custa R$63 mil

O pagador de impostos que quiser desfrutar da suíte real do Ritz-Carlton, luxuosíssimo hotel em que o presidente Lula se hospedou em Riad, capital da Arábia Saudita, terá que desembolsar R$63 mil pela diária. Com corredores e banheiro em mármore fino, o hotel se define como “oásis” e um dos “mais majestosos hotéis”. Os espaços são apontados como “luxuosos”. O local dispõe de seis restaurantes, com menu internacional, “SPA de classe mundial” e oliveiras com mais de 600 anos.

 

Gaiola de ouro

O hotel, que tem 492 quartos, já ganhou o apelido de “gaiola de ouro”. Serviu para encarcerar endinheirados sauditas enrolados em corrupção.

 

Hóspede do hóspede

A suíte real conta com cama king-size e colchão de penas, o espaço total é de 520m², tão grande que tem até quarto de hóspedes.

 

Espaço de sobra

A suíte conta com cozinha privada. A sala de reunião tem uma enorme mesa para 14 pessoas, acomoda quase um terço do ministério de Lula.

 

Fila de espera

O gigantesco salão de jantar acomoda duas mil pessoas. Com a comitiva de Lula levando 400 convidados, o perigo é faltar cadeira.

 

Ditador planeja se apropriar do petróleo da Guiana

O governo Lula (PT) não sinaliza posição sobre a guerra provocada pela invasão da Venezuela, para se apropriar das reservas petrolíferas da Guiana, recém-descobertas, equivalentes a 75% das reservas do Brasil. A suspeita é que Lula apoiará o ditador e amigo Nicolás Maduro, em princípio fechando os olhos à estratégia de atravessar área do território brasileiro para surpreender os guianenses. Sites de defesa noticiaram militares brasileiros em “estado de prontidão” na região amazônica.

 

Tomando o alheio

A “Guayana Esequiba” que o ditador ambiciona, como bandoleiros no velho oeste, equivale a 60% da antiga Guiana Inglesa.

 

Não é o primeiro

Além do assaltar a diligência, o ditador procura um inimigo externo que lhe dê pretexto para prolongar seu poder e cancelar a redemocratização.

 

Começo do fim

No declínio da ditadura, o general Leopoldo Galtieri invadiu as ilhas Falkland gritando “Malvinas são argentinas”. Perdeu a guerra e o poder.

 

CPI do Abuso de Poder

Abaixo-assinado pela instalação da CPI do Abuso de Autoridade do STF e TSE, que ganhou fôlego com a morte de Clériston Cunha na Papuda, já contava com quase 540 mil apoiadores quando, finalmente, a oposição chegou ao número mínimo de 171 adesões. E a CPI foi protocolada.

 

Drible não deu certo

A deputada Bia Kicis (PL-DF) revelou que a ministra Nísia Trindade (Saúde) tentou desmarcar, por três vezes, sua ida à Câmara na terça (28), e reclamou da fuga da ministra: “mentiu e foi desrespeitosa”.

 

Raros 100%

Levantamento da própria oposição indica que apenas 17 deputados federais foram 100% contra o governo Lula nas votações orientadas este ano, na Câmara; quase todos do PL, só um do Podemos e um do PSD.

 

Ex é para sempre

A ex-modelo Luiza Brunet exige R$1 milhão do bilionário Lírio Parisotto, o ex, alegando agressão física anos atrás. Em 2018, ele relatou seguidas vitórias contra Brunet na Justiça. Ao se apresentar em palestras, o megainvestidor afirma, irônico, ser mais conhecido como “ex-marido”.

 

350 mil e subindo

Já beiram 350 mil assinaturas petição pressionando os senadores a rejeitarem a indicação de Flávio Dino para ocupar uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal.

 

Solução fácil

Contrário ao plano do governo de taxar compras internacionais, mesmo abaixo de US$50, o deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP) diz que a história se repete: “Quando o governo se sente confortável de aumentar impostos, o fará cada vez mais”.

 

Marca do pênalti

A oposição se animou nesta quarta-feira (29) com a chance de instalar a CPI do Abuso de Autoridades. O requerimento para colocar a CPI de pé alcançou as 171 assinaturas necessárias.

 

Agenda potiguar

Corrente na internet já se mobiliza para recepcionar Jair Bolsonaro no aeroporto internacional de Natal. Nesta quinta-feira (30), o ex-presidente cumpre agenda no Rio Grande do Norte.

 

Pensando bem...

...Janja palpitando na COP-28 é sinal de que Lula definiu a autoridade climática.

 

PODER SEM PUDOR

Prefeito chorão

João Henrique (PDT), era prefeito de Salvador e conhecido por cair no choro sob a menor pressão. Ele enfrentou uma saia justa no Teatro Castro Alves, certa vez, na entrega do prêmio Dodô & Osmar aos destaques do carnaval. Subiu ao palco para entregar o troféu a Ivete Salgalo e foi vaiado por cinco minutos, sob gritos de “chorão!” ou “sai daí, chorão!” Ivete tentou socorrer: “Ele é chorão, minha gente, mas é gente boa...” Ele foi embora e, claro, depois desabou em pranto interminável.

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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