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"Stalinistas, idiotas e fascistas iguais aos nazistas"

Deputado Quaquá (PT) sobre os críticos pela foto com o ex-ministro Eduardo Pazuello (PL)

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MST captou quase R$20 milhões em ‘tacada’ na Bolsa

Os movimentos sociais que agora, no governo Lula (PT), protestam contra a independência do Banco Central e contra o presidente do BC, Roberto Campos Neto, no governo Bolsonaro tentavam a sorte na Bolsa de Valores.

As primeiras emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio com apoio do MST renderam a sete cooperativas mais de R$17,5 milhões. Outra conseguiu sozinha R$1 milhão em 2020.

Bom para o movimento

A independência do Banco Central é um marco de confiabilidade na economia na brasileira, incentiva investidores na hora de investir.

Contra produtivo

O título do MST promete 5,5% de retorno, como investimento de renda fixa. A economia em frangalhos não é boa notícia para investidores.

Tiro no pé

Segundo o próprio MST, em 2021 a captação de recursos da operação na Bolsa ajudaria 13 mil agricultores. Agora 13 mil prejudicados.

Outros tempos

O CRA é um investimento isento de imposto de renda e o título do MST atraiu quase dois mil investidores, sob o governo de Jair Bolsonaro.

PSD acerta ida ‘amigável’ de chefe do BC ao Senado

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, acerta para logo após o Carnaval uma tranquila ida ao Senado e explicar a política de juros.

A pauta fez Vanderlan Cardoso (PSD-GO), futuro presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), a chamar Campos Neto para jantar, nesta quarta (15).

O PSD de Gilberto Kassab trabalha para proteger a independência do BC que o PT tenta implodir. Campos Neto não se opõe a ir ao Congresso, basta ser convidado.

De nada ajuda

A convocação de forma a constranger Campos Neto não deve prosperar. Até no PT há quem discorde, como o senador Fabiano Contarato (ES).

Sagrada estabilidade

O PSD é contra mexer na autonomia do BC. MDB e União, partidos da base governista, também são contra a vontade de Lula.

Vexame previsto

No Congresso, há avaliação que o BC é bode expiatório para dividir a culpa do micro crescimento do PIB, esperado para abaixo de 1%.

O frete é seu

Após cobrar até R$20 mil em jantar, o PT segue avançando com voraz apetite no bolso de trouxas com a carteira disponível. O partido abriu uma loja online e cobra R$ 63,90 em uma caneca, por exemplo.

Rastreio

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que quer garantir o auxílio-creche ao já gordo salário dos juízes, dificulta a fiscalização do que é público. Exige registro de nome, documento e declaração de veracidade para conceder acesso à página da transparência do tribunal.

Papo velho

Assim como Michel Temer e Jair Bolsonaro se ressentiam da sabotagem de petistas infiltrados em seus governos, agora é Lula que faz a mesma acusação aos adversários. Mas é do PT a fama de “aparelhar” cargos.

Falar é fácil

O senador Cleitinho (Rep-MG) visitou as presas pelo vandalismo em Brasília. Falou até em se reunir com Alexandre de Moraes (STF), mas, perguntado pela coluna se formalizou o pedido, evitou a resposta.

Quem leva

Longe dos holofotes, uma disputa que pega fogo é pela presidência da Comissão do Meio Ambiente da Câmara. O PL quer indicar Ricardo Salles (SP) para o posto. Duda Salabert (PDT-MG) também quer a vaga.

Adorador de gaveta

Longe dos talentos da antecessora Tereza Cristina, hoje senadora, o ministro da Agricultura, Carlos Favaro, virou alvo de críticas de aliados por “ordenar” ao chefe de gabinete Wilson Taques jogar tudo na gaveta.

Verificadores’ de férias

O senador Marcos Pontes (PL-SP) teve que apelar às redes sociais para esclarecer que o demitido do comitê executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão da Presidência, não é ele, e sim um homônimo.

Forte indicativo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi confirmada como a próxima presidente do PL Mulher, e exercerá o papel de promoção do principal partido de oposição ao PT, indicando o futuro do seu grupo político.

Pensando bem...

...“governo” revela viés autoritário quando não aceita órgão independente exercendo funções legais.

PODER SEM PUDOR

Dupla utilidade

Filha de Jânio, Dirce Tutu Quadros era deputada quando decidiu mandar a filha Tina estudar numa escola tradicional da Inglaterra.

Às vésperas da viagem, Tutu conversou ao telefone com o diretor da escola, Sir John Towey, que lhe pediu o “brasão da família” para pendurar no quarto da garota.

Tutu desligou o telefone, pensou, pensou e encontrou a solução: “Vou levar uma vassoura. É esse o brasão dos Quadros.”


 

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ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

Cláudio Humberto

"Mostrou roubalheira enorme"

Romeu Zema (Novo), sobre queda do sigilo do caso Master

13/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Moraes lidera número de pesquisas em crise do STF

Apontado como partícipe de intensa troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes liderou o interesse de pesquisas no Google no último mês, conforme dados da plataforma. O pico da pesquisa foi em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo de relatório da Polícia Federal que revelou mensagens de Vorcaro a número atribuído a Alexandre de Moraes.

 

Interesse na capital

O índice do interesse tem escala de 0 a 100. O Distrito Federal liderou as pesquisas (100), seguido por Mato Grosso (66) e Rondônia (66).

 

Diferença

Enquanto Moraes bateu os 100, as pesquisas por André Mendonça bateram o pico na mesma data, mas com menos da metade (44).

 

Epicentro da crise

Até pesquisas por “STF” despertaram mais interesse do brasileiro do que Mendonça, atingiu 58 no índice de pesquisas.

 

Ninguém liga

Os números mostram que o interesse pelo filme “Dark Horse” não decolou. O pico foi na quinta-feira, só 23 na escala.

 

Governo Lula: R$90 milhões com viagens em 14 dias

O governo Lula (PT) conseguiu torrar cerca de R$90 milhões com viagens nas últimas duas semanas. Segundo dados do Portal da Transparência, o total de despesas com descolamentos já ultrapassa R$1,3 bilhão em 2026. Foram R$735,8 milhões com diárias distribuídas a funcionários e outros R$560,3 milhões com as passagens aéreas. O total não inclui a fortuna gasta nas viagens de Lula e da primeira-dama Janja.

 

Em dólar

Viagens internacionais do governo do PT já custaram R$161,7 aos pagadores de impostos. Foram R$8 milhões nas últimas duas semanas.

 

Tem mais

O governo petista conseguiu torrar também R$7,8 milhões com “outros gastos” de viagens. São taxas, seguros de viagens etc.

 

Número 1

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, é número um entre os gastões com viagens: R$510 mil com passagens e diárias, diz a Transparência.

 

Falta combinar com o eleitor

A ordem na campanha de Lula é evitar que a eleição vire, nas palavras de petistas, “Fla x Flu” de ministros do STF. A estratégia é deixar Moraes e Mendonça brigando e tentar puxar o eleitor para outros assuntos.

 

Combustível eleitoral

Medidas do governo para segurar os preços dos combustíveis devem custar R$40 bilhões por seis meses, diz Bruno Moretti (Planejamento). O alívio é no posto e a conta estaciona no bolso do pagador de impostos.

 

Tudo certo, mas...

O TCU encontrou as projeções fiscais do governo formalmente dentro das metas, mas apontou aumento do déficit efetivo e problemas de transparência e consistência das estimativas. “Certo” com “ressalvas”.

 

Soberba na conta

Internamente, a campanha de Lula reconhece que subestimou a dificuldade da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). Até prepara mobilização neste domingo (13) para tentar “chacoalhão” na candidatura.

 

Cara de pau

Lula tomou invertidas ao celebrar o fim da taxa das blusinhas, criada por ele mesmo. Seguidores nas redes sociais não perdoaram, “a quadrilha do PT é assim, te quebram uma perna, depois te dão uma muleta”.

 

Na terça

Já tem data o novo depoimento de Daniel Vorcaro na Polícia Federal sobre as fraudes financeiras em operações com o BRB. O ex-banqueiro dono do Master falará à PF na terça-feira, dia 15.

 

Em queda

Caiu 66,6% o número de crianças registradas como cidadãs italianas no Brasil em 2025. O dado é do Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat), que relacionou parte da redução às novas regras para a transmissão da cidadania aos filhos nascidos no exterior.

 

Fatura petista

Rogério Marinho (PL-RN) apontou os R$120 bilhões a mais em tributos sobre consumo para 2027. Diz o senador que é o método do PT: aumentar gastos e empurrar a dívida para cima de quem trabalha.

 

Pensando bem...

...a aliança com Lula deu PT.

 

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Greve teatral

O Ato Institucional nº 5, que revogou as liberdades democráticas no Brasil de 1968, levou muitos adversários do regime militar à cadeia. Entre eles Carlos Lacerda, que resolveu iniciar uma greve de fome no cárcere. O médico e amigo Antônio Rebello, que monitorava o pulso de Lacerda, começou a ficar preocupado e vivia implorando para que o líder carioca suspendesse a greve. Um dia fez uma comparação definitiva: “Você está tentando fazer Shakespeare no País da Dercy Gonçalves!”. Percebendo o ridículo da situação, Lacerda desistiu da greve na hora.

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