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Giba Um

"Uma das parlamentares mais atuantes no bolsonarismo, sempre aderiu às narrativas criadas"

de ELIZIANE GAMA // relatora da CPMI de 8 de janeiro, sobre o pedido de indiciamento da deputada federal Carla Zambelli

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Benjamin Steinbruch e a Vale estão do mesmo lado, outra vez. O motivo é a concessão do futuro terminal de minério de ferro do Porto de Itaguaí, o ITG 02. CSN e Vale prometem jogo duro para brecar o edital de licitação do empreendimento.


Mais: as regras feitas pela Antaq restringem a participação de grandes mineradoras. Dirigentes das companhias irão se reunir com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, para tratar do assunto. e se preciso recorrerão aos tribunais pelo direito de participar da concessão. 

Fotos: Reprodução



Coragem e
liberdade


“Coragem e liberdade e sempre olhando para frente” é frase usada pela atriz e “cantora” Sophie Charlotte para definir Gal Costa, que protagoniza no filme Meu Nome é Gal, dirigido por Dandara Ferreira e Lô Politi, que estreia hoje nos cinemas. Capa da revista Marie Claire a atriz se diz agradecida pelo reconhecimento de seu trabalho, que ultimamente está lhe rendendo aplausos de pé, e não será diferente no longa. Sophie revelou que teve a bênção de Gal para o filme e que têm algo em comum: tentar manter sua vida pessoal mais privada possível. “Guardo uma parte da minha privacidade para mim e para os meus porque acredito nesse espaço de um mistério bom, que deixa os personagens ocuparem esse lugar. E, curiosamente, Gal também se colocava através do trabalho dela e de tudo que ela alcançou musicalmente, e não tinha interesse de se colocar tão aberta com relação ao seu dia a dia”. Mãe de Otto, de 7 anos, fruto de seu relacionamento com o também ator Daniel de Oliveira, não sabe se terá outro filho, mas não é por falta de vontade é porque está envolvida em muitos trabalhos. 


Cesta básica
terá salmão

A tentativa do Ministério do Planejamento de colocar novos argumentos no debate sobre isenção da cesta básica deverá passar longe do relatório para a reforma tributária. Não deverá haver modificações: os analistas acham que não há ambiente político para nada diferente. A população apoia totalmente a isenção da cesta básica e os senadores jamais iriam na direção contrária: fazendo as contas – a novidade maior pode ser a inclusão de salmão (custo médio de R$ 62 o quilo e o mais caro custa R$ 129 o quilo) – isentar a cesta básica das contribuições federais do PIS e Cofins custa R$ 34,7 bilhões ao ano. Essa dinheirama equivale aos orçamentos dos ministérios das Cidades, da Integração, do Desenvolvimento Regional e das Relações Exteriores em 2024, tudo somado. Os analistas acham que os maiores beneficiados serão as famílias mais ricas, pelo volume consumido.


Fora das
quadras


 A ex-jogadora de vôlei e ex-BBB23 Key Alves, atualmente, influenciadora digital e modelo está investindo em seu lado empresarial. Fez uma festa luxuosa no Palácio Dos Cedros, no Ipiranga em São Paulo para lançar sua linha de perfume batizada de “Key Parfum”, nas versões feminina e masculina. Com quase treze milhões de seguidores no Instagram (era a jogadora de vôlei mais seguida) faz sucesso também no site adulto OnlyFans. Além do lançamento de seu perfume Key também esteve em alta nas mídias sociais, porque um áudio vazado de sua irmã gêmea revelou que parte de seus seguidores eram comprados. 


Velho rivais


Concorrentes do futebol à economia, Ceará e Pernambuco vivem hoje situações distintas. De janeiro a setembro, investimentos privados geraram no Ceará 8 mil empregos, o quádruplo de Pernambuco. Já no primeiro trimestre, 13 empresas levaram R$ 1 bilhão e mil empregos no Ceará. Pernambuco teve R$ 54,6 milhões de 16 empresas e gerou apenas 242 postos de trabalho. No 2º semestre, R$ 2 bilhões de 30 empresas no Ceará e 3 mil empregos. No mesmo período Pernambuco não teve investimentos. E no terceiro trimestre, outros R$ 2 bilhões e 4 mil empregos no Ceará. Pernambuco reagiu com 78 empresas, R$ 422 milhões e 2.096 empregos.

 Tem tempo

O ex-juiz e atual senador Sérgio Moro ainda terá um tempo longo para preparar sua defesa. A ação que pede sua cassação e a inelegibilidade do senador não será julgada antes de junho de 2024. O cálculo é de um ministro do TSE que se baseia na série de ritos que ainda terão de ser cumpridos pelo Tribunal Eleitoral do Paraná. Até agora, o União Brasil nem mesmo encaminhou a comprovação de gastos da campanha pedidos pela Corte. Os advogados de Moro tentam empurrar para 2024 o início formal da análise do processo.

 

 

 

A favor de Israel

Como mantém relações especiais com o grupo Hamas, que nem cita em suas manifestações sobre o conflito, o governo Lula tem questionado empresas, entidades e conhecidas figuras públicas que atuam a favor de Israel. Alheios a qualquer tipo de pressão, líderes de vários setores divulgaram esta semana um manifesto publicado em página inteira dos jornais condenando o grupo terrorista. Mais: alguns artistas que também apoiam Israel estão reclamando que a categoria não tem se manifestado contra as atrocidades do Hamas (no manifesto, à propósito, tem raros nomes). 

“MOVIMENTO”


O Hamas significa Movimento de Resistência Islâmica e agora o governo Lula e o PT resolveram se referir ao grupo terrorista apenas como “movimento”, apesar dos assassinatos de idosos e até crianças, além de civis desarmados. Alguns políticos se referem aos terroristas como “combatentes” e até mesmo “soldados”. E num esforço maior, até veículos da mídia do Brasil, não mencionam mais as atrocidades do dia 7. E Lula não telefona às famílias dos brasileiros executados. 

“Máquina do ódio”

O relatório final da CPI de 8 de janeiro, assinado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) pediu o indiciamento de Jair Bolsonaro por chefiar complô contra a democracia que culminou contra a intonada de 8 de janeiro, que “empurrou o país até a beira do precipício”. Ela admite que “a máquina de ódio continua em operação”, com a extrema direita se mantendo ativa e as redes sociais ainda são território livre para a desinformação. Analistas de plantão não discordam dela: na semana passada, Bolsonaro foi dar um pulo no Mercado Municipal em São Paulo e acabou ovacionado.

DE JATINHO

Habituada a discursos contra combustíveis fósseis, a ministra Marina Silva (Meio Ambiente), não abre mão do querosene de aviação. Já decolou pelas asas dos jatinhos da Força Aérea Brasileira por 22 vezes em dez meses, conforme registro de voos, incluindo internacionais e até mesmo para curta distância entre Brasília e Goiânia. Em agosto, ela decolou para um voo em trecho de 25 minutos. Também há outros registros de voos da FAB tipo “bate e volta” para Rio e São Paulo, onde Marina tem seu domicílio eleitoral. 

Amigos é para isso


Projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo concede anistia a quem foi multado por descumprir medidas sanitárias na pandemia, como o uso de máscaras. O estado deixa de arrecadar perto de R$ 72 milhões. O projeto é de autoria do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e trata de cobranças de débitos tributários, mas ganhou um jabuti, prevendo anistia às penalizações por ações de combate à covid. O projeto acaba beneficiando Jair Bolsonaro que deve cerca  de R$ 1 milhão em dívidas ao governo paulista por não usar máscara (ele diz que depositou em juízo, mas seu nome continua inscrito na Dívida Ativa).


Olho na cadeira

Malgrado o sucesso na gestão de Rita Serrano na presidência da Caixa, o PSB de Geraldo Alckmin e Paulo Câmara entraram no jogo da sucessão da instituição. O partido trabalha pela indicação do superintendente do Banco do Nordeste em Pernambuco, Pedro Ermírio de Almeida Freitas Filho. O principal artífice de sua nomeação é o próprio Câmara, presidente do BNB, que deixou o PSB em janeiro, mas tem ainda forte influência na sigla. Tem trânsito livre junto a Lula e é especialmente próximo a Alckmin. 

NOVO RECORDE

A Caixa Econômica trabalha com a meta de liberar mais de R$ 55 milhões em crédito imobiliário no último trimestre do ano. A cifra superaria o recorde histórico registrado entre julho e setembro, quando a instituição financeira aprovou R$ 51,3 bilhões em financiamento habitacional. O aumento deve ser garantido com a aprovação de novos empreendimentos no âmbito do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e com a subida do teto da renda familiar (faixa 1) de R$ 2.400 para R$ 2.640.

MISTURA FINA


 O NOVO presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Luís Roberto Barroso, acaba de anunciar a criação do Exame Nacional da Magistratura. Candidatos à juízes deverão passar por essa nova etapa antes de se inscreverem em concursos públicos. Um dos objetivos é acabar com as eventuais suspeitas de favorecimento de pessoas ligadas à cúpula dos tribunais e certamente incidirá na formação dos novos advogados. O Brasil tem 1.826 cursos de Direito, o OAB Recomenda, apenas 192. As diretrizes da prova serão definidas nos próximos 30 dias. 

O PRESIDENTE Lula e o ministro Luís Roberto Barroso, o novo presidente do Supremo, deixaram as rusgas do passado e experimentam uma reaproximação, iniciada pelo chefe do Governo ter ido à posse do magistrado. Além disso, os dois têm se falado por telefone, com frequência (Barroso viajou para a Europa e Lula está em pós-recuperação da cirurgia do quadril, o que não impediu os telefonemas). Os principais articuladores dessa chegança são Jorge Messias (AGU) e os ministros do STF Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

EM 2018, foi Luís Roberto Barroso quem deu voto condutor no TSE contra o pedido de registro da candidatura de Lula, que queria disputar o Planalto e estava na frente nas pesquisas, o que foi questionado por sua defesa. Barroso defendeu a aplicação da Lei da Ficha Limpa, pela qual Lula estava inelegível – e disse que o TSE não estava se debruçando sobre a moralidade do candidato, mas apenas obedecendo a legislação. 

SESSENTONA, Xuxa Meneghel está avisando que, se quando começou pensava que trabalharia no máximo até os 30 anos, agora “já decidiu que não vai se aposentar”. E acentua: “Tenho vontade de viver. Não quero me aposentar, não quero!”. A veterana apresentadora, agora como sexagenária – e tendo  “encontrado o amor aos 50 anos” – ao lado de Junno Andrade, tem projeto de filmes, streaming, turnê de despedida com a nave que usava em seu programa de TV e um cruzeiro temático.  Ela diz que “se cuida muito bem” e não recorre a cirurgias. Os de melhor memória lembram que ela colocou silicone nos seios há uma década. 

A PARTIR da meia-noite de hoje estará disponível nas plataformas o novo disco dos Rolling Stones, “Hackney Diamonds”, o 24º na Inglaterra (em outros países a marca pode ser ligeiramente diferente), numa trajetória que ultrapassou a marca dos 60 anos em 2022. O disco anterior tinha sido “Blue and Lonesome” de regravações de clássicos do blues. A última coleção de composições originais veio em 2005 com “A bigger band”. O novo álbum mostra os Stones com cara de banda, com dose generosas de blues e um rock furioso.
 

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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