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CLÁUDIO HUMBERTO

"Vai ter sempre alguém discordando do que a gente faz"

Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Barroso, na coletiva pós-posse 

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“Vai ter sempre alguém discordando do que a gente faz”
Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Barroso, na coletiva pós-posse 

14,6 mil ‘detentos’ questionam impostos em 2023
Relatório do setor de contencioso judicial e administrativo da Receita Federal aponta que somente nos oito primeiros meses de 2023 foram ajuizados mais de 14,6 mil mandados de segurança contra cobrança indevida de impostos no País.

A grande maioria são ações que (38%) questionam a base cálculo do PIS/Cofins, ICMS e ISS, além da cumulatividade de impostos. Contribuintes que questionam cobrança indevida ou abusiva de tributos foram comparados a “detentos” pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) em entrevista à Band.

Ele não sabe o que diz
Ele é contra beneficiar o contribuinte, em caso desempate no Carf: “É como dar peso igual à opinião de quatro delegados e quatro detentos”. 

Top 10 das queixas
Dez temas concentram 37,9% dos mandados de segurança impetrados contra a Receita. Quase todos com jurisprudência em tribunais federais.

Administração difícil
Até mesmo os processos administrativos, que representam mais de 3,5 mil do total, também já têm resultados previstos em decisões anteriores.

Superiores
Apesar da jurisprudência, entre os temas mais questionados na Justiça relacionados a impostos, ao menos metade não têm julgados no STF.

Em Sergipe, deputados estaduais viajam como federais
Deputados estaduais e assessores da Assembleia de Sergipe (Alese) gastam sem piedade em viagens. Até parecem deputados federais. Só este ano, já torraram R$787.830,07 em passagens, inclusive para o exterior, até julho.

A farra bancada pelo pagador de impostos está na Transparência da Alese. Janeiro não teve expediente, mas teve gasto: R$59 mil em passagens de seis deputados e dez servidores.

Quase R$90 mil
Cristiano Cavalcante (União), Luciano Pimentel (PP) e Marcelo Sobral (União) gastaram R$29,8 mil cada, em viagem aos Estados Unidos.

Parciais
Fevereiro teve quatro viagens por R$23,1 mil. Em março, R$121,9 mil em passagens. Abril, mais R$100,1 mil. Maio, R$195,9 mil e junho, R$90 mil.

Gastança sem freio
Apenas em julho, último mês atualizado pela transparência da Alese, a gastança com passagens alcançou os R$197 mil.

Ele não tem noção
Lula mentiu nos EUA, dizendo que motoboys trabalham usando fraldão, por não usarem banheiro, mas o deputado Maurício Marcon (Pode-RS) acha que o presidente disse isso porque nunca trabalhou. Lula “não tem noção de como as pessoas trabalham”, lembra o parlamentar.

Falta apagar a foto
O PT adota o jeito stalinista de ser, quando um deles cai em desgraça. Agora espalham que era uma “metida”, cuja demissão foi “comemorada” no Planalto, a assessora racista da ministra deslumbrada Anielle Franco.

Obra parada
Após notícias de que a arrecadação dos municípios vai despencar caso a reforma tributária seja aprovada, o senador Carlos Viana (Pode-MG) prevê queda ainda maior na receita dos municípios. Será um caos.

Ordem ou ordem?
Dois dias após ter sido protocolada a PEC que dá poder ao Congresso de “sustar” decisões abusivas do STF, a Corte reconheceu a licença-paternidade e abriu prazo para o Congresso regulamentar a decisão.

Por enquanto
O último evento oficial da agenda do presidente Lula antes da cirurgia no quadril e nas pálpebras foi a posse do ministro Luis Roberto Barroso como presidente do STF. Não há mais eventos previstos em 2023.

Ritmo brasileiro
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) convocou para hoje (2) sessão extraordinária para votar o Desenrola, de renegociação de dívidas. Mas só porque a MP que criou o programa vence na terça (3).

De volta ao radar
O presidente Lula (PT) voltou à lista dos assuntos mais procurados da semana na internet, segundo o Google Trends. Entrou no top 100, na sexta (29), após se submeter a cirurgia no quadril e nas pálpebras.

Assassinado
O sumiço do jornalista saudita exilado nos EUA Jamal Khashoggi completa cinco anos. Foi visto pela última vez em 2 de outubro de 2018 no consulado da Arábia Saudita em Istambul, de onde nunca saiu.

Pensando bem...
...CPI sem relatório é como tubarão sem dentes.

PODER SEM PUDOR

Senador interrompido

Disposto a ajudar o governo a assegurar o quorum da Comissão de Orçamento, o senador cabeludo Wellington Salgado (PMDB-MG) saiu às pressas do banheiro. Chegando ao plenário, reclamou de Heráclito Fortes (PFL-PI), que tentava obstruir a sessão. Língua afiada, Heráclito não perdoou: “O senador Wellington Salgado reclamou que saiu correndo do banheiro. Agora, pode retornar ao interrompido...”

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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