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Polícia Federal apreende quase R$ 30 milhões e prende líderes que comandavam tráfico em MS

Operação Aversa foi deflagrada nesta manhã e cumpre 33 mandados em Mato Grosso do Sul e São Paulo

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Mais uma operação contra o tráfico de drogas foi deflagrada nesta segunda-feira (9) pela Polícia Federal. A Operação Aversa, como foi batizada, pretende desarticular organização criminosa que transportava cocaína de Corumbá para o estado de São Paulo. 

Entre dinheiro e imóveis, investigação estima que mais de R$ 29,5 milhões tenham sido retirados da organização criminosa.

Estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão nos municípios de Corumbá e Campo Grande, além das cidades do interior de São Paulo, Guarulhos, Presidente Prudente, Martinópolis, Regente Feijó e Bauru.

Os presos serão conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Corumbá. Após os procedimentos legais, encaminhados ao presídio local, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A operação foi iniciada no final de 2019, mas foi mantida em sigilo. Durante essa fase, mais de meia tonelada de cocaína foi apreendida e dois motoristas foram presos. Os policiais identificaram também valores ilícitos superiores a R$ 24 milhões movimentados pela organização criminosa desde o ano de 2018.

A operação resultou ainda na apreensão de caminhões, semirreboques, automóveis, lanchas, moto-aquática e no sequestro de bens imóveis, além do bloqueio de valores no sistema bancário. Somente entre os bens móveis e imóveis, foram resgatados R$ 5,5 milhões.

A Polícia Federal também identificou, no estado de São Paulo, o principal financiador das operações ilícitas do grupo e realiza a prisão de suas lideranças, desarticulando por completo o esquema criminoso.

De acordo com a polícia, o grupo possuía logística sofisticada e esquema de lavagem de dinheiro, que incluiu carretas construídas especificamente para o transporte de drogas. Pagamentos de motoristas, auxiliares e fornecedores de entorpecentes também eram feitos por uma equipe estruturada.

As investigações revelaram que a organização adquiria semirreboques e os “remontavam”, com uso de mão-de-obra especializada. Na reconstrução eram inseridos vãos nas longarinas, permitindo a ocultação de drogas em grandes quantidades dentro do novo espaço criado no interior dos “chassis” das carretas.

O nome da operação foi escolhido porque Aversa é uma localidade italiana conhecida pela produção de Mozzarella. Segundo a PF, o nome do queijo é o mesmo da alcunha de um dos principais investigados na operação.

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ROTA CEGA

PF desmantela tráfico de drogas e armas em Dourados

Investigação partiu da apreensão de 4,5 toneladas de maconha e de um fuzil, em abril de 2025

13/02/2026 08h05

Imagem de ilustração

Imagem de ilustração Bruno Rezende

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Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, no âmbito da Operação Rota Cega, em Dourados, município localizado a 226 quilômetros de Campo Grande.

O foco é combater o tráfico transnacional de drogas e de tráfico internacional de armas.

A investigação partiu da apreensão de 4,5 toneladas de maconha e de um fuzil, em abril de 2025, em Três Lagoas (MS). Com o aprofundamento da investigação, a PF conseguiu chegar até duas pessoas envolvidas.

Na ocasião, celulares dos investigados foram apreendidos e posteriormente foram periciados e analisados pela Policial Federal.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 20 kg de cocaína e 7.168 kg de maconha foram apreendidos entre 1º e 13 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

"Cartas Marcadas"

Gaeco cumpre 76 mandados e afasta 5 servidores em 5 municípios de MS

Operação ocorreu em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos

10/02/2026 11h55

 Gaeco e Batalhão de Choque amanheceram na porta de uma loja de materiais escolares e de escritório, localizado na rua 14 de julho, Vila Glória, em Campo Grande

Gaeco e Batalhão de Choque amanheceram na porta de uma loja de materiais escolares e de escritório, localizado na rua 14 de julho, Vila Glória, em Campo Grande MARCELO VICTOR

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Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu 76 mandados, na manhã desta terça-feira (10), durante a Operação Cartas Marcadas, em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos.

Dos 76 mandados, são

  • 46 mandados de busca e apreensão
  • 5 mandados de afastamento de cargos públicos
  • 22 mandados de proibição de contratar com o Poder Público
  • 3 mandados de suspensão de contratos vigentes com o Poder Público

Todos os mandados são expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Em Campo Grande, os mandados são cumpridos em uma loja de materiais escolares e de escritório, localizada na rua 14 de julho, Vila Glória. Policiais militares do Batalhão de Choque e Gaeco amanheceram na porta do estabelecimento e impediram a entrada dos funcionários.

O advogado da loja, Nilton Ribeiro Júnior, confirmou ao Correio do Estado que os policiais e promotores estão cumprindo mandado de busca e apreensão de documentos, mas alegou que não dispõe de mais informações. Disse, também, que este mandado é somente mais um em uma série de decisões judiciais que estão sendo cumpridas em diferentes cidades de Mato Grosso do Sul.

A investigação aponta a existência de uma organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso, nas prefeituras de Corguinho e Rio Negro.

A organização criminosa era composta por servidores públicos que forjavam a concorrência de licitações públicas, e, direcionavam os certames à empresas integrantes do esquema.

Nos últimos anos, os contratos somam R$ 9.000.000,00. As licitações corrompidas abrangem:

  • Contratações diretas para aquisição de materiais de expediente, mediante dispensas indevidamente manipuladas
  • Contratação de empresas para a execução de obras públicas, as quais eram iniciadas antes mesmo da formalização contratual

O Ministério Público (MPMS) adquiriu provas por meio do conteúdo extraído de alguns telefones celulares apreendidos, nas Operações Turn Off e Malebolge, que revelaram o modus operandi da organização criminosa. Com isso, foi possível chegar até os agentes políticos que dirigiam o esquema.

Batalhão de Choque (BPMChoque) e Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, apoiaram a ocorrência nesta terça-feira (10).

“Cartas Marcadas”, termo que dá nome à operação, faz referência a um jogo previamente manipulado, em que o desfecho é conhecido antes mesmo do início.

No caso, as contratações sob apuração foram direcionadas de antemão às empresas investigadas, por meio de ajustes espúrios, para conferir aparência de lisura a uma escolha que já estava determinada.

Desde o começo do ano passado, operações do Ministério Público revelaram supostos esquemas de corrupção em Aquidauana, Água Clara, Rochedo, Três Lagoas, Coxim, Sidrolândia, Bonito, Jardim, Terenos, Miranda, Itaporã e Campo Grande.

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