Política

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70% dos assentados do Itamarati produzem leite, além de outros produtos

70% dos assentados do Itamarati produzem leite, além de outros produtos

Redação

22/02/2010 - 03h31
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Em entrevista ao Correio Rural, o presidente da Cooperativa dos Assentados do Itamarati (Cooperai), Cloves Tomacheski, entidade que congrega 212 associados, disse que 70% dos seus sócios produzem leite. “Mas o preço que recebemos é muito pequeno para cobrir todos os custos de produção. Defendo a implantação de um laticínio para atender os assentados da região. Dessa forma economizaríamos, especialmente porque não existiria transporte e frete”. Os pequenos produtores ligados a Cooperai entregam diariamente para os laticínios, todos distantes do local de produção, uma média de dois mil litros de leite. Tomacheski disse que os preços variam de R$ 0,36 a R$ 0,38. “Com esse valor que o produtor recebe fica muito difícil para cobrir os custos de produção. Hoje a compra de medicamentos para o gado representa uma despesa significativa”, afirma ele. Disse, também, que já está em estudo a implantação de um laticínio para pasteurizar o leite produzido nos lotes dos assentamentos rurais. “Temos recebido o apoio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul através da professora Miriam Aveiro. No primeiro momento, o laticínio estaria preparado para receber e processar quatro mil litros/dia”, ressalta. Tomacheski diz que, se os assentados tiverem o laticínio própriom como já acontece em outras cidades, o produtor poderá ter um rendimento de até R$ 0,70 por litro, o que dobraria a renda. Ele fala que o objetivo das famílias é aumentar ainda mais a produção, principalmente com a liberação dos recursos do Pronaf para investimentos nessa área. Um dos pontos que fazem crescer o interesse dos assentados é a intenção já manifestada pela Prefeitura Municipal de Ponta Porã em adquirir 8 mil litros de leite por mês para abastecer as escolas e creches. “Com um laticínio próprio, também vamos negociar com as escolas estaduais, universidades e o comércio local. É claro que não temos condições para competir com as grandes indústrias, mas vamos fazer a nossa parte”. Outra liderança do Itamarati, Rony Lino Miranda, disse que o leite vem a cada ano se firmando como uma excelente fonte de renda para as famílias de pequenos proprietários rurais. “Nos assentamentos essa é uma renda importantíssima para todas as famílias, que no final do mês precisam pagar as contas de energia, do supermercado, a farmácia, entre outros gastos. Vamos lutar pela implantação do laticínio para que os produtores possam ter um ganho maior”.

Encaminhado à Câmara

Senado aprova acordo de ciência e tecnologia entre Brasil e Tunísia

Comissão de Relações Exteriores é presidida por Nelsinho Trad

11/03/2026 16h45

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD)

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD) Foto: Agência Senado

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Documento aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta terça-feira (10) aproximou Brasil e Tunísia de um acordo que promove intercâmbio de pesquisadores e de informações científicas “contribuindo para a internacionalização de universidades brasileiras”, disse o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

O texto encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados prevê mecanismos usuais como intercâmbio de pesquisadores e especialistas, troca de informações científicas, realização de seminários e programas conjuntos de trabalho.

Cada país arcará com os custos do envio de seus participantes, exceto se outras condições forem acordadas. 

O acordo estimula a cooperação entre bibliotecas e instituições científicas para intercâmbio de publicações e informações e estabelece que os custos relativos ao intercâmbio de cientistas e especialistas serão, em regra, suportados pela parte que envia pesquisadores, salvo acordo diverso formalizado por escrito. 

Os países assinaram o tratado em Brasília, em abril de 2017. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto para permitir ao presidente da República confirmá-lo e inseri-lo na legislação brasileira.

 

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Postura

Debate sobre jornada 6X1 é eleitoreiro, mas teremos que enfrentá-lo, diz Ciro Nogueira

Declarações foram feitas em evento do Brazilian Regional Markets

11/03/2026 13h30

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP Foto: Agência Senado

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O presidente do PP, Ciro Nogueira, afirmou que a PEC que acaba com a jornada de trabalho 6X1 é "eleitoreira" e que a conta não deve ser repassada "apenas ao empresariado".

"É um debate muito eleitoreiro. Vamos ter que enfrentar essa discussão, tem que existir um apoio popular. Mas vamos ter que ter a responsabilidade de não botar isso só na conta do empresariado. Temos um setor de serviços que é mais do que 70% do nosso peso. Vamos jogar esse custo para o governo que está apresentando essa opção", disse o senador.

As declarações foram feitas em evento do Brazilian Regional Markets (BRM), plataforma de inteligência e relacionamento da Apex dedicada ao desenvolvimento dos mercados regionais brasileiros. O evento também contou com a presença do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e com os pré-candidatos à Presidência pelo PSD Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.

Em sua fala, Rueda defendeu um adiamento da discussão da PEC do 6X1 e que o tema deve ser debatido com "maturidade". Também afirmou desejar que a eleição presidencial de 2026 seja "a última da polarização" e defendeu uma política moderada.

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