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A quase um ano da eleição, Riedel atua para repetir a aliança com os prefeitos

De olho na reeleição, o governador já se reuniu com 37 gestores municipais no período de 5 de maio a 18 de junho deste ano

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Apesar de reafirmar sucessivas vezes que só vai falar sobre reeleição e futuro partidário depois do Carnaval de 2026, o governador Eduardo Riedel (PSDB) tem intensificado as reuniões com os prefeitos de Mato Grosso do Sul nos últimos dois meses, no âmbito do programa MS Ativo Municipalismo, para reforçar a aliança que lhe garantiu a vitória no segundo turno do pleito de 2022.

A quase um ano das eleições gerais do próximo ano, Riedel já realizou, no período de 5 de maio a 18 de junho deste ano, reuniões com 37 prefeitos, com uma média de até seis gestores por dia, para tratar das principais demandas dos municípios. A última reunião foi realizada na quarta-feira, com o prefeito de Ribas do Rio Pardo, Roberson Luiz Moreira (PSDB).

No mesmo dia, porém, ele já tinha feito uma reunião com o prefeito de Anaurilândia, Professor Rafael (PP), enquanto, na terça-feira, o governador recebeu os prefeitos de Paranhos, Hélio Ramão Acosta (PSDB), e de Glória de Dourados, Júlio Buguelo (PSD). 

Na semana anterior, foram cinco prefeitos, os de Nova Andradina, Corumbá, Antônio João, Paraíso das Águas e Nova Alvorada do Sul, totalizando, apenas neste mês, 18 gestores municipais. Em maio, do dia 5 ao dia 27, foram 19 reuniões com prefeitos, tendo somente em uma semana seis encontros com gestores municipais.

Na prática, as reuniões são marcadas por reivindicações dos prefeitos, a maioria delas de obras de infraestrutura urbana, como pavimentação e drenagem, porém, às vezes, também são solicitadas construções de moradias populares e até a recuperação de pistas de pouso e decolagem dos aeródromos municipais.

Além do governador e dos secretários estaduais, os encontros também contam com a presença de deputados federais e estaduais, que, assim como Riedel, aproveitam as reuniões para se aproximar mais dos gestores municipais, com foco no apoio deles durante as eleições.

MUNICIPALISMO

A verdade é que o governador quer repetir a estratégia que deu certo e garantiu sua ida para o segundo turno nas eleições de 2022, deixando de fora o ex-governador André Puccinelli (MDB) e garantindo a vitória sobre o ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB).

Porém, essa aproximação com os prefeitos foi iniciada pelo então governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que adotou a famosa gestão municipalista, a qual está tendo continuidade na administração de Eduardo Riedel.

Riedel reconheceu, em 2022, que só venceu a eleição para governador porque conseguiu o apoio de, ao menos, 70 prefeitos de Mato Grosso do Sul. A lista de apoios incluiu até a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), porém, somente no segundo turno, já que no primeiro ficou ao lado do ex-prefeito Marquinhos Trad (PDT).

No interior, pesaram, sobretudo, os apoios da então prefeita de Sidrolândia Vanda Camilo (PP) e do então prefeito de Ponta Porã Hélio Peluffo (PSDB), que chegou a fazer parte da gestão de Riedel, após sair vencedor na corrida eleitoral.

Logicamente, os grandes feitos do então governador Reinaldo Azambuja contribuíram para a vitória de Riedel, pois ele construiu os hospitais regionais, como o de Três Lagoas, e lançou a gestão municipalista, recebendo e visitando os prefeitos das cidades do interior.

RECURSOS

Nessa linha, o programa MS Ativo já liberou recursos para diversas áreas, com foco em infraestrutura urbana, saúde, educação e assistência social, visando ao desenvolvimento dos 79 municípios. 

De 2023 a 2024, foram investidos mais de R$ 5 bilhões em infraestrutura e nas áreas de saúde, educação e assistência social. A expectativa é de que o MS Ativo continue a gerar impactos positivos nos municípios, com a continuidade de obras e projetos em diversas áreas.

Na área de infraestrutura urbana, o MS Ativo tem investido em obras como pavimentação, drenagem e iluminação pública, com destaque para o Bairro Novos Tempos 2, em Sonora, e o Polo Empresarial Otta Francisco Ewerling, enquanto na saúde foram feitas melhorias nos serviços, com foco na gestão compartilhada e na cooperação regional, bem como na educação e na assistência social.

SAIBA

O programa MS Ativo Municipalismo, do governo de Mato Grosso do Sul, apresenta um novo conceito de cooperação entre Estado e municípios para instituir um modelo de gestão pública orientado a resultados, baseado em dados e metas a serem atingidos, de modo a garantir entregas melhores para a população. Com isso, Estado e prefeituras participam da construção de políticas personalizadas.

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A 6 dias da eleição

Em MS, 92,6% não sabem para quem dar segundo voto ao Senado

Pesquisa espontânea do IPR/Correio do Estado ainda mostra que 76,79% não sabem dizer a quem pretendem dar o 1º voto

28/09/2026 07h45

Foto: Carlos Moura / Agência Senado

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A seis dias do primeiro turno das eleições, 92,60% dos eleitores de Mato Grosso do Sul ainda não sabem apontar espontaneamente a quem pretendem dar o segundo voto ao Senado. 
O índice chama a atenção porque, neste ano, cada eleitor terá direito a escolher dois candidatos diferentes para representar o Estado no Senado.

O levantamento Instituto de Pesquisa Resultado (IPR)/Correio do Estado mostra que a indefinição também é elevada em relação à primeira escolha, embora em proporção menor: 76,79% dos entrevistados não souberam dizer espontaneamente a quem pretendem dar o primeiro voto.

A diferença de quase 16 pontos porcentuais entre os dois índices evidencia que a segunda escolha está ainda menos consolidada. 

Enquanto pouco mais de 23% dos entrevistados citaram algum candidato, branco ou nulo para o primeiro voto, apenas cerca de 7% fizeram o mesmo quando questionados sobre a segunda opção.

No caso do segundo voto, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) foi citado por 2,81% dos entrevistados, enquanto o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) aparece com 1,53%, seguido pela senadora Soraya Thronicke (PSB), com 0,77%, e pelo advogado Roberto Oshiro (Novo) e pelo deputado federal Vander Loubet (PT) com 0,13% cada.

Já no caso do primeiro voto Capitão Contar aparece com 7,53%, seguido por Reinaldo Azambuja, com 6,76%, enquanto Soraya Thronicke e Vander Loubet registram 3,06% cada e Luiz Lemes (DC) e Roberto Oshiro foram mencionados por 0,26% cada. 

Além disso, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), que vai concorrer por São Paulo, e Valter da Comagran (PRD) receberam 0,13% das citações cada.

ANÁLISES

Para o cientista político Daniel Miranda, o elevado porcentual de eleitores que ainda não aponta candidatos ao Senado é compatível com uma característica das eleições para cargos legislativos: boa parte das escolhas ocorre nos últimos dias da campanha.

"Nas eleições para os legislativos, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, a maioria dos eleitores define seus candidatos na reta final da campanha", afirmou.

Segundo Miranda, as disputas para cargos do Executivo costumam concentrar maior atenção do eleitorado por causa do peso político, da exposição durante a campanha e da maior presença cotidiana de governadores e do presidente da República no noticiário.

"Em geral, as disputas para o Executivo atraem mais atenção, devido ao peso político de tais cargos, ao maior tempo de horário eleitoral destinado a eles e à maior visibilidade, cotidiana e nos noticiários, que governadores e presidente da República têm", explicou.

Nesse contexto, conforme ele, não surpreende que uma parcela expressiva dos eleitores ainda não tenha fechado os dois votos para o Senado.

"É normal as pessoas não apenas não terem definido seu voto ainda, como sequer saberem todos os cargos em disputa nas eleições deste ano", disse.

Miranda avalia que essa definição deve se intensificar justamente nos últimos dias antes da votação. "Somente bem próximo do dia da eleição é que as pessoas vão definir suas preferências eleitorais e, aí sim, os indecisos vão se decidir", afirmou.

ESPAÇO PARA MUDAR

O cientista político Tércio Albuquerque também chama a atenção para o tamanho do grupo que ainda não definiu espontaneamente o segundo voto e, para ele, o porcentual recomenda cautela em interpretações de que a distribuição das duas cadeiras já estaria definida antes da votação.

"Essa indefinição dos eleitores de Mato Grosso do Sul quanto a quem seria o seu candidato a senador coloca um pouco de água fria nessa fervura que criava uma situação em que somente o PL teria essa possibilidade de eleger os dois senadores", analisou.

Na avaliação dele, os últimos dias de campanha ganham ainda mais importância diante da quantidade de eleitores que não aponta espontaneamente uma segunda opção. 

"Assim, a depender da campanha que for desenvolvida pelos candidatos, dos apoios dos candidatos à Presidência e ainda dos apoios que possam efetivamente receber nesta reta final, esse quadro pode sofrer alterações", pontuou.

Na pesquisa estimulada, Reinaldo Azambuja (PL) aparece com 23,98%, seguido por Capitão Contar (PL), com 20,34%. Vander Loubet (PT) registra 8,99% e Soraya Thronicke (PSB), 8,61%. 

Para Albuquerque, embora Reinaldo e Contar apareçam com porcentuais maiores no levantamento estimulado, a indefinição registrada na pesquisa espontânea mantém relevante a disputa pelo eleitor que ainda não formou as duas escolhas para o Senado. 

"Em que pese essa indefinição, temos uma reta final em que os candidatos ainda vão buscar esse eleitor que não definiu os dois votos", avaliou.

BTG/Nexus

Flávio e Lula seguem como mais rejeitados, com 51% e 48%, respectivamente

Na rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, o índice era de 50% para Flávio e 49% para Lula

28/09/2026 07h18

 apenas 5% dos entrevistados admitem votar em ambos e 7% afirmam não votar em nenhum deles

apenas 5% dos entrevistados admitem votar em ambos e 7% afirmam não votar em nenhum deles

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 51% dos eleitores, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 48%, segundo a 16ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 28. Ao cruzar as respostas sobre os dois candidatos, o levantamento mostra que apenas 5% dos entrevistados admitem votar em ambos e 7% afirmam não votar em nenhum deles.

A rejeição corresponde à parcela que afirma não votar no candidato de jeito nenhum. Na rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, o índice era de 50% para Flávio e 49% para Lula. As variações de um ponto porcentual em sentidos opostos estão dentro da margem de erro da pesquisa.

O cruzamento das respostas revela o alcance da divisão do eleitorado: 44% afirmam que poderiam votar em Lula, mas não em Flávio; outros 41% admitem votar em Flávio, mas rejeitam Lula. Há ainda 7% que não votariam em nenhum dos dois e 3% que não conhecem um ou ambos os candidatos.

Para calcular o potencial de voto, a Nexus reúne quem respondeu que o candidato é o único em quem votaria e quem disse que poderia votar nele, mas também em outro.

A pesquisa indica que Flávio Bolsonaro tem maior rejeição no Nordeste (60%), entre mulheres (56%) e os sem religião (64%) e Lula tem maior rejeição no Sul (60%), entre homens (55%) e entre evangélicos (58%). De acordo com a mostra, 40% querem Lula eleito; 35% Flávio Bolsonaro ou alguém da família; e 21% nenhum dos dois.

A Nexus entrevistou por telefone 2.000 eleitores de 25 a 27 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.

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