Política

ELEIÇÕES 2024

Adriane já investiu R$ 215 milhões e tem mais R$ 540 milhões para obras

A atual prefeita de Campo Grande explicou que os recursos são 100% para obras de infraestrutura urbana no município

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Ao participar ontem da sabatina promovida pela Rádio CBN Campo Grande e pelo Correio do Estado, a atual prefeita da Capital e candidata à reeleição, Adriane Lopes (PP), revelou que nos dois anos e cinco meses à frente do Executivo municipal já investiu R$ 215 milhões em obras de infraestrutura urbana e teria outros R$ 540 milhões engatilhados para dar continuidade com esse tipo de melhoria na cidade.

“Nesse período, fizemos 150 quilômetros de asfalto, reformamos 205 escolas e 43 Unidades Básicas de Saúde. Além disso, temos R$ 540 milhões em carta-consulta, e eu já baixei esse limite prudencial, pois em razão de ser período eleitoral há uma pausa em pré-investimentos. Entretanto, finalizando as eleições, vamos usar o recurso em obras de infraestrutura em mais de 24 novos bairros de Campo Grande”, garantiu.

Adriane esclareceu que os projetos já estão prontos e que o recurso é suficiente para o término de todas essas obras de infraestrutura.

“Infelizmente, ainda temos 11 obras paradas que foram iniciadas nas administrações anteriores, incluindo escolas, o Centro de Belas Artes, a Praça dos Imigrantes, entre outras. Porém, já sei o quanto precisarei gastar para terminá-las, caso eu seja reeleita”, assegurou, adicionado que, após concluí-las, pretende lançar grandes desafios, como o viaduto na rotatória da fábrica da Coca-Cola para interligar as avenidas.

Conforme ela, esse viaduto já tem R$ 15 milhões de emendas da senadora Tereza Cristina (PP) e o projeto já está pronto. “A prefeitura para o futuro está arrumada, não tem o que falar. O desafio foi gigante, mas deu certo e vai dar certo. Vou colocar um ponto final nessa gestão e iniciar a próxima com o pé no chão, com as contas em dia, sem distorção, sem loucura, e tendo um relacionamento com o Legislativo de uma outra forma”, adiantou.

OBRAS PARADAS

Ainda se tratando das obras paradas, Adriane ressaltou que assumiu a gestão em abril de 2022 com várias edificações abandonadas e com os contratos judicializados.
“Não houve realinhamento do preço depois da pandemia. O que foi licitado antes tinha um valor e depois da pandemia tinha um outro valor. 
E essas obras foram judicializadas”, revelou.

Ela explicou que não dava para fazer uma ação e resolver todos os problemas jurídicos de uma vez. “O que eu tive que fazer? Colocar as equipes dos procuradores jurídicos para atuarem com rapidez para destravar as obras paradas na cidade. Hoje, Campo Grande é um canteiro de obras, e tenho mais de 30 bairros sendo pavimentados neste exato momento”, confirmou.

A candidata relatou que, nesse sentido, vem construindo novas soluções. “Nas últimas chuvas de janeiro, as bacias de contenção que nós construímos nesse tempo – que eram obras paradas que eu herdei, retomei, terminei e entreguei – já não impactaram tanto a cidade como nos anos anteriores, como a obra de contenção da Avenida Mato Grosso. 

São obras que trouxeram um refrigério à mudança, tendo as estruturas mudadas para ter uma cidade mais sustentável”, afirmou. Adriane salientou uma das obras mais emblemáticas à cidade, que é a reforma da Avenida Ernesto Geisel. “Eu consegui avançar naquela via e estou recapeando toda a Ernesto Geisel, uma avenida que estava com a recuperação parada há 30 anos e agora é uma realidade. Nós vamos terminá-la”, prometeu.

Com relação ao Centro de Belas Artes, a prefeita disse que é uma obra que está fazendo muitos aniversários e que já passou pelas mãos de vários gestores. “No meu governo, 
eu coloquei tudo o que tem para funcionar, trazendo a melhoria das estruturas, das escolas, das unidades de saúde, e agora nós estamos colocando um ponto final nas obras inacabadas”, reafirmou.

Segundo ela, o Centro de Belas Artes tem recursos para seu término e que o projeto é “muito bonito”. “Nós temos o projeto e, se eu for reeleita, vamos levar para lá o Parque Tecnológico [de Campo Grande], bem como toda a nossa área da cultura. Estou com um recurso para a revitalização da rotunda, chegando ao Parque Tecnológico, fazendo ali no Centro, usando aquele espaço que, ao longo dos anos, trouxe desenvolvimento para a cidade”, detalhou.

A prefeita disse ainda que pretende levar vida para aquela região, tendo em vista que atrás do Centro de Belas Artes há inúmeras obras de condomínios residenciais. “Tem também a Vila dos Idosos, próximo ao Mercadão. Então, nós estamos trabalhando a cidade no seu contexto, e o meu maior desafio é colocar um ponto final nas obras inacabadas de Campo Grande”, finalizou.

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FRENTE A FRENTE

Promessa de Catan de entregar celular a 190 mil alunos custa R$ 2,28 bilhões

O candidato a governador pelo Novo também defendeu valorização de professores, tabela estadual do SUS e redução de impostos

19/09/2026 08h00

O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) é candidato a governador de Mato Grosso do Sul

O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) é candidato a governador de Mato Grosso do Sul Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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Candidato a governador pelo Novo, o deputado estadual João Henrique Catan prometeu distribuir celulares de última geração aos estudantes da rede estadual de ensino caso seja eleito. 

A proposta foi apresentada durante o Frente a Frente, rodada de entrevistas promovida por Correio do Estado, Campo Grande News, SBT MS, TV Guanandi, JD1 Notícias e A Crítica com os candidatos ao governo do Estado.

“Nós vamos levar a tecnologia para dentro da escola. Eu vou colocar computador, vou colocar celular de última geração na mão dos estudantes”, afirmou Catan durante a sabatina.

A promessa surgiu após o candidato criticar a estrutura das unidades estaduais e dizer que escolas ainda enfrentam problemas básicos, como falta de computadores e dificuldades até mesmo para manter aparelhos de ar-condicionado funcionando.

A dimensão financeira da proposta, porém, dependeria diretamente do modelo escolhido e das condições de uma eventual compra pública. Afinal, a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul começou este ano letivo com cerca de 190 mil estudantes, distribuídos por 352 escolas nos 79 municípios, segundo a Secretaria de Estado de Educação (SED).

Catan não especificou durante a entrevista qual aparelho considera “de última geração”, nem apresentou uma estimativa do custo do programa. Porém, apenas como referência de mercado, o iPhone 18 Pro, lançado pela Apple neste mês, parte de R$ 11.999 no Brasil e, se um aparelho desse valor fosse adquirido para cada um dos cerca de 190 mil estudantes, a conta chegaria a aproximadamente R$ 2,28 bilhões.

Outro ponto que precisaria ser considerado na implementação da proposta são as regras atualmente existentes para o uso de celulares nas escolas. Desde janeiro de 2025, a Lei Federal nº 15.100 proíbe o uso, pelos estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas, recreios e intervalos em escolas públicas e privadas de educação básica. 

A legislação, entretanto, permite a utilização em sala de aula para finalidades estritamente pedagógicas ou didáticas, sob orientação dos profissionais de educação, além de prever exceções relacionadas à acessibilidade, inclusão, saúde e garantia de direitos fundamentais.

Em Mato Grosso do Sul, a Resolução/SED nº 4.388, de 5 de fevereiro de 2025, regulamentou a restrição especificamente nas unidades da Rede Estadual de Ensino. Dessa forma, uma eventual distribuição de smartphones pelo governo teria de ser acompanhada da definição das regras de utilização dos equipamentos nas escolas e de sua finalidade pedagógica.

SAÚDE

Na Saúde, Catan propôs uma tabela estadual do SUS, com repasses aos hospitais baseados em produtividade, número de leitos e especialistas. Para zerar em 12 meses as filas de consultas, exames e cirurgias, defendeu contratar a rede privada em horários ociosos, inclusive de madrugada. “Eu prefiro que uma pessoa que esteja passando por dificuldade faça na madrugada, mas resolva com um custo menor para o Estado”, disse.

Na Economia, prometeu reduzir impostos, rever incentivos fiscais e reformular o Fundersul e a pauta fiscal do ICMS. “Nós vamos acabar com o imposto garantido e com a pauta fiscal realizada com o intuito de apenas arrecadar”, afirmou.

Catan também defendeu maior transparência nas renúncias fiscais e mais incentivos para pequenos e médios produtores. Na área ambiental, propôs ampliar o pagamento por serviços ambientais aos proprietários que preservarem áreas. “Aquele que preserva vai receber por estar preservando”, disse. Ao relacionar a pecuária à prevenção de incêndios, afirmou que “o boi é o bombeiro do Pantanal”.

Em Segurança Pública, prometeu valorização das forças policiais, aumento do auxílio-alimentação e investimentos em tecnologia e investigação, além de ampliar a estrutura das polícias na fronteira com Paraguai e Bolívia para o combate ao crime organizado.

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ex-deputada

Zambelli contrata novo advogado para contestar extradição e condenações no STF

Carla Zambelli está solta desde maio, após permanecer presa na Itália em meio ao processo de extradição para o Brasil

18/09/2026 21h00

Ex-deputada federal Carla Zambelli

Ex-deputada federal Carla Zambelli Fotos: Lula Marques/ Agência Brasil

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A ex-deputada federal Carla Zambelli contratou o advogado brasileiro Eduardo Maurício para reforçar sua defesa e contestar as condenações impostas a ela pela Justiça brasileira. O novo advogado passou a atuar no caso na quinta-feira, 17, e trabalhará em conjunto com o italiano Pieremilio Sammarco em medidas relacionadas aos processos e ao pedido de extradição de Zambelli.

Em nota, Maurício afirmou que pretende adotar medidas processuais para tentar anular as duas condenações. Segundo o advogado, as decisões seriam resultado de "perseguição política" e teriam sido tomadas em processos nos quais, na avaliação da defesa, não foram respeitados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a busca pela verdade dos fatos.

A defesa também pretende contestar o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil à Itália. De acordo com Maurício, a estratégia inclui questionar a imparcialidade dos julgadores envolvidos nos processos, citando os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

"Estão sendo tomadas as medidas processuais para afastar a segunda extradição requerida pelo Brasil à Itália, justamente pelo fato dos julgadores serem os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, ambos envolvidos em polêmicas no STF ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro", afirmou o advogado em nota.

Maurício declarou ainda que, na avaliação da defesa, não haveria garantia de um julgamento justo e imparcial caso Zambelli seja entregue ao Brasil. O advogado afirmou que entregar Zambelli ao Brasil seria o mesmo que "condená-la à morte".

Em 2025, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes

A ex-deputada também recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O caso ocorreu no segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu, com uma arma em punho, o jornalista Luan Araújo pelas ruas da região dos Jardins, em São Paulo.

A situação de Zambelli na Itália

Carla Zambelli está solta desde maio, após permanecer presa na Itália em meio ao processo de extradição para o Brasil. A Justiça italiana havia autorizado, em março deste ano, o envio da ex-deputada ao País para que ela respondesse às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

O processo de extradição, porém, não foi concluído. A instância máxima do Judiciário italiano anulou, em duas ocasiões, as decisões que autorizavam a extradição, o que resultou na soltura de Zambelli. O Brasil voltou a pedir a extradição da ex-deputada, mantendo em aberto o processo para que ela seja enviada ao País e cumpra as penas determinadas pelo STF.

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