Política

Quinto Constitucional

Ana Carolina Ali deixa procuradoria-geral para concorrer a vaga de desembargadora em MS

Exoneração do comando da PGE-MS foi publicada no Diário Oficial, e procuradora do Estado disputará vaga indicada pela OAB-MS ao Tribunal de Justiça

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A procuradora-geral do Estado de Mato Grosso do Sul, Ana Carolina Ali Garcia, deixou, nesta quarta-feira (8), o cargo de 1º escalão que ocupava desde março de 2022. A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, também nesta quarta-feira (8).

Ana Carolina Ali Garcia deixa o cargo de procuradora-geral do Estado, que ocupou por quatro anos consecutivos, para concorrer a uma vaga de desembargadora no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Ela deve se candidatar para integrar a lista sêxtupla que a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) deve enviar ao Tribunal de Justiça até o mês que vem.

“Ter exercido a nobre missão de dirigir a PGE-MS foi um marco na minha vida profissional e pessoal. Durante essa caminhada tive ao meu lado pessoas competentes e solidárias, cúmplices e partícipes dos muitos tijolos que colocaram a PGE numa posição que é motivo de honra e satisfação”, disse Ana Carolina Ali ao Correio do Estado. 

“Foi grandioso porque foi com compromisso, entregas, renúncias, técnica, diálogo, respeito e conexões que me inspiram a ir além. Olhando para trás, vejo que o trajeto foi árduo, mas reconfortante, e não tenho dúvidas de que faria tudo de novo”, acrescentou.

O Quinto Constitucional

A vaga de desembargador, pelo Quinto Constitucional, foi aberta depois que o advogado Ari Raghiant deixou o cargo de desembargador, no mês passado, após atuar como magistrado por pouco mais de três anos.

Ana Carolina Ali Garcia é a segunda procuradora-geral do Estado de Mato Grosso do Sul a deixar o cargo máximo da advocacia pública local para concorrer a uma vaga de desembargadora pelo Quinto Constitucional.

Em 2022, Fabíola Marquetti Sanches Rahim deixou o cargo para concorrer a uma das vagas de desembargadora no Tribunal de Justiça de MS e avançou na disputa. Ela foi uma das integrantes da lista sêxtupla enviada ao então governador Reinaldo Azambuja, juntamente com os advogados Ari Raghiant e Alexandre Ávalo. Na ocasião, Azambuja escolheu Raghiant, que ocupou a vaga que Ana Carolina Ali deseja alcançar.

Para conquistar seu objetivo, a procuradora do Estado terá de ser aprovada pelo Conselho da OAB-MS e integrar a lista sêxtupla que será enviada ao Tribunal de Justiça. Dentro do TJMS, deverá integrar a lista tríplice que será encaminhada ao governador Eduardo Riedel.

Ao longo da carreira, Ana Carolina Ali ocupou cargos decisivos dentro da Procuradoria-Geral do Estado e no Direito Público. Mais recentemente, teve papel importante na articulação e elaboração da Reforma Tributária.

Buscando sempre aliar a técnica com bons relacionamentos políticos, foi consultora legislativa do governo de Mato Grosso do Sul, trabalhando diretamente com a Assembleia Legislativa.
 

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Upgrade Político

Eleições terão recorde de vereadores de Campo Grande como pré-candidatos

No pleito deste ano, serão 18 parlamentares de olho em vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados

08/04/2026 08h00

Montagem

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O número de vereadores de Capital pré-candidatos às eleições legislativas deste ano deverá ser o maior da história da Câmara Municipal de Campo Grande, tendo 18 de um plenário de 29 parlamentares, ou seja, 62,1% da Casa de Leis vão se lançar ao pleito de outubro de olho ou nas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) ou nas oito vagas do Estado na Câmara dos Deputados.

Na comparação com as eleições legislativas de 2022, a quantidade de vereadores deste ano já é maior, pois, há quatro anos 14 vereadores da Capital saíram candidatos a deputados, isto é, 48% da Casa de Leis, somando estaduais e federais. Nove disputaram vagas na Alems e cinco concorreram a vagas na Câmara dos Deputados.

Entre os vereadores candidatos naquele ano, dois foram eleitos: Lidio Lopes, conquistou uma cadeira na Alems, enquanto Camila Jara ganhou uma vaga na Câmara dos Deputados.

No pleito de 2018, foram 13 vereadores candidatos, ou seja, 45% do total de 29 parlamentares, e apenas Loester Trutis foi eleito, garantindo uma vaga na Câmara dos Deputados.

Já em 2014 foram 11 vereadores candidatos às eleições, para disputar as vagas de deputados estaduais ou federais. 

Ou seja, aproximadamente 38% dos vereadores participaram daquele pleito. Na época, Zeca do PT foi eleito deputado federal e Grazielle Machado foi eleita deputada estadual. 

Os números demonstram que a Câmara Municipal de Campo Grande virou cada vez mais um ponto de projeção para cargos maiores, com os partidos passando a estimular candidaturas próprias e o aumento também reflete a fragmentação política e maior número de chapas competitivas.

Já no pleito deste ano, quatro parlamentares vão tentar vagas na Câmara dos Deputados, enquanto 14 parlamentares vão concorrer a cadeiras na Alems. 

Na bolsa de apostas, pelo menos três vereadores estão muito bem cotados para carimbar os passaportes rumo a um upgrade político. 

São eles: os vereadores Silvio Pitu (PSDB) e Flávio Cabo Almi (PSDB), que vão concorrer a vagas na Alems, e o vereador Marquinhos Trad (PV), que disputará uma cadeira para a Câmara dos Deputados.

Além desses três também serão candidatos os vereadores Ana Portela (PL) e André Salineiro (PL), que vão tentar vagas na Alems, assim como Jean Ferreira (PT) e Luiza Ribeiro (PT), bem como Junior Coringa (MDB) e Herculano Borges (Republicanos).

Também vão tentar vagas na Assembleia Legislativa, o dr. Victor Rocha (PSDB), Fábio Rocha (União Brasil), Maicon Nogueira (PP), veterinário Francisco (União Brasil), Wilson Lands (Avante) e Leinha (Avante), enquanto os vereadores professor Juari (PSDB), Rafael Tavares (PL) e Neto Santos (Republicanos) vão tentar vagas na Câmara dos Deputados.

ANÁLISE

Conforme análise do presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Vicente Silva Neto (PSDB), o Papy, esses três nomes alcançam maior visibilidade nas mídias tradicionais e digitais, bem como influência nas articulações políticas. 

“Apesar das críticas pelo momento de Campo Grande e dos problemas do Executivo municipal, a Câmara de Vereadores [de Campo Grande] está muito mais evidenciada. E isso tem refletido na popularidade e intenção de votos. Não é fácil, mas penso ser possível atingirmos o maior número de vereadores eleitos neste pleito. Pelo menos, é um dos meus objetivos como presidente da Casa de Leis”, afirmou Papy.

Ele comentou que o parlamentar de Campo Grande sempre é requisitado pelas legendas partidárias para serem candidatos, no caso ainda pré-candidatos, por terem uma atuação ativa e em uma cidade maior, que é a Capital.

Papy completou que fica feliz, porque isso demonstra que o trabalho realizado pela Câmara Municipal de Campo Grande é forte e tem visibilidade no Estado, pois tem promovido a realização e a transformação na cidade. 
“Portanto, eu vejo com bons olhos os meus colegas serem candidatos”, reforçou.

Quanto ao prejuízo dos trabalhos legislativos que ocorre, geralmente, por conta da saída da metade da Casa de Leis para disputar as eleições deste ano, o presidente não acredita que isso possa acontecer e nem que seja necessário convocar os suplentes.

“Não terá necessidade de suplência, porque o vereador consegue tocar o mandato e a campanha. E temos o compromisso lá das sessões, das audiências públicas, das CPIs [Comissões Parlamentares de Inquérito] e das reuniões. Essa agenda, o vereador, mesmo candidato, não vai abrir mão”, assegurou.

Papy lembrou que tem os fins de semana, que, para os vereadores de Capital, já começa na parte da tarde de quinta-feira e vai até a segunda-feira, possibilitando que eles possam viajar para o interior para fazer campanha. 

“E sem falar que hoje, com o advento da internet, nós temos a possibilidade de fazer muitas coisas digitalmente. Hoje, então, as campanhas conseguem ter bastante alcance”, detalhou.

Para finalizar, o presidente espera que os colegas sejam candidatos competitivos e que a maioria consiga ser eleita. 

“Se Campo Grande tiver uma grande representação na Assembleia Legislativa e também na Câmara dos Deputados, vou ficar muito satisfeito”, finalizou.

Na análise do diretor do Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul (Ipems), Lauredi Sandim, a alta concorrência de vereadores de Campo Grande aos cargos proporcionais nas eleições deste ano deve-se principalmente ao fato do número expressivo do eleitorado campo-grandense.

“Com uma população de quase 900 mil pessoas, das quais 646.198 são aptos a votar, o município de Campo Grande representa 34% do total de eleitores de Mato Grosso do Sul, que hoje é de 1.951.825. Por isso, com tantos eleitores, facilita que um ou outro vereador consiga ser eleito para deputado estadual e até para deputado federal”, analisou.

MOTIVAÇÃO

Entre os motivos para a nova corrida de vereadores nas eleições para a Alems e Câmara dos Deputados dois se destacam. 
O primeiro: eleitos em 2024 para mandato de quatro anos, se perderem, os vereadores retornam aos seus mandatos municipais. 

Caso tenham sucesso eleitoral, ascendem a outro nível na carreira legislativa, ingressando no time de deputados que jogam com outro cronograma eleitoral. 

Impulsionados pelas emendas impositivas que aumentam a fidelidade das bases eleitorais, deputados consideram concorrer à reeleição nas eleições gerais uma tirada mais certa. 

Ao se transformarem em unidades orçamentárias por força das emendas parlamentares impositivas, a lógica das carreiras políticas se alterou: optam pelo caminho mais seguro, repetindo a frase que se tornou lenda no meio político: “Sem mandato, nem vento bate nas costas”.

É dentro dessa lógica que as eleições municipais são o momento em que deputados estaduais e federais tentam a transição para cargos executivos. 

Há um segundo motivo para que mais da metade dos vereadores de Campo Grande concorra às eleições proporcionais de outubro. 

Partidos têm uma só meta, considerada mais importante do que a eleição presidencial e de governos estaduais: eleger deputados federais. 

São os tamanhos das bancadas que definem a fatia do Fundo eleitoral e partidário que terão acesso pelos próximos quatro anos.

No contexto do enxugamento partidário com a formação de federações e fusões, ao mesmo tempo em que o número de candidatos se reduz, a disputa também se torna mais competitiva: as legendas miram nomes para as suas chapas proporcionais com potencial de voto, sob pena de sequer alcançarem o quociente eleitoral necessário para uma única cadeira.

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Política

Alcolumbre evita dar previsão para votação de Messias: 'Pretendo falar com os líderes'

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evitou nesta terça-feira, 7, dar uma previsão sobre a votação da indicação

07/04/2026 19h00

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), evitou nesta terça-feira, 7, dar uma previsão sobre a votação da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) Perguntado sobre o assunto, Alcolumbre respondeu: "Pretendo falar com os líderes e com o presidente da CCJ Comissão de Constituição e Justiça", referindo-se ao senador Otto Alencar (PSD-BA), sem citar data.

A indicação foi encaminhada pelo governo ao Senado na semana passada.

Agora, cabe a Alcolumbre despachar a mensagem para a CCJ.

O presidente do Senado, no entanto, defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.

 

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