Política

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Apaixonadas por pescaria

Apaixonadas por pescaria

Redação

05/04/2010 - 21h47
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THIAGO ANDRADE

Em vez de ficar em casa, enquanto os maridos saem para pescar, algumas mulheres arrumam a própria “tralha” – como é chamado o conjunto de equipamentos usados na pescaria – e vão para os rios em busca de grandes peixes e boas histórias. Embora seja uma atividade associada, principalmente, ao universo masculino, muitas mulheres têm conquistado seu espaço e mostram-se grandes conhecedoras desta arte em meio à natureza.
“Pesco desde criança, quando meu pai me levava para os rios da região e nós passávamos o dia ali, conversando e pegando peixes”, lembra Sônia Victório Faustino, gestora de saúde que mora, atualmente, em Dourados e sai para pescar com o marido sempre que possível.

Apesar de não pertencer a um grupo específico, Sônia habituou-se a pescar junto de familiares e amigos. “Em feriados mais longos, sempre vamos para o rio. É uma atividade que tranquiliza e acaba com o estresse. Ela também permite o entrosamento entre as pessoas”, defende.
Sônia conta que, quando era solteira, participava de um grupo de mulheres pescadoras. “Depois de casada, a gente acabou perdendo o contato e meu marido, primos e genros tornaram-se os principais companheiros de barco”, aponta. Atualmente, a pescadora admite que são poucas as mulheres que pescam. Segundo ela, se a mulher não tem o perfil adequado, dificilmente vai gostar desse hobby.

“Eu saio para pescar desde os nove anos. Acordava cedo e subia o rio com meu pai. Sempre foi algo que gostei”, explica. Embora a rotina tenha diminuído o tempo para a prática, Sônia conta que sempre procura locais alternativos. “Se não dá para viajar, procuro um pesque- e-pague. Mas não é a mesma coisa que passar o dia no barco”, garante. A última pescaria da qual participou foi na Páscoa do ano passado. “Não vejo a hora de fazer outra”, anima-se.
Amigas
O que começou como uma forma de diversão entre amigas, cresceu tanto, que se tornou um torneio com duração de cinco edições. A empresária Marinês Bertagnolli foi uma das responsáveis pela organização pelo evento. “Eu e algumas amigas nos reuníamos para pescar sempre que podíamos, até que um dia surgiu a ideia de realizar esse torneio. Era algo que faltava aqui no Estado”, lembra.

A primeira edição, que aconteceu em 1992, levou 12 mulheres para o distrito corumbaense de Albuquerque. “Sorteávamos as duplas por lá mesmo e íamos para o Rio Paraguai. Vencia quem pegasse o maior peixe e fisgasse a maior quantidade de exemplares nobres, como pintados, pacus e dourados”, conta Marinês. Na última vez que o torneio foi realizado, em 1995, 24 mulheres viajaram para o distrito.

“Isso mostra como as mulheres gostam de pescar”, aponta. Os encontros deixaram de ser realizados em consequência da dificuldade para organizá-los e pela falta de tempo. “Montei minha rotisserie e, atualmente, viajo pouco para pescar. No máximo, umas três vezes por mês”, relata.
Ela e suas amigas ainda se encontram para desbravar os rios sul-mato-grossenses em busca de peixes grandes e suculentos. “Deixamos os maridos de lado e vamos para a água. Já aconteceu de ficarmos uma semana no Rio Paraguai, em uma casa flutuante”, orgulha-se. Agora, quem fica à espera de Marinês em casa é o marido; mas, segundo ela, ele já se acostumou com as viagens da esposa.

Assim como Sônia, Marinês aprendeu a pescar na infância, acompanhando o pai. “Sempre gostei e fui aperfeiçoando. Garanto que pesco melhor que muito homem”, brinca. A pescadora lembra que, nas primeiras vezes que saiu com as amigas e seus maridos, os homens não as deixavam conversar “por medo de espantar os peixes”. Ela afirma que “foi isso que motivou as saídas só de mulheres. Fazíamos de pirraça”.

ELEIÇÕES 2026

Prazo para regularizar título de eleitor encerra em dois meses

Após o dia 6 de maio, o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

06/03/2026 17h45

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio Arquivo/ Correio do Estado

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O prazo para regularizar o título eleitoral começa a entrar nos últimos dois meses. A partir desta sexta-feira (6), faltam exatamente 60 dias para os eleitores terem todos os documentos regularizados para que executem seu direito de cidadão.

O último dia para isto é 6 de maio. Após essa data o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

De acordo com a Lei das Eleições, nº 9.504 de 1997, a data limite e improrrogável para ficar certo com a Justiça Eleitoral, ocorre 150 dias antes da eleição.

O eleitor deve procurar o Cartório Eleitoral para regularizar a situação, onde pode solicitar pelos seguintes serviços:

  • transferência de domicílio
  • alteração de endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • atualização de dados cadastrais
  • ou cadastro biométrico

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) orienta para não deixar para a última hora, a fim de evitar filas, eventuais instabilidades do sistema ou imprevistos. É importante lembrar que quem não estiver em dia com a Justiça Eleitoral, não poderá votar nas eleições de outubro.

Como consultar?

Para consultar sua situação eleitoral, basta acessar o  autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral - (TSE) e preencher seus dados.

Como regularizar?

Em Campo Grande, a Central de Atendimento Ao Eleitor funciona das 12 às 18h, e está localizada na Rua Delegado José Alfredo Hardman, 180, Jardim Veraneio.

Também há atendimento eleitoral no Centro Integrado de Justiça - (CIJUS), das 12h às 18h.

O horário de expediente é o mesmo para os Fóruns Eleitorais localizados no interior do Estado.

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União

Governo Federal cumpre agenda para demarcar áreas no entorno do Rio Paraguai

Secretaria do Patrimônio da União deu início a uma série de audiências para proteger Pantanal

06/03/2026 17h20

Foto: Divulgação

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Por meio de audiências públicas, a Secretaria do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS), encabeçada pelo superintendente Tiago Botelho, iniciou no último mês o processo de demarcação de áreas no entorno do Rio Paraguai. O Governo Federal visa abrir diálogos para atuar na proteção dos rios sul-mato-grossenses.

Botelho, representou a União na abertura dos diálogos, que já aconteceram em Miranda, Ladário, Corumbá, Aquidauana e Anastácio. As próximas audiências estão previstas para Maracaju, Bonito, Jardim, Porto Murtinho, Naviraí, Itaquiraí e Jateí, nos meses de março e abril.

O diálogo ocorre em um momento considerado estratégico para o Governo Federal, após a revogação do decreto nº 12.856, que previa a inclusão de trechos de rios federais no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Corumbá recebeu a abertura oficial do procedimento administrativo de definição da linha média de enchente ordinária, parâmetro técnico que delimita as áreas de domínio público federal ao longo do rio Paraguai. As conversas têm objetivo discutir a separação de áreas públicas e privadas, com base em estudos técnicos, ambientais e jurídicos, para assegurar a transparência e participação social.

Foto: Divulgação / SPU 

"A demarcação tem metodologia técnica e embasamento jurídico. É um instrumento fundamental para proteger as margens do Rio Paraguai, ordenar o uso do solo e evitar conflitos fundiários", afirmou Botelho ao ressaltar o papel da SPU em proteger o patrimônio público e garantir que ele cumpra sua função social.

Entre os objetivos das audiências públicas estão a apresentação dos estudos técnicos que fundamentam a delimitação, a escuta de moradores, prefeituras, organizações da sociedade civil e órgãos ambientais, além da coleta de contribuições e eventuais contestações.

O processo também subsidia a decisão final da SPU quanto à homologação ou retificação dos limites, orientando medidas posteriores como registro cartográfico, regularização de ocupações, restrições de uso quando necessárias e ações de fiscalização.

Durante a audiência, a SPU/MS também apresentou balanço das ações recentes no estado. Entre 2023 e 2026, cerca de R$ 350 milhões em imóveis da União foram destinados a políticas públicas. Areas antes ociosas ou com pendências administrativas passaram a ser direcionadas para finalidades como saúde, educação, assistência social e regularização fundiária.

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