Política

DEMOCRACIA

Após desistir de debate na Globo, Flávio critica TSE e pede voto útil

Flávio Bolsonaro desistiu do debate depois que decisão do ministro Gilmar Mendes mandou incluir Renan Santos entre os participantes. Depois disso, a Globo cancelou o evento

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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) aproveitou os holofotes pela sua desistência de participação e pelo posterior cancelamento do debate na Globo na noite desta quinta-feira, 1º de outubro, para pedir voto útil em si mesmo numa tentativa de fechar a eleição no primeiro turno, no próximo domingo.

A emissora cancelou o debate a menos de uma hora do início, depois de Flávio desistir de comparecer, na esteira de uma decisão da Justiça Eleitoral a favor do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O petista já havia informado que faltaria ao evento, mas o bolsonarista era esperado nos Estúdios Globo, na zona oeste do Rio.

Na transmissão, Flávio criticou o que chamou de "censura" e "interferência do Judiciário" e pediu um "voto de revolta" dos brasileiros em sua sigla. Trata-se de uma tentativa de criar um movimento pelo voto útil e atrair os votos que iriam para os adversários, principalmente Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

"Se você estava pensando em não votar, compareça e vá votar no domingo. Se você está pensando em votar em algum outro candidato, que são meus concorrentes contra o Lula, a única candidatura que pode superar o Lula é a do Flávio Bolsonaro. Me dê o seu voto de revolta, me dê o seu voto inteligente já no primeiro turno", declarou Flávio.

O candidato afirmou que "Lula não só não vai ao debate como usa seus amigos do Judiciário para impor censura no debate da Rede Globo", e explorou o sentimento de indignação para apelar pelo "voto de revolta" contra o Judiciário.

"Eles criaram um sistema de bypass, um mecanismo, uma fraude para escolher quem são os ministros do TSE que vão tomar as decisões a favor do Lula. Estão avacalhando as eleições. Isso é desespero. Isso tem um nome: é o voto da revolta. Eles sabem que essa eleição vai acabar neste domingo. E vamos eleger a maior bancada de senadores deste Brasil", afirmou.

Aliados de Flávio como Nikolas Ferreira (PL-MG), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Gustavo Gayer (PL-GO) e o coach Pablo Marçal participaram da transmissão manifestaram apoio ao candidato, pediram união em torno de sua candidatura e, acima de tudo, atacaram a Justiça.

Nikolas afirmou que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai beneficiar o bolsonarista: "Acabaram de eleger Flávio. Se não é censura, eles não ganham. Se não é no tapetão, eles não ganham. Se o Flávio já ia ganhar [antes dessa interferência da Justiça], agora vai ganhar a rodo."

Já Marçal usou sua participação para pregar voto útil em Flávio no primeiro turno e se dirigiu aos principais candidatos da disputa, todos à direita: "Eu tenho amizade com o Cury. Preciso falar: O Cury tem de vir em outras eleições, tem de ter paciência. Existe um inimigo maior. O Caiado poderia ser o melhor ministro da Segurança Pública da história, está em tempo ainda. Zema, por favor, você já viu que não tracionou, vem caminhar com a gente", declarou Marçal.

Decisões do Judiciário

A ministra do TSE Estela Aranha concedeu no começo da noite uma liminar para suspender a regra da Globo que previa, no debate presidencial da quinta-feira, 1º, a exibição destacada da cadeira vazia e a possibilidade de candidatos presentes fazerem perguntas dirigidas ao candidato ausente.

A ministra alegou que a participação no debate é facultativa por lei e a regra poderia criar desequilíbrio entre as candidaturas, além de funcionar como forma indireta de pressionar o candidato a comparecer.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes também determinou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) ao debate, ainda que seu partido não tenha o número mínimo de cadeiras na Câmara que garanta a obrigatoriedade de sua presença

Gilmar chamou a exclusão de Renan de "indevida" e afirmou que sua participação favoreceria não somente o direito do candidato de se manifestar como do eleitor de ser "exposto à diversidade de projetos políticos em disputa".

Ao anunciar o cancelamento do evento, a TV Globo mencionou uma outra decisão, do presidente do TSE, alterando entendimentos do próprio Tribunal sobre participações em debate para justificar sua decisão.

"Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais. Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite", informou a emissora.

PoderData/Aya

Flávio Bolsonaro amplia vantagem e vai a 53%; Lula tem 47%

No primeiro turno da disputa presidencial, com 100% das urnas apuradas, Flávio pontuou 47,03% e Lula 45,16% dos votos válidos

08/10/2026 08h55

O avanço de Flávio na pesquisa vem acompanhado da queda na sua taxa de rejeição, que reucou três pontos

O avanço de Flávio na pesquisa vem acompanhado da queda na sua taxa de rejeição, que reucou três pontos

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Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8) mostra que o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ampliou a vantagem que teve ao final do primeiro turno sobre o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a pesquisa, que é a primeira divulgada neste segundo turno, Flávio aparece com 53% dos votos válidos e Lula com 47%. No primeiro turno da disputa presidencial, com 100% das urnas apuradas, Flávio pontuou 47,03% e Lula 45,16%, uma vantagem para o senador de 1,87 p.p. Pela pesquisa divulgada hoje, a vantagem do candidato do PL é de 6 p.p.

De acordo com o PoderData/Aya, Lula preserva a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado, como as mulheres, onde registra 50% das intenções de voto, contra 42% do senador do PL. Flávio vai melhor no Centro-Oeste (54%), no Sudeste (51%) e no Sul (58%) e entre os que cursaram o ensino médio (55%).

Expectativa de vitória

Os eleitores também foram questionados sobre quem tem mais chances de vencer a disputa pelo Palácio do Planalto neste segundo turno, medindo a expectativa de vitória, não de voto: 54% avaliam que Flávio tem mais chances de vencer a eleição, enquanto 37% consideram Lula o candidato com maior probabilidade de vitória. Outros 9% não souberam responder.

Em uma semana, a expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro cresceu 9 pontos porcentuais, enquanto a de Lula recuou 11 pontos porcentuais. Na pesquisa anterior, 45% apostavam na vitória do senador, ante 48% que esperavam a reeleição de Lula.

Rejeição

O avanço de Flávio na pesquisa vem acompanhado da queda na sua taxa de rejeição. Nesta nova rodada do PoderData/Aya, 43% dos entrevistados dizem que não votariam "de jeito nenhum" no senador, um recuo de 3 pontos porcentuais em 7 dias. Entre os que rejeitam Lula, a taxa oscilou de 47% para 46%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 5 a 7 de outubro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, com 3 mil eleitores de todo o País. A margem de erro é der 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos, o nível de confiança é de 95% e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo BR-08134/2026.

MANDATO 2027-2030

Riedel e Barbosinha tomarão posse em 6 de janeiro

Diferentemente de outros anos, posse não ocorrerá mais em 1° de janeiro

08/10/2026 08h35

Barbosinha e Riedel em coletiva de imprensa

Barbosinha e Riedel em coletiva de imprensa GERSON OLIVEIRA

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Governador reeleito Eduardo Riedel e seu vice José Carlos Barbosa vão tomar posse novamente em 6 de janeiro de 2027, quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), localizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Eles assumirão mais um mandato de quatro anos (2027-2030). Ao todo, ficarão oito anos no poder executivo estadual, de 2023 a 2030. Isto significa que nas eleições gerais de 2030, Riedel não poderá mais concorrer ao cargo de governador.

Diferentemente de outros anos, a posse não ocorrerá mais em 1° de janeiro. O motivo da mudança de data é evitar que o dia coincida com as festas de fim de ano (revéillon), quando muitas pessoas estão viajando ou comemorando com família e amigos.

Com isso, pela primeira vez, a posse de governadores e vice ocorrerá simultaneamente em 6 de janeiro em todos os estados brasileiros.

A posse do presidente da República acontecerá um dia antes, em 5 de janeiro, terça-feira. A diplomação dos candidatos eleitos ocorrerá em 18 de dezembro de 2026.

Em 26 de novembro de 2025, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou a mudança na data da posse para governador, com a justificativa de que a Casa de Leis deve adotar o princípio de simetria, que determina que estados e municípios adotem normas equivalentes às previstas na Constituição Federal.

O Projeto de Emenda Constitucional é de autoria do deputado Zé Teixeira e coautoria de Gerson Claro, Gleice Jane, Lia Nogueira, Caravina, Junior Mochi, Marcio Fernandes, Paulo Corrêa, Paulo Duarte, Pedro Kemp e Zeca do PT.

A posse dos deputados estaduais eleitos será em fevereiro de 2027.

ELEIÇÕES 2026

Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul, no primeiro turno, por mais quatro anos. Ele recebeu 914.323 votos (67,07%).

O ex-deputado federal Fábio Trad (PT) terminou a disputa em segundo lugar, com 322.807 votos (23,68%). O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) ficou em terceiro 98.677 votos (7,24%).

A vantagem de Riedel sobre o candidato petista foi de 43,39 pontos porcentuais e 591.516 votos.

Após a vitória, o governador agradeceu a confiança dos eleitores e o empenho da equipe. "Obrigado, Mato Grosso do Sul! Juntos, nós fizemos história", disse o chefe do executivo estadual em suas redes sociais.

 

 

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