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Após reajuste de 37%, Câmara de Dourados abre duas novas vagas

Com 243 mil habitantes, município passa a ter 21 vereadores a partir de 2025. Pela legislação, ampliação poderia ter acontecido há duas décadas

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Os vereadores de Dourados aprovaram na manhã desta quarta-feira a criação de duas novas vagas para a Câmara do município a partir de 2025, elevando para 21 a quantidade de vagas na segunda maior cidade do Estado.

Com 243 mil habitantes, de acordo com dados do IBGE divulgados em setembro, o município passa a ter um vereador para cada 11,5 mil moradores. Em Campo Grande, para efeito de comparação, existe um vereador para cada grupo de 31 mil habitantes. 

A medida foi aprovada em sessão extraordinária e teve o apoio de todos os integrantes da Casa de leis, “Passam o ano todo sem fazer nada e agora fazem seção extra”, comentou um internauta nas redes sociais. “Porque sabem que essa época do ano, o povo está preocupado com outras coisas , ótima oportunidade pra sambar na nossa cara”, respondeu outro internauta. 

Em Dourados o salário dos vereadores passa de R$ 12,6 mil para R$ 17,3 mil a partir de janeiro de 2025, conforme medida aprovada no começo de dezembro. O aumento ultrapassa os 37%.

Mesmo assim o presidente da Casa, Laudir Muranetto, diz que a Câmara “vem sendo administrada com austeridade e transparência, principalmente no campo financeiro. Para se ter ideia, vamos finalizar este ano com a devolução de mais de R$ 17 milhões como parte das sobras do duodécimo, dinheiro que o município poderá investir em obras e programas sociais para servir a comunidade”, no dia em que o aumento foi aprovado.

Conforme a legislação federal, Dourados já poderia ter ampliado o número de vagas há cerca de duas décadas, já que cidades entre 160 mil e 300 mil habitantes podem ter até 21 vereadores. Porém, a legislação é clara ao estipular o número máximo de políticos. Por uma questão e economia, as cidades podem optar um número menor. 

Enquanto isso, os vereadores de Campo Grande que estão de olho em uma possível reeleição devem estar lamentando os dados do último censo do IBGE, que contabilizou exatamente 898.100 moradores na Capital.

Se tivesse 1,9 mil habitantes  a mais, a Capital teria direito a abrir mais duas vagas, elevando de 29 para 31 a quantidade de eleitos para o legislativo municipal. Municípios com população entre 900 mil e 1,05 milhão de habitantes podem ter até 31 vereadores, diz a legislação federal. 

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO


    • Municípios de até 15 mil habitantes podem ter até 9 vereadores
    • Municípios com população entre 15 mil e 30 mil habitantes podem ter até 11 vereadores
    • Municípios com população entre 30 mil e 50 mil habitantes podem ter até 13 vereadores
    • Municípios com população entre 50 mil e 80 mil habitantes podem ter até 15 vereadores
    • Municípios com população entre 80 mil e 120 mil habitantes podem ter até 17 vereadores
    • Municípios com população entre 120 mil e 160 mil habitantes podem ter até 19 vereadores
    • Municípios com população entre 160 mil e 300 mil habitantes podem ter até 21 vereadores
    • Municípios com população entre 300 mil e 450 mil habitantes podem ter até 23 vereadores
    • Municípios com população entre 450 mil e 600 mil habitantes podem ter até 25 vereadores
    • Municípios com população entre 600 mil e 750 mil habitantes podem ter até 27 vereadores
    • Municípios com população entre 750 mil e 900 mil habitantes podem ter até 29 vereadores
    • Municípios com população entre 900 mil e 1,05 milhão de habitantes podem ter até 31 vereadores
    • Municípios com população entre 1,05 milhão e 1,2 milhão de habitantes podem ter até 33 vereadores
    • Municípios com população entre 1,2 milhão e 1,35 milhão de habitantes podem ter até 35 vereadores
    • Municípios com população entre 1,35 milhão e 1,5 milhão de habitantes podem ter até 37 vereadores
    • Municípios com população entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de habitantes podem ter até 39 vereadores
    • Municípios com população entre 1,8 milhão e 2,4 milhões de habitantes podem ter até 41 vereadores
    • Municípios com população entre 2,4 milhões e 3 milhões de habitantes podem ter até 43 vereadores
    • Municípios com população entre 3 milhões e 4 milhões de habitantes podem ter até 45 vereadores
    • Municípios com população entre 4 milhões e 5 milhões de habitantes podem ter até 47 vereadores
    • Municípios com população entre 5 milhões e 6 milhões de habitantes podem ter até 49 vereadores
    • Municípios com população entre 6 milhões e 7 milhões de habitantes podem ter até 51 vereadores
    • Municípios com população entre 7 milhões e 8 milhões de habitantes podem ter até 53 vereadores
    • Municípios com população com mais de 8 milhões de habitantes podem ter até 55 vereadores

Votação

Direita de MS comemora derrubada do veto que beneficia Jair Bolsonaro

Deputados e Senadores votaram pela anulação da PL da Dosimetria, projeto do presidente Lula, e pode reduzir as penas de condenados pelos atos golpistas em 8 de janeiro de 2023

30/04/2026 16h45

Parlamentares derrubaram o voto em sessão nesta quinta-feira (30)

Parlamentares derrubaram o voto em sessão nesta quinta-feira (30) Divulgação

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A ala da direita de Mato Grosso do Sul celebrou a derrubada do veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que permite a redução das penas de condenados pelos ataques ao Palácio do Planalto em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023. 

O projeto pode beneficiar pelo menos 190 pessoas condenadas pelos atos, de acordo com o último balanço do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos favoráveis à derrubada do veto, 144 a favor do mantimento e 5 abstenções. No Senado, foram 24 votos a favor e 49 votos contrários. Para que o veto fosse derrubado, era preciso que houvessem, no mínimo, 247 votos a favor na Câmara e 41 no Senado. 

Para o deputado federal, Rodolfo Nogueira (PL), o "Gordinho do Bolsonaro", o resultado mostra a força da ação conjunta do Parlamento. 

“Hoje o Congresso mostrou sua força. A derrubada desse veto é uma resposta clara à sociedade e um passo importante para corrigir injustiças em condenações que não respeitaram a proporcionalidade das penas”, afirmou ao Correio do Estado. 

A Senadora Tereza Cristina (PP), afirmou que a decisão é um passo para uma pacificação do Brasil. 

"Derrubamos o veto porque o Parlamento já decidiu, por ampla maioria, no final do ano passado, corrigir as penas abusivas do 8 de Janeiro - punir sim os crimes de multidão, mas com proporcionalidade. Precisamos virar essa página, fazer justiça aos injustiçados e pacificar o país", disse a senadora.

Um dos principais defensores dos presos políticos pelo atos, Marcos Pollon, deputado federal pelo Partido Liberal, também comemorou a derrubada do veto presidencial, alegando que o próximo passo deve ser a anistia e anulação do processo sobre um "golpe falso que não existiu". 

"Vamos acabar com essa injustiça de uma vez por todas. Vamos caminhar para anulação dos processos e acabar com essa injustiça . Esse foi o primeiro passo. Agora a gente precisa eleger o Flávio bolsonaro e um Senado forte e ano que vem será a anistia”, disse. 

O deputado Dr. Luiz Ovando (PP) ressaltou que a derrubada do veto resgata parcialmente a justiça para os manifestantes do 8 de janeiro. 

"O Congresso ainda é capaz de proteger direitos violados e corrigir abusos de um STF que precisa ser reavaliado. Justiça significa dar ao cidadão aquilo que é devido, e hoje mostramos que a voz do povo pode prevalecer". 

Veja como votou cada parlamentar de Mato Grosso do Sul

Deputados a favor da manutenção do veto

Camila Jara (PT)
Geraldo Rezende (União)
Vander Loubet (PT)

Deputados contra a manutenção do veto

Marcos Pollon (PL)
Rodolfo Nogueira (PL)
Beto Pereira (Republicanos)
Luiz Ovando (PP)

O deputado Dagoberto não votou

Senadores a favor da manutenção do veto

Soraya Thronicke (PSB)

Senadores contra a manutenção do veto

Nelsinho Trad (PSD)
Tereza Cristina (PP)

O texto agora será encaminhado para promulgação e o presidente Lula terá até 48 horas para oficializar a lei. Caso isso não ocorra, a responsabilidade fica com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP) e, depois, ao vice-presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos/PB). 

Após o decreto e publicação oficial, a nova regra passa a valer oficialmente. 

Como isso afeta a situação de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe e está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde. 

Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia ser transferido para o regime semi-aberto depois de sete anos da pena, ou seja, em 2033. 

No entanto, com a nova regra, especialistas afirmam que Bolsonaro pode migrar em um período menor, variando entre dois e quatro anos. 

Além disso, o projeto também prevê a redução da pena de um a dois terços do tempo quando os crimes ocorrem em contexto de multidão, desde que o réu não tinha financiado os atos nem exercido um papel de liderança. 

A partir da defesa de algum dos condenados, caberá ao STF recalcular as punições de cada um dos réus pelos crimes. Assim, a redução das penalidades não será automática. 


 

ENCONTRO

Republicanos articula estratégia em MS sob comando de Beto Pereira e projeta avanços para 2026

A reunião contou com a presença de lideranças políticas importantes, incluindo parlamentares estaduais, gestores municipais e o vice-governador Barbosinha

30/04/2026 16h21

O movimento indica que o Republicanos já começou a se organizar com foco estratégico nas eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul

O movimento indica que o Republicanos já começou a se organizar com foco estratégico nas eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul Divulgação

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Em seu primeiro compromisso à frente da presidência regional do Republicanos em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Beto Pereira reuniu, nesta quinta-feira (30), em Campo Grande, lideranças de diversas regiões do estado. O encontro congregou vereadores, dirigentes municipais e parlamentares estaduais com o objetivo de traçar diretrizes e fortalecer o partido de olho nas eleições de 2026.

A reunião marcou o início de um novo ciclo para a legenda no estado, com metas ambiciosas: eleger entre três e quatro deputados estaduais, conquistar duas cadeiras na Câmara Federal e apoiar a continuidade do atual governo estadual, além de uma candidatura ao Senado.

Ao abrir o evento, Beto Pereira destacou a importância da organização partidária a partir das bases. Segundo ele, a estratégia envolve ampliar a presença do Republicanos em todas as regiões, com candidatos preparados para disputar vagas no Legislativo estadual e federal. O parlamentar também mencionou a ausência da vereadora Isa Marcondes, que se recupera de problemas de saúde.

O encontro contou com a participação de diversas lideranças políticas, entre elas o vice-governador Barbosinha, deputados estaduais e representantes municipais, além de nomes recém-integrados à sigla.

Durante as falas, lideranças ressaltaram o crescimento do Republicanos tanto em nível nacional quanto estadual. Houve destaque para o aumento da representatividade no legislativo municipal sul-mato-grossense e para o cenário político considerado favorável à expansão da legenda.

Recém-filiado, o deputado Renato Câmara apontou o alinhamento ideológico como fator determinante para sua adesão ao partido, enquanto outros parlamentares enfatizaram a necessidade de união e atuação conjunta para alcançar os objetivos estabelecidos.

A participação feminina também foi mencionada como um dos pontos de fortalecimento da sigla, com destaque para a atuação de lideranças municipais. Novas adesões reforçam, segundo integrantes, a capacidade do partido de ampliar sua influência política no estado.

Encerrando o evento, o vice-governador Barbosinha ressaltou o momento de desenvolvimento vivido por Mato Grosso do Sul e associou os avanços à atual gestão estadual, defendendo a continuidade do projeto político em andamento.

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