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Estado destina R$ 76 milhões a uma única avenida no interior de MS

Investimento em Chapadão do sul será para repaginar cerca de 5 km da rodovia MS-306, que foi retirada da região central há quase dois anos

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Licitação anunciada no diário oficial desta sexta-feira prevê que o Governo do Estado vai investir até R$ 76,1 milhões para implantação de uma única avenida, de cerca de cinco quilômetros, na região central de Chapadão do Sul.  

Para efeito de comparação, no começo da semana a Agesul, que conduz a licitação, anunciou certame prevendo R$ 78 milhões para a pavimentação de 20 quilômetros de uma rodovia no município de Sonora, na região norte do Estado.

Em Campo Grande, há pouco mais de três anos, foram destinados R$ 9,5 milhões para duplicação, ciclovia, drenagem e recapeamento de cerca de 3,5 quilômetros da Avenida dos Cafezais, principal via de acesso à região do bairro Los Ângeles. Na mesma época, foi licitada por R$ 41,3 todo o complexo de obras da primeira etapa do chamado novo acesso às Moreninhas. A primeira etapa foi concluída e a segunda fase ainda não foi licitada.

Até outrubro de 2024 a Rua Brasil e a Avenida Dois, na região central de Chapadão so Sul, faziam parte do traçado da MS-306, que passava pelo meio da área urbana. Porém, com investimentos da ordem de R$ 72 milhões, a cidade ganhou um contorno rodoviário e o tráfego de caminhões foi todo desviado. 

Agora, o antigo traçado da MS-306 ganhará duas pistas de rolamento (cada uma com pelo menos três faixas) ciclovia e espaços para lazer ao longo de um largo canteiro central, conforme previsão do projeto. Além disso, todo o traçado receberá drenagem para as águas da chuva. (Veja vídeo no final)

Depois da construção do contorno rodoviário, um total de 6,4 quilômetros da antiga rodovia passaram para a responsabilidade da prefeitura. Parte disso, porém, está em área rural e não deve receber as benfeitorias que serão bancadas pelos R$ 76,1 milhões.

O edital da licitação prevê que as propostas das empreiteiras interessadas sejam abertas no dia 15 de julho. Mas, mesmo que o certame ocorra sem embargos, as obras devem começar somente na gestão do próximo governador, já que existem restrições para assinatura de novos contratos em período eleitoral. 

O projeto de revitalização da via existe desde o início das obras de construção do contorno rodoviário, em junho de 2023. Mas, somente três anos depois foi lançada a licitação para a contratação de empresa que promete tirar o projeto do papel. 

A MS-306, entre Cassilândia e Costa Rica, passando por Chapadão do Sul, foi concedida à iniciativa privada em abril de 2020 e um ano depois começou a cobrança de pedágio. Inicialmente a concessionária havia assumido o compromisso de fazer uma série de investimentos no trecho urbano da rodovia.

Mais tarde, porém, o edital de concessão sofreu alterações e a Way306 assumiu o compromisso com o Governo do Estado de investir nos 10,5 quilômetros do contorno rodoviário. Por conta disso, a revitalização deste trecho está sendo assumida agora pelo Governo do Estado. 

Com três praças de pedágio, o trecho privatizado se estende por 218 quilômetros. Em cada uma das praças o motorista de carro de passeio é obrigado a desembolsar R$ 14,40.

Esses pagamentos garantiram, no primeiro trimestre de 2026, faturamento da ordem de R$ 42,4 milhões, conforme o balanço oficial da concessionária. Isso significa aumento de 18% na comparação com os R$ 35,9 milhões em igual período do ano passado. 

Mesmo assim, a empresa alega ter fechado o primeiro trimestre do ano com prejuízo de R$ 5,7 milhões. Uma das explicações para esse resultado negativo é o pagamento de quase R$ 25 milhões de juros pagos sobre os debêntures. Somente em 2025 a empresa tomou R$ 725 milhões nesta modalidade de empréstimos.

Ao longo de todo o ano passado, porém, a empresa informa ter fechado no azul, com lucro líquido de R$ 7,26 milhões. O montante, porém, é bem inferior aos R$ 40 milhões de lucro ao longo de 2024. 

 

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Documentação

Mutirão para emitir novo RG sem agendamento terá dois dias em Campo Grande

Ação será realizada nos dias 11 e 12 de setembro, no Pátio Central, com atendimento para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

08/09/2026 19h33

Atendimento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional será realizado durante dois dias em Campo Grande.

Atendimento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional será realizado durante dois dias em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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Quem precisa emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui gradualmente o antigo RG, terá uma nova oportunidade de buscar atendimento em Campo Grande. O Pátio Central recebe, nos dias 11 e 12 de setembro, a segunda edição do Mutirão de Emissão de RG.

A ação será realizada no Posto de Identificação localizado no 2º piso do Pátio Central, no Centro da Capital. Na sexta-feira (11), o atendimento ocorrerá das 8h às 17h30. Já no sábado (12), o serviço estará disponível das 8h às 16h30.

A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é gratuita. Já para a segunda via pode haver cobrança de taxa, conforme o motivo da solicitação e as regras vigentes em Mato Grosso do Sul. Em situações específicas, o cidadão também pode ter direito à isenção do pagamento.

A iniciativa chega à segunda edição com a proposta de ampliar o acesso da população ao serviço de identificação e oferecer uma alternativa para quem precisa solicitar o documento, concentrando os atendimentos durante dois dias.

O mutirão é realizado pelo Pátio Central em parceria com órgãos estaduais, entre eles a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, responsável pelos serviços de identificação no Estado.

Novo RG

Apesar de a divulgação da ação utilizar a expressão “emissão de RG”, o documento atualmente expedido segue o padrão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), criada para unificar a identificação dos brasileiros.

Uma das principais mudanças é a adoção do CPF como número único de identificação, evitando que uma mesma pessoa tenha números de RG diferentes em cada unidade da Federação.

A CIN também conta com elementos destinados a aumentar a segurança e facilitar a verificação da autenticidade do documento.

A implantação do novo modelo ocorre de forma gradual em todo o País. Por isso, quem ainda possui a carteira de identidade no modelo antigo não precisa necessariamente substituí-la de imediato apenas por causa da mudança de padrão, desde que o documento continue dentro das regras de validade aplicáveis.

Para quem precisa emitir a primeira via da CIN ou atualizar a documentação, o mutirão concentra o serviço em um ponto de fácil acesso na região central de Campo Grande.

Confira os horários

O 2º Mutirão de Emissão de RG será realizado no Posto de Identificação do Pátio Central, no 2º piso. Na sexta-feira, 11 de setembro, o atendimento será das 8h às 17h30. No sábado, 12 de setembro, será das 8h às 16h30.

Estatística

Taxa média de recusa de doação de órgãos pelos familiares é 45%

Comunicação adequada e humanizada pode mudar essa realidade

08/09/2026 19h00

Divulgação/Ministério da Saúde

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O momento da perda de um ente querido é uma das situações mais dolorosas para uma família, que se vê diante da difícil decisão de autorizar ou não a doação de órgãos após a constatação de morte cerebral para salvar vidas de pessoas desconhecidas na fila de espera. No Brasil, a taxa média de recusa familiar para a doação de órgãos gira em torno de 45%, índice que varia entre estados e até mesmo entre hospitais de uma mesma cidade, evidenciando que a recusa não depende apenas da população, mas também de fatores institucionais. 

Segundo o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Cristiano Franke, muitos pacientes deixam seus familiares orientados sobre sua vontade de doar órgãos e muitas famílias também gostariam de fazer isso, atendendo a esse desejo. Entretanto, ele reforça, que, em muitos casos, a falha no acolhimento aos familiares e na comunicação dentro dos hospitais — tanto públicos quanto privados — é um dos principais obstáculos para a efetivação das doações.  

“Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão. E muitas vezes também, as equipes médicas não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos excessivamente técnicos e inacessíveis, ou realizando abordagens consideradas frias e comerciais em locais inadequados”, disse Franke. 

Por conta disso, a AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, 2.534 profissionais de saúde para atuar no processo de doação e transplantes de órgãos. Até o momento, o resultado, que já superou em 25% a meta inicial desse projeto de 2 mil participantes capacitados.  

O objetivo dos cursos elaborados e oferecidos pela AMBI é o ampliar o número de profissionais preparados para conduzir esse processo, incluindo a melhoria na comunicação para reduzir a resistência das famílias em autorizarem a retirada de órgãos de parentes com diagnóstico de morte encefálica. 

De acordo com Franke, a formação também busca qualificar as diferentes etapas que antecedem uma doação, abrangendo a identificação de potenciais doadores, a determinação da morte encefálica e a manutenção clínica do potencial doador, tornando o processo mais seguro.  

“Atingir mais de 2,5 mil profissionais capacitados mostra que estamos conseguindo levar conhecimento técnico para quem está na linha de frente de um processo que exige muita responsabilidade. Um diagnóstico de morte encefálica precisa seguir critérios rigorosos, assim como a manutenção do potencial doador e o diálogo com a família”, afirmou. 

Entre as dificuldades para os familiares aceitarem autorizar os transplantes estão a compreensão ou aceitação do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alteração da integridade do corpo, desconfiança em relação ao processo e desconhecimento sobre a vontade manifestada em vida pelo familiar, ou até mesmo a percepção de que os profissionais estavam mais interessados nos órgãos do que no paciente ou em seus familiares.  

“As famílias têm receio de deformação do corpo e nós explicamos adequadamente como é feito o procedimento e a reconstituição do corpo, que não deixarão deformidades visíveis nos ritos funerais como o velório. Elas trazem isso com muita clareza e nós precisamos explicar isso com tempo e clareza”, explicou. 

De acordo com a AMIB, entre os participantes capacitados até agosto, estão 933 médicos, dos quais 473 receberam treinamento voltado à determinação de morte encefálica. O restante dos participantes, que são médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas,  administradores, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, e um nutricionista e um pedagogo, tiveram instruções sobre o Gerenciamento no processo de Doação e Transplante (GPDT) e uso da Comunicação em Situações Críticas (CSC).  

Até agosto, já haviam sido realizados 73 cursos, distribuídos em 23 módulos e com atividades em 25 estados brasileiros. Ainda estão previstos mais oito treinamentos até o encerramento do projeto. Neste mês, eles ocorrerão em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). 

Transplantes no Brasil  

De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025, foram registrados 15.940 potenciais doadores no país. Desse total, 4.335 tornaram-se doadores efetivos. Entre as famílias entrevistadas, 4.200 não autorizaram a doação, o equivalente a 45% das entrevistas realizadas. No mesmo ano, o Brasil alcançou 20,3 doadores efetivos por milhão de habitantes, contra 19,2 em 2024.  

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