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governo federal

Após reunião com Lira, Tebet fala em no mínimo 6 meses para aprovar reforma tributária

A ministra do Planejamento ressaltou que a reforma tributária deve começar pela Câmara

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Após uma reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta quinta-feira, 2, que não é possível aprovar uma reforma tributária em menos de seis meses.

Por isso, segundo ela, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024, que precisa ser enviada pela equipe econômica ao Congresso até abril, não deve levar em conta eventuais mudanças no modelo de tributação do País.

"A reforma tributária é um processo que começa agora, mas a gente está, mais ou menos, definindo alguma coisa em torno de seis meses. Não dá para falar em uma reforma tributária em menos tempo que isso", disse Tebet, a jornalistas. "Então, não dá para apresentar uma LDO pensando numa reforma tributária que ainda nem começou a tramitar", emendou.

Na quarta-feira, a ministra estimou a aprovação da matéria no Congresso até 15 de julho. Tebet foi ao gabinete de Lira para começar as tratativas e se colocar à disposição para debater a reforma tributária. "Entramos mais em detalhes de mérito do que de forma", afirmou.

Ela disse também que passou ao presidente da Câmara a preocupação dos Estados com a perda de receitas de ICMS. Na semana passada, os governadores se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir a recomposição das perdas com mudanças recentes na cobrança do imposto.

A ministra do Planejamento ressaltou que a reforma tributária deve começar pela Câmara. Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), Lira quer criar em fevereiro um grupo de trabalho para discutir o assunto.

"Para que a gente possa alinhar um texto em conjunto, Câmara e Senado, sempre colocando os líderes do Senado para participar, para que quando sair a reforma da Câmara, seja o mais próximo possível de um texto definitivo que o Senado tenha identidade e conforto para votar", disse Tebet.

"Não temos que colocar prazo, nós não conhecemos a nova Legislatura, tem que dar o tempo deles O importante é que a reforma tributária caminhe, e ela vai caminhar porque tem boa vontade do Congresso Nacional, do presidente Lira e do presidente Pacheco", emendou.

Simone Tebet afirmou que o foco do Planejamento será a LDO, que deve caminhar junto com a regra fiscal que vai substituir o teto de gastos - que limita o crescimento das despesas do governo à variação da inflação. "É importante porque a LDO já precisa ter, pelo menos, diretrizes que vão vir para ser incorporadas na nova âncora, novo arcabouço fiscal", disse.

empate técnico

Lula tem 47% e Flávio 43% no segundo turno, diz BTG/Nexus

Na pesquisa anterior, de 13 de julho, Lula também registrou 47% e Flávio Bolsonaro 44%, um ponto porcentual a mais do que na mostra desta segunda

27/07/2026 07h10

Pesquisa feita entre os dias 24 e 26 de julho mostra que cenário da disputa entre Lula e Flávio segue estável

Pesquisa feita entre os dias 24 e 26 de julho mostra que cenário da disputa entre Lula e Flávio segue estável

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno das eleições presidenciais, de acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 27. O petista, contudo, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 43%, esses são os mesmos percentuais da pesquisa de 29 de junho. Na pesquisa anterior, de 13 de julho, Lula também registrou 47% e Flávio Bolsonaro 44%, um ponto porcentual a mais do que na mostra desta segunda. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 9%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%.

Na pesquisa agora divulgada, numa eventual disputa contra Romeu Zema (Novo) no 2º turno, o cenário também é de empate técnico, levando em conta a margem de erro de 2 pp. Lula teria hoje 46% e o ex-governador mineiro 42%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 1%. Na pesquisa de 13 de julho, o presidente venceria o ex-governador de Minas Gerais por 47% a 40%.

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o cenário também é de empate técnico, com Lula pontuando 45% e o ex-governador de Goiás 43%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 10%. Eleitores que não sabem são 2%. Na pesquisa de 13 de julho, na simulação de 2º turno, Lula liderava com 47% e o ex-governador de Goiás registrava 38%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 47% a 39%, se a eleição fosse realizada hoje. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 13%. Eleitores que não sabem são 2%. Na pesquisa de 13 de julho, na simulação de 2º turno, Lula também liderava com 49% e Renan tinha 35%.

A Nexus ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 24 a 26 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01489/2026.

Eleições 2026

Caiado diz que, se eleito, vai dar indulto a Bolsonaro: 'Quero pacificar o País'

O ex-governador de Goiás considera que o debate polarizado entre o governo atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo não traz benefícios concretos à população

26/07/2026 19h00

Caiado ao lado de Kassab e Nelsinho Trad

Caiado ao lado de Kassab e Nelsinho Trad Foto: Guilherme Correia / Sputnik Brasil - Reprodução

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Ronaldo Caiado, oficializado como candidato à Presidência pelo Partido Social Democrático (PSD) neste domingo, 26, reafirmou que pretende dar um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro caso seja eleito. "Quando disse aquilo (promessa de anistia para Bolsonaro), disse e sustento. Vou sim tomar essa iniciativa no meu primeiro dia de governo, porque quero pacificar o País", disse em entrevista à CNN.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão acusado de liderar uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe de Estado e à subversão da ordem democrática.

O ex-governador de Goiás considera que o debate polarizado entre o governo atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo não traz benefícios concretos à população. Caiado reiterou críticas que fez a Flávio Bolsonaro (PL) na oficialização da sua candidatura. Ele afirmou à CNN que a queda do adversário nas pesquisas é consequência de recentes denúncias. "Ele não tem dado respostas convincentes."

Tentando colocar-se como alternativa, Caiado disse aos correligionários esta manhã que o Brasil "não pode optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional".

Candidato à Presidência pela segunda vez

Caiado trocou o União Brasil pelo PSD no início do ano para ser candidato. Na nova sigla, enfrentou a concorrência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era o favorito, mas acabou desistindo da candidatura, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Deputado federal por cinco mandatos, senador e duas vezes governador de Goiás, Ronaldo Caiado volta a disputar a presidência da República. Na primeira tentativa, em 1989, teve menos de 1% dos votos.

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