Política

CAMPO GRANDE

Aprovado aumento no salário do prefeito e servidores; veja como votaram os vereadores

Reajuste será de 4,17% e vai impactar vencimentos dos secretários e vice

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Vereadores aprovaram nesta terça-feira (19) aumento de 4,17% nos salários do prefeito, vice-prefeito e servidores cujos salários são atrelados ao vencimento do chefe do Executivo. Dos 25 parlamentares que estavam presentes na sessão, apenas cinco foram contrários ao projeto. Com isso, o salário de Marcos Trad (PSD), que segundo o Portal da Transparência atualmente é de R$ 20.412,42, passará para R$ 21.263,61.

André Salineiro (PSDB), Loester (MDB), Wilson Sami (MDB), Vinicius Siqueira (DEM) e Lívio (PSDB) foram contra o reajuste. Não estavam presentes no momento da votação Fritz (PSD), Papy (SD) e Cury (Sem partido).

Foram favoráveis ao aumento do prefeito Delegado Wellington (PSDB), Dharleng Campos (PP), Cazuza (PP), Valdir Gomes (PP), Junior Longo (PSB), Carlão (PSB), Francisco (PSB), Ademir Santana (PDT), Odilon de Oliveira (PDT), Chiquinho Telles (PSD), Antônio Cruz (PSDB), Gilmar da Cruz (Republicanos), Betinho (Republicanos), Jeremias Flores (Avante), William Maksoud (PMN), Cida Amaral (PROS), Ayrton Araújo (PT), Otávio Trad (PTB), Eduardo Romero (REDE).

Lívio, na tribuna, tentou convencer os pares a votarem contra, e apelou para as dificuldades financeiras do município. Chiquinho Telles, lider do prefeito, contrapôs Lívio e disse que algumas categorias de servidores, como os auditores fiscais, dependem do reajuste do prefeito para terem aumento também.

O aumento também é extensivo a servidores cujo salário é limitado pelo teto constitucional, como fiscais de renda e procuradores do município. 

SOBERANIA

Tarcísio diz que não colocaria o boné de Trump novamente

No dia 20 de janeiro de 2025, Tarcísio publicou um vídeo nas suas redes sociais vestindo o acessório para comemorar a posse de Trump na presidência dos EUA

05/08/2026 07h11

"Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu coloquei o boné naquela situação da posse", disse Tarcísio agora

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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 4, que não voltaria a usar o boné do movimento "Make America Great Again" (Maga), do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o tarifaço imposto pelo governo americano a produtos brasileiros.

No dia 20 de janeiro de 2025, Tarcísio publicou um vídeo nas suas redes sociais vestindo o acessório para comemorar a posse de Trump na presidência dos Estados Unidos. Na legenda, o governador escreveu a frase "Grande dia! Make America Great Again".

"Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu coloquei o boné naquela situação da posse", disse Tarcísio em entrevista à RedeTV!. "Não [colocaria de novo]. Mas eu acho que isso não tem nada a ver com aquilo que vem depois."

O chefe do Executivo paulista também minimizou a influência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a decisão do governo americano e afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teria peso para determinar a medida.

Segundo Tarcísio, a atribuição de responsabilidade ao ex-parlamentar é uma "narrativa", uma vez que os Estados Unidos abriram há um ano uma investigação contra as práticas comerciais brasileiras e possuem interesses próprios.

Para mitigar os efeitos do tarifaço, Tarcísio afirmou que o governo paulista liberou e estabeleceu um calendário para o pagamento de créditos acumulados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a fim de dar fôlego financeiro às empresas. De acordo com o governador, a medida deve ser repetida em um eventual segundo mandato, caso o tarifaço seja mantido.

O governador acrescentou que cabe ao Itamaraty conciliar os interesses americanos com os do Brasil e observou que o País teve um ano para se preparar para o tarifaço.

Postura

Campbell diz que juízes 'parasitas' se hospedam na magistratura e devem ser extirpados

Agora a punição máxima aplicada aos membros da magistratura passa a ser a perda do cargo

04/08/2026 21h00

Mauro Campbell Marques

Mauro Campbell Marques Foto: Divulgação

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Durante a sessão em que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou o fim da aposentadoria compulsória como punição disciplinar para juízes que cometem infrações graves, o ministro e corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, afirmou, nesta terça-feira, 4, que a medida atinge "pessoas que, lamentavelmente, hospedam-se na magistratura ou dela são parasitas e que dela devem sair e serem extirpadas".

Agora a punição máxima aplicada aos membros da magistratura passa a ser a perda do cargo. Pelas novas regras aprovadas pelo CNJ, o magistrado colocado em disponibilidade com proposta de perda do cargo será afastado imediatamente de suas funções e receberá remuneração proporcional ao tempo de contribuição até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida, em caráter definitivo, sobre a destituição.

Campbell afirmou que "todas as vezes em que há tempos escuros, em que baionetas começam a entrar no poder público", o Judiciário é "o alvo primordial desses ditadores".

Favorável ao fim da aposentadoria remunerada como sanção administrativa para juízes e desembargadores envolvidos em casos como venda de sentenças e abusos, inclusive sexuais, Campbell fez uma ressalva sobre a proposta. Segundo ele, a mudança não afasta a garantia constitucional da vitaliciedade dos magistrados, ao afirmar que "nós não estamos vilipendiando o sacrossanto princípio e garantia da vitaliciedade da magistratura".

A vitaliciedade mencionada por Campbell é uma garantia prevista na Constituição que protege a permanência dos juízes no cargo. Na prática, isso significa que eles só podem ser demitidos por decisão definitiva da Justiça, quando não há mais possibilidade de recurso, sempre com direito à ampla defesa e ao contraditório

Sobre as "baionetas", na percepção de Campbell, "no Amazonas não foi diferente" - Estado em que foi procurador-geral de Justiça por três mandatos consecutivos, até 2008, antes de assumir uma cadeira no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

"Na década de 30, por exemplo, presidia o nosso Tribunal o eminente desembargador piauiense Milton Mourão, avô do general Mourão, hoje senador da República. Naquela oportunidade, tendo em conta que o Tribunal concedeu uma ordem de habeas corpus a um possível estuprador, o interventor federal decretou a intervenção e demitiu sete desembargadores do Tribunal. Isso fez com que o presidente Milton Mourão fosse à capital da República vindicar ao chefe do governo provisório que tomasse uma atitude, o que resultou na destituição do interventor", contou Campbell.

"Em 1964, após o juiz Osvaldo Salignac, que tinha dois irmãos desembargadores, um oriundo do quinto constitucional do Ministério Público, Leoncio, e outro da carreira, o desembargador Sebastião Salignac de Sousa, conceder uma ordem de habeas corpus também a um possível estuprador, o governador Arthur César Ferreira Reis cercou o Tribunal de Justiça com a Polícia Militar e demitiu e aposentou o juiz por essa decisão. Isso fez com que, novamente, o presidente do Tribunal de Justiça, à época o desembargador André Machado, viesse à capital da República vindicar providências, o que resultou em uma mudança no governo do Estado e na retomada das garantias constitucionais", detalhou Campbell.

"Fiz essas citações, para robustecer o que foi dito à tribuna pelos eminentes representantes de classe e seus prepostos advogados, sobre o quão é importante assegurar que nós não estamos vilipendiando o sacrossanto princípio e garantia do vitaliciamento da magistratura. Nós estamos aqui a falar de pessoas que, lamentavelmente, hospedam-se na magistratura ou dela são parasitas e que dela devem sair e serem extirpadas. Disso estamos falando", arrematou o corregedor.
 

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