Política

política

Assembleia estuda criar comissão para acompanhar Lama Asfáltica

Ideia é que comissão faça diligências e tenha acesso a documentos das investigações

Continue lendo...

Durante a sessão realizada nesta quinta-feira (6) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputados discutiram a criação de uma Comissão de Acompanhamento das investigações referentes à chamada Operação “Lama asfáltica”. A oficialização do grupo especial deve ocorrer na próxima sessão, na terça-feira (11).

“Não temos informação oficial, só sabemos aquilo que foi veiculado pela imprensa. A ideia é que a comissão faça diligências, vá até a Polícia Federal para solicitar documentos e veja o que a Casa pode fazer”, detalhou o deputado estadual Pedro Kemp (PT), à reportagem do Portal Correio do Estado.

Eduardo Rocha (PMDB) disse que apoia a criação da comissão especial e que logo após a formalização, os partidos devem indicar seus representantes.  

disputa municipal

"Ex-braço direito" de Azambuja assume o PDT para apoiar Rose na Capital

Sérgio Murilo chegou a ser Secretário de Governo na administração de Reinaldo Azambuja, mas agora será adversário dos tucanos

17/07/2024 14h46

Empresário da construção civil, Sérgio Murilo Mota ocupou a Secretaria de Governdo durante cerca de tres meses

Empresário da construção civil, Sérgio Murilo Mota ocupou a Secretaria de Governdo durante cerca de tres meses

Continue Lendo...

Depois de ter ocupado um dos cargos-chave na administração tucana do ex-governador Reinaldo Azambuja, o de Secretário de Governo, o engenheiro Sérgio Murilo Mota virou adversário ferrenho dos tucanos e uma das formas de colocar esta rivalidade em prática será assumindo o comando municipal do PDT e apoiar Rose Modesto (União Brasil) para a prefeitura de Campo Grande. 

Embora ainda não tenha uma data para trazer a Campo Grande o comandante máximo do PDT, o ministro da Previdência Carlos Lupi, e oficializar a entrada no partido, o ex-braço direito de Azambuja informou nesta quarta-feira (17) que na próxima sexta-feira agendou um encontro com a pré-candidata Rose Modesto e demais integrantes do PDT para bater o martelo sobre a aliança. 

Com o apoio do PDT, Rose terá em torno de 15% do horário eleitoral gratuito, já que o partido trabalhista elegeu 42 deputados federais em 2022. Porém, isso será menos de um terço do tempo que terá o tucano Beto Pereira, que segundo Sérgio Murilo, promoveu uma verdadeira “avalanche de cooptação de alianças e apoios” por conta do poderio econômico e da máquina administrativa do Governo do Estado. 

De acordo com Sérgio Murilo, a meta do PDT é indicar o candidato a vice na chapa de Rose Modesto. Porém, ele ainda não fala em nome e deixa claro que essa é uma pretensão, mas não uma condicionante. 

Para a Câmara, o partido vai lançar 30 candidatos a vereador e a meta é conseguir pelo menos 3 das 29 vagas, já que um destes candidatos será o ex-prefeito Marquinhos Trad, que derrotou Rose Modesto na disputa pela prefeitura há oito anos, quando os dois foram para o segundo turno e Marquinhos venceu com 58,8% dos votos, derrotando a adversária, que à época estava no PSDB.  

Porém, o PDT municipal irá dividido para a campanha. O deputado estadual Lucas de Lima, por exemplo, já deixou claro que não pretende entrar na campanha. "Terá de ficar calado durante a campanha, sob pena de perder o mandato por ifidelidade partidária", alertou Sérgio Murilo.

SEM VOTO

Engenheiro de formação e empresário da construção civil, da área de energia elétrica e de óleo e gás, Sérgio Murilo nunca se candidatou a algum cargo eleitoral. Na única disputa em que entrou foi como primeiro suplente do ex-ministro da Saude Luiz Henrique Mandetta, que obteve apenas 15% dos votos e foi derrotado para Tereza Cristina, que foi eleita senador com mais de 61% dos votos no Estado. 

Porém, apesar de reconhecer que “não tem votos”, Sérgio Murilo se considera um estudioso da política e acredita ser um bom articulador. Prova disso, lembra, é que há quatro anos, quando comandava o Podemos, conseguiu eleger três vereadores na Capital, 37 no interior e ainda dois prefeitos. À época, ainda era aliado de Reinaldo Azambuja e da máquina administrativa estadual. 


 

PESQUISA

Lula e Bolsonaro terão pouca influência na eleição municipal de Campo Grande

"A Cara da Democracia" fez 2.536 entrevistas em 188 cidades de todas as regiões do Brasil entre 26 de junho e 3 de julho

17/07/2024 08h00

O peso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do atual presidente Lula (PT) não deve ser consirável nas eleições municipais

O peso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do atual presidente Lula (PT) não deve ser consirável nas eleições municipais Foto: Montagem

Continue Lendo...

Dados da pesquisa “A Cara da Democracia”, feita Instituto da Democracia (IDDC-INCT) com 2.536 entrevistas presenciais em 188 cidades de todas regiões do Brasil, revelaram que, às vésperas das eleições municipais, os dois atuais protagonistas nacionais do pleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), terão influência limitada.

Na média nacional, a cada dez eleitores, de quatro a cinco dizem não votar “de jeito nenhum” em candidatos a prefeituras apoiados por um ou pelo outro, segundo dados da pesquisa. Os dados apontam que o apoio de Lula ajuda mais e atrapalha menos do que o de Bolsonaro. 

Em relação ao atual presidente, 40% dos entrevistados rechaçaram votar em um aliado do petista, enquanto 53% (27% votaria e 26% poderia votar) ao menos consideram essa hipótese.

No caso do ex-presidente, 49% rejeitam votar em um candidato que receba seu apoio. Os que ao menos consideram votar em um aliado de Bolsonaro são 46% (20% votaria e 26% poderia votar), mas apenas dois em cada dez eleitores dizem que o apoio garantiria seu voto. 

Além disso, 2% disseram que Lula não influencia seus votos e 5% não sabem ou não responderam, enquanto 2% falaram que Bolsonaro não influencia seus votos e 4% não sabem ou não responderam.

Sobre a pesquisa é bom informar que o IDDC-INCT reúne pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Nacional de Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Além disso, o levantamento foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). 

A margem de erro é estimada em 2% para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de junho e 3 de julho deste ano.

CAMPO GRANDE 

O município de Campo Grande (MS) é um bom exemplo disso, já que os três candidatos – Beto Pereira (PSDB), Adriane Lopes (PP) e Camila Jara (PT) - que representam o presidente Lula ou o ex-presidente Bolsonaro não lideram os levantamentos de intenções de votos já divulgados.

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou, no fim do mês de abril, a pesquisa de intenções de votos registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o nº MS-05358/2024 e, por ela, os três candidatos ligados a Lula ou Bolsonaro não estavam na liderança.

No entanto, na época em que foi feito o levantamento, o ex-governador André Puccinelli (MDB) ainda não tinha desistido da disputa e apareceu na liderança, entretanto, mesmo tirando ele do páreo, nem Beto Pereira, nem Adriane Lopes e nem Camila Jara figuram entre os favoritos.

Essa situação se repete em Manaus (AM), Goiânia (GO), Natal (RN) e Vitória (ES), conforme pesquisas do Real Time Big Data, Atlas Intel, Quaest, Datafolha e Paraná Pesquisas.

Por outro lado, ainda conforme essas mesmas pesquisas, quatro pré-candidatos apoiados por Bolsonaro lideram as pesquisas de intenção de voto em capitais, enquanto os apadrinhados por Lula estão à frente em outras três capitais. 

Os nomes que têm aval de Bolsonaro e estão em primeiro lugar nas pesquisas concorrem às prefeituras de Aracaju (SE), Belém (PA), Curitiba (PR) e Salvador (BA), enquanto os postulantes de Lula, por sua vez, aparecem em vantagem em Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). 

Em São Paulo (SP), o deputado Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato de Lula, está empatado com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), apoiado por Bolsonaro. Ambos têm 29% das intenções de voto.

O mesmo ocorre em Rio Branco (AC), onde Marcus Alexandre (MDB) aparece empatado com o prefeito Tião Bocalom (PL), com 34%. Lula apoia o emedebista e Bolsonaro, o pré-candidato do PL.

Em Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE), os nomes chancelados por Lula e Bolsonaro estão em empate técnico, mas quem lidera as intenções de voto são os pré-candidatos de outros partidos, como acontece em Campo Grande (MS).

Na capital mineira, Mauro Tramonte (Republicanos) na liderança, com 22%, enquanto Bruno Engler (PL), apoiado por Bolsonaro, tem 14%, e Rogério Correia (PT), aliado de Lula, registrou 9%.

Na capital cearense, o preferido do eleitorado até o momento é Capitão Wagner (União Brasil), com 33%, André Fernandes (PL), nome de Bolsonaro na disputa, tem 12%, e Evandro Leitão (PT), apoiado por Lula, apareceu com 9%.

Na prática, as eleições municipais representam um quadro multifacetado, com as particularidades de cada cidade, pesando o contexto político local, o “timing” do apoio dos padrinhos e um possível histórico de votação mais à esquerda ou à direita, por exemplo.

Com isso, o voto na eleição municipal pode ser influenciado por fatores que escapam à polarização nacional. Além dessas variáveis, o apoio de Lula e de Bolsonaro não tem a mesma “intensidade” em todas as cidades, já que é preciso levar em conta a rejeição de um e de outro. 

Os dois são capazes de atrair apoiadores, mas eles também atraem rejeição em considerável medida.

Portanto, se associar claramente a um deles no início da disputa pode ter algum custo, entretanto, as capitais tendem a ser locais onde a disputa nacional reverbera com mais peso.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).