Política

SAÍDA ABRUPTA

Bolsonaro se irrita e encerra entrevista ao ser questionado sobre caso Flávio

Presidente foi até o Acre e sobrevoou regiões atingidas pelo transbordamento de rios no estado

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encerrou abruptamente uma entrevista coletiva que concedia no aeroporto de Rio Branco (AC) na manhã desta quarta-feira (24) ao ser questionado sobre a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de anular a quebra de sigilo bancário de seu filho Flávio Bolsonaro (Republicanos), senador pelo Rio de Janeiro.

"Acabou a entrevista", afirmou o presidente antes mesmo de a pergunta ser concluída, retirando-se do local ao lado de políticos locais e do ministro Eduardo Pazuello (Saúde).

Bolsonaro sobrevoou regiões atingidas pelo transbordamento de rios no estado, que também sofre com casos de dengue e mortes por Covid-19.

Últimas notícias

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou, nesta terça-feira (23), a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no âmbito das investigações do caso das "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Por 4 a 1, os ministros da Quinta Turma, colegiado encarregado de analisar a matéria, identificaram problemas de fundamentação na decisão judicial.

Antes, Bolsonaro abriu o evento afirmando que cada orador teria no máximo dois minutos para falar.

"Fico muito feliz de retornar ao estado mais uma vez. Logicamente que as condições são adversas. Fiz uma viagem com alguns ministro e parlamentares. Quero que cada um dos que estão comigo me acompanhando agora use da palavra por não mais que dois minutos para que possam, dentro da sua área de atuação, falar para o povo e para a imprensa aqui do Acre o que podemos e o que estamos fazendo pra esse estado depois desse período anormal de chuvas", disse.

O presidente afirmou em seguida que no dia 18 de março vai inaugurar a ponte do Abunã, na divisa do Acre com Rondônia.

A entrevista começou depois que a maioria das autoridades usou da palavra. Quando o evento foi aberto aos jornalistas para perguntas, o ministro Pazuello foi o mais questionado.

Na última pergunta permitida pelo cerimonial, Bolsonaro foi indagado sobre a decisão do STJ. Ele nem sequer deixou o jornalista concluir a fala e encerrou a entrevista coletiva, visivelmente irritado. Pazuello deixou o local balançando a cabeça, em sinal de contrariedade.

RETORNO AOS TRABALHOS

Nelsinho Trad e Tereza Cristina apontam acordo Mercosul-UE como prioridade do Congresso Nacional

O acordo prevê que ambos os blocos eliminem ou reduzam gradualmente até 90% das tarifas de importação e exportação de diversos produtos no período de uma década

03/02/2026 09h08

Presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS) destaca a importância do acordo com a União Europeia

Presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS) destaca a importância do acordo com a União Europeia Andressa Anholete/Agência Senado

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Durante a cerimônia de abertura dos trabalhos legislativos realizada ontem (2), os senadores sul-mato-grossenses Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP), presidente e vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal, respectivamente, reforçaram que o Congresso Nacional deve priorizar a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro deste ano. 

O acordo prevê que ambos os blocos eliminem ou reduzam gradualmente até 90% das tarifas de importação e exportação de diversos produtos no período de uma década. Também haverá aumento de cotas para produtos como carne, etanol, açúcar e arroz. As negociações transcorriam desde 1999.

Nelsinho Trad afirmou que o colegiado buscará criar uma subcomissão sobre o acordo já no início dos trabalhos. “Na quinta-feira (5), na primeira reunião da comissão, vamos instituir o nosso plano de criação da subcomissão e, a partir daí, fazer o trâmite regimental. [O acordo] vai gerar dividendos positivos para o Brasil, principalmente para os setores da indústria e do agronegócio”, assegurou.

O presidente da CRE do Senado reforçou que esse assunto é uma pauta extremamente positiva e o Brasil precisa de pautas positivas. “Há uma vontade do presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Eu conversei com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP), ele também vai dar toda a celeridade nessa pauta a fim de que a gente possa de uma vez por todas definir esse acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia que já tem 26 anos sendo debatido”, afirmou.

Ele ressaltou que ainda nesta quinta-feira a Comissão de Controle de Atividade de Inteligência vai ficar sob a responsabilidade dele. “Nós vamos atuar ali de uma forma muito proativa, fazer com que esse serviço de inteligência possa funcionar para as coisas boas do Brasil”, explicou, acrescentando que, com a atual movimentação da geopolítica mundial, a Comissão de Relação Exteriores e Defesa Nacional tem um papel preponderante.

Nelsinho assegurou também que já está retomando as articulações com o congresso americano no sentido de verificar aqueles produtos que estão ainda na sobretarifa do tarifaço. “O setor da madeira lá do Sul do Brasil está sofrendo muito, então, não adianta resolver alguns e outros ficarem de fora. Temos que bater sempre nessa linha porque o Brasil não pode ser prejudicado com isso”, argumentou.

Entenda

Para que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro deste ano, entre em vigor é necessário que ele seja confirmado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos de cada país do Mercosul, o que ocorrerá de forma independente. Não é preciso esperar a aprovação dos quatro parlamentos (de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) para que entre em vigor.

A Presidência da República deve enviar o acordo para a Câmara dos Deputados, o que ainda não ocorreu. O texto depois vai ao Senado e deve ser analisado na CRE. Acatado pelos senadores, o novo decreto legislativo permite ao presidente da República confirmar o tratado e inseri-lo na legislação brasileira por meio de decreto.

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ELEIÇÕES 2026

Azambuja terá reunião com Valdemar para alinharem a montagem de chapas

O presidente estadual do PL espera conseguir eleger três deputados federais e seis deputados estaduais em Mato Grosso do Sul

03/02/2026 08h00

Reinaldo Azambuja, Valdemar Costa Neto e Eduardo Riedel durante reunião no ano passado no DF

Reinaldo Azambuja, Valdemar Costa Neto e Eduardo Riedel durante reunião no ano passado no DF Arquivo

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Presidente do PL em Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja agendou para amanhã de manhã, em Brasília (DF), uma reunião com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, para alinharem a montagem das chapas para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa do Estado nas eleições de outubro deste ano.

“O encontro será na sede do partido na capital federal e vamos tratar da questão da formação das chapas para deputados estaduais e para deputados federais. Também vamos falar sobre a estratégia para ajudar na campanha eleitoral do senador Flávio Bolsonaro [PL-RJ] para presidente da República aqui em Mato Grosso do Sul”, informou ontem o ex-governador ao Correio do Estado.

Ele reforçou que o encontro é uma oportunidade para que a executiva estadual esteja em sintonia com a nacional de olho na disputa eleitoral deste ano.

“Precisamos estar em sintonia, pois a nossa intenção é a montagem de chapas competitivas, tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa. O nosso foco é fazer três federais e, pelo menos, seis estaduais”, revelou.

Na análise de Azambuja, nas eleições gerais deste ano em Mato Grosso do Sul deveremos ter no máximo sete chapas, incluindo os partidos da direita, do centro e da esquerda.

“Só devemos ter sete chapas concorrendo pelas oito vagas na Câmara dos Deputados e pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa. Diminuiu muito o número de candidatos e partidos neste pleito devido às federações e fusões”, justificou.

ATRITOS INTERNOS

Questionado se pretende abordar com o presidente nacional do PL a intenção externada pelo deputado federal Marcos Pollon de ser pré-candidato a governador ou a senador da República e pelo deputado estadual João Henrique Catan de ser pré-candidato a governador, o ex-governador disse que não.

“As executivas estadual e nacional do PL já acertaram que os pré-candidatos ao Senado Federal em Mato Grosso do Sul sou eu e o ex-deputado estadual Capitão Contar, enquanto para governador vamos apoiar o projeto de reeleição do Eduardo Riedel [PP]. Se eles entenderem que devem sair, não podemos fazer nada”, argumentou.

Ainda na avaliação de Azambuja, a dupla de parlamentares do PL cometeria um erro se optar por deixar a legenda para lançar as respectivas pré-candidaturas na majoritária. “É um erro, pois a prioridade é eleger o senador Flávio Bolsonaro [PL-RJ] presidente da República e, para isso, a direita tem de estar unida”, alertou.

Ele pontuou que sem o apoio de partidos de centro dificilmente o PL conseguirá fazer frente ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

“Lançar uma candidatura contra o Riedel, que já avisou que vai apoiar a candidatura do Flávio Bolsonaro é um contrassenso. Eu faço política com a cabeça e não com o fígado”, avisou.

Conforme o ex-governador, se o objetivo é eleger o senador Flávio Bolsonaro presidente da República, o apoio do governador Riedel é essencial.

“Não é inteligente a direita ter dois candidatos a governador, pois isso vai dividir votos e acabar por enfraquecer o Flávio aqui no Estado, favorecendo o candidato da esquerda”, argumentou.

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