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Bolsonaro sofre traumatismo craniano após cair em sua cela durante a madrugada

PF diz que ida ao hospital depende de liberação do STF

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O ex-presidente da república, Jair Bolsonaro, bateu a cabeça em um móvel de sua cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) após sofrer uma queda na madrugada desta terça-feira (6) durante uma crise de soluços. 

Segundo a equipe médica de Bolsonaro, o ex-presidente sofreu traumatismo craniano leve proveniente da queda.

Em nota, a Polícia Federal confirmou a queda de Bolsonaro mas minimizou a condição, afirmando que ele havia sofrido apenas “ferimentos leves”.

“Na manhã desta terça-feira (6/1), o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, afirmou a PF em nota. 

O episódio ocorre após Bolsonaro receber alta depois de ser hospitalizado, no dia 24 de dezembro, para tratar uma hérnia inguinal bilateral e passar por quatro procedimentos cirúrgicos, incluindo intervenções para conter as crises de soluço persistentes, além de exames que identificaram esofagite, gastrite e picos de pressão arterial. 

Durante a sua internação, Bolsonaro também teria pedido uma prescrição de antidepressivos. 

"Meu amor não está bem"

Em suas redes sociais, a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, afirmou que aguardava, juntamente com advogados, esclarecimentos formais sobre como foram prestados os primeiros atendimentos.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita. (...) Só Deus”, escreveu Michelle em suas redes sociais. 

Nas postagens, Michelle afirmou, ainda, que aguardavam a autorização do ministro Alexandre de Moraes para o encaminhamento de Bolsonaro ao hospital DF Star, em Brasília. 

O filho de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, afirmou, também nas redes sociais, que encontrou o pai atordoado após o acidente, com um hematoma no rosto e sangramento nos pés. Ele relatou que estão sendo preparados relatórios para medidas posteriores, visando “à manutenção da sua vida”. 

“Lamentavelmente, meu pai não está sendo acompanhado como deveria, inclusive tendo um fisioterapeuta impedido, por duas vezes, de atuar para tratar do assunto correlato na prisão. Michelle está em contato com os responsáveis, e eu a acompanho neste momento até a possível liberação do meu pai para exames, se ainda estiver vivo. Estamos esperando há cerca de duas horas no hospital. Meu Deus!”, escreveu. 

Desde seu retorno à custódia da PF, no dia 1º de janeiro, após nove dias de internação, aliados relataram melhora positiva de Bolsonaro, com redução nas crises de soluço. Mesmo assim, Jair vinha se queixando de dificuldades para dormir por causa do funcionamento contínuo do ar-condicionado na unidade prisional. 

A defesa do ex-presidente levou as reclamações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na petição, os advogados afirmaram que o ruído do aparelho compromete o sono e o repouso de Bolsonaro e solicitaram medidas para adequação do espaço. 

Prisão 

Bolsonaro havia sido condenado, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado após ser considerado culpado de liderar uma organização criminosa armada para tentativa de golpe de Estado, na esperança de se manter no poder mesmo após a derrota nas eleições em 2022 para o atual presidente da república, Luís Inácio Lula da Silva. 

O ex-presidente cumpria monitoramento eletrônico até novembro de 2025, quando tentou violar a tornozeleira eletrônica, o que levou Moraes a classificar a situação como um “fato novo”, reforçando o risco de fuga de Bolsonaro, determinando a sua prisão preventiva. 

Em depoimento, Bolsonaro alegou que teve uma cisma em razão dos medicamentos que tem tomado, remédios que têm influenciado também em seu sono. Inclusive, relatou que começou a tomar um dos medicamentos quatro dias antes do surto.

Em razão disso, ele resolveu mexer na tornozeleira com um ferro de soldar, já que ele teria conhecimento do manuseio do equipamento. 

Ele também afirmou que mexeu na tornozeleira por volta da meia-noite, mas depois “caiu na razão” e parou de usar a solda, quando se comunicou com os agentes de custódia. Ele disse não se lembrar de qualquer outro surto dessa natureza em outros momentos e que não teria nenhuma intenção de fuga. 

Enquanto estiver na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, Jair Bolsonaro ficará numa cela de cerca de 12 metros quadrados (m²) que foi reformada recentemente.

O espaço tem paredes brancas, uma cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar condicionado e uma janela, além de banheiro privativo.

Ele não terá contato com outros presos e poderá sair para o banho de sol.

Designado

Bitto Pereira representará OAB Nacional no CNJ

Presidente da OAB-MS foi escolhido por Beto Simonetti, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil

15/10/2026 17h45

Bitto Pereira, Advogado e presidente da OAB-MS

Bitto Pereira, Advogado e presidente da OAB-MS Divulgação

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Presidente da  Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Bitto Pereira será o representante máximo da OAB no Conselho Nacional de Justiça em Brasília, evento que acontece na próxima terça-feira (20). 

A participação de Bitto foi designada pelo presidente do OAB nacional, Beto Simonetti, e confere a Bitto o posto de maior representante da advocacia nacional na 2ª Sessão Extraordinária de 2026. 

"Essa designação é uma das mais honrosas missões institucionais que recebo na minha trajetória na OAB. Portanto, eu compartilho com toda a advocacia sul-mato-grossense, certo de que, muito além de uma distinção pessoal, essa é uma deferência do presidente Simonetti", disse Bitto em uma de suas redes sociais. 

Para Bitto, a representação institucional da OAB no CNJ é muito importante para o aperfeiçoamento do poder judiciário, onde estará "com muita honra representando o presidente Beto Simonetti e a advocacia".

Encontros periódicos, as reuniões reúnem os 15 conselheiros sob a presidência do presidente do STF, Edson Fachin

 


 

 

Repercussão

Alckmin diz que PL apoiou fim da escala 6x1 por 'medo eleitoral' e pretende mudar medida depois

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente

15/10/2026 16h09

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Arquivo

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, vice na chapa presidencial de Lula (PT), afirmou nesta quinta-feira, 15, que integrantes do PL apoiaram o fim da escala de trabalho 6x1 por “medo eleitoral” e pretendem modificar a medida posteriormente. A fala aconteceu durante entrevista coletiva em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos.

“Na realidade, nós sempre defendemos. O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e tem a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade. Então vamos ficar atentos, ficar atentos com a verdade”, afirmou Alckmin.

A crítica ocorre após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciar, na terça-feira, 13, que votaria a favor do fim da escala 6x1, proposta aprovada pelo Senado na quarta-feira, 14, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Até então, o senador havia classificado a medida como “oportunista”.

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente.

Durante a coletiva, Alckmin também defendeu um ajuste fiscal concentrado no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, sem impor perdas aos aposentados. “Ajuste fiscal, nós defendemos. Agora, não é possível você faz um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, disse. “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de 300 000 e 400.000 reais, de desperdício”, acrescentou.

O vice-presidente afirmou ainda que o controle das despesas deve ser acompanhado do crescimento da economia e do emprego, de forma a melhorar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).

Alckmin rejeitou medidas que levem o País à recessão e ao desemprego ou transfiram o custo do ajuste à classe média e à população de menor renda. “Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, a economia crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB”, afirmou.

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