Política

3ª VEZ

Brasil lidera ranking de combate à fome

Brasil lidera ranking de combate à fome

AGÊNCIA BRASIL

10/10/2011 - 07h23
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O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organização não governamental (ONG) ActionAid, divulgado hoje (10), que lista os países que mais combatem a fome. Desta vez, o anúncio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. Malauí, Ruanda, Etiópia e Tanzânia completam as cinco primeiras posições.

O relatório lista resultados do Programa Fome Zero, que levou à redução da desnutrição infantil em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclusão do direito à alimentação na Constituição Federal em fevereiro de 2010.

A iniciativa mais recente do país no combate à insegurança alimentar, segundo a ONG, foi o anúncio de R$ 16 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, para investimentos na produção de alimentos, geração de renda no campo e organização econômica de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.

Apesar dos bons resultados, segundo a ActionAid, o Brasil precisa avançar na distribuição de terras, uma das mais desiguais do mundo. De acordo com o relatório, 56% da terra agricultável estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais. Os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras.

“O país precisa resolver a profunda desigualdade no acesso à terra e assegurar que os novos processos de crescimento não gerem novas exclusões por meio do deslocamento das populações. E ainda há 16 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, altamente vulneráveis à fome. Essas pessoas são profundamente excluídas, são necessárias políticas públicas muito específicas e desenhadas para esse grupo”, avaliou o coordenador executivo da ActionAid Brasil, Adriano Campolina.

Segundo ele, pode ser compartilhada com outros países a experiência brasileira em iniciativas de transferência de renda e políticas de proteção social e segurança alimentar, como os programas de merenda escolar e de construção de cisternas em regiões semiáridas.

Na avaliação global, o levantamento aponta que apesar de recentes avanços no combate à fome e à insegurança alimentar, o mundo está prestes a enfrentar uma agravamento da crise de oferta de alimentos. Entre as causas estão os efeitos das mudanças climáticas e a perspectiva de aumento de preço dos alimentos, que deverá levar mais 44 milhões de pessoas à pobreza. De acordo com a ActionAid, a demanda de terras para a produção de biocombustíveis deve continuar inflacionando o preço dos alimentos.

De acordo com Campolina, a crise econômica também deve frear os esforços internacionais de combate à fome. “Em um ambiente de crise há menos recursos disponíveis tanto para a ajuda externa quanto para o investimento doméstico em agricultura, o que pode levar a uma diminuição dos recursos que poderiam ser destinados à agricultura familiar e sustentável. Apesar que boa parte do que se ouviu até hoje sobre promessa de ajuda dos países ricos não constitui novos recursos”, acrescentou.

A ONG sugere que o G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) inclua a crise alimentar na pauta de sua próxima reunião, em novembro, em Cannes, na França, e se comprometa, por exemplo, a garantir investimentos às pequenas propriedades dos países pobres e a frear a especulação de terras para a produção de biocombustíveis.

“O G20 tem que tomar as medidas concretas para cumprir a prioridade de combater a fome. A prioridade não pode ser salvar grupos financeiros que especulam com commodities agrícolas ao custo da fome das populações pobres. É preciso investir em pequenos agricultores que produzem alimentos para consumo local e dinamizam mercados domésticos, apoiar a criação de estoques de alimentos nacionais e regionais e controlar a especulação financeira com produtos agrícolas”, defendeu o coordenador.

Eleições 2026

Prefeito de Paranaíba, 'Maycol Doido' declara apoio a Vander no Senado

Prefeito é quarto líder municipal a apoiar Loubet na corrida eleitoral deste ano

04/09/2026 14h45

Vander e Maycol Doido

Vander e Maycol Doido Foto: Divulgação

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O prefeito de Paranaíba, Maycol Henrique Queiroz Andrade (PP), conhecido como 'Maycol Doido', declarou apoio ao deputado federal Vander Loubet (PT) na disputa por uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul ao Senado nas eleições deste ano.

Na esteira da campanha, a movimentação do deputado federal tem como objetivo reunir apoio ou simpatia de cerca de 65 prefeitos de Mato Grosso do Sul. 

A manifestação chama atenção pelo histórico de confronto entre os dois políticos e pelo fato de Maycol integrar a ampla aliança de partidos que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

O prefeito chegou a protagonizar um episódio de forte tensão com Vander em agosto de 2023, em um restaurante de Campo Grande. Na ocasião, os dois discutiram e Maycol teria xingado o deputado, com a situação quase terminando em uma briga física.

O posicionamento do prefeito representa uma aproximação política que pode favorecer a estratégia de Vander de ampliar sua presença entre lideranças municipais e conquistar o chamado segundo voto dos eleitores que já possuem preferência por outro candidato ao Senado.

A estratégia busca atingir um eleitorado que, em parte, também está no radar do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado e integrante da aliança que apoia Riedel.

A declaração de Maycol ocorre em um cenário no qual Vander tenta avançar sobre setores políticos que não integram o campo tradicional do PT.

O parlamentar evita divulgar nominalmente toda a relação de prefeitos que estariam dispostos a trabalhar por sua candidatura, justamente para não criar constrangimentos entre gestores que mantêm compromissos com diferentes candidatos da aliança governista.

A estratégia é permitir que o apoio seja manifestado principalmente nas bases eleitorais, por meio de vereadores, lideranças municipais e apoiadores.

Além de Maycol Doido, outros prefeitos de partidos que integram a aliança de Riedel já declararam apoio a Vander. Entre eles estão Nelson Cintra (PSDB), de Porto Murtinho; Juliano Ferro (PL), de Ivinhema; e Julio Buguelo (PSD), de Glória de Dourados.

Os três também apoiam o ex-governador Reinaldo Azambuja para uma das vagas ao Senado, mas optaram por Vander para a segunda cadeira, deixando Capitão Contar fora da composição de votos.

Em Porto Murtinho, a adesão de Nelson Cintra ganhou destaque por ocorrer mesmo diante de antigas divergências políticas. A participação do PSDB na aliança governista e a histórica rivalidade com o grupo ligado ao ex-governador Zeca do PT não impediram a aproximação entre o prefeito e Vander.

A ofensiva de Vander junto aos prefeitos teve novo capítulo no último sábado (29), durante uma reunião realizada em Tacuru, que contou com a participação do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, e prefeitos de 12 municípios.

A agenda reforça a estratégia do deputado de ampliar a interlocução com gestores municipais e consolidar apoios fora de seu reduto político tradicional.

Participaram da agenda gestores Elaine Aparecida Soligo (MDB), de Aral Moreira, Maria Lurdes Portugal (PL), de Caarapó, Niágara Kraievski (PP), de Coronel Sapucaia, Fabiana Maria Lorenci (PP), de Eldorado, Lídio Ledesma (PSDB), de Iguatemi, Thalles Henrique Tomazelli (PL), de Itaquiraí, Vitor da Cunha Rosa (PSDB), de Japorã, Gilson Marcos da Cruz (PSD), de Juti, Rosária de Fátima Ivantes Lucca Andrade (PSDB), de Mundo Novo, Heliomar Klabunde (MDB), de Paranhos, Erlon Fernando Possa Daneluz (PSDB), de Sete Quedas, Rogério de Souza Torquetti (PSDB), de Tacuru, Sérgio Diozebio Barbosa (MDB), de Amambai, e Rodrigo Massuo Sacuno (PL), de Naviraí.

Por meio de nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Naviraí contestou a inclusão do prefeito Rodrigo Sacuno entre os gestores que teriam participado da agenda realizada em Tacuru. Segundo a assessoria, o prefeito não foi ao evento, contudo mandou representantes ao encontro. 

Colaborou Daniel Pedra 

ELEIÇÕES 2026

Prefeito de Chapadão do Sul doa R$ 300 mil à campanha de Flávio Bolsonaro

Produtor rural, Walter Schlatter, do PP, declarou patrimônio de R$ 125 milhões nas eleições de 2024

04/09/2026 14h10

O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), é milionário

O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), é milionário Divulgação

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O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), entrou na lista de financiadores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026. O chefe do Executivo municipal fez uma doação de R$ 300 mil para a candidatura do senador ao Palácio do Planalto.

A contribuição aparece na prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 1º de setembro.

Schlatter está no primeiro mandato como prefeito de Chapadão do Sul, município localizado na região nordeste de Mato Grosso do Sul. Ele venceu a eleição municipal de 2024 e, durante o registro de sua candidatura naquele pleito, declarou possuir patrimônio de aproximadamente R$ 125 milhões.

Considerando o patrimônio informado pelo próprio prefeito à Justiça Eleitoral em 2024, os R$ 300 mil destinados à campanha presidencial equivalem a cerca de 0,24% do total de bens declarados por Schlatter.

A contribuição feita pelo prefeito sul-mato-grossense se destaca entre as doações de pessoas físicas recebidas até agora pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

Além dos R$ 300 mil transferidos por Walter Schlatter, a campanha presidencial havia contabilizado R$ 477,58 mil provenientes de outras 20 pessoas físicas. Com a participação do prefeito de Chapadão do Sul, o montante dessas contribuições individuais ultrapassa R$ 777 mil.

Apesar das doações feitas diretamente por apoiadores, a maior fonte de financiamento da candidatura de Flávio Bolsonaro continua sendo o próprio Partido Liberal. Até o momento, o PL já destinou R$ 42,9 milhões para a campanha presidencial.

Com isso, o valor repassado pelo prefeito de Chapadão do Sul representa uma pequena parcela do total disponível para a candidatura, mas coloca Schlatter entre os apoiadores que decidiram financiar a campanha com recursos próprios.

Milionário

Walter Schlatter chegou à disputa pela Prefeitura de Chapadão do Sul em 2024 apresentando uma das maiores declarações patrimoniais entre candidatos a prefeito em Mato Grosso do Sul naquele pleito.

Na ocasião, informou à Justiça Eleitoral possuir aproximadamente R$ 125 milhões em bens. Dois anos depois, já ocupando o comando da prefeitura, o empresário e político decidiu destinar R$ 300 mil à disputa presidencial.

A doação também chama atenção pelo fato de Schlatter ser filiado ao PP, enquanto Flávio Bolsonaro disputa a Presidência pelo PL. O repasse, portanto, foi realizado como contribuição de pessoa física à campanha do candidato.

O financiamento partidário tem peso muito maior nas contas da candidatura presidencial. Conforme os números registrados na prestação de contas eleitoral, Flávio Bolsonaro já recebeu R$ 42,9 milhões repassados pelo PL.

Em comparação, as doações de pessoas físicas, mesmo após a contribuição de R$ 300 mil feita por Schlatter, permanecem abaixo de R$ 1 milhão.

O registro das receitas permite acompanhar a origem dos recursos utilizados pelos candidatos durante a campanha eleitoral, incluindo transferências partidárias e contribuições feitas por pessoas físicas.

A participação do prefeito de Chapadão do Sul no financiamento da candidatura também evidencia a aproximação de lideranças políticas de Mato Grosso do Sul com a campanha nacional de Flávio Bolsonaro. A eleição presidencial será realizada em 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais de 2026.
 

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