Política

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Câmara dos Vereadores quer cassar prefeito de Ribas do Rio Pardo

Acusação diz que João Alfredo teria pagado "a mais" para empresa que locou maquinário ao município

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A Câmara dos Vereadores de Ribas do Rio Pardo (cidade a 100 km de distância de Campo Grande) resolveu nesta quarta-feira (6) dar sequência a uma investigação contra o prefeito da cidade, João Alfredo, do PSOL, por suposta irregularidade na locação de maquinário de terraplanagem. 

A apuração é conduzida por uma comissão processante parlamentar, criada no início de março passado e que tem poder para cassar o prefeito, único representante da esquerda entre os 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a denúncia de um dos 9 vereadores da cidade, Álvaro Andrade dos Santos, o Nego da Borracharia, do PSD, a prefeitura teria tido um prejuízo de ao menos R$ 300 mil com a locação.

Ribas do Rio Pardo tem em torno de 26 mil habitantes e virou polo industrial depois de atrair investimento bilionário de uma fábrica de celulose.

A denúncia em questão envolve a empresa Tec Faz Soluções em Projetos Hidráulicos Rural e Transporte e a prefeitura. 

"... equipamentos alugados envolveram contraprestações indevidas, a exemplo de uma retroescavadeira que teria recebido um valor a mais a título de aluguel por hora do que efetivamente utilizada", diz trecho da denúncia contra o prefeito.

Para o denunciante, a suposta fraude no contrato "configura ato de improbidade administrativa". 

Nego da Borracharia, o vereador denunciante, fez uma espécie de investigação paralela para acusar o prefeito da cidade.

A relatora da comissão, a vereadora Rozenir Pereira, do PSOL, votou pelo arquivamento do pedido de cassação do prefeito. 

Para a parlamentar, a denúncia, para fundamentá-la, teria  que ser respaldada por resultados das investigações acerca do episódio, já tocadas pelo Ministério Público e Tribunal de Contas.

"Adianta-se que o melhor caminho seria que este poder [legislativo municipal] aguardasse as investigações dos órgãos com melhores condições para tanto, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, para só então, se for caso, mover um processo de cassação do Chefe do Executivo", afirmou o parecer da relatora, que acrescentou:

"De outra banda, o próprio vereador denunciante poderá renovar o pedido de cassação quando possuir informações mais seguras e detalhadas sobre as infrações alegadas e a autoria do prefeito".

Embora o pedido de arquivamento de Rozenir, a comissão processante, por dois votos a um definir por continuar a investigação contra João Alfredo.

André Borges e Julicezar Barbosa, advogados de defesa do prefeito disseram que:

“Ribas do Rio Pardo passa por momento altamente positivo de sua história, com investimento bilionário na cidade gerando empregos e arrecadação; vereadores precisam entender e colaborar, deixando de lado interesses menores, pessoais e políticos, tal como constou do belíssimo voto da vereadora que votou pelo arquivamento da comissão processante, exatamente porque nada de sério existe para ser apurado pela Casa de Leis, sem prejuízo das investigações já em curso no Ministério Público e na própria prefeitura”.

Uma das primeiras ações da comissão processante será ouvir o prefeito e testemunhas.

 

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Mato Grosso do Sul

Justiça Eleitoral manda Catan excluir vídeo com ataques a Eduardo Riedel

Tribunal Regional Eleitoral de MS teve de entrar em campo antes do início oficial da campanha para arbitrar embate que envolve dois pré-candidatos ao governo de MS

09/06/2026 17h41

Vídeo de Catan com sátira negativa contra equipe de Eduardo Riedel terá de ser excluído das redes

Vídeo de Catan com sátira negativa contra equipe de Eduardo Riedel terá de ser excluído das redes Fotomontagem/Divulgação

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A pré-campanha já começou na Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul. Embora as candidaturas ainda não estejam postas e registradas, um embate entre os pré-candidatos ao governo do Estado, Eduardo Riedel (PP) - que deve buscar a reeleição - e o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) chegou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS).

O juiz eleitoral Fernando Bonfim Duque Estrada determinou que o vídeo intitulado “Os Intocáveis”, feito por meio de inteligência artificial e disponível nas redes sociais do deputado, seja tirado de circulação em até 24 horas. A multa para o caso de descumprimento é de R$ 1 mil por dia, até o limite de R$ 30 mil.

O magistrado, que atendeu pedido dos advogados do Partido Progressista (PP), o ex-desembargador Ary Raghiant Neto e Márcio Torres, ainda proibiu o deputado de realizar novos impulsionamentos, republicações, retransmissões ou veiculações do vídeo impugnado (“Os Intocáveis MS, Episódio 01”), bem como de qualquer outro sintético, idêntico ou assemelhado que utilize inteligência artificial sem a devida rotulagem legal e que tenha “o propósito de depreciação da imagem de pré-candidatos, sob pena de incorrer na mesma sanção pecuniária”.

Além de intimar o deputado estadual do Partido Novo da decisão, o magistrado ainda determinou que a Meta Platforms, proprietária do Instagram e do Facebook, seja informada do teor da decisão judicial e exclua o vídeo.

O vídeo publicado por Catan fazia uma visão satírica de integrantes da cúpula do governo de Mato Grosso do Sul por meio de inteligência artificial.

Conforme os advogados do PP, partido de Eduardo Riedel, o vídeo “Os Intocáveis, Episódio 01 - Plano Mirabolante” propaga conteúdo negativo e desinformativo apto a macular a imagem do governador.

Para além disso, o vídeo foi impulsionado e não traz a devida rotulagem de conteúdo de inteligência artificial, o que infringe normativas do Tribunal Regional Eleitoral para as eleições deste ano.

60 dias

Conselho de Ética aprova nova suspensão de Pollon por ofensas a Hugo Motta

Pedido de suspensão tem como base o discurso realizado em agosto do ano passado, na Capital

09/06/2026 14h30

Divulgação

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Por 9 votos a 4, o Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta terça-feira (9) o parecer que recomenda a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL) por 60 dias.

A recomendação do Conselho de Ética precisa ser analisada pelo plenário da Câmara. Caso a decisão seja confirmada pelos deputados, Pollon ficará impedido de exercer o mandato por 60 dias.

Parecer foi apresentado pelo deputado Ricardo Maia (MDB-BA), que concluiu que Pollon extrapolou os "limites da atividade parlamentar" ao atacar Hugo Motta durante a ocupação do plenário, em agosto de 2025, durante protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

"Esse é o objetivo, impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Estamos sendo julgados porque nos levantamos por aqueles que não têm mais voz. Não teremos medo", completou Pollon

Pelo Código de Ética da Câmara, o parlamentar tem cinco dias úteis para apresentar recurso à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), responsável por analisar eventuais questionamentos sobre a regularidade do processo,

O pedido de suspensão tem como base o discurso realizado em agosto do ano passado, na Capital, manifestação pró-anistia.

"Discursar é não apenas um direito, mas uma das funções essenciais do mandato, atividade indispensável à democracia e integralmente protegida pela Constituição, independentemente do conteúdo da fala". Trata-se de um ato político, legítimo e típico da atividade parlamentar.

Outra suspensão

Pollon também enfrenta uma segunda representação ética disciplinar que está em fase recursal na (CCJ). O parlamentar recorre à decisão do Conselho de Ética que recomendou outros dois meses de suspensão pela ocupação da mesa diretora em defesa dos presos de oito de janeiro.

Apesar da participação de mais de 100 parlamentares no ato, somente Pollon, Marcell van Hattem (Novo-RS), e Zé Trovão (PL-SC) sofreram sanções. 

A ala bolsonarista ocupou o plenário da Câmara por mais de 30h após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pede a anulação do processo e alega desproporcionalidade da medida aplicada.

Neste caso, a comissão vai avaliar se houve falha ou abuso procedimental durante o processo no Conselho de Ética. O processo também precisa passar por votação do plenário da Câmara dos Deputados.  São necessários 257 votos para confirmar a suspensão.

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