Política

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Câmara instala comissão para elaborar reforma

Câmara instala comissão para elaborar reforma

g1

01/03/2011 - 14h20
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A Câmara dos Deputados instalou nesta terça-feira (1) a Comissão Especial da Reforma Política, que terá o objetivo de debater e elaborar uma proposta de reforma que modernize o sistema eleitoral brasileiro.

No dia 22 de fevereiro, o Senado também instalou uma comissão para debater a elaboração de um projeto de reforma política. Senadores e deputados afirmam que os dois grupos irão trabalhar em conjunto para elaborar uma proposta de reforma.

Participaram da sessão na Câmara o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o vice-presidente da República, Michel Temer, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Brito, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também participou da reunião.

Sarney afirmou que as duas comissões irão trabalhar em conjunto para elaborar um projeto de reforma que seja consenso nas duas Casas. Para o presidente do Senado, a reforma já foi muito discutida e o momento é de definições.

"As comissões vão trabalhar conjuntamente. As ideias todas estão muito trabalhadas, há mais de 50 anos se discute a reforma política no Brasil. Agora nós temos de discutir questões pontuais e, nesse sentido, tanto a comissão da Câmara quanto a do Senado vão estar de acordo que essa decisão [de fazer a reforma política] não pode mais ser protelada. Nós vamos ter uma proposta [de reforma] de acordo com a Câmara e com o Senado", disse Sarney.

Participação popular
O presidente da Câmara defendeu a participação popular como forma de pressionar o Congresso a aprovar uma reforma política "verdadeira" e afirmou que a instalação da comissão evidencia a importância que o tema tem na Câmara.

"A instalação de uma comissão para discutir a reforma política na Câmara e no Senado indica a importância do tema para os parlamentares recém-eleitos", disse Maia.

Ao chegar ao Congresso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral afirmou que irá contribuir com o debate, mas que será responsabilidade apenas do Congresso elaborar e aprovar a reforma. Para o ministro, o trabalho da comissão criada na Câmara, em conjunto com o grupo formado no Senado, terá o papel principal de debater questões ainda polêmicas.

"O Congresso é uma unidade. O Senado representa os estados, e a Câmara, o povo. As duas Casas, em conjunto, é que representarão a vontade da nação para fazer a melhor reforma política possível. Está se discutindo o voto obrigatório facultativo, a adoção do voto distrital, o sufrágio em lista, a questão do suplente, entre outros temas", afirmou Lewandowski.

Agilidade
O presidente do TSE aproveitou para lembrar uma das reivindicações da Justiça Eleitoral no processo de reformulação do sistema político brasileiro. Lewandowski defendeu a adoção de mudanças que tornem mais rápida a tramitação e o julgamento de processos de cassação contra políticos.

O volume de recursos para o político processado é um dos problemas para a agilidade dos julgamentos, diz o ministro.

"Uma das principais reivindicações da Justiça Eleitoral é a maior celeridade nos [julgamentos de] processos, sobretudo nos processos de cassação, no grande número de recursos que se superpõem. Essa é a contribuição que nós estamos dispostos a dar. Mudança política só o Congresso Nacional pode fazer", argumentou Lewandowski.
 

Declaração

Trump promete 'grande segurança' para petroleiros no Estreito de Ormuz

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse

11/03/2026 19h00

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira, 10, "grande segurança" para os petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã reforçava o controle sobre a via marítima em meio à guerra contra americanos e israelenses.

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse Trump a repórteres na Casa Branca, ao ser questionado sobre como garantiria a segurança de Ormuz.

A emissora americana CNN informou na noite de terça-feira que o Irã havia iniciado a instalação de minas na via marítima. Segundo o presidente, as tropas americanas retiraram "praticamente" todas as minas "em uma única noite".

No 12º dia do conflito no Oriente Médio, pelo menos três navios foram atacados em Ormuz e no Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que embarcações israelenses, americanas e de aliados dos dois países são "alvos legítimos".

Questionado sobre o que os EUA precisam fazer para encerrar a operação militar no Irã, Trump respondeu: "Mais do mesmo."

"Veremos como tudo isso termina. No momento, eles perderam a Marinha, perderam a Força Aérea. Não têm nenhum equipamento antiaéreo, não têm radar", disse Trump. "Seus líderes se foram e poderíamos fazer muito pior."

O republicano afirmou que as tropas americanas poderiam destruir a infraestrutura do Irã "em uma hora", caso quisessem. "Estamos deixando certas coisas que, se as eliminarmos - ou poderíamos eliminá-las ainda hoje, em uma hora - eles literalmente jamais conseguiriam reconstruir esse país", disse.

Um dos repórteres também questionou Trump sobre a escolha do filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, como novo líder supremo iraniano, mas o republicano não quis comentar o assunto.

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Encaminhado à Câmara

Senado aprova acordo de ciência e tecnologia entre Brasil e Tunísia

Comissão de Relações Exteriores é presidida por Nelsinho Trad

11/03/2026 16h45

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD)

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD) Foto: Agência Senado

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Documento aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta terça-feira (10) aproximou Brasil e Tunísia de um acordo que promove intercâmbio de pesquisadores e de informações científicas “contribuindo para a internacionalização de universidades brasileiras”, disse o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

O texto encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados prevê mecanismos usuais como intercâmbio de pesquisadores e especialistas, troca de informações científicas, realização de seminários e programas conjuntos de trabalho.

Cada país arcará com os custos do envio de seus participantes, exceto se outras condições forem acordadas. 

O acordo estimula a cooperação entre bibliotecas e instituições científicas para intercâmbio de publicações e informações e estabelece que os custos relativos ao intercâmbio de cientistas e especialistas serão, em regra, suportados pela parte que envia pesquisadores, salvo acordo diverso formalizado por escrito. 

Os países assinaram o tratado em Brasília, em abril de 2017. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto para permitir ao presidente da República confirmá-lo e inseri-lo na legislação brasileira.

 

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