Política

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Caminhada em apoio a Bolsonaro tem baixa adesão em Campo Grande

O ato convocado em apoio ao deputado federal Nikolas Ferreira teve baixa adesão neste domingo (25), na concentração realizada na Praça do Rádio Clube

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A convocação em apoio ao ato puxado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que mobilizou a direita, não teve a mesma adesão neste domingo (25), na concentração iniciada às 9h, na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande.

Na Cidade Morena, a Caminhada por Justiça e Liberdade seguiu pela Avenida Afonso Pena até a sede do Ministério Público Federal (MPF). Instantes antes de o carro de som se posicionar, o movimento de apoiadores, que costumava encher a via, seguiu de forma tímida.

Parte dos participantes permaneceu na praça, enquanto outros acompanharam o carro de som. Um terceiro grupo seguiu em veículos, o que gerou incômodo entre alguns presentes, que chegaram a argumentar que o ato deveria ser percorrido a pé.

Enrolados em bandeiras de Israel e dos Estados Unidos, os apoiadores foram escoltados pela Polícia Militar e por uma equipe da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Como ocorre em outras localidades do país, a reivindicação girou em torno da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e contra providências adotadas pelo Poder Judiciário.

Em conversa com o Correio do Estado, o vereador André Salineiro (PL) afirmou que, pelo fato de muitas pessoas não terem conseguido ir a Brasília, houve a solicitação de um ato em Campo Grande, assim como em outras capitais do país.

“Isso aqui é uma vontade do povo, então a gente vai caminhar com respeito às instituições, sim, porém com coragem para dizer que o povo não abre mão da sua liberdade, não abre mão da sua Constituição e não abre mão do seu direito de se posicionar”, disse Salineiro.

Após cantar o Hino Nacional, o grupo fez um breve ensaio do coro que puxou o ato. Entre os apoiadores do ex-presidente, o corretor de imóveis Luiz Carlos Pereira, de 62 anos, contou que participa da mobilização, marcada pelo que chamou de “despertar do povo brasileiro”, a partir do chamado de Nikolas Ferreira.

“O chamado é ‘Acorda Brasil’. Então, é chamar o povo para despertar e para que cada um possa servir de exemplo para os outros. Essa comodidade de ficar em casa enquanto a gente vê o país caindo no caos e se depredando cada vez mais por causa desses políticos e desse Supremo Tribunal Federal, que só defende bandido e liberta traficantes, tem que mudar. É para isso que nós estamos aqui”, afirmou Luiz.

Outro apoiador, Rogério, de 72 anos, que atua na área da agropecuária, demonstrou animação com a jornada puxada por Nikolas Ferreira, com a concentração hoje, em Brasília, na Praça Cruzeiro a partir das 11h (horário de Mato Grosso do Sul).

“Em prol da justiça, apoiando todas as pautas que eles estão reivindicando, esperando um Brasil melhor. Espero que, durante a caminhada, incorporem mais apoiadores, como aconteceu na caminhada dos 240 quilômetros, que nem o Nikolas esperava e que se tornou hoje uma grande esperança de mudança”, disse Rogério.

 

 

 

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Postura

Após 1º turno, Motta diz que Câmara seguirá comprometida em garantir respeito à Constituição

Motta afirmou ainda que a Câmara é um "pilar da estabilidade institucional, da legalidade e do equilíbrio entre os Poderes

13/10/2026 21h00

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Foto: Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comentou nesta terça-feira, 13, parabenizou os parlamentares que disputaram as eleições de 2026 e disse que, independente dos resultados, a Casa seguirá comprometida em garantir o respeito à Constituição.

"Com a responsabilidade de quem preside a Câmara dos Deputados, reafirmo o compromisso desta Casa, em toda sua pluralidade, de assegurar que o diálogo permaneça aberto, que a Constituição seja respeitada e que o Brasil avance com estabilidade institucional", disse o deputado em discurso no plenário.

Motta afirmou ainda que a Câmara é um "pilar da estabilidade institucional, da legalidade e do equilíbrio entre os Poderes". Ele destacou ainda que, no segundo turno, "os brasileiros irão às urnas para exercer, com liberdade e soberania, o direito de decidir o futuro do País".

"Afinal, a democracia se traduz nas urnas, mas se fortalece diariamente, no equilíbrio entre os Poderes e na capacidade de transformar o debate político em resultados concretos. Acima de tudo, não podemos nunca perder de vista que, no fim do dia, o que deve prevalecer é o interesse do Brasil e da nossa sociedade Esse é o nosso norte. É o compromisso que deve orientar nossa trajetória na vida pública", finalizou.

ELEIÇÕES 2026

MDB de Mato Grosso do Sul confirma apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Presidente estadual do partido, Waldemir Moka afirma que a sigla integra o grupo de 17 diretórios favoráveis ao candidato do PL

13/10/2026 14h38

Presidente estadual do MDB, Waldemir Moka confirma apoio do diretório de Mato Grosso do Sul a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial

Presidente estadual do MDB, Waldemir Moka confirma apoio do diretório de Mato Grosso do Sul a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial Arquivo

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O MDB de Mato Grosso do Sul confirmou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. 

O posicionamento foi informado pelo presidente estadual da legenda, ex-senador Waldemir Moka, que incluiu o diretório sul-mato-grossense no grupo de 17 representações regionais alinhadas ao candidato que enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Está entre esses 17 que manifestaram apoio ao próprio Bolsonaro”, declarou Moka, ao confirmar a participação do MDB de Mato Grosso do Sul no movimento.

A adesão reúne diretórios de 16 estados e do Distrito Federal, formando a maioria das 27 representações regionais do partido. A articulação envolve o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o presidente nacional da legenda, deputado federal Baleia Rossi.

Em Mato Grosso do Sul, o MDB chega à definição para o segundo turno com nove prefeituras. A sigla está à frente das administrações de Amambai, Aral Moreira, Bodoquena, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Laguna Carapã, Paranhos, Sonora e Vicentina.

Essa presença municipal dá ao partido uma estrutura distribuída pelo interior do Estado. Com a definição anunciada por Moka, o comando estadual da legenda passa a integrar o grupo de diretórios que defende a eleição do candidato do PL.

Nas eleições municipais de 2024, o MDB elegeu dez prefeitos em Mato Grosso do Sul. Posteriormente, Lucas Foroni, de Rio Brilhante, deixou a legenda e ingressou no PP, reduzindo a representação emedebista.

A contagem atual também considera Paranhos, onde Heliomar Klabunde assumiu a prefeitura em 4 de novembro de 2025, depois de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ele havia vencido a eleição de 2024, mas foi impedido de tomar posse no início do mandato por uma decisão judicial posteriormente revertida. No cenário nacional, Ricardo Nunes atuou nas conversas para ampliar o apoio dos diretórios à candidatura de Flávio. 

Tarcísio e Baleia Rossi também participaram das negociações, cujo anúncio conjunto foi previsto para esta terça-feira (13), em São Paulo. Mesmo com a adesão majoritária, a direção nacional preserva a autonomia dos diretórios para definir seus posicionamentos. 

A liberdade de escolha segue a orientação adotada no primeiro turno e permite que outras representações regionais mantenham o apoio a Lula. Entre os grupos alinhados ao presidente estão o MDB de Alagoas, ligado à família Calheiros, e o do Pará, sob influência da família Barbalho. 

A divisão reflete as diferentes alianças regionais da legenda na eleição presidencial. Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro.
 

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