Política

Justiça Eleitoral

Candidato da Capital é o 3º mais rico a disputar as eleições no país

Candidato da Capital é o 3º mais rico a disputar as eleições no país

Gabriel Maymone

10/07/2012 - 09h10
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O candidato a prefeitura de Campo Grande, Reinaldo Azambuja (PSDB) é o terceiro mais rico entre os elegíveis nas capitais brasileiras, com R$ 32,6 milhões em bens declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No topo da lista está Mauro Mendes (PSB), de Cuiabá (MT), que declarou R$ 116,8 milhões e Márcio Lacerda (PSB), tentando reeleição em Belo Horizonte (MG) aparece em segundo lugar, com R$ 58 milhões.

Aos 49 anos de idade, o deputado da bancada ruralista tem um apartamento (R$ 350 mil), uma sala comercial (R$ 100 mil), uma casa (R$ 500 mil), terrenos (R$ 240 mil) e mais de dois mil hectares em fazendas, no valor de R$ 22,4 milhões, concentrados principalmente em Maracaju, cidade que governou entre 1996 e 2004. O restante do patrimônio é preenchido por equipamentos agrícolas e caminhões utilizados em suas terras. Ele também informou gastos no valor de R$ 12 milhões para a campanha.

Campo Grande

Apesar de ser o candidato a informar maior limite de gastos na campanha (R$ 20 milhões), Edson Giroto (PMDB) é o segundo mais 'endinheirado', com R$ 2 milhões em bens declarados. Natural de Oscar Bressan (SP), Giroto declarou um apartamento (R$ 475 mil), plano de previdência social (R$ 221 mil) e a maior parte em participações em fazendas (R$ 818 mil).

Com a terceira campanha mais cara (R$ 9 milhões), o murtinhense Vander Loubet (PT) declara possuir R$ 1,1 milhão em bens. À Justiça Eleitoral, o petista informou residências (R$ 605 mil) e uma chácara (R$ 350 mil).

Já o corumbaense Alcides Bernal (PP) declarou R$ 1,3 milhões em bens. Segundo consta no TSE, o candidato do PP possui uma residência (R$ 700 mil), uma caminhonete (R$ 100 mil) e caderneta de poupança (R$ 500 mil), além de informar gastos no valor de R$ 7 milhões para a campanha.

Entre os demais candidatos, os gastos com as campanhas variam entre R$ 25 mil - Suél Ferranti (PSTU) - e R$ 1,2 milhão – Marcelo Bluma (PV). Já em relação ao valor de bens, o professor Sidney (PSOL) declarou não possuir nenhum bem, Bluma declarou bens no valor de R$ 1,1 milhão e Suél declarou possuir apenas uma casa de madeira no valor de R$ 16,9 mil e um veículo Corcel 1985, no valor de R$ 3,5 mil.

TRANSPARÊNCIA

Assembleia Legislativa afirma que contrato de alimentação segue critérios técnicos

Casa de Leis reforça que valor previsto é apenas uma estimativa baseada em estudos técnicos e destaca que contratação atende eventos, audiências públicas e sessões

06/06/2026 11h39

Fachada do prédio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), em Campo Grande

Fachada do prédio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), em Campo Grande Divulgação

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Após ser alvo de inúmeros questionamentos sobre valor estimado previsto em termo de referência da licitação, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) veio a público esclarecer os detalhes do processo licitatório destinado à contratação de serviços de alimentação para atender eventos, reuniões e atividades institucionais promovidas pela Casa de Leis ao longo do ano. 

Segundo o Legislativo estadual, a iniciativa busca garantir suporte adequado para sessões solenes, audiências públicas, recepções oficiais e demais compromissos realizados no âmbito parlamentar. Em nota, a Casa de Leis informou que o montante divulgado corresponde a uma projeção máxima elaborada a partir de estudos técnicos, histórico de consumo e estimativas de demanda para todo o período de vigência do contrato.

De acordo com a Assembleia Legislativa, o valor apresentado não representa uma despesa efetivamente realizada nem o total que necessariamente será contratado. A expectativa é que a concorrência entre as empresas participantes contribua para a redução dos preços durante a fase competitiva do certame.

A Casa de Leis também ressaltou que os serviços não serão destinados ao atendimento individual dos parlamentares. O objetivo é oferecer suporte às diversas atividades institucionais que recebem regularmente prefeitos, vereadores, representantes de entidades, autoridades, estudantes, servidores públicos e cidadãos.

Entre as ações contempladas estão reuniões de trabalho, recepção de delegações, homenagens, audiências públicas, sessões solenes e encontros institucionais promovidos ao longo do ano.

Ainda conforme a Assembleia Legislativa, todo o processo segue as diretrizes da Lei Federal nº 14.133/2021, que regulamenta as licitações e contratos da administração pública. Antes da publicação do edital, foram realizados levantamentos técnicos, estudos de necessidade e pesquisas de mercado para definição dos valores de referência.

A Assembleia informou ainda que toda a documentação relacionada ao processo está disponível para consulta pública em seus canais oficiais, incluindo estudos técnicos, especificações e demais documentos que fundamentam a contratação.

Por fim, o Legislativo estadual destacou que a ampla divulgação das informações permite o acompanhamento da sociedade em todas as etapas do certame, reforçando os princípios de planejamento, legalidade e transparência na aplicação dos recursos públicos.

ELEIÇÕES 2026

PL de MS entra na reta final para definir o segundo nome para concorrer ao Senado

Reinaldo Azambuja informou que os resultados das pesquisas contratadas pela legenda vão ficar prontos em até 15 dias

06/06/2026 08h30

Montagem

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O PL está na reta final do processo de definição do segundo nome que disputará uma vaga ao Senado por Mato Grosso do Sul nas eleições marcadas para o dia 4 de outubro.

A escolha será baseada em pesquisas de intenção de voto contratadas pela legenda e deve ser anunciada nos próximos dias.

Segundo o presidente estadual do partido e o primeiro pré-candidato ao Senado pela sigla, Reinaldo Azambuja, dois institutos foram contratados para realizar os levantamentos.

A Quaest foi escolhida pelo diretório estadual da sigla, enquanto o Paraná Pesquisas ficou sob responsabilidade financeira da direção nacional do partido.

“Os resultados devem ser concluídos em até 15 dias e serão encaminhados à cúpula nacional do PL para análise”, declarou, informando que entre os responsáveis por avaliar os números estão o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República.

De acordo com Azambuja, a decisão também passará pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, principal liderança do PL.

O ex-governador informou que recebeu autorização da executiva nacional para contratar os levantamentos durante reunião realizada em Brasília (DF) na semana passada.

A expectativa inicial era de que a definição da segunda vaga ocorresse no fim da próxima semana, entretanto, um dos institutos contratados pela legenda atrasou a tabulação dos dados coletados, obrigando a sigla a adiar o anúncio oficial para daqui a 15 dias.

Nos bastidores, a disputa pela indicação envolve o ex-deputado estadual Capitão Contar e o deputado federal Marcos Pollon. Os dois buscam consolidar apoio entre os eleitores e as lideranças identificadas com o bolsonarismo em Mato Grosso do Sul.

A definição do segundo nome é considerada estratégica para a formação da chapa do PL no Estado e deverá influenciar diretamente a articulação da campanha da legenda para o Senado.

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