Política

LINHA DE CHEGADA

Candidatos fazem corpo a corpo na véspera das eleições

Candidatos fazem corpo a corpo na véspera das eleições

Lidiane Kober

02/10/2010 - 00h40
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Com o fim do prazo para realizar comícios, reuniões políticas e propaganda eleitoral na televisão, os candidatos fazem corpo a corpo nos dois últimos dias antes da eleição. José Orcírio dos Santos (PT) caminha em Campo Grande, confiante em uma reviravolta. Ontem, ele passou pelos bairros Mata do Jacinto e Maria Aparecida Pedrossian e hoje andará no centro da Capital e depois visitará assentamento em Sidrolândia e Terenos. Enquanto isso, André Puccinelli (PMDB) continua percorrendo o interior do Estado. O peemedebista caminhou em Anaurilândia e Batayporã.
Apesar de estar em desvantagem na corrida pela sucessão estadual, como apontam as últimas pesquisas de opinião pública, o petista está motivado. “Amanheci hoje (ontem) convencido de que vamos ganhar as eleições”, declarou. Ele acredita na vitória por apostar em resultado positivo nos dois principais colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul: Campo Grande e Dourados. “Derrubamos as duas últimas fortalezas do André: estamos ganhando a eleição na Capital e em Dourados”, arriscou.
Segundo a assessoria do candidato do PMDB, Puccinelli viajou para Batayporã e Anaurilândia a fim de cumprir agenda de governador. Ele foi conferir os estragos causados pelas chuvas nos dois municípios e prometeu recursos para recuperar o pavimento asfáltico, construção de fossas sépticas, refazer pontes e estradas vicinais na zona rural. Um dia antes, ele comandou comício em Naviraí e hoje pode participar de bandeiraço na Avenida Afonso Pena, nos cruzamentos com a Avenida Calógeras e com a Rua Pedro Celestino.
Enquanto isso, o candidato do PSOL, Nei Braga, seguiu sua rotina de atendimento em sua lanchonete no centro de Campo Grande.

Fiscalização
Preocupado com casos de compra de votos, ontem à tarde, Orcírio também foi à Polícia Federal para pedir rigorosa fiscalização no dia das eleições. Desconfiado, ele chegou a requerer a designação de uma equipe para acompanhar os passos do governador André Puccinelli. Para embasar o pedido, ele lembrou do caso “da professora flagrada panfletando em uma escola e de posto de combustível fechado por distribuir gasolina”, patrocinado por candidatos da coligação Amor Trabalho e Fé, em troca de votos.
Horas antes, na parte da manhã, representantes do Fórum de Combate à Corrupção foram ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) protocolar documento solicitando “providências para garantir eleições seguras”. As entidades também requisitaram o envio de forças federais para garantir a normalidade das eleições no Estado.
Inicialmente, os manifestantes pretendiam protestar na governadoria contra suposto esquema de pagamento de propina a autoridades, mas o forte aparato policial montado no local afugentou o grupo. Na próxima quinta-feira, as entidades voltam a se reunir para programar novos atos.

Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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