Política

Eleições 2022

Candidatos que ainda concorrem no 2º turno não podem ser presos

Regra prevista em Código Eleitoral entrou em vigor no sábado (15) e a única exceção é para os casos de flagrante delito

Continue lendo...

A 15 dias do segundo turno das Eleições Gerais 2022, nenhuma candidata ou candidato poderá ser detido ou preso, salvo em flagrante delito. 

De acordo com o Código Eleitoral  (Lei nº 4.737, de 1965), caso ocorra qualquer prisão nesse período, o preso deverá ser imediatamente conduzido à presença do juiz competente que, se verificar a ilegalidade da detenção.

O objetivo da regra é assegurar o equilíbrio da disputa eleitoral e o pleno exercício das atividades de campanha por parte das candidatas e dos candidatos. 

Também busca prevenir que prisões sejam utilizadas como estratégia para prejudicar algum postulante a cargo eletivo por meio de constrangimento político ou o afastamento da campanha.

O segundo turno das Eleições 2022 está marcado para o próximo dia 30 de outubro.

Em Mato Grosso do Sul,  segue na disputa para governador os candidatos, Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB).

ELEIÇÕES 2026

Em MS, 79 mil eleitores têm 38 dias para regularizar o título eleitoral

Municípios com maior quantidade de títulos irregulares são Campo Grande (30.374), Dourados (30.374), Três Lagoas (3.643), Ponta Porã (2.505) e Corumbá (2.505)

29/03/2026 07h40

Urna eletrônica

Urna eletrônica Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Eleições 2026 acontecerão em outubro e milhares de pessoas ainda precisam regularizar o título eleitoral para votar em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) apontam que 79.298 sul-mato-grossenses estão com o título irregular e correm o risco de não votar nestas eleições.

Desse número, 30.374 são da Capital e 48.924 do interior do Estado. Vale ressaltar que este número atualiza diariamente e que os dados são referentes até a data de 27 de março de 2026.

Os municípios com maior quantidade de títulos irregulares são Campo Grande (30.374), Dourados (30.374), Três Lagoas (3.643), Ponta Porã (2.505) e Corumbá (2.505).

Números divulgados pelo TRE-MS indicam que Mato Grosso do Sul tem 1.989.797 eleitores, sendo que 1.722.151 possuem biometria e 267.646 não possuem.

6 de maio, quarta-feira, é o último dia para:

  • realizar transferência de domicílio
  • transferir endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • realizar revisão eleitoral
  • atualizar dados cadastrais
  • atualizar cadastro de biometria

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Com isso, o eleitor tem 38 dias corridos e 27 dias úteis para ficar em dia com a Justiça Eleitoral. Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:

  • deixar de votar
  • deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
  • não comparecer à revisão do eleitorado
  • entre outros

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título das 12h às 17h, de segunda a sexta-feira, na Central de Atendimento ao Eleitor, localizada na rua Delegado José Alfredo Hardman, número 180, Jardim Veraneio.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

Os documentos necessários para regularização são:

  • documento oficial com foto que comprove sua identidade
  • título eleitoral ou e-Título
  • comprovantes de votação
  • comprovantes de justificativas eleitorais
  • comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

OBRIGATORIEDADE E CONSEQUÊNCIAS

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos.

Mas, eleitores que não votarem nas eleições ou não justificarem o voto, podem sofrer punições, como:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

VOTAR SEM O TÍTULO DE ELEITOR

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem o documento.

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai no site da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

ENTREVISTA

"Os benefícios devem estar legalmente amparados, transparentes e compatíveis"

O procurador-geral de Justiça foi reconduzido ao cargo por mais dois anos, com a missão de consolidar a transformação digital do MPMS

28/03/2026 08h30

Romão Avila Milhan Júnior - Procurador-geral de Justiça

Romão Avila Milhan Júnior - Procurador-geral de Justiça Decom/MPMS

Continue Lendo...

Reconduzido ao cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para o biênio 2026-2028, o promotor de Justiça Romão Avila Milhan Júnior concedeu entrevista exclusiva ao Correio do Estado, em que falou sobre seus dois primeiros anos no cargo e os próximos desafios.

Ele também abordou o polêmico tema que é o fim dos “penduricalhos” nos salários dos servidores do Poder Judiciário. “É saudável debater como o dinheiro público é investido”, declarou.

Confira a entrevista completa.

A votação expressiva, com mais de 96% de apoio, reforça sua legitimidade. Como o senhor pretende corresponder a essa confiança dos membros do MPMS neste novo mandato?

A confiança expressa pelos membros do MPMS é um compromisso que assumo com responsabilidade e dedicação.

Neste novo mandato, vamos consolidar o Ministério Público [de Mato Grosso do Sul] como agente de transformação social, ampliando a eficiência institucional, a inovação tecnológica e a inteligência investigativa.

Projetos como o LuminIA, o fortalecimento dos Centros de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça [CAOs], a modernização do Compor [Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica] e a criação de Centrais de Apoio às Promotorias garantirão atuação estratégica e suporte qualificado aos membros.

Internamente, priorizaremos a valorização, a capacitação e o bem-estar dos integrantes, com a Escola de Liderança e Gestão, saúde mental e segurança institucional.

Quais serão as principais diferenças entre seu primeiro mandato e sua gestão de 2026 a 2028?

Estamos em um bom caminho. Por isso, essa nova gestão será dedicada a consolidar os avanços que já construímos, renovar missões e corrigir rumos quando identificarmos essa necessidade, sempre pensando em entregar o melhor serviço ao cidadão.

Entre os eixos estratégicos apresentados, qual o senhor considera mais desafiador de implementar e por quê?

Entre os eixos estratégicos, a consolidação da transformação digital representa um grande desafio, pois envolve não apenas a implantação de novas tecnologias, como o sistema nativamente digital com inteligência artificial [IA] e a mudança de cultura organizacional em todos os órgãos de execução.

Sabemos do momento sensível enfrentado em relação ao combate à violência contra a mulher e, de nossa parte, vamos prosseguir com o trabalho diuturno para assegurar a proteção das vítimas, a responsabilização dos agressores e, ainda, atuar na prevenção.

É por isso que foi criado o sistema Alerta Lilás, que monitora agressores reincidentes, com resultados expressivos, e que foi destaque nacional em iniciativas dos Ministérios Públicos.

Esse sistema, inclusive, está sendo atualizado para monitorar outros tipos de infratores, como parte dos esforços por um Ministério Público ainda mais eficiente no combate à criminalidade e na proteção da sociedade.

Juntamente com os que me ladeiam na administração superior, tenho o compromisso de conduzir esse processo de forma estruturada, garantindo capacitação contínua, adaptação dos fluxos de trabalho e suporte aos membros e servidores, além do diálogo constante com a sociedade.

Como transformar o discurso de eficiência e proximidade com a sociedade em resultados concretos para a população?

Sair do discurso para os resultados concretos exige unir inovação, gestão estratégica e atuação orientada por prioridades sociais.

No MPMS, isso significa usar tecnologia e inteligência investigativa para agilizar processos, fortalecer e ampliar o suporte às Promotorias de Justiça. Também envolve direcionar ações à proteção da infância, à defesa do patrimônio público e ao combate à corrupção.

Com foco em dados, planejamento e pessoas capacitadas, garantimos que a sociedade perceba na prática uma justiça mais ágil, acessível e efetiva.

O novo sistema digital com inteligência artificial promete revolucionar os processos internos. Quando ele deve entrar em funcionamento e quais impactos diretos a sociedade pode esperar?

Para a sociedade, isso significa dar respostas mais rápidas, com a coleta de elementos probatórios de peso, levando a decisões mais precisas e maior eficiência na proteção da infância, da juventude, das mulheres, dos idosos e vulneráveis, além do cuidado com o patrimônio público, que é de todos.

Nossa meta é usar a tecnologia como instrumento de transformação concreta, tornando o MPMS mais eficiente e acessível a todos.

Há preocupação com riscos éticos ou operacionais com o uso de inteligência artificial nas decisões do Ministério Público? Como isso será controlado?

Sim, essa é uma preocupação inerente a qualquer passo dado por nós. A IA será utilizada como ferramenta de apoio, e não uma substituta das decisões humanas.

Nosso compromisso é alinhar a tecnologia aos princípios éticos e legais, com a necessária segurança e proteção de dados, assegurando que cada decisão continue pautada pelo interesse público e pela Justiça, com total confiança da sociedade.

Ferramentas como Mercúrio, Hórus Connect e Rede Cronos MP indicam um avanço na inteligência investigativa. Como essas iniciativas vão fortalecer o combate à corrupção e ao crime organizado no Estado?

Essas ferramentas são transformadoras para o MPMS no combate à corrupção e ao crime organizado.

Com o Mercúrio, conseguimos analisar quebras de sigilo bancário de forma estruturada e mais ágil, enquanto o Hórus Connect e a Rede Cronos MP nos permitem integrar informações com outros Ministérios Públicos de forma segura e padronizada.

Na prática, isso significa operações sólidas em coleta de provas, decisões estratégicas baseadas em dados confiáveis e a capacidade de agir rapidamente diante de ilícitos complexos, fortalecendo a efetividade da Justiça e trazendo resultados concretos para a sociedade.

O MPMS pretende assumir protagonismo nacional na integração de dados investigativos? Como isso será feito na prática?

Uma das provas nesse sentido é que vamos coordenar e aprimorar ferramentas como Mercúrio, Hórus Connect e a Rede Cronos MP, promovendo a troca estruturada de informações entre unidades e ramos do Ministério Público em todo o País.

A intenção é criar uma rede integrada de inteligência, garantindo resultados concretos para a sociedade sul-mato-grossense.

A reestruturação do Compor e a criação de Centrais de Apoio às Promotorias indicam mudanças internas importantes. Como isso vai impactar o trabalho dos promotores na ponta?

Esses são passos decisivos para aprimorar a atuação de quem está nos órgãos de execução, lidando diretamente com os problemas da população.

Com essas mudanças, os promotores e promotoras de Justiça e os servidores terão suporte técnico mais ágil e especializado, acesso a fluxos padronizados e rotinas automatizadas, o que abre espaço de tempo para se dedicarem à atuação estratégica e às demandas mais complexas.

A saúde mental foi destacada como prioridade. Que ações concretas serão implementadas nesse sentido?

Um Ministério Público forte depende de pessoas saudáveis e motivadas. Por isso, implementamos programas contínuos de suporte psicológico, capacitação de lideranças e iniciativas voltadas à promoção de um ambiente de trabalho saudável.

Assim, podemos reduzir riscos psicossociais, valorizar os servidores e garantir que todos possam desempenhar suas funções com segurança, equilíbrio e produtividade adequada.

O projeto Mais Prudente, Mais Seguro será ampliado. Há hoje riscos reais à integridade de membros e servidores?

Existe a plena consciência dos riscos reais à integridade de nossos membros e servidores, especialmente em unidades do interior com menor presença policial e em contexto de forte presença de facções criminosas.

Por isso, estamos ampliando o projeto Mais Prudente, Mais Seguro, com monitoramento eletrônico 24 horas, reforço do efetivo policial e centrais de apoio para resposta rápida.

Também vamos fortalecer a cultura de segurança por meio de ações educativas, orientações e medidas preventivas, para assegurar a todos a garantia de desempenhar suas funções com proteção, respaldo institucional e tranquilidade, reforçando um MPMS cada vez mais seguro e eficiente.

Como funcionará o monitoramento 24 horas das unidades e o reforço policial nas comarcas?

A ideia é estruturar o monitoramento 24 horas das unidades do MPMS por meio de uma rede integrada de vídeo, com sala de controle central para acompanhar todas as operações em tempo real.

Paralelamente, estamos reforçando o efetivo policial nas comarcas, especialmente nas que não têm agentes próprios, garantindo prevenção, pronta resposta e proteção efetiva.

Além disso, o contato será constante entre promotores de Justiça e comandos locais da PM, promovendo orientação, coleta de feedback e coordenação institucional, para que a segurança seja abrangente, ágil e confiável em todas as unidades.

A busca por uma dotação orçamentária mais justa continua sendo pauta. O orçamento atual é insuficiente? Em quais áreas isso tem mais impacto?

Existem áreas nas quais o orçamento precisa ser reforçado, especialmente quando analisamos setores como a infraestrutura das unidades do interior, a manutenção predial e a modernização dos espaços de trabalho.

Nosso compromisso é articular permanentemente com o Executivo para assegurar recursos justos, garantindo que cada membro e servidor tenha espaço adequado, seguro e funcional para entregar resultados concretos à sociedade.

O senhor afirmou que sua missão é tornar o MPMS um instrumento efetivo de transformação social. Que resultados concretos a população pode esperar ao fim deste novo mandato?

Trabalhamos todos os dias, desde o primeiro dia da gestão, e continuará sendo assim daqui para a frente, para que a população se sirva de um MPMS mais moderno e eficiente, com processos digitais integrados e uso de inteligência artificial para atingir resultados mais efetivos.

Esses recursos dão ainda mais condições de oferecer um atendimento de qualidade, combinado ao acolhimento de quem precisa do nosso trabalho em defesa da sociedade.

Paralelamente, temos como missão o fortalecimento da nossa presença nos Tribunais Superiores, para que as demandas sejam tratadas com a devida atenção até o último grau de instância.

Nos últimos anos, os chamados “penduricalhos” no serviço público têm sido alvo de críticas e debates nacionais. Como o senhor avalia essa questão dentro do Ministério Público? Há previsão de revisão ou adequação desses benefícios durante sua gestão?

As discussões sobre esse tema são parte de um debate amplo no Brasil, envolvendo transparência, responsabilidade fiscal e respeito à Constituição. É saudável debater como o dinheiro público é investido.

A postura de nossa gestão é clara: todos os benefícios devem estar legalmente amparados, transparentes e compatíveis com os princípios da administração pública.

Estamos acompanhando atentamente este debate nacional, dedicados a fazer o necessário para cumprir o regramento definido, sempre com respeito à legalidade e à valorização responsável dos nossos membros e servidores.

{Perfil}

Romão Avila Milhan Jr.

Natural de Umuarama (PR), é bacharel em Direito, pela Universidade Paranaense (2007), e especialista em Direito Penal, pela Fundação Escola do Ministério Público do Paraná. Ele foi defensor público no Espírito Santo e, em 2010, tornou-se promotor de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Em 2023, tornou-se procurador-geral adjunto de Justiça e, em 2024, foi eleito procurador-geral de Justiça, sendo reconduzido ao cargo em março deste ano para o biênio 2026-2028.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).