Política

ELEIÇÕES 2026

Em MS, 79 mil eleitores têm 38 dias para regularizar o título eleitoral

Municípios com maior quantidade de títulos irregulares são Campo Grande (30.374), Dourados (30.374), Três Lagoas (3.643), Ponta Porã (2.505) e Corumbá (2.505)

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Eleições 2026 acontecerão em outubro e milhares de pessoas ainda precisam regularizar o título eleitoral para votar em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) apontam que 79.298 sul-mato-grossenses estão com o título irregular e correm o risco de não votar nestas eleições.

Desse número, 30.374 são da Capital e 48.924 do interior do Estado. Vale ressaltar que este número atualiza diariamente e que os dados são referentes até a data de 27 de março de 2026.

Os municípios com maior quantidade de títulos irregulares são Campo Grande (30.374), Dourados (30.374), Três Lagoas (3.643), Ponta Porã (2.505) e Corumbá (2.505).

Números divulgados pelo TRE-MS indicam que Mato Grosso do Sul tem 1.989.797 eleitores, sendo que 1.722.151 possuem biometria e 267.646 não possuem.

6 de maio, quarta-feira, é o último dia para:

  • realizar transferência de domicílio
  • transferir endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • realizar revisão eleitoral
  • atualizar dados cadastrais
  • atualizar cadastro de biometria

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Com isso, o eleitor tem 38 dias corridos e 27 dias úteis para ficar em dia com a Justiça Eleitoral. Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:

  • deixar de votar
  • deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
  • não comparecer à revisão do eleitorado
  • entre outros

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título das 12h às 17h, de segunda a sexta-feira, na Central de Atendimento ao Eleitor, localizada na rua Delegado José Alfredo Hardman, número 180, Jardim Veraneio.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

Os documentos necessários para regularização são:

  • documento oficial com foto que comprove sua identidade
  • título eleitoral ou e-Título
  • comprovantes de votação
  • comprovantes de justificativas eleitorais
  • comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

OBRIGATORIEDADE E CONSEQUÊNCIAS

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos.

Mas, eleitores que não votarem nas eleições ou não justificarem o voto, podem sofrer punições, como:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

VOTAR SEM O TÍTULO DE ELEITOR

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem o documento.

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai no site da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

Força-tarefa

Após temporal, Campo Grande vai ao Planalto em busca de ajuda federal

Reunião articulada por Vander Loubet será realizada na terça-feira (15) e deve reunir Prefeitura, Estado e Câmara para apresentar os prejuízos e buscar recursos para a recuperação da Capital.

11/09/2026 19h38

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto.

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

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Os estragos deixados pelo forte temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10) serão levados ao Palácio do Planalto na próxima semana. O deputado federal e pré-candidato ao Senado Vander Loubet (PT-MS) articulou uma reunião com o Governo Federal para apresentar a dimensão dos prejuízos e buscar apoio da União para a recuperação da Capital.

A agenda está marcada para a próxima terça-feira (15), às 10h, em Brasília, com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães.

Vander convidou a prefeita Adriane Lopes, que já confirmou presença, o governador Eduardo Riedel e um representante da Câmara Municipal de Campo Grande. A intenção é reunir diferentes esferas do poder público em torno das medidas necessárias para enfrentar os prejuízos deixados pela tempestade.

A reunião foi marcada para terça-feira justamente para que as equipes responsáveis tenham tempo de concluir o levantamento dos danos e dimensionar o tamanho da conta deixada pelo temporal.

Esses dados deverão subsidiar tanto os pedidos de apoio que serão apresentados ao Governo Federal quanto a análise de um eventual decreto de calamidade pública, a depender da extensão dos prejuízos identificados pelo Município.

“Agora é hora de unir forças e buscar respostas rápidas para Campo Grande”, afirmou Vander.

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto.Deputado federal Vander Loubet articulou reunião no Palácio do Planalto para discutir apoio federal a Campo Grande após temporal. Foto: Arquivo.

Temporal deixou rastro de destruição

A mobilização por recursos federais ocorre após uma tempestade que, em poucos minutos, mudou o cenário de diferentes regiões de Campo Grande.

O temporal começou por volta das 17h30 de quinta-feira e teve seu período mais intenso concentrado em aproximadamente 20 a 30 minutos.

Apesar da curta duração, a combinação de chuva forte, ventania e grande quantidade de raios foi suficiente para derrubar árvores, atingir a rede de energia, danificar imóveis e estruturas e bloquear vias.

As rajadas de vento chegaram a quase 84 quilômetros por hora. Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, em apenas 36 minutos foram contabilizados 3.095 raios sobre Campo Grande, número que ajuda a dimensionar a força da tempestade.

A intensidade da ventania ficou registrada em vídeos feitos por moradores. Durante os momentos mais fortes, a chuva era praticamente carregada horizontalmente pelo vento e a visibilidade caiu consideravelmente em algumas ruas.

Pouco depois do início da tempestade, começaram a surgir os primeiros registros de árvores e galhos espalhados pelas vias.

Árvores de grande porte foram arrancadas ou tiveram partes da estrutura quebradas, algumas delas ficando atravessadas sobre ruas e impedindo a passagem de veículos.

A queda de árvores também atingiu a infraestrutura elétrica. Postes, cabos e outros componentes da rede foram danificados, provocando interrupções no fornecimento de energia em diferentes pontos da Capital.

Os estragos atingiram também imóveis particulares. Em uma das ocorrências registradas após a tempestade, um muro não resistiu à força do vento e desabou sobre um Volkswagen Fox que estava estacionado na esquina das ruas Antônio Corrêa e Fernando Corrêa.

Telhados e estruturas mais leves também foram atingidos pela ventania, enquanto ruas ficaram tomadas por galhos, folhas e outros materiais carregados pelo vento.

Esplanada Ferroviária também foi atingida

Na região central, a força da tempestade deixou marcas na Esplanada Ferroviária, uma das áreas históricas de Campo Grande.

Imagens feitas logo depois do temporal mostraram uma estrutura metálica retorcida e derrubada pela força do vento, com partes espalhadas pela área. A chuva ainda caía quando os danos foram registrados.

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto.Cobertura da Esplanada Ferroviária foi arrancada pela força do temporal e ficou espalhada pela Avenida Calógeras, em Campo Grande. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

Árvores também caíram na região e houve ocorrências envolvendo a rede elétrica, ampliando o risco para quem circulava pelo local após a tempestade.

O cenário encontrado na Esplanada se repetiu, em diferentes proporções, por vários pontos da cidade: árvores no chão, vias parcialmente bloqueadas, estruturas danificadas e equipes mobilizadas para liberar ruas e reduzir os riscos à população.

A tempestade também expôs problemas em equipamentos públicos. Na UPA Universitário, pacientes registraram momentos de apreensão durante a chuva após parte da estrutura do teto apresentar problemas em meio ao temporal. As imagens mostraram água entrando na unidade e usuários assustados com a situação.

Os danos espalhados pela Capital fizeram com que os trabalhos avançassem pela noite de quinta-feira e continuassem nesta sexta-feira (11), principalmente para retirada de árvores, liberação de vias e recuperação da rede elétrica.

Quase 24 horas sem energia

Para parte dos moradores, os efeitos do temporal continuaram mesmo depois de o céu abrir. Nesta sexta-feira, famílias de diferentes regiões de Campo Grande ainda relatavam falta de energia, em alguns casos se aproximando de 24 horas desde a passagem da tempestade.

Entre os bairros e regiões com relatos de consumidores ainda afetados estavam Vila Olinda, Jardim São Bento, Itanhangá Park, Jardim Monte Líbano, Residencial Maria Aparecida Pedrossian, Vila Carlota, Oliveira e União.

Logo após o temporal também houve registros de interrupção em regiões como Amambaí, Piratininga, Guanandi, Centro, Vila Margarida, Jardim Veraneio, Vivendas do Bosque e José Abrão.

A demora no restabelecimento provocou uma série de transtornos dentro das residências. Sem eletricidade, moradores passaram a improvisar para carregar celulares, conservar alimentos e manter atividades básicas da rotina.

Em alguns imóveis, a falta de energia também afetou o funcionamento de bombas utilizadas no abastecimento de água.

A Energisa informou que, até as 5h30 desta sexta-feira, havia restabelecido o fornecimento para 77% dos clientes atingidos pelo temporal. Diante do volume de ocorrências, equipes foram reforçadas e profissionais de outros estados mobilizados para auxiliar nos reparos.

O trabalho envolve situações que exigem intervenções mais complexas, principalmente nos locais onde árvores atingiram diretamente postes, transformadores e cabos da rede.

Por isso, mesmo 24 horas após a tempestade, os reflexos ainda eram sentidos por moradores de diferentes regiões da Capital.

Conta dos prejuízos ainda está sendo calculada

É justamente esse conjunto de danos que deverá compor o levantamento a ser apresentado em Brasília. Até terça-feira, Prefeitura e demais órgãos envolvidos deverão avançar na contabilização dos prejuízos causados à infraestrutura pública e identificar as áreas que precisarão de intervenções para recuperação.

Além dos danos visíveis em árvores, ruas, imóveis e rede elétrica, o levantamento poderá apontar custos relacionados à limpeza da cidade, recuperação de equipamentos públicos, retirada de estruturas comprometidas e demais serviços emergenciais realizados depois da tempestade.

Com os números em mãos, a comitiva pretende apresentar ao Governo Federal as necessidades consideradas mais urgentes e discutir de que maneira a União poderá participar da recuperação de Campo Grande.

Os dados também deverão pesar na análise sobre a necessidade de um eventual decreto de calamidade pública, medida que depende da avaliação da extensão dos danos e da capacidade do poder público local de responder aos prejuízos.

“Campo Grande vive um momento difícil e precisa de união. Nosso papel é abrir os caminhos em Brasília, levar a dimensão dos prejuízos ao Governo Federal e trabalhar para que o apoio chegue o mais rápido possível às pessoas. É hora de cuidar da nossa cidade”, concluiu Vander.

A reunião no Planalto, portanto, acontecerá quatro dias depois de uma tempestade que durou poucos minutos em sua fase mais intensa, mas deixou consequências que ainda eram enfrentadas pelos campo-grandenses nesta sexta-feira. O tamanho financeiro desses estragos é justamente o próximo número que a Capital terá de descobrir.

Advocacia pública

Adriano Arrias de Lima é reeleito presidente da Aprems

Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul reelege procurador para comandar entidade no triênio 2026-2029

11/09/2026 19h29

Diretoria da Aprems eleita para o próximo triênio

Diretoria da Aprems eleita para o próximo triênio Eduardo Miranda

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O procurador do Estado Adriano Aparecido Arrias de Lima foi reeleito presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul (Aprems) para o triênio 2026-2029. A chapa Aprems Unida foi eleita na tarde desta sexta-feira (11), durante votação realizada na sede da entidade, em Campo Grande.

Adriano seguirá à frente da associação ao lado do procurador Wagner Moreira Garcia, que permanece na vice-presidência. A nova diretoria também será formada por José Wilson Costa Ramos Júnior, como secretário; Neusa Miranda e Silva, como diretora tesoureira; Norton Riffel Camatte, como diretor de Prerrogativas; Bruno César dos Santos Pereira, como diretor de Comunicação; Henri Dhouglas Ramalho, como diretor de Acompanhamento Legislativo; Maria Fernanda Carli de Freitas, como diretora Administrativa; e Ludmila dos Santos Russi, como diretora Social e Cultural.

Após a eleição, o presidente da Aprems agradeceu o apoio recebido dos procuradores do Estado e destacou o trabalho desenvolvido pela diretoria nos últimos dois anos. Segundo Adriano, a continuidade à frente da entidade representa também um compromisso de buscar novos avanços para a carreira.

“Nos últimos dois anos, todos os diretores se empenharam muito para que a carreira pudesse receber sempre o melhor, e este voto de confiança que recebemos é também recebido como um compromisso. A gente vai continuar se doando ao máximo para que a gente possa conseguir cada vez mais avanços e direitos para os procuradores”, afirmou.

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