Política

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Clássico da literatura infantil no teatro

Clássico da literatura infantil no teatro

Redação

12/03/2010 - 00h48
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Estreia neste sábado, às 16h, o espetáculo infantil carioca “Os três porquinhos ou confissões de um menino levado”, no Teatro Aracy Balabanian, do Centro Cultural José Octávio Guizzo. No espetáculo, o ator Marcelo Dusi manipula bonecos para contar a história de Inácio, que em diversos momentos se mistura com a história dos três porquinhos. O trabalho usa o humor para falar de questões do cotidiano das crianças e oferecer orientações sobre como se portar diante de um número tão grande de dúvidas e informações, sublinhado valores e acrescentando algo na formação de futuros cidadãos. A peça foi produzida pelo grupo Teatro da Juventude do Rio de Janeiro e chega à Capital graças à 37ª Temporada Nacional, realizada em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. O grupo é dirigido pelo dramaturgo Luiz Arthur, que assina a direção, a ambientação e os figurinos. Esta temporada, assim como as outras, fazem parte do Programa Nacional de Formação de Plateias, desenvolvido pelo grupo há 40 anos, sem patrocínios ou subsídios estatais. Em 60 minutos, o ator Marcelo Dusi conta a história de um menino chamado Inácio, personagem central do enredo. Nele, o garoto levado atormenta os amigos, assim como o “Lobo mau” faz com Heitor, Cícero e Prático, os porquinhos do clássico da literatura infantil. Por meio das aventuras malfadadas do Lobo, Inácio revê suas atitudes, percebendo que aquilo que fazia com os amigos não o ajudava a se tornar uma pessoa melhor. Assim como no conto infantil, o grupo teatral alerta para que a força não está nos músculos e, sim, na inteligência. Hoje é comemorado o Dia do Bibliotecário. Para homenagear esses profissionais, será realizado um evento às 19h, no Teatro Aracy Balabanian, do Centro Cultural José Octávio Guizzo, que contará com o pré-lançamento do “Guia de bibliotecas públicas estaduais, municipais e comunitárias”, que integram o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso do Sul (SEBP/MS). Também será ministrada uma palestra pela bibliotecária Lourdes Maria Agnes, dos Correios do Rio Grande do Sul. Em sua fala, a bibliotecária deve abordar temas como o campo de trabalho e o papel destes profissionais. O evento é aberto ao público em geral. Segundo o coordenador da Biblioteca Pública Estadual Isaías Paim, Aparecido Melchíades, o evento vem sendo promovido desde 2006. “Esse evento visa abrir espaço para o bibliotecário e mostrar a importância do seu trabalho para a sociedade. São poucos os que reconhecem o que fazemos”, alega. Em consequência de atrasos na gráfica, o “Guia de bibliotecas públicas estaduais, municipais e comunitárias” não será lançado no evento, como foi previsto. Mas haverá esclarecimentos sobre seu uso e será apresentado um exemplar. Essa é a primeira vez que algo do tipo é organizado. “Agora o público terá informação sobre as bibliotecas do Estado, como, onde ficam, quem é o responsável, telefones para contato e projetos que desenvolvem, entre outras coisas”, detalha Aparecido. (TA) Logo, não é esbravejando, gritando e brigando que se resolvem as dificuldades da vida. O diretor garante que o espetáculo foge das lições de moral e de critérios didáticos, acreditando na capacidade de reflexão dos “pequenos” e abrindo espaço para que possam interagir e pensar sobre as ações e atitudes de Inácio. O riso não acaba com a seriedade da obra que procura questionar ao invés de oferecer fórmulas prontas. “Os três porquinhos ou confissões de um menino levado” também será encenado no domingo, às 10h30min e às 16h.

disputa municipal

"Ex-braço direito" de Azambuja assume o PDT para apoiar Rose na Capital

Sérgio Murilo chegou a ser Secretário de Governo na administração de Reinaldo Azambuja, mas agora será adversário dos tucanos

17/07/2024 14h46

Empresário da construção civil, Sérgio Murilo Mota ocupou a Secretaria de Governdo durante cerca de tres meses

Empresário da construção civil, Sérgio Murilo Mota ocupou a Secretaria de Governdo durante cerca de tres meses

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Depois de ter ocupado um dos cargos-chave na administração tucana do ex-governador Reinaldo Azambuja, o de Secretário de Governo, o engenheiro Sérgio Murilo Mota virou adversário ferrenho dos tucanos e uma das formas de colocar esta rivalidade em prática será assumindo o comando municipal do PDT e apoiar Rose Modesto (União Brasil) para a prefeitura de Campo Grande. 

Embora ainda não tenha uma data para trazer a Campo Grande o comandante máximo do PDT, o ministro da Previdência Carlos Lupi, e oficializar a entrada no partido, o ex-braço direito de Azambuja informou nesta quarta-feira (17) que na próxima sexta-feira agendou um encontro com a pré-candidata Rose Modesto e demais integrantes do PDT para bater o martelo sobre a aliança. 

Com o apoio do PDT, Rose terá em torno de 15% do horário eleitoral gratuito, já que o partido trabalhista elegeu 42 deputados federais em 2022. Porém, isso será menos de um terço do tempo que terá o tucano Beto Pereira, que segundo Sérgio Murilo, promoveu uma verdadeira “avalanche de cooptação de alianças e apoios” por conta do poderio econômico e da máquina administrativa do Governo do Estado. 

De acordo com Sérgio Murilo, a meta do PDT é indicar o candidato a vice na chapa de Rose Modesto. Porém, ele ainda não fala em nome e deixa claro que essa é uma pretensão, mas não uma condicionante. 

Para a Câmara, o partido vai lançar 30 candidatos a vereador e a meta é conseguir pelo menos 3 das 29 vagas, já que um destes candidatos será o ex-prefeito Marquinhos Trad, que derrotou Rose Modesto na disputa pela prefeitura há oito anos, quando os dois foram para o segundo turno e Marquinhos venceu com 58,8% dos votos, derrotando a adversária, que à época estava no PSDB.  

Porém, o PDT municipal irá dividido para a campanha. O deputado estadual Lucas de Lima, por exemplo, já deixou claro que não pretende entrar na campanha. "Terá de ficar calado durante a campanha, sob pena de perder o mandato por ifidelidade partidária", alertou Sérgio Murilo.

SEM VOTO

Engenheiro de formação e empresário da construção civil, da área de energia elétrica e de óleo e gás, Sérgio Murilo nunca se candidatou a algum cargo eleitoral. Na única disputa em que entrou foi como primeiro suplente do ex-ministro da Saude Luiz Henrique Mandetta, que obteve apenas 15% dos votos e foi derrotado para Tereza Cristina, que foi eleita senador com mais de 61% dos votos no Estado. 

Porém, apesar de reconhecer que “não tem votos”, Sérgio Murilo se considera um estudioso da política e acredita ser um bom articulador. Prova disso, lembra, é que há quatro anos, quando comandava o Podemos, conseguiu eleger três vereadores na Capital, 37 no interior e ainda dois prefeitos. À época, ainda era aliado de Reinaldo Azambuja e da máquina administrativa estadual. 


 

PESQUISA

Lula e Bolsonaro terão pouca influência na eleição municipal de Campo Grande

"A Cara da Democracia" fez 2.536 entrevistas em 188 cidades de todas as regiões do Brasil entre 26 de junho e 3 de julho

17/07/2024 08h00

O peso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do atual presidente Lula (PT) não deve ser consirável nas eleições municipais

O peso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do atual presidente Lula (PT) não deve ser consirável nas eleições municipais Foto: Montagem

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Dados da pesquisa “A Cara da Democracia”, feita Instituto da Democracia (IDDC-INCT) com 2.536 entrevistas presenciais em 188 cidades de todas regiões do Brasil, revelaram que, às vésperas das eleições municipais, os dois atuais protagonistas nacionais do pleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), terão influência limitada.

Na média nacional, a cada dez eleitores, de quatro a cinco dizem não votar “de jeito nenhum” em candidatos a prefeituras apoiados por um ou pelo outro, segundo dados da pesquisa. Os dados apontam que o apoio de Lula ajuda mais e atrapalha menos do que o de Bolsonaro. 

Em relação ao atual presidente, 40% dos entrevistados rechaçaram votar em um aliado do petista, enquanto 53% (27% votaria e 26% poderia votar) ao menos consideram essa hipótese.

No caso do ex-presidente, 49% rejeitam votar em um candidato que receba seu apoio. Os que ao menos consideram votar em um aliado de Bolsonaro são 46% (20% votaria e 26% poderia votar), mas apenas dois em cada dez eleitores dizem que o apoio garantiria seu voto. 

Além disso, 2% disseram que Lula não influencia seus votos e 5% não sabem ou não responderam, enquanto 2% falaram que Bolsonaro não influencia seus votos e 4% não sabem ou não responderam.

Sobre a pesquisa é bom informar que o IDDC-INCT reúne pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Nacional de Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Além disso, o levantamento foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). 

A margem de erro é estimada em 2% para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de junho e 3 de julho deste ano.

CAMPO GRANDE 

O município de Campo Grande (MS) é um bom exemplo disso, já que os três candidatos – Beto Pereira (PSDB), Adriane Lopes (PP) e Camila Jara (PT) - que representam o presidente Lula ou o ex-presidente Bolsonaro não lideram os levantamentos de intenções de votos já divulgados.

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou, no fim do mês de abril, a pesquisa de intenções de votos registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o nº MS-05358/2024 e, por ela, os três candidatos ligados a Lula ou Bolsonaro não estavam na liderança.

No entanto, na época em que foi feito o levantamento, o ex-governador André Puccinelli (MDB) ainda não tinha desistido da disputa e apareceu na liderança, entretanto, mesmo tirando ele do páreo, nem Beto Pereira, nem Adriane Lopes e nem Camila Jara figuram entre os favoritos.

Essa situação se repete em Manaus (AM), Goiânia (GO), Natal (RN) e Vitória (ES), conforme pesquisas do Real Time Big Data, Atlas Intel, Quaest, Datafolha e Paraná Pesquisas.

Por outro lado, ainda conforme essas mesmas pesquisas, quatro pré-candidatos apoiados por Bolsonaro lideram as pesquisas de intenção de voto em capitais, enquanto os apadrinhados por Lula estão à frente em outras três capitais. 

Os nomes que têm aval de Bolsonaro e estão em primeiro lugar nas pesquisas concorrem às prefeituras de Aracaju (SE), Belém (PA), Curitiba (PR) e Salvador (BA), enquanto os postulantes de Lula, por sua vez, aparecem em vantagem em Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). 

Em São Paulo (SP), o deputado Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato de Lula, está empatado com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), apoiado por Bolsonaro. Ambos têm 29% das intenções de voto.

O mesmo ocorre em Rio Branco (AC), onde Marcus Alexandre (MDB) aparece empatado com o prefeito Tião Bocalom (PL), com 34%. Lula apoia o emedebista e Bolsonaro, o pré-candidato do PL.

Em Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE), os nomes chancelados por Lula e Bolsonaro estão em empate técnico, mas quem lidera as intenções de voto são os pré-candidatos de outros partidos, como acontece em Campo Grande (MS).

Na capital mineira, Mauro Tramonte (Republicanos) na liderança, com 22%, enquanto Bruno Engler (PL), apoiado por Bolsonaro, tem 14%, e Rogério Correia (PT), aliado de Lula, registrou 9%.

Na capital cearense, o preferido do eleitorado até o momento é Capitão Wagner (União Brasil), com 33%, André Fernandes (PL), nome de Bolsonaro na disputa, tem 12%, e Evandro Leitão (PT), apoiado por Lula, apareceu com 9%.

Na prática, as eleições municipais representam um quadro multifacetado, com as particularidades de cada cidade, pesando o contexto político local, o “timing” do apoio dos padrinhos e um possível histórico de votação mais à esquerda ou à direita, por exemplo.

Com isso, o voto na eleição municipal pode ser influenciado por fatores que escapam à polarização nacional. Além dessas variáveis, o apoio de Lula e de Bolsonaro não tem a mesma “intensidade” em todas as cidades, já que é preciso levar em conta a rejeição de um e de outro. 

Os dois são capazes de atrair apoiadores, mas eles também atraem rejeição em considerável medida.

Portanto, se associar claramente a um deles no início da disputa pode ter algum custo, entretanto, as capitais tendem a ser locais onde a disputa nacional reverbera com mais peso.

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