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Com 5 bilhões a receber, prefeitos de MS pedem socorro para sair do vermelho

Atualmente, 37 municípios do Estado estão no vermelho, fora outros que já passam aperto; prefeitos dizem que precisarão desacelerar em relação a melhorias e investimentos, com chance de demissão de servidores

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Com 37 municípios no vermelho, prefeitos de Mato Grosso do Sul pedem socorro ao Governo do Estado e ao Governo Federal, diante de uma baixa arrecadação e despesas altas, além de cerca de R$ 5 bilhões em dívidas ativas para receber. 

Mobilizados em função do pedido de ajuda, os prefeitos estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira (30), na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). 

Conforme explicado pelo prefeito de Nioaque e presidente Assomasul, Valdir Júnior, os municípios enfrentam desafios, diante de uma crise em razão do pequeno crescimento da arrecadação e de uma expansão generalizada do gasto público, em especial das despesas de custeio. 

“Nós temos uma dívida ativa no nosso Estado de quase R$ 5 bilhões, que são de IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), de ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), e de alvarás municipais”, disse. 

Logo, os prefeitos propõem a aprovação da PEC 25/2022, que estabelece o adicional de 1,5% ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que atualmente corresponde a apenas 18% da arrecadação no município, ou seja, o valor restante é repassado aos governos do estado e federal. 

Se aprovado, o reajuste de 1,5% passaria a ser aplicado a partir de março de 2019, ficando 19,5% da arrecadação dentro do município. 

Em caráter mais emergencial, os prefeitos propõem o adiantamento das emendas parlamentares estaduais e federais, para o pagamento de contas que já vencem em setembro. 

Não sendo atendidos, os prefeitos pontuam que a solução será desacelerar em relação aos custos, ou seja, isso pode refletir na demissão de servidores, bem como na diminuição de investimentos em melhorias de áreas como saúde e educação, para que seja possível arcar com os custo sem ultrapassar o limite permitido por lei. 

“Durante a pandemia, nós assumimos vários serviços que são obrigação do estado e da união, que permanecem até o momento nos municípios, e a nossa arrecadação não corresponde com a receita do ano passado. Então nós estamos muito preocupados porque nós sabemos que é no município que acontece tudo”, explicou.

O presidente da Assomasul destacou ainda que o município não pode gastar mais de 50% do que arrecada com a sua folha de pagamentos. Logo, quando é realizado um reajuste, sem aumento de arrecadação, isso reflete na possibilidade de não efetuar o reajuste ou na demissão de servidores, para que se possa cobrir tal custo. 

“Nenhum prefeito é contra pagar o piso dos servidores e dar reajustes, mas, muitas vezes, nós não temos o recurso para isso, então estamos pedindo ajuda”, frisou. 

Por que  ocorre baixa na arrecadação? 

Conforme pontuado pelo presidente Assomasul durante a coletiva de imprensa, há vários fatores que influenciam na baixa arrecadação. 

A exemplo, foi destacado a ausência de arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), desde agosto do ano passado, quando o valor do combustível baixou, bem como o aumento da base para cobrança do imposto de renda, que também afeta a arrecadação municipal.

Sobre isso, as prefeituras pedem a reposição dessas perdas do ICMS, que prevê um repasse de R$ 6,8 bilhões aos municípios de MS. 

Entre outras pautas destacadas pela Assomasul estão as imposições de novas obrigações que eles alegam não poder cumprir, como a PEC da Merenda que prevê a inclusão dos gatos com a merenda escolar nos 25% da Educação; bem como o PL 2108/2019 que prevê a obrigação de fornecer uniforme, sem uma previsão de novo recurso para isso. 

As reivindicações apresentadas hoje (30), serão levadas aos parlamentares sul-mato-grossenses do Congresso Nacional, à Assembleia Legislativa e ao Governo do Estado e Federal.

Política

Hertz Dias registra candidatura à Presidência sem declarar nenhum bem

Esta é a quinta eleição em que Dias participa

07/08/2026 23h00

Reprodução / TSE

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O professor Hertz Dias (PSTU) registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua candidatura à Presidência nesta sexta-feira, 7. Vanessa Portugal (PSTU) foi registrada como sua vice.

O candidato socialista não declarou nenhum bem, tornando-se o primeiro do pleito a não possuir nada. Portugal, em contrapartida, possui uma casa na cidade de Boa Esperança (MG) avaliada em R$ 200 mil, e um terreno no valor de R$ 80 mil no mesmo município.

Esta é a quinta eleição em que Dias participa. Ele concorreu à posição de vice-governador do Maranhão em 2010, à vice-presidência em 2018, à prefeitura de São Luís (MA) em 2020 e à presidência em 2022. O político não ganhou nenhum pleito.

A candidatura também é a quarta chapa puro-sangue a ser registrada na corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto em 2026 Essa eleição irá possuir apenas uma candidatura formada por dois partidos, se tornando a com menor quantidade de alianças desde a redemocratização.

O programa político de Dias é focado no trabalhador, propondo o fim da escala 6x1, o aumento geral dos salários, a isenção de Imposto de Renda para assalariados e a revogação das reformas Trabalhista e Previdenciária.

Política

TSE cria conselho para monitorar desinformação e IA nas eleições

Grupo dará assessoria ao presidente da Corte eleitoral

07/08/2026 22h00

TSE

TSE Reprodução/TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou nesta sexta-feira (7) o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para monitorar o uso indevido da inteligência artificial e a difusão de desinformação durante a campanha eleitoral.

O grupo será responsável pelo assessoramento do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, nas ações para manter a normalidade do processo eleitoral.

Profissionais de diversas áreas vão participar do grupo, entre eles especialistas em tecnologia da informação, segurança pública, relações internacionais e saúde pública. Os nomes dos participantes ainda não foram escolhidos pelo TSE.

As reuniões serão mensais. O conselho está previsto para funcionar até 31 de dezembro.

IA 

Em março, o TSE aprovou regras sobre o uso de inteligência artificial durante as eleições gerais de outubro.

As normas valem para candidatos e partidos. Os ministros proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar.

O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores. 

Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia.

A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.

Eleições

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

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