Política

ELEIÇÕES

Com 67 urnas de MS, TSE entrega ao Tribunal de Contas da União os Boletins para auditoria

No total, a Corte Eleitoral entrega ao TCU 4.161 Boletins de Urna do 1º turno

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entregou ao Tribunal de Contas da União (TCU) os 4.161 Boletins de Urna (BUs) do primeiro turno das Eleições Gerais de 2022 que serão auditados pelo órgão. Desse montante, 67 urnas enviadas são de Mato Grosso do Sul. 

A proposta é fazer uma comparação entre os BUs que são emitidos pelas urnas eletrônicas ao final do dia de votação e contêm a apuração dos votos com a totalização feita pelo TSE.

Em Mato Grosso do Sul, serão 67 Boletins de Urnas conferidos, do total de 6.912 existentes no Estado. 

Segundo o TSE, uma amostra de 4.577 seções eleitorais foram sorteadas aleatoriamente pelo órgão para serem submetidas à auditoria. 

A avaliação vai comparar os BUs recolhidos com a totalização referente ao primeiro turno das Eleições 2022 divulgada pela Corte Eleitoral. 

Ainda conforme divulgado, estima-se que cerca de 40% dos municípios com eleição, no Brasil e no exterior, terão pelo menos uma urna auditada pelo TCU, o que equivale a um número por volta de 2,3 mil municípios.

Das 4.577 seções sorteadas, cerca de 970 estão localizadas em capitais e dez no exterior. 

“A ideia é retratar que aquela informação pública que a urna emite e sobre a qual é possível fazer uma auditoria é a mesma informação que o TSE retrata em seus painéis de totalização”, explica Carlos Ramo, coordenador de Auditoria de Governança e Gestão de Aquisições do TSE.

O TSE explica que a amostra requisitada tem grau estatístico de confiabilidade de 99% e margem de erro de 2%, além de considerar a variância de 50%. 

Os parâmetros foram estabelecidos pela equipe de auditoria do TCU considerando critérios de risco. 

O resultado desta fase da auditoria constará dos próximos dois relatórios a serem produzidos pelo TCU sobre o sistema eletrônico de votação. A previsão é de que sejam divulgados nos meses de novembro e início de fevereiro, respectivamente.

Sobre o sorteio    

O sorteio das seções eleitorais a serem auditadas foi feito pelos técnicos do TCU depois do primeiro turno, utilizando um algoritmo que ampliou e pulverizou ao máximo o campo da amostra dentre os 5.570 municípios brasileiros.

A partir da definição das seções que seriam auditadas, o TSE coordenou com os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) a logística para realizar, no prazo de 10 dias, a separação e o encaminhamento dos respectivos BUs para Brasília. 

“Fazemos um agradecimento especial aos TREs, porque fizeram essa coleta e vieram entregar quase todos [os BUs] pessoalmente”, conta o coordenador.

Análise dos BUs  

No TCU, os BUs físicos são transformados em dados lógicos, por meio de uma aplicação desenvolvida pelos auditores. Essa mesma aplicação faz o batimento desse dado lógico do BU físico com a totalização feita pelo TSE no primeiro turno. 

“São muitos dados que eles esperam coletar, bater e demonstrar que os resultados emitidos às cinco da tarde nas seções eleitorais são os mesmos dos totalizados às oito e pouco nos painéis da Justiça Eleitoral e da imprensa de modo geral”, explica Carlos Ramon.

Um dos serviços prestados por essa auditoria, segundo ele, será desmentir algumas notícias falsas que circulam em períodos eleitorais sobre a existência de algoritmos que, de dentro da Justiça Eleitoral, supostamente interferem e alteram os dados das urnas eletrônicas no momento da totalização dos votos. 

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Para o secretário-geral da Corte de Contas, Frederico Carvalho Dias, tal averiguação é muito importante para a sociedade. 

“O TCU vem realizando essa auditoria em várias etapas, para avaliar o sistema eleitoral como um todo. É interessante observar que, por ser um órgão técnico, que baseia suas auditorias em padrões internacionais, o Tribunal [de Contas] tem todo o respaldo para poder opinar nos procedimentos que vêm sendo adotados sobre o assunto”, disse.

Já o secretário-geral da Presidência do TSE, José Levi Mello, destacou que a Justiça Eleitoral é transparente e absolutamente aberta. 

“Aqui, só há uma coisa sigilosa: o voto. O TCU tem uma expertise em diversas áreas que pode e traz uma série de contribuições para todas as projeções da administração pública brasileira. Nesse sentido, não hesito em dizer que é uma satisfação enorme contar com o acompanhamento do Tribunal [de Contas], que é sério, construtivo, sempre presente e que fortifica o trabalho da Justiça Eleitoral”, afirmou. 

 

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ELEIÇÕES 2026

Com saída de Vander, PT passará aperto para eleger mais de um deputado federal

A pré-candidatura do vereador Marquinhos Trad (PV) à Câmara dos Deputados pode inviabilizar ainda mais a situação da sigla

24/04/2026 08h05

A deputada federal Camila Jara (PT) e o vereador Marquinhos Trad (PV) estarão juntos na chapa

A deputada federal Camila Jara (PT) e o vereador Marquinhos Trad (PV) estarão juntos na chapa Divulgação

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A decisão do deputado federal Vander Loubet de não tentar a reeleição para poder disputar uma cadeira no Senado tende a agravar o cenário do PT em Mato Grosso do Sul para manter as atuais duas vagas do partido pelo Estado na Câmara dos Deputados.

O Correio do Estado apurou que, sem o parlamentar, que cumpre atualmente o sexto mandato consecutivo na Casa de Leis, estando em exercício desde 2003, quando foi eleito pela primeira vez, e, depois, reeleito em todas as eleições subsequentes (2006, 2010, 2014, 2018 e 2022), a legenda corre um sério risco de não fazer nenhum deputado federal no pleito do dia 4 de outubro.

Pois, diferentemente das últimas seis eleições, o parlamentar com a trajetória mais longa na bancada federal de Mato Grosso do Sul não tentará a reeleição, cabendo à deputada federal Camila Jara fazer a função de puxadora de votos para o PT no Estado e, dessa forma, garantir ao menos uma cadeira para a sigla na Câmara dos Deputados.

No entanto, ela está longe de ser um nome consolidado dentro do partido e com densidade eleitoral capaz de alcançar os votos suficientes para garantir mais de uma cadeira na Casa de Leis, pois, de acordo com estimativa apresentada pelo diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, uma vaga de deputado federal exige cerca de 172 mil votos – na prática, esse valor funciona como referência do quociente eleitoral e do quociente partidário em Mato Grosso do Sul.

O quadro se torna ainda mais desafiador diante da movimentação de outros partidos e pré-candidaturas competitivas para a Casa de Leis, como os da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) e dos deputados federais Rodolfo Nogueira (PL), Beto Pereira (Republicanos), Dagoberto Nogueira (PP), Geraldo Resende (União Brasil) e dr. Luiz Ovando (PP).

Além disso, para agravar a situação a decisão do vereador Marquinhos Trad (PV), ex-prefeito de Campo Grande, de entrar na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados pode impactar diretamente o desempenho do PT, ao atrair votos em um eleitorado urbano estratégico, especialmente na Capital, cidade que administrou por dois mandatos e pela qual foi eleito para a Câmara Municipal como um dos mais votados em 2024.

Isso porque o PV faz parte da Federação Partidária Brasil da Esperança, composta ainda por PT e PCdoB, ou seja, as três legendas atuam como se fossem um partido só na eleição proporcional (deputado federal e estadual), portanto, todos os votos dados para candidatos das três siglas entram no mesmo “bolo”.

Na prática, isso significa que um candidato do PV pode ajudar a eleger um do PT ou do PCdoB e vice-versa. No entanto, o ex-prefeito da Capital por dois mandatos larga com vantagem sobre outros nomes em construção, como o de Camila Jara, que ainda busca consolidar sua base eleitoral. 

O capital político acumulado à frente do Executivo municipal confere maior reconhecimento e capilaridade ao vereador, fatores que pesam em disputas proporcionais. 

Ainda assim, a vantagem individual de Marquinhos não garante, por si só, a abertura de espaço para mais de uma vaga dentro do mesmo campo político. 

O sistema proporcional, aliado à fragmentação partidária e à concorrência crescente, impõe um cenário de incerteza. Nesse contexto, o PT precisará ampliar sua votação de forma significativa para evitar um encolhimento na bancada federal.

Nos bastidores, lideranças petistas reconhecem que a ausência de Vander Loubet – tradicional puxador de votos – altera o equilíbrio interno e externo da disputa.

A estratégia agora passa por fortalecer nominatas e ampliar alianças, numa tentativa de compensar a perda de um dos principais nomes da sigla no Estado.

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Pedido

Lula diz que pediu retorno de agentes e delegados da PF para derrotar crime organizado

Segundo presidente, a convocação é uma medida que visa derrotar o crime organizado

23/04/2026 23h00

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 23, em uma agenda em Planaltina (DF), que ordenou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, que convide os delegados e agentes da Polícia Federal (PF) que não estão atuando na corporação a assumirem os seus postos. Segundo Lula, a convocação é uma medida que visa derrotar o crime organizado.

"Ontem [quarta-feira, 22], eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que são secretários de Estado, mas aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando, e não estão, todos vão ter que voltar porque nós vamos derrotar o crime organizado neste País", declarou o presidente.

Em fala de tom eleitoral, Lula disse que os brasileiros precisam retirar do Congresso Nacional parlamentares que utilizam a internet para propagar mentiras. Segundo Lula, no decorrer da campanha eleitoral, ele irá fazer falas mais contundentes contra os adversários.

"Então, essa gente que fica fazendo essa imbecilidade e mentindo na internet, esse ano, vocês têm que assumir a responsabilidade: nós precisamos desmascarar os mentirosos e as mentirosas desse país"

O presidente participou nesta quinta da Feira Brasil na Mesa, realizada no Embrapa Cerrados, na região administrativa de Planaltina, no Distrito Federal. O evento, que ocorre até o sábado, 25, apresenta tecnologias, produtos e experiências desenvolvidos a partir da pesquisa agropecuária brasileira.

Antes de discursar no evento, Lula visitou pomares e a feira organizada pela Embrapa. Falou brevemente no local. Em tom de brincadeira, disse que "quando eu viajar vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping" e "um para o Trump, para acalmar ele, jabuticaba é calmante". Nas últimas semanas, o petista tem se distanciado do presidente dos Estados Unidos, após meses de aproximação que culminaram na retirada de várias sanções contra os produtos brasileiros e autoridades brasileiras. 

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