Política

eleições 2024

Com a vitória de Rueda no União Brasil, Rose tem pré-candidatura fortalecida

Ex-presidente nacional do partido, Luciano Bivar foi aliado de Soraya Thronicke na disputa pela executiva do Estado

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Com a eleição do advogado Antônio Rueda para presidir a executiva nacional do União Brasil, em substituição do então presidente da sigla, deputado federal Luciano Bivar, a pré-candidatura da ex-deputada federal Rose Modesto para a Prefeitura de Campo Grande fica mais fortalecida.

Bivar foi aliado da senadora Soraya Thronicke, que atualmente está no Podemos, na disputa pelo diretório do União Brasil em Mato Grosso do Sul contra Rose Modesto, a qual, no fim, acabou levando a melhor.

A disputa pelo diretório estadual do partido foi mais um dos muitos atritos entre o grupo de Bivar, do qual Soraya fazia parte, contra o grupo de Rueda, que conta com o apoio de Rose, atual titular da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Em termos regionais, com a queda de Bivar e a ascensão de Rueda, Rose Modesto não terá problemas com a executiva nacional para concorrer à Prefeitura de Campo Grande, principalmente no quesito financeiro.

Nas eleições de 2022, quando ela disputou o cargo de governadora pelo União Brasil, Rose teria sofrido um suposto boicote da então presidente estadual do partido no Estado, senadora Soraya Thronicke, na liberação de recursos para sua campanha eleitoral.

À época, o problema foi apontado pela própria candidata como um dos motivos para não conseguir ir para o segundo turno das eleições. Como resultado, a situação causou o rompimento de relações de Rose com Soraya.

Na ocasião, a ex-deputada federal chegou até a comunicar sua desfiliação do União Brasil. Porém, graças a Rueda, ela desistiu da decisão, com a promessa de que assumiria o comando da legenda em Mato Grosso do Sul.

A medida azedou de vez a relação de Rose e Soraya, que protagonizaram em Mato Grosso do Sul a disputa que estava acontecendo em nível nacional, entre Rueda e Bivar.

Na eleição desta quinta-feira, realizada na sede do União Brasil em Brasília (DF), a chefe da Sudeco fez questão de estar presente e, após o anúncio da vitória de Rueda, postou nas suas redes sociais uma foto com o presidente eleito e sua irmã, Maria Emília de Rueda, a Mila Rueda, tesoureira nacional do partido.

"Com muita alegria, parabenizo todos os membros da executiva nacional do União Brasil, em nome do presidente eleito Antônio Rueda, do vice-presidente ACM Neto, da tesoureira Mila Rueda e do secretário-geral da legenda, senador Davi Alcolumbre. Quero expressar minha gratidão em fazer parte, compondo hoje o diretório nacional do União Brasil, pensando sempre em um país e um estado melhor para a gente viver", escreveu na publicação.

Segundo interlocutores próximos a Rose, desde o incidente pelo comando do União Brasil em Mato Grosso do Sul, ela intensificou relacionamentos com Rueda e acabou se afastando de Bivar, que foi quem a convidou para ingressar na legenda.

Agora, com Rueda à frente da executiva nacional da sigla, a ex-deputada federal não tem mais nenhum empecilho para lançar a pré-candidatura como prefeita de Campo Grande, uma vez qu ele defende veementemente candidaturas próprias do partido nas capitais brasileiras.

ENTENDA A DISPUTA

Ao lado de aliados, o advogado Antônio Rueda anunciou ter vencido a disputa pela presidência do União Brasil com o placar de 30 votos a zero. 

A eleição foi realizada em meio a uma crise marcada por dossiês, supostas ameaças e promessas de judicialização.

Rueda já teria afirmado ter derrotado o deputado federal Luciano Bivar, cujo mandato à frente do União Brasil vai até maio, horas antes da eleição. Bivar chegou até mesmo a adiar a realização da convenção, sob o argumento de que o processo "estaria eivado de vícios no edital de convocação". 

A medida, porém, foi derrubada pela maioria da executiva nacional do partido, e a reunião em Brasília ocorreu a portas fechadas. Aliados de Bivar não participaram da votação.

"A convenção foi anulada estatutariamente, e não há chapa vencedora. Vamos judicializar essa questão", disse Bivar logo após o anúncio da vitória de Rueda.

A disputa pelo comando escancarou o racha na legenda, criada há apenas dois anos como fruto da fusão entre DEM e PSL.

Rueda tem o apoio de nomes graúdos da sigla, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. Bivar, por sua vez, passou os últimos dias articulando uma forma de se manter no posto com lideranças do antigo PSL.

Em nota, o presidente eleito afirmou que as eleições internas "seguiram rigorosamente as diretrizes do estatuto do partido".

Ele sustentou ainda que a nova diretoria "dedicará esforços incansáveis na promoção do livre debate de ideias no âmbito dos Três Poderes".

CENÁRIO ELEITORAL

Riedel defende a continuidade da gestão e Fábio Trad pede novo modelo para MS

Os planos de governo diferem sobre o papel do Estado, a política de incentivos fiscais e as prioridades para o desenvolvimento

08/08/2026 07h35

Montagem Correio do Estado

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O confronto entre os planos de governo dos candidatos Eduardo Riedel, atual governador e que tenta a reeleição, pelo PP, e Fábio Trad, ex-deputado federal e que tenta ocupar o cargo, pelo PT, evidencia duas visões distintas para o futuro de Mato Grosso do Sul.

Enquanto Riedel sustenta sua candidatura nos resultados obtidos ao longo do atual mandato e propõe aprofundar as políticas em andamento, Fábio apresenta programa centrado no fortalecimento do Estado, na ampliação das políticas sociais e na revisão de estratégias adotadas pelas últimas gestões.

A análise foi feita pelo Correio do Estado com base nos programas divulgados pelos dois candidatos no DivulgaCandContas, portal administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que reúne informações sobre todos os candidatos registrados nas eleições brasileiras, além das prestações de contas de campanha.

A principal diferença está no diagnóstico da realidade estadual, pois, no plano de Riedel, MS é descrito como um estado que alcançou equilíbrio fiscal, atraiu investimentos, ampliou a industrialização, reduziu a pobreza e criou bases sólidas para um novo ciclo de desenvolvimento. 

A proposta para um eventual segundo mandato é consolidar esses avanços por meio de quatro eixos estratégicos: desenvolvimento econômico, proteção social, infraestrutura sustentável e modernização da gestão pública. 

Já Fábio Trad afirma que, apesar do crescimento econômico recente, o desenvolvimento ocorreu de forma concentrada e não reduziu suficientemente as desigualdades regionais e sociais.

O petista critica a centralização administrativa, a perda de capacidade de planejamento de longo prazo e a redução dos espaços de participação popular, defendendo um novo modelo de gestão com maior presença do Estado no interior e fortalecimento dos conselhos e conferências públicas. 

ECONOMIA

Na área econômica, ambos defendem industrialização, inovação tecnológica e aproveitamento da Rota Bioceânica, mas divergem sobre como alcançar esses objetivos.

Riedel aposta na continuidade da política de atração de investimentos privados e no fortalecimento do agronegócio, da bioeconomia, da agroindustrialização, da transformação digital e da economia verde. O plano também prevê expansão da infraestrutura logística, segurança jurídica e estímulo ao empreendedorismo. 

Fábio Trad, por sua vez, propõe uma política de desenvolvimento regional voltada para reduzir desigualdades entre os municípios, criar polos industriais, fortalecer pequenas empresas e agricultura familiar, ampliar o papel do Banco do Povo e revisar os incentivos fiscais, condicionando-os à geração de empregos qualificados, à sustentabilidade e a mais transparência. 

SAÚDE

Na saúde, as diferenças também são marcantes, já que Riedel defende a continuidade da regionalização do atendimento, da telemedicina, da ampliação do Hospital Regional por meio de parceria público-privada e da reorganização da rede estadual de saúde. 

O plano de Fábio Trad critica justamente o modelo de terceirização e gestão por organizações privadas adotado nos hospitais estaduais, propondo maior protagonismo do poder público, fortalecimento da gestão direta, ampliação da estrutura hospitalar regional e redução das filas de consultas, exames e cirurgias.

GESTÃO

Na administração estadual, ambos defendem modernização e uso de tecnologia, mas com enfoques diferentes. O programa de Riedel enfatiza gestão por resultados, digitalização dos serviços públicos, transparência, eficiência administrativa e continuidade da transformação digital já iniciada. 

Fábio Trad propõe ampliar a participação popular nas decisões do governo, criar novos mecanismos de avaliação das políticas públicas, fortalecer a Controladoria-Geral do Estado, valorizar os servidores por meio de concursos e reajustes e implantar um portal de transparência com acompanhamento em tempo real de obras, contratos e filas da saúde.

SOCIAL

Nos programas sociais, Riedel afirma que pretende ampliar políticas já implantadas, mantendo programas como Mais Social, Energia Zero e ações voltadas à qualificação profissional e emancipação das famílias em situação de vulnerabilidade. 

Fábio Trad prioriza o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), da educação pública, da assistência social, da agricultura familiar, além de políticas específicas para povos indígenas, quilombolas, juventude, mulheres e população negra, defendendo maior atuação direta do Estado na redução das desigualdades. 

MEIO AMBIENTE

Na pauta ambiental, ambos defendem sustentabilidade, porém, por caminhos distintos. Riedel destaca a continuidade da Lei do Pantanal, do mercado de carbono, dos programas de pagamento por serviços ambientais e da meta de neutralidade de carbono até 2030. 

O plano petista enfatiza a proteção do Pantanal, da Serra da Bodoquena e o enfrentamento das mudanças climáticas, associando preservação ambiental ao fortalecimento da agroecologia, da agricultura familiar e da economia de baixo carbono. 

Embora existam convergências em temas como inovação, infraestrutura, industrialização e sustentabilidade, os documentos revelam diferenças profundas quanto ao papel do Estado na economia, à condução das políticas públicas e ao modelo de desenvolvimento que cada candidato pretende adotar entre 2027 e 2030.

Política

Hertz Dias registra candidatura à Presidência sem declarar nenhum bem

Esta é a quinta eleição em que Dias participa

07/08/2026 23h00

Reprodução / TSE

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O professor Hertz Dias (PSTU) registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua candidatura à Presidência nesta sexta-feira, 7. Vanessa Portugal (PSTU) foi registrada como sua vice.

O candidato socialista não declarou nenhum bem, tornando-se o primeiro do pleito a não possuir nada. Portugal, em contrapartida, possui uma casa na cidade de Boa Esperança (MG) avaliada em R$ 200 mil, e um terreno no valor de R$ 80 mil no mesmo município.

Esta é a quinta eleição em que Dias participa. Ele concorreu à posição de vice-governador do Maranhão em 2010, à vice-presidência em 2018, à prefeitura de São Luís (MA) em 2020 e à presidência em 2022. O político não ganhou nenhum pleito.

A candidatura também é a quarta chapa puro-sangue a ser registrada na corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto em 2026 Essa eleição irá possuir apenas uma candidatura formada por dois partidos, se tornando a com menor quantidade de alianças desde a redemocratização.

O programa político de Dias é focado no trabalhador, propondo o fim da escala 6x1, o aumento geral dos salários, a isenção de Imposto de Renda para assalariados e a revogação das reformas Trabalhista e Previdenciária.

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