Política

PROPAGANDA NA INTERNET

Justiça já recebe denúncias de mau uso das redes sociais nas eleições

Marcos Trad pediu para Facebook retirar postagens ofensivas de suas plataformas e o partido do prefeito, o PSD, representou contra Sérgio Harfouche

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Em tempos de processos judiciais eletrônicos, circulação de notícias falsas e distorção dos fatos, já começaram as batalhas no ambiente virtual. 

Candidato à reeleição, o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, foi à Justiça pedir que o Facebook exclua 43 publicações que segundo ele têm material ofensivo, com o “intuito de denegrir a imagem e a honra” dele e com finalidade aparentemente eleitoral.  

O PSD, partido pelo qual Marcos Trad concorre à reeleição, também atua em outra frente em virtude de manifestações no mesmo meio: o Facebook. 

A sigla representou na Justiça Eleitoral contra o candidato Sérgio Harfouche (Avante) por causa da transmissão ao vivo de sua convenção em suas plataformas, entre elas, o Instagram. Para o PSD, tratou-se campanha extemporânea.  

Conforme os advogados do PSD, o promotor teria usado as páginas “Sérgio Harfouche” e “@promotorharfouche” para transmitir o evento. 

Por coincidência ou não, nesta segunda-feira (5) a candidatura de Harfouche retificou as informações contidas no sistema Candex (cadastro de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral).

Ainda na “guerra eletrônica dos tribunais”, Sérgio Harfouche contra-atacou Marcos Trad (que na semana passada pediu a candidatura do candidato do Avante), mas já obteve duas derrotas.  

Segundo a chapa do promotor, o atual prefeito estaria realizando propaganda eleitoral em veículos de imprensa, como A Crítica e Gazeta Morena. O juiz Paulo Afonso de Oliveira, da 8ª Zona Eleitoral, indeferiu os dois pedidos de Harfouche. 

FAKE NEWS

As publicações consideradas ofensivas por Marcos Trad estão, em sua maioria, em uma página do Facebook denominada “Nas Ruas de CG”. 

Mas também há publicações em páginas de pessoas físicas. Pelo menos duas foram disseminadas por um rapaz identificado como Rafael Baís no perfil que se autoproclama “reaça, armamentista e patriota”.  

Marcos Trad fez o pedido em uma vara cível da Justiça comum de Campo Grande. O juiz Alexandre Corrêa Leite, porém, declinou da competência, segundo ele porque o processo eleitoral se avizinha. O caso será remetido à Justiça Eleitoral.  

“Sem ingressar no mérito do caráter ofensivo ou não das publicações transcritas pelo autor, vê-se que elas aparentemente denotam intenção de miná-lo eleitoralmente, atacando-o no período próximo ao pleito, algumas delas se referindo expressamente às eleições vindouras e à pretensão do autor de reeleger-se, o que caracteriza, em tese, situação que mais bem se amolda à propaganda eleitoral negativa”, argumentou o juiz Alexandre Corrêa Leite.  

Em julho deste ano, o juiz Juliano Rodrigues Valentim, em substituição na 1ª Vara Cível de Campo Grande, determinou ao Facebook que removesse 40 postagens ofensivas a Marcos Trad (PSD), sob pena de aplicação de multa diária de R$ 30 mil, durante 30 dias.  

A maioria das postagens listadas na época pelos advogados do prefeito está nas páginas “Nas Ruas de CG” e “Tio Trutis Mil Grau”.

CERCO FECHADO

Há duas semanas, o Facebook, proprietário de três das quatro maiores redes sociais em operação no Brasil, fechará o cerco contra os políticos que dependem de notícias falsas e disparos em massa para fazer propaganda eleitoral e obter votos nas eleições.  

Em ano de pandemia, em que a campanha será majoritariamente nas plataformas virtuais, a gigante de tecnologia e controladora de três das quatro principais redes sociais e aplicativos de mensagens em território brasileiro – Facebook, Instagram e o WhatsApp – estabelecerá limites para impedir que os usuários sejam expostos à propaganda política indesejada. 

A empresa também apertou ainda mais as restrições aos disparos em massa, prática ocorrida nas eleições de 2018 e que levou à abertura de várias investigações.  

O Facebook também ampliou a parceria com veículos de imprensa (o Correio do Estado é um dos parceiros) e com consórcios de checagem de informações, como o Projeto Comprova, do qual o Correio também faz parte.  

ELEIÇÕES 2026

Lula perde força nos 79 municípios de MS e Flávio Bolsonaro eleva domínio eleitoral

Presidente teve queda na participação nos votos válidos em todas as cidades, enquanto o PL avançou sobre antigos redutos do PT

12/10/2026 08h46

Comparação mostra que 15 municípios que haviam dado vitória a Lula em 2022 passaram a favorecer Flávio Bolsonaro neste ano

Comparação mostra que 15 municípios que haviam dado vitória a Lula em 2022 passaram a favorecer Flávio Bolsonaro neste ano Fotos: Reprodução X / Danilo Verpa

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), perdeu participação nos votos válidos em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul no primeiro turno das eleições, em comparação com o desempenho registrado quatro anos antes. O resultado mostra o enfraquecimento eleitoral do petista e o fortalecimento do bolsonarismo, que ampliou sua presença territorial com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Conforme levantamento exclusivo realizado pelo Correio do Estado com base nos dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula passou de cerca de 39% para 34,7% dos votos válidos em Mato Grosso do Sul, uma redução de aproximadamente 4,4 pontos percentuais (p.p.). Flávio Bolsonaro conquistou 58,6%, superando os 52,7% obtidos por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no primeiro turno de 2022, um avanço de 5,9 pontos percentuais.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno das eleições na liderança em 73 dos 79 municípios, consolidando a predominância bolsonarista em praticamente todo o território estadual. O crescimento ocorreu tanto em cidades pequenas quanto nos principais centros urbanos, incluindo Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.

MUDANÇA DE LADO

A comparação das votações mostra que 15 municípios que haviam dado vitória a Lula em 2022 passaram a favorecer Flávio Bolsonaro neste ano. São eles: Aquidauana, Corumbá, Ladário, Alcinópolis, Selvíria, Anaurilândia, Angélica, Taquarussu, Itaquiraí, Juti, Novo Horizonte do Sul, Bodoquena, Jateí, Jaraguari e Terenos.

O levantamento também inclui Coronel Sapucaia, Lula e Jair Bolsonaro empataram em 2022, com 4.254 votos cada. Neste ano, Flávio Bolsonaro venceu no município.

Em Corumbá, Lula havia conquistado 46,9% dos votos válidos em 2022, superando Jair Bolsonaro, que recebeu 44,7%. Neste ano, o petista recuou para 45%, enquanto Flávio alcançou 49,4%, invertendo a liderança no município pantaneiro.

Situação semelhante ocorreu em Aquidauana, em que Lula passou de 47,4% para 44%, enquanto a votação bolsonarista avançou de 46,2% para 50,6%.

Comparação mostra que 15 municípios que haviam dado vitória a Lula em 2022 passaram a favorecer Flávio Bolsonaro neste anoEscreva a legenda aqui

Em Selvíria, a mudança foi ainda mais expressiva. O presidente havia recebido 57,1% dos votos válidos em 2022 e caiu para 46,4% neste ano. No mesmo período, o desempenho do campo bolsonarista saltou de 37,1% para 47,6%.

Alcinópolis também apresentou uma mudança significativa: Lula caiu de 49,7% para 38,5%, enquanto a votação bolsonarista passou de 42,7%, em 2022, para 53,2% neste ano, agora com Flávio.

MAIORES PERDAS

Antônio João foi o município em que Lula registrou a maior redução percentual de sua votação. O petista passou de 46,5% dos votos válidos, em 2022, para 34,9%, neste ano, uma queda de 11,6 pontos percentuais. Na mesma cidade, a votação bolsonarista avançou de 47,9% para 60,8%, crescimento de 12,9 pontos percentuais.

Depois de Antônio João, as maiores perdas proporcionais do presidente ocorreram em Alcinópolis, com queda de 11,2 p.p., Selvíria, com recuo de 10,6 p.p., Caracol, com 10,1 p.p., e Santa Rita do Pardo, onde a redução foi de 9,8 p.p. Outros municípios também apresentaram retrações importantes, como Água Clara, Costa Rica, Anaurilândia, Bandeirantes e Maracaju.

Em Maracaju, Lula caiu de 32,6% para 23,8%, enquanto a votação bolsonarista avançou de 62,2% para 71,9%. Em Costa Rica, o presidente perdeu cerca de 9 pontos percentuais, passando de 38,7% para 29,6%. Flávio Bolsonaro alcançou 64,5%, contra 55,2% registrados pelo pai em 2022.

Em números absolutos, Lula teve 71.468 votos a menos em MS do que em 2022. O petista só ampliou sua votação, em números absolutos, em Japorã e Coronel Sapucaia.

RESISTÊNCIA LULISTA

Apesar do avanço bolsonarista, Lula conseguiu preservar a liderança em seis municípios de Mato Grosso do Sul, contra 21 em 2022: Japorã, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Paranhos e Vicentina.

Japorã continua sendo o principal reduto petista do Estado. O presidente recebeu 67,3% dos votos válidos neste ano, contra 70% em 2022. Mesmo com a redução de 2,7 pontos percentuais, manteve uma vantagem expressiva sobre Flávio Bolsonaro, que alcançou 29,8%.

Em Tacuru, Lula passou de 63,9% para 57,8%, enquanto a votação bolsonarista cresceu de 31% para 37,8%.

Dois Irmãos do Buriti apresentou movimento semelhante. Lula obteve 56,4%, abaixo dos 62,1% registrados quatro anos antes. Flávio Bolsonaro alcançou 39,5%, superando os 31,6% recebidos por Jair Bolsonaro.

Em Miranda, Lula terminou com 54% dos votos válidos, contra 42% de Flávio. Já em Paranhos, o presidente recebeu 53,6%, enquanto o senador do PL conquistou 43,7%.

A disputa mais equilibrada entre os municípios mantidos pelo petista ocorreu em Vicentina, onde Lula recebeu 47,9% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro, 46,3%. Em 2022, o petista havia feito 55,3% no município, o que representa uma queda de 7,4 pontos percentuais.

CAPITAL E DOURADOS

Nos dois maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul, o bolsonarismo também ampliou sua vantagem sobre Lula. Em Campo Grande, o presidente passou de 34,6% dos votos válidos, em 2022, para 32,4%, neste ano, recuo de 2,2 pontos percentuais.

Flávio Bolsonaro conquistou 58,7% na Capital, superando os 54,6% obtidos por Jair Bolsonaro quatro anos antes. Com isso, a vantagem bolsonarista sobre o petista passou de 20 p.p. para 26,3 p.p.

Em Dourados, segundo maior município do Estado, a diferença foi ainda mais expressiva. Lula caiu de 35,7% para 31,4%, enquanto o bolsonarismo avançou de 55,8% para 61,7%. Flávio terminou o primeiro turno com vantagem de 30,3 pontos percentuais sobre o presidente.

Em Três Lagoas, a participação de Lula nos votos válidos passou de 38,9% para 34,1%, enquanto a votação bolsonarista cresceu de 52,7% para 58,6%. Os resultados reforçam que a ampliação da vantagem da direita ocorreu também nos principais centros urbanos e econômicos do Estado.

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Matéria atualizada para corrigir informações, incluir mais informação no dia 12/10/2026 às 13:30. 

Declaração

Flávio Bolsonaro: qualquer pessoa prometendo cargos ou ministérios em meu nome é picareta

Senador disse que pessoas estão usando seu nome para prometer cargos e Ministérios em um eventual governo

11/10/2026 22h00

Flávio Bolsonaro disputa presidência do Brasil este ano

Flávio Bolsonaro disputa presidência do Brasil este ano Divulgação / X

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O senador e candidato do Partido Liberal (PL) à disputa presidencial de 2026, Flávio Bolsonaro, afirmou neste domingo, 11, que as pessoas que estão usando seu nome para prometer cargos e Ministérios em um eventual governo são "picaretas".

Em entrevista ao SBT News, seu irmão, ex-deputado, Eduardo Bolsonaro, afirmou que todas as nomeações de ministros de um governo de Flávio passarão diretamente pelo aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que essas conversas ficarão para depois do segundo turno.

"Qualquer pessoa que esteja usando o meu nome e prometendo cargos ou ministérios é um picareta! Não acredite!", escreveu Flávio em seu perfil no X.

O senador ainda escreveu pedindo a seus eleitores que trabalhem para converter abstenções e votos indecisos para sua chapa.

"Cada voto importa! Converse com quem não foi votar no primeiro turno, procure quem ainda está indeciso. Ganhar mais um voto é fundamental neste momento!", escreveu.

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