Política

1ª sessão do ano

Congresso
analisa vetos
de Dilma

Congresso
analisa vetos
de Dilma

Jornal do Brasil

17/02/2014 - 10h15
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Na primeira sessão do Congresso Nacional de 2014, que vai analisar vetos da presidenta Dilma Rousseff a projetos aprovados por deputados e senadores, marcada para quarta-feira (18), o governo quer continuar impedindo que o Legislativo crie mais despesas para a União. Em ano eleitoral, quando a pressão de governadores e prefeitos é grande, o próximo desafio é manter o veto total à proposta aprovada no ano passado que estabelece regras para a criação de novos municípios.

O texto, que tramitou mais de dez anos no Congresso, define critérios para a criação, incorporação, fusão e o desmembramento de cidades brasileiras, e o governo teme que quase 400 cidades sejam criadas a partir das novas regras. “A medida permitirá a expansão expressiva do número de municípios no país, resultando em aumento de despesas com a manutenção de sua estrutura administrativa e representativa”, diz trecho da justificativa do veto da presidenta ao projeto.

Autor da proposta, o senador Mozarildo Cavalcante (PTB-RR) garante que, pelos estudos feitos, o número de municípios criados não passará de 180 e as despesas não serão elevadas. Segundo ele, boa parte das despesas será coberta pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que terá que ser apenas redistribuído.

“Esse projeto não autoriza a criação de municípios , ao contrário, ele regulamenta a criação, o que nunca houve no Brasil. O que estamos criando é uma regra que envolve coisas muito rígidas”, disse. Cavalcanti destacou que o projeto reúne exigências para qualquer mudança territorial, como número mínimo de habitantes (5 mil), estudo de viabilidade econômica e plebiscito na área envolvida.

Como o projeto foi aprovado com o apoio de 312 deputados e 53 senadores, para evitar grandes desgastes representantes do governo não descartam a possibilidade de apresentar uma proposta alternativa antes da votação, mas ainda não foi negociado qualquer texto em torno do assunto.

Além do veto integral ao projeto de criação de municípios, o Planalto também está negociando a manutenção de mais dois vetos totais e um parcial. A intenção do governo é derrubar definitivamente a proposta (105/2012) que regula o exercício da atividade de condução de veículos de emergência, como ambulâncias, e o projeto (PLC 31/2012) que obriga a implantação de faixas, passarelas ou passagens subterrâneas para a travessia de pedestres nas proximidades de estabelecimentos de ensino. A justificativa para o veto total foi a possibilidade de a medida aumentar as despesas de governos locais e não considerar o interesse da população.

A única restrição parcial do Planalto, e que terá de ser analisada na sessão dessa terça-feira, foi feita ao projeto (PLC 01/2013) que define e qualifica as instituições comunitárias de Educação Superior (Ices). O governo diz que, em partes do texto, os parlamentares definiram critérios que desestimulam a criação de outras instituições e podem prejudicar a rede pública federal de educação superior.

Desde que o Congresso aprovou a emenda constitucional que estabelece o fim do voto secreto nas votações de vetos presidenciais e em processos de cassação de parlamentares no final do ano passado, esta é a segunda vez que os parlamentares analisam vetos por voto aberto.

SEM REPRESENTANTES

Região norte de MS é a única sem deputado estadual eleito

Junior Mochi (MDB), que está no seu quarto mandato, é o único representante da região, porém não foi reeleito em 2026

06/10/2026 11h45

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Arquivo

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A  região norte de Mato Grosso do Sul será a única sem um representante na Assembleia Legislativa a partir de 2027. Nenhum dos 24 deputados eleitos nasceram ou tiveram participação de destaque nos municípios nortistas. Dos 24 deputados escolhidos, seis são paulistas, um baiano, um paranaense e um italiano.

O povo sul-mato-grossense elegeu os candidatos nascidos em Campo Grande, Corumbá, Porto Murtinho, Ponta Porã, Ivinhema, Dourados, Glória de Dourados e também os que nasceram fora do Estado, mas tiveram participação política em municípios de outras regiões de MS sem ser a norte.

Os municípios que integram a região norte de MS são: Coxim, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Sonora, Camapuã, Bandeirantes, Pedro Gomes, Paraíso das Águas, Rio Negro, Alcinópolis e Figueirão.

Junior Mochi (MDB), que está no seu quarto mandato como deputado estadual, é o único representante da região, porém não foi reeleito em 2026. Natural de Itápolis (SP), Mochi se mudou para Fátima do Sul na década de 80, onde deu início às atividades político-partidárias. Ele foi eleito prefeito de Coxim em 1996 e reeleito em 2000, na segunda maior votação proporcional do Estado.

 

De onde são os deputados estaduais eleitos?

Zé Teixeira (PL), deputado estadual mais votado no Estado, nasceu em Guanambi, na Bahia. Ele se mudou para Dourados, em junho de 1962. Nessas eleições, recebeu 54.080 votos, com forte base eleitoral no município em que cresceu e também na região sul do Estado. Este será seu 9º mandato consecutivo na Assembleia Legislativa.

Paulo Corrêa (PL), ex-presidente da Assembleia Legislativa, nasceu em Campo Grande e foi reeleito deputado estadual com 44.541 votos. O engenheiro civil  ocupa a 1ª Secretaria da Casa.

Pedro Caravina (PSDB) é paulista de Presidente Prudente. Em Mato Grosso do Sul, ganhou destaque como prefeito de Bataguassu, por dois mandatos, em 2012 e 2026. Com 43.845 votos, o delegado da Polícia Civil foi reeleito deputado estadual.

O ex-governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos, entre 1999 e 2006, Zeca do PT nasceu no município de Porto Murtinho. O petista foi reeleito com 42.714 votos. Um dos fundadores do PT no Estado foi vereador em Campo Grande, deputado estadual e deputado federal antes de chegar ao Governo.

Outro ex-governador que integra a lista é André Puccinelli (MDB), que nasceu em Viareggio, na Itália e veio para o Brasil com um ano de idade, indo morar em Curitiba, onde formou-se em medicina pela Universidade Federal do Paraná, em 1971. Puccinelli foi eleito deputado estadual com 40.602 votos.

Além de ter sido governador, entre 2007 e 2014, também chegou ao cargo de deputado federal e foi prefeito de Campo Grande por dois mandatos.

Outro que nasceu na Capital sul-mato-grossense foi o deputado estadual Coronel David (PL), reeleito com 41.492 votos.

O professor universitário Tiago Botelho (PT) nasceu no município de Ivinhema e foi eleito com 39.387 votos. Ele é um dos novatos na Assembleia Legislativa. O parlamentar construiu sua principal base política em Dourados, onde disputou a Prefeitura em 2024. Também ocupou o cargo de superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul.

Mais um paulista na lista, Ângelo Guerreiro (PSDB) nasceu em Presidente Bernardes. Em Mato Grosso do Sul, foi ex-prefeito de Três Lagoas por dois mandatos, em 2016 e 2020. O tucano foi eleito com 37.704 votos. 

Gianni Nogueira (PL), nascida em Dourados, foi eleita com 36.108 votos e também fará sua estreia na Assembleia Legislativa. Advogada, produtora rural e vice-prefeita de Dourados, construiu sua trajetória política ligada ao agronegócio, segurança pública, desenvolvimento regional e fortalecimento dos municípios.

Odilon Ribeiro (PL) é de Campo Grande e foi prefeito de Aquidauana por dois mandatos, entre os anos de 2017 e 2024. Ele foi eleito deputado estadual com 35.905 votos.

Atual presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP) é de Itaporã, região sudoeste do Estado. Ele foi reeleito com 35.767 votos. Em Sidrolândia, sua principal base eleitoral, Gerson saiu das urnas como campeão de votos para deputado estadual.

Londres Machado (PP), de Rio Brilhante, foi reeleito com 33.581 votos e continuará entre os nomes de maior longevidade política da Assembleia, chegando ao seu 14º mandato.

Hélio Peluffo Filho (PP) nasceu em Ponta Porã, município do sudoeste do Estado, onde foi prefeito por dois mandatos, em 2016 e 2020. O arquiteto, de 65 anos, foi eleito com 31.435 votos. Na cidade fronteiriça, também foi secretário municipal de Planejamento entre 1987 e 1988.

Daverson Munhoz de Matos (PL) é de Rio Brilhante, onde foi vereador e ganhou repercurssão com uma atuação voltada à fiscalização, segurança pública e pautas conservadoras. O município está localizado na região sudoeste de MS. O deputado foi eleito com 30.604 votos.

Gleice Jane (PT) é a terceira paulista que integra a Assembleia Legislativa, nascida em São Bernardo do Campo (SP), embora tenha construído sua trajetória política e de vida no estado de Mato Grosso do Sul, especificamente em Dourados. Ela recebeu 29.844 votos. 

André Salineiro (PL), que ocupava o cargo de vereador de Campo Grande, é paulista de Tupã. O policial federal e foi eleito com 28.437 votos.  Em 2016, foi o vereador mais votado de Mato Grosso do Sul e retornou à Câmara Municipal em 2024. Agora, chega pela primeira vez à Assembleia Legislativa.

Pedro Kemp (PT), de Presidente Prudente (SP), foi reeleito com 28.397 votos. Psicólogo e professor, possui longa trajetória na política estadual e já exerceu o cargo de secretário de Estado de Educação.Também foi vereador em Campo Grande. 

Lucas de Lima (PL), de Alto Alegre (SP), se reelegeu com 26.204 votos. O radialista construiu forte presença eleitoral em Campo Grande, onde foi vereador. 

Professor Rinaldo Modesto (União Brasil) é natural de Glória de Dourados e criado em Culturama, distrito de Fátima do Sul. Foi reeleito com 23.763 votos. Antes de chegar à Assembleia, foi líder comunitário e vereador da Capital. Eleito deputado estadual pela primeira vez em 2006, construiu uma trajetória ligada à educação, direitos humanos, valorização da família e combate às drogas e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

O médico veterinário Márcio Fernandes (PL) nasceu em Umuarama, no estado do Paraná. Ele ocupa uma cadeira na Assembleia desde 2007 e foi reeleito com 23.122 votos.

Renato Câmara (Republicanos) nasceu em Ivinhema, município da região sul, e foi reeleito com 20.976 votos. Este será seu quarto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa. O deputado já foi prefeito da cidade por dois mandatos. 

Lídio Lopes (Avante) nasceu em Iguatemi e foi eleito com 20.801 votos. É marido da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, onde possui forte base eleitoral.

Paulo Duarte (PSDB) nasceu em Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense,  onde foi prefeito do município. Ele retorna à Assembleia Legislativa com 20.029 votos.

Pedro Pedrossian Neto (Republicanos), reeleito com 19.516 votos, é de Campo Grande e já atuou como secretário municipal de Finanças e Planejamento.

DIFERENÇA MÍNIMA

Azambuja teve apenas 10 mil votos a menos que Riedel

A diferença do candidato eleito ao Senado Federal para o governador de MS foi de 1,17% de votos válidos

06/10/2026 09h00

Reinaldo Azambuja é recordista de votos para senador em Mato Grosso do Sul

Reinaldo Azambuja é recordista de votos para senador em Mato Grosso do Sul Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Reinaldo Azambuja (PL), eleito senador por Mato Grosso do Sul, teve quase a mesma quantidade de votos que o governador Eduardo Riedel (PP) nas Eleições Gerais de 2026. Enquanto o progressista teve 914.322 votos, Azambuja teve 903.554. São 10.768 de diferença entre os alidos, o que representa apenas 1,17% de diferença.

Este cenário demonstra que os aliados tiveram votos casados em grande parte do eleitorado no Estado. Enquanto Riedel foi eleito governador de Mato Grosso do Sul com 67,07%, Azambuja teve 34,64% dos votos para ser escolhido como senador. Além disso, se tornou o recordista de votos como senador no Estado, superando Tereza Cristina, que teve 829.149 votos em 2022.

Outro ponto a ser observado é que Reinaldo Azambuja teve mais votos como senador do que governador, nos dois mandatos e, inclusive, nos quatro turnos que disputou.

No 1º turno de 2014, quando foi eleito pela primeira vez, o parlamentar teve 516.744 votos, o que representou 39,09% dos válidos. No 2º turno, Azambuja recebeu 741.516 votos e venceu a disputa contra Delcídio do Amaral, com 55,34% dos votos válidos.

Em 2018, quando se reelegeu, Reinaldo Azambuja teve 576.993 votos (44,61%) no 1º turno e 677.310 votos (52,35%) no 2º turno, vencendo a eleição contra o juiz Odilon.

A força da direita em Mato Grosso do Sul também foi demonstrada com a eleição de Capitão Contar (PL) como senador. Aliado de Riedel e Azambuja em toda a campanha, o ex-deputado estadual teve 856.045 votos (32,82%) e também superou a marca de Tereza Cristina em 2022.

Votação para Senado em MS

  1. Reinaldo Azambuja (PL) - 903.554 votos (34,64%)
  2. Capitão Contar (PL) - 856.045 votos (32,82%)
  3. Vander Loubet (PT) - 361.920 votos (13,88%)
  4. Soraya (PSB) - 340.788 votos (13,07%)
  5. Roberto Oshiro (NOVO) - 103.184 votos (3,96%)
  6. Beto Do Movimento (PSOL) - 18.028 votos (0,69%)
  7. Valter Da Comagran (PRD) - 16.396 votos (0,63%)
  8. Luiz Lemes (DC) - 4.947 votos (0,19%)
  9. Valderi Garcia (PCO) - 3.197 votos (0,12%)

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