Política

Recusa

Conselho dos Povos Indígenas é contra indicação de Lindomar Terena em MS

Documento contrário ao nome de Terena foi encaminhado à ministra Sonia Guajajara e políticos do diretório do PT

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O Conselho Municipal de Defesa e Direitos dos Povos Indígenas (CMDDI) de Campo Grande manifestou-se contra o aceno das lideranças em indicarem Lindomar Terena ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Mato Grosso do Sul. 

O documento foi endereçado à ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, ao governador do Estado, Eduardo Riedel, assim como aos políticos das esferas federal e estadual do Partido dos Trabalhadores (PT).

Conforme o manifesto, o encaminhamento foi impulsionado por uma reportagem do Correio do Estado na qual o PT já teria delegado nomes e cargos aos políticos de MS. 

Na ocasião, o Diretório Nacional do PT indicou que o diretório estadual do partido em Mato Grosso do Sul alinhasse com os três deputados estaduais - Amarildo Cruz, Pedro Kemp e Zeca - e com os dois federais – Vander Loubet e Camila Jara – os nomes da legenda para ocupar os cargos de órgãos federais no estado.

Dirigente nacional do PT,  Kátia Guimarães, explicou ao Correio do Estado que a legenda estaria na fase de discussão dos nomes para indicação, sendo a primeira reunião nesse sentido, realizada na semana passada e, nos próximos dias, com um novo encontro para bater o martelo.

Além de Lindomar Terena, o ex-deputado federal e estadual João Grandão, Lairson Palermo, Gisele Marques, Tiago Botelho, Gleice Jane, Humberto Amaducci e Marina Ricardo Nunes Viana também podem assumir cargos.

Abaixo segue o documento formulado pela CMDDI

(...)Ficamos alegres e orgulhosos evidentemente, pois se trata de um parente do povo terena, mas também surpresos, pois esse partido que Vossa Senhoria tão bem lidera, tem como um dos seus princípios na consulta prévia, item basilar do partido, e fundamentado principalmente ao buscar atuação através do espaço público, para consecução coletiva dos seus interesses partidários. 

E verdade e de imediato afirmamos, reconhecer também, que o Partido dos Trabalhadores atuou fortemente para a eleição do Presidente Lula, mas é imperioso afirmar ainda que muitos brasileiros, filiados ou não, principalmente no segundo turno se alinharam não apenas aos propósitos do partido, mas, sobretudo defender uma conquista de todos os povos brasileiros em 1988 que é a manutenção da Democracia que se encontrava em risco.

Como é do Vosso conhecimento, partidário importante dos quadros desta sigla, é conhecedor de que os partidos políticos possuem conceito próprio de atuação e de poder, inegavelmente importante para o crescimento e fortalecimento dos propósitos partidários. 

Mas importante também, como democrata e cidadão, conhecer e reconhecer, sobretudo oferecer oportunidade para que o segmento indígena tenha também oportunidade de exercer suas formas de decisão, reconhecidos inclusive pelas leis nacionais a saber consulta pública e fundamentada instrumento exatamente para a qualificada inserção na máquina pública dos assuntos indígenas reivindicados há tempos pelos povos indígenas do Brasil. 

Para isso Senhor Presidente, solicitamos respeitosamente que o Partido dos Trabalhadores de MS, convoquem uma Plenária (Sessão) indígena e específica  de consulta e de decisão, sempre buscando a unidade dos povos indígenas e, sobretudo atribuindo àquele indicado a responsabilidade de galgar a esse posto importante acompanhado das verdadeiras pautas indígenas. 

Com todo respeito, aguardaremos a vossa importante orientação, assina o Presidente do Conselho Municipal de Defesa e Direitos dos Povos Indígenas de Campo Grande (CMDDI).

 

Colaborou Daniel Pedra*

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eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

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