Política

CASCALHOS DE AREIA

Contratos da prefeitura com ALS entram na mira da Câmara e vereadores pedem acesso a documentos

Carlos Augusto Borges enfatizou que ofício enviado à Secretaria de Obras faz parte do rito, mas CPI não deve ser sobre Sisep, mas sobre contratos assinados com empresas investigadas

Continue lendo...

Após articular uma possível Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias envolvendo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), os vereadores de Campo Grande, enviaram à pasta um ofício solicitando acesso aos contratos assinados junto à ALS, empresa pertencente ao André Luiz dos Santos, o Patrola.

Ao Correio do Estado, o vereador André Luiz (REDE), parlamentar que propôs a criação da CPI, informou que, no momento, o trabalho da Casa de Leis está focado em juntar e analisar os contratos investigados na Operação Cascalhos de Areia, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) como forma de juntar provas para dar andamento na Comissão Parlamentar. 

De acordo com o parlamentar, para que a CPI tenha robustez de provas como foi solicitado pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges, o Carlão, os contratos serão analisados. Os vereadores também irão solicitar informações ao Ministério Público Estadual, que está à frente da operação. 

Por sua vez, o presidente da Casa de Leis, adiantou que especialistas serão contratados para analisarem as  documentações solicitadas junto à secretaria. Por outro lado,  o parlamentar também aponta que a possível CPI não será sobre a Sisep, mas sim sobre os contratos firmados com as empresas investigadas. 

“Tendo alguma incongruência nos contratos iremos abrir [a CPI], mas temos que obedecer o rito, com ofício, requerimento e depois a CPI, mas não pode ser uma da Sisep, tem que ser uma sobre os contratos em desacordo com o zelo do dinheiro público”, afirmou o presidente. 

Ainda de acordo com Carlão, se o pedido não for aceito pela Sisep, a Casa irá fazer um requerimento e, caso a solicitação não seja atendida no prazo regimental, uma CPI pode ser aberta. 

CPI 

No fim da semana passada, após investigações do MPMS apontar possíveis irregularidades em contratos assinados entre a Prefeitura de Campo Grande e empresas prestadoras de serviço, sendo a principal dela a ALS, pertencente à André Luiz dos Santos, conhecido no meio político de MS como Patrola, o vereador André Luis começou a articular com os colegas de parlamento a criação de uma CPI. 

O requerimento encaminhado pelo vereador aponta que a intenção é investigar de forma mais detalhada os contratos do Poder Público com empreiteiras que prestavam serviço de asfalto, cascalhamento, manutenção e recuperação de ruas por meio do Sisep.

Caso a CPI seja aberta, o grupo terá 120 dias para investigar os contratos e demais trabalhos necessários.

Assine o Correio do Estado 

Tarifaço

Trump impõe tarifas de até 100% sobre drones e componentes relacionados

Drones de tamanho reduzido e que não possuem determinadas capacidades que afetam particularmente a segurança nacional

13/08/2026 21h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

Continue Lendo...

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a imposição de tarifas de até 100% sobre certos drones e componentes relacionados em uma medida para reforçar a segurança nacional e fortalecer as cadeias de suprimentos americanas.

Uma tarifa ad valorem de 100% incidirá sobre drones de determinado tamanho ou com certas capacidades particularmente sensíveis para fins de segurança nacional, estações de acoplamento desses drones e certos componentes críticos dos mesmos. Esta categoria de drones inclui drones com peso máximo de decolagem superior a 25 quilogramas e drones com capacidade de imagem térmica, segundo documento publicado pela Casa Branca

Drones de tamanho reduzido e que não possuem determinadas capacidades que afetam particularmente a segurança nacional, bem como sobre outros componentes de drones, terão uma tarifa ad valorem de 25%.

A medida prevê sobretaxas menores de 15% sobre drones e componentes provenientes da União Europeia, Japão, Liechtenstein, República da Coreia, Suíça e Taiwan. Para drones provenientes do Reino Unido, a tarifa será de 10%. Nesses casos, as tarifas valem desde que substancialmente todo o hardware, software e tecnologia sejam originários desses países e dos Estados Unidos.

Alíquotas ad valorem são porcentuais aplicados sobre o valor econômico de um bem, serviço ou mercadoria para calcular tributos ou taxas.

As tarifas entrarão em vigor 21 dias após a assinatura. Para componentes de drones que não sejam particularmente sensíveis, a medida passa a valer em 180 dias após a assinatura do documento.

Candidatura

TSE determina que filiação de Flávio ao PL seja restabelecida

Tribunal investiga filiação do senador ao partido Missão

13/08/2026 19h00

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República no pleito deste ano

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República no pleito deste ano Carlos Moura/Agência Senado

Continue Lendo...

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL seja restabelecida. Ele é o pré-candidato do partido à Presidência da República.

Desde cedo, matérias jornalísticas informavam que a equipe da campanha do senador não conseguiu formalizar a candidatura no sistema do TSE devido à filiação ao Missão. 

A decisão do ministro foi tomada após o partido solicitar a desfiliação de Flávio do Missão. O caso está sendo investigado pelo TSE. 

A partir de agora, o PL poderá registrar a candidatura do senador no sistema da Corte. O prazo termina no próximo sábado (15). 

Mais cedo, Flávio Bolsonaro afirmou que o registro de filiação ao Missão foi "fraudado". 

O TSE negou que o sistema de candidaturas tenha sido hackeado e informou que alguém com as credenciais digitais do Missão realizou a filiação de Flávio ao partido. 

"O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações", declarou o TSE.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).