Política

eleições 2014

Coordenador de Campos abandona Marina

Coordenador de Campos abandona Marina

band

21/08/2014 - 23h00
Continue lendo...

O coordenador da campanha de Eduardo Campos pelo PSB à presidência, Carlos Siqueira, decidiu deixar a campanha de Marina Silva nesta quinta-feira.

A campanha de Marina será coordenada pelo deputado Walter Feldman (PSB-SP), que foi confirmado no cargo durante a oficialização da candidatura da ex-ministra, na noite desta quarta-feira.

Siqueira alegou desavenças com Marina para deixar o cargo.

Se Marina for eleita presidente, ela não precisará permanecer no partido. Segundo informações da reunião de ontem, Marina terá liberdade para criar o seu partido, o Rede Sustentabilidade.

Eleições 2026

Flávio diz que vai pedir cassação de chapa do PT e que Moraes ordenou entrega de passaportes

Apesar de não reconhecer expressamente a derrota em vídeo publicado nas redes sociais, senador se coloca como líder da oposição ao próximo mandato de Lula e não volta a dizer que vai pedir a anulação dos resultados

26/10/2026 16h23

Flávio Bolsonaro perdeu as eleições no segundo turno para o presidente Lula

Flávio Bolsonaro perdeu as eleições no segundo turno para o presidente Lula Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

Continue Lendo...

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República derrotado neste domingo, 25, afirmou nesta tarde que vai pedir a cassação da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que a Polícia Federal (PF) o intimou a entregar os passaportes.

Flávio publicou um vídeo nas redes sociais em que agradece aos quase 60 milhões de votos, algo que não tinha feito até então, e repetiu que a eleição ocorrida no domingo “não foi normal”, colocando suspeição sem fundamento sobre o processo eleitoral. Ele reclamou da prorrogação feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), medida que sua própria campanha havia pedido à Justiça Eleitoral.

“Eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo. A competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi sistema que ganhou”, declarou o senador.

Com isso, o senador faz uma mudança no discurso. No pronunciamento à imprensa na noite do domingo, após o resultado das urnas, ele havia dito que pediria a “anulação” da eleição, sem reconhecer a derrota. Agora, ele pede a cassação da chapa, sem mencionar a promessa do dia anterior.

Ele acusa Lula de ter feito a “maior compra de votos da história”, num “vale-tudo para se manter no poder”. Ele argumenta que o governo federal gastou “quase meio trilhão de reais” neste ano, o que teria gerado um “total desequilíbrio da disputa eleitoral”.

Em seguida, Flávio afirmou ter sido abordado nesta manhã pela Polícia Federal, após ele fazer uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária num condomínio no Lago Sul de Brasília. Ele cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e outros crimes pelo STF.

“Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele (Bolsonaro) e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o País. A decisão, do Alexandre de Moraes, se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, ‘que eu deveria deixar o País se eu perdesse a eleição’. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, afirmou.

O senador disse que a decisão de Moraes foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado da eleição, e questionou se isso teria acontecido caso ele tivesse sido eleito presidente. Declarou que a “democracia faliu” no Brasil, que vai entregar o passaporte à PF e que “vai se defender dessa aberração”.

Apesar de não ter reconhecido expressamente a derrota, Flávio se colocou como um líder da oposição ao próximo mandato de Lula. Disse ser “o último obstáculo para o PT implementar seu projeto de destruição do País” e que vai reunir os deputados federais e senadores do PL para organizar a oposição contra o presidente.

A partir do ano que vem, Flávio, eleito senador em 2018, não terá mais mandato nem foro privilegiado. Seu irmão, Carlos Bolsonaro, e sua madrasta, Michelle Bolsonaro, foram eleitos ao Senado. O pai está inelegível até 2030, e o irmão Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos após ter o mandato cassado na Câmara dos Deputados por falta.

NOVO EQUILÍBRIO

Tereza Cristina destaca PP como 4ª maior força no Senado a partir de 2027

Partido da senadora deverá ocupar seis cadeiras, enquanto o PL terá 29 dos 81 assentos e precisará dos aliados para alcançar maioria absoluta

26/10/2026 14h43

Tereza Cristina também estará entre as 19 mulheres previstas na composição do Senado em 2027

Tereza Cristina também estará entre as 19 mulheres previstas na composição do Senado em 2027 Ton Molina/Agência Senado

Continue Lendo...

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder do Progressistas, terá seu partido como a quarta maior bancada do Senado a partir de fevereiro de 2027 e será fundamental para que o PL, primeira maior força na Casa de Leis, possa alcançar maioria absoluta na Câmara Alta. 

 “Seremos a quarta maior bancada do Senado”, disse a líder do Progressistas, citando os seis representantes do PP, que estará entre as legendas que poderão contribuir para essa maioria, pois os liberais terão 29 das 81 cadeiras, ficando a 12 do patamar de 41 senadores.

O encerramento do segundo turno, no domingo (25), praticamente definiu a distribuição partidária da Casa. A projeção considera os 54 senadores eleitos em outubro, os 27 mandatos que seguem até 2031 e as substituições de parlamentares que venceram as disputas pelos governos estaduais.

Embora tenha a maior bancada, o PL não reunirá sozinho mais da metade dos integrantes do Senado. O cenário mantém a negociação com outras legendas como condição para construir uma maioria própria na Casa.

Depois dos liberais, o PT deverá ter a segunda maior representação, com dez senadores, seguido pelo MDB, com oito. O PP de Tereza Cristina aparece na sequência, com seis cadeiras, enquanto União Brasil e Republicanos terão cinco representantes cada. 

PSD e PSB ficarão com quatro senadores cada um, enquanto o Novo terá três. PSDB e Podemos contarão com dois integrantes cada; Rede e PDT, com um cada. Romário (RJ) permanece sem partido. Ao todo, serão 13 legendas representadas, ressalvadas mudanças de filiação e decisões judiciais.

Mais mulheres

Tereza Cristina também estará entre as 19 mulheres previstas na composição do Senado em 2027. A bancada feminina corresponderá a 23,5% das cadeiras, reunindo 12 eleitas neste ano e outras sete que ocuparão vagas de mandatos iniciados em 2023.

Entre elas está Cheila Moreira (PT-AM), primeira suplente de Omar Aziz (PSD-AM), eleito governador do Amazonas no segundo turno. A eleição também produziu uma renovação expressiva entre as vagas disputadas.

Dos 54 mandatos submetidos às urnas, 40 serão ocupados por novos senadores, o equivalente a 74%. Entre os 32 parlamentares que tentaram a reeleição, 14 conseguiram permanecer, uma taxa de 43,7%.

As mudanças alcançarão ainda cadeiras que não estavam em disputa. Em Minas Gerais, Alex Diniz (PL) assumirá o lugar de Cleitinho (Republicanos), eleito governador. No Paraná, Luís Felipe Cunha (PL) substituirá Sergio Moro (PL), que também venceu a eleição estadual.

Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), derrotados nas disputas pelos governos de seus estados no segundo turno, continuarão no Senado.

A configuração partidária ainda depende do julgamento do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, correspondentes a 25,14% dos votos válidos.

A candidatura foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), mas acabou contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na véspera do primeiro turno, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro. 

No dia seguinte, o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão, permitindo a contabilização dos votos até a análise pelo plenário.

O questionamento está relacionado à decisão de 2023 que cassou o registro de Dallagnol como deputado federal. Na ocasião, o TSE considerou que sua saída do Ministério Público Federal buscou evitar processos disciplinares e contornar restrições da Lei da Ficha Limpa.

Se o tribunal confirmar o indeferimento, os votos serão anulados e deverá ocorrer uma eleição suplementar para preencher a vaga, o que poderá modificar a composição projetada para 2027.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).