Política

ELEIÇÕES 2026

Coronel David confirma disputa pela reeleição e desiste de concorrer a vaga na Câmara dos Deputados

O deputado estadual comunicou a decisão ao PL, afirmando que manterá foco nas pautas da segurança pública

Continue lendo...

O deputado estadual Coronel David (PL) confirmou nesta segunda-feira (27) que disputará a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, encerrando as especulações sobre uma possível candidatura à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

A decisão foi oficializada durante reunião com o presidente estadual do Partido Liberal, Reinaldo Azambuja, e comunicada por meio de uma carta entregue à direção da legenda.

Ao justificar sua permanência na disputa estadual, o parlamentar afirmou que a decisão foi baseada no compromisso assumido com lideranças, apoiadores e eleitores ao longo de sua trajetória política, além da necessidade de dar continuidade às pautas que vem defendendo na Assembleia Legislativa.

Segundo Coronel David, uma eventual mudança para a disputa federal poderia comprometer acordos políticos já firmados por aliados que construíram sua base eleitoral e assumiram compromissos com outros pré-candidatos à Câmara dos Deputados.

Outro fator considerado determinante foi o pedido de representantes das forças de segurança pública para que permanecesse no Parlamento estadual. Entidades como a Associação dos Cabos e Soldados (ACS) e a Associação dos Praças (Aspra) defenderam a continuidade do mandato diante de projetos ainda em andamento relacionados à valorização da categoria.

Entre as prioridades citadas pelo deputado estão a recomposição salarial dos militares estaduais, a busca por isonomia no auxílio-saúde destinado aos policiais civis e servidores da perícia oficial, a regulamentação da carreira da Polícia Penal e a articulação junto ao Governo do Estado e à Cassems para encontrar uma solução para o reajuste da contribuição cobrada dos cônjuges dos servidores no plano de saúde.

Coronel da reserva da Polícia Militar e ex-comandante-geral da PMMS, Coronel David preside atualmente a Comissão de Segurança Pública e Defesa Social da Assembleia Legislativa. Ao longo do mandato, concentrou sua atuação em propostas voltadas ao fortalecimento das forças de segurança, ao combate à criminalidade, à violência doméstica e à defesa de pautas conservadoras.

Nos bastidores, a definição também reorganiza a estratégia eleitoral do Partido Liberal. Com a permanência de Coronel David na chapa proporcional estadual, a legenda reforça sua nominata para a Assembleia Legislativa e mantém espaço para estruturar a disputa por vagas na Câmara Federal.

Na carta encaminhada ao presidente estadual do PL, o deputado afirmou que sua decisão representa a única escolha compatível com sua trajetória política e com os compromissos assumidos perante seus apoiadores.

"A missão que assumi ainda não foi encerrada. Estamos em um processo contínuo de valorização dos servidores da segurança pública e não posso abandonar essas pautas neste momento", escreveu.

Apesar de abrir mão da candidatura à Câmara dos Deputados, Coronel David garantiu que continuará participando da campanha do partido, colaborando com a eleição dos candidatos federais e com o fortalecimento do PL em Mato Grosso do Sul.

Confira na íntegra a carta do deputado

Campo Grande (MS), 27 de julho de 2026.

Ao Excelentíssimo Senhor Reinaldo Azambuja Presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul.
Prezado Presidente,

Por meio desta carta, venho formalizar minha decisão de continuar meu trabalho na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, buscando a reeleição como deputado estadual e declinando do convite do partido para disputar uma vaga na Câmara Federal.

Esta não foi uma decisão fácil, mas é a única decisão coerente com a minha história, com os meus compromissos e com a minha relação com o povo de Mato Grosso do Sul. Ao longo dos últimos anos, muitas pessoas assumiram compromissos comigo para a construção desta jornada política.

São lideranças, apoiadores e eleitores que me acompanharam em diversas eleições. A palavra empenhada é o valor mais alto que compartilhamos, e muitos deles, de forma leal e íntegra, já assumiram compromissos com outros aliados para a disputa à Câmara Federal. Não seria justo colocá-los diante do dilema de romper compromissos assumidos de boa-fé. Respeitar a palavra dessas pessoas também é respeitar a história que construímos juntos.

Além disso, a decisão de permanecer no mandato estadual é também uma resposta a um pedido direto e veemente das nossas forças de segurança e das entidades de classe da Polícia Militar (ACS e Aspra) para que eu não abandone o Parlamento, pois elas precisam de alguém que as compreenda por dentro e que esteja presente para garantir seus direitos. Eu não posso recusar esse chamado.

A missão que assumi ainda não foi encerrada. Estamos em um processo contínuo e indispensável de valorização dos nossos servidores de segurança. A recomposição dos níveis salariais dos militares é uma luta diária e necessária.

Da mesma forma, não posso deixar de defender a igualdade no benefício do auxílio-saúde para investigadores, escrivães e integrantes da Coordenadoria de Perícias, garantindo que policiais civis e integrantes da perícia recebam o mesmo amparo já concedido aos delegados, em uma luta que travo em união com o Sinpol e o Sinpof.

Somam-se a essas urgências duas frentes de combate que exigem minha presença absoluta no Estado: a regulamentação das carreiras dos policiais penais, conquista que precisa ser consolidada, e a questão do
reajuste da contribuição do cônjuge no plano de saúde dos servidores, que impacta a renda familiar de quem serve ao Estado. Assumi o compromisso e a responsabilidade de continuar buscando, junto à Presidência da Cassems e ao Governo do Estado, uma solução que traga alívio ao servidor.

Qualquer desvio de foco neste momento seria abandonar esses compromissos. Por respeito ao partido, aos meus eleitores e às forças de segurança de Mato Grosso do Sul, afirmo que minha missão continua no Estado.

Coloco-me à inteira disposição para continuar contribuindo com a eleição da chapa federal do Partido Liberal, fortalecendo o nosso partido e garantindo que os candidatos a deputado federal tenham o apoio necessário para a vitória.

A missão continua.
Atenciosamente,

Coronel David Deputado Estadual – Partido Liberal (PL)

DataFolha

Para 52%, Trump usa tarifaço para tentar ajudar Flávio Bolsonaro

Entre os eleitores de Flávio, 29% consideram que a medida busca favorecer o senador. Já entre os que declaram voto em Lula, o índice chega a 73%

27/07/2026 07h18

A pesquisa indica que o tema é amplamente conhecido: 63% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do tarifaço

A pesquisa indica que o tema é amplamente conhecido: 63% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do tarifaço

Continue Lendo...

Para 52% dos eleitores brasileiros, o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump ao Brasil tem como objetivo ajudar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, de acordo com pesquisa DataFolha divulgada nesta segunda-feira, 27. Outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o parlamentar, enquanto 11% dizem não saber.

A percepção varia conforme a preferência eleitoral. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 29% consideram que a medida adotada por Trump busca favorecer o senador. Já entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice chega a 73%.

A pesquisa também indica que o tema é amplamente conhecido: 63% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados e 34% se declaram razoavelmente informados.

As novas sobretaxas ganharam relevância no debate político após anúncios do governo americano em julho. Os Estados Unidos comunicaram a imposição de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial e, dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% vinculada a alegações de abusos trabalhistas.

A relação entre a família Bolsonaro e o presidente americano também entrou no centro da discussão. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, atuou nos Estados Unidos durante a primeira fase da crise comercial entre os dois países, segundo o levantamento.

O instituto também perguntou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise. Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro. Outros 24% avaliam que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.

Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas - 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.

Sobre a reação do Brasil, 74% dos entrevistados defendem que o País negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
 

empate técnico

Lula tem 47% e Flávio 43% no segundo turno, diz BTG/Nexus

Na pesquisa anterior, de 13 de julho, Lula também registrou 47% e Flávio Bolsonaro 44%, um ponto porcentual a mais do que na mostra desta segunda

27/07/2026 07h10

Pesquisa feita entre os dias 24 e 26 de julho mostra que cenário da disputa entre Lula e Flávio segue estável

Pesquisa feita entre os dias 24 e 26 de julho mostra que cenário da disputa entre Lula e Flávio segue estável

Continue Lendo...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno das eleições presidenciais, de acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 27. O petista, contudo, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 43%, esses são os mesmos percentuais da pesquisa de 29 de junho. Na pesquisa anterior, de 13 de julho, Lula também registrou 47% e Flávio Bolsonaro 44%, um ponto porcentual a mais do que na mostra desta segunda. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 9%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%.

Na pesquisa agora divulgada, numa eventual disputa contra Romeu Zema (Novo) no 2º turno, o cenário também é de empate técnico, levando em conta a margem de erro de 2 pp. Lula teria hoje 46% e o ex-governador mineiro 42%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 1%. Na pesquisa de 13 de julho, o presidente venceria o ex-governador de Minas Gerais por 47% a 40%.

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o cenário também é de empate técnico, com Lula pontuando 45% e o ex-governador de Goiás 43%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 10%. Eleitores que não sabem são 2%. Na pesquisa de 13 de julho, na simulação de 2º turno, Lula liderava com 47% e o ex-governador de Goiás registrava 38%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 47% a 39%, se a eleição fosse realizada hoje. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 13%. Eleitores que não sabem são 2%. Na pesquisa de 13 de julho, na simulação de 2º turno, Lula também liderava com 49% e Renan tinha 35%.

A Nexus ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 24 a 26 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01489/2026.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).