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Damares rebate Malafaia e divulga lista de igrejas e pastores alvos da CPI do INSS

O embate dos dois começou no domingo, 11, quando Damares afirmou, em entrevista ao SBT News, que havia igrejas e pastores envolvidos no esquema

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou nesta quarta-feira, 14, uma lista de pastores e igrejas que são alvos de requerimentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A publicação é uma resposta ao pastor evangélico Silas Malafaia, que cobrou os nomes.

O embate dos dois começou no domingo, 11, quando Damares afirmou, em entrevista ao SBT News, que havia igrejas e pastores envolvidos no esquema. "Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: 'Não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes'", disse a senadora.

Nesta quarta, Silas Malafaia criticou Damares e afirmou que a declaração da senadora era "conversa fiada". "Ou a senhora dá os nomes, ou é uma leviana linguaruda. A acusação é grave e séria e dá os nomes também dos líderes que lhe pediram para calar a boca", disse o pastor em um vídeo intitulado "Silas Malafaia desafia Damares a provar o que fala".

"Se não tem os nomes e as provas, cale a boca. Se tem, denuncie pelo bem da igreja evangélica. Isso é uma vergonha, um absurdo. A liderança evangélica está indignada com sua postura covarde e vergonhosa. Estou esperando os nome", continuou Malafaia.

Pouco depois, Damares divulgou uma lista de requerimentos com pedidos de transferência de sigilo de igrejas e convites para depoimentos de pastores. Na lista, está Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O Estadão tenta contato com os citados na lista.

Zettel foi preso nesta quarta, na segunda fase da Operação Compliance Zero. Ele foi solto no mesmo dia. Em nota, a defesa de Fabiano Zettel afirmou que o empresário "tem atividades conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master" e que a viagem se daria "em razão de negócios".

Leia a seguir a lista divulgada pela senadora:

Transferência de sigilo

  • Adoração Church;
  • Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo;
  • Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch);
  • André Machado Valadão;
  • Igreja Evangélica Campo de Anatote.

Convite

  • Cesar Belucci do Nascimento, líder religioso;
  • Péricles Albino Gonçalves, líder religioso;
  • Fabiano Campos Zettel, empresário e líder religioso;
  • André Fernandes, líder religioso.

Convocação

  • André Machado Valadão.

 

Repúdio

PT critica governo do Estado e diz que gasolina cara "esfola" população

Nota rebate aumento sobre alíquotas do ICMS vigentes a partir do dia 1º deste mês, ação que causou aumento sobre gasolina e diesel

15/01/2026 17h15

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Contrário aos aumentos promovidos pelo Governo do Estado acerca do preço da gasolina e do gás de cozinha, reajuste vigente desde o dia 1° de janeiro, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota de repúdio nesta quinta-feira (15) ao que classificou como uma ação que "esfola" o bolso da população sul-mato-grossense já no primeiro mês do ano. 

A manifestação partidária rebate os aumentos promovidos pelo Governo do Estado, que junto de outras 25 federações e Distrito Federal, promoveu aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para gasolina, diesel e gás de cozinha. As alíquotas do ICMS vigentes deste mês são de R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel, reflexo em R$ 0,10 por litro de gasolina. 

De acordo com a nota divulgada pela ala estadual petista, uma das formas mais efetivas e resolutivas de combater as desigualdades e reduzir as injustiças, especialmente das classes assalariadas e de menor poder aquisitivo, é "não permitir que a alta do custo de vida sacrifique suas economias e torne inacessíveis direitos fundamentais" como alimentação, moradia, educação, saúde, transporte, roupa, emprego, e lazer. O partido classificou a escalada de preço como um "efeito dominó" aos consumidores. 

"Impacta a economia em geral e torna mais caros, até inacessíveis, na ponta do consumo, produtos de primeira necessidade para os segmentos menos favorecidos, que formam a esmagadora maioria da população."

O Partido destacou que a decisão do Governo do Estado não só contraria a falácia do "estado-modelo", como também levanta a dúvida sobre a estabilidade financeira dos cofres do Executivo estadual.

"Reajustar combustíveis e gás de cozinha quando isto representa esfolar o bolso da população e submetê-la a um contexto de privações é contribuir com a injustiça, a desigualdade e o empobrecimento do povo."

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a medida realizada pelos entes federativos atende à legislação que simplificou a cobrança de um valor fixo por litro ou por quilo válido para todo o Brasil, valor atualizado anualmente.

Ainda segundo o Comsefaz, o modelo de alíquota atual representa perdas de arrecadação para estados e municípios em um cenário de elevação de preços.

O comitê também diz que a lei aprovada pelo Congresso em 2022 restringe a autonomia dos estados, além de incentivar o consumo de combustíveis fósseis. Segundo o comitê, no primeiro ano de aplicação da lei, os estados tiveram perdas fiscais superiores a R$ 100 bilhões por ano. Abaixo, a nota divulgada na íntegra pelo partido. 

Justiça social não se constrói com discurso. É atitude. É decisão. 

Uma das formas mais efetivas e resolutivas de combater as desigualdades e reduzir as injustiças que castigam a população, especialmente das classes assalariadas e de menor poder aquisitivo, é não permitir que a alta do custo de vida sacrifique suas economias e torne inacessíveis direitos fundamentais: alimento, moradia, educação, saúde, transporte, roupa, emprego, lazer, entre outros.

Infelizmente, esta acessibilidade está sendo duramente limitada em Mato Grosso do Sul. Enquanto o governo federal, por meio do presidente Lula, busca de todas as maneiras frear a sanha do lucro por parte das concessionárias e empresas de abastecimento, aqui no Estado o governo faz o contrário e determina, no início do ano, o reajuste da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha.

Esta decisão provoca o "efeito dominó", porque impacta a economia em geral e torna mais caros, até inacessíveis, na ponta do consumo, produtos de primeira necessidade para os segmentos menos favorecidos, que formam a esmagadora maioria da população. Todos dependem de comer para viver; de transporte, coletivo ou particular, para trabalhar; enfim, de gêneros que absorvem uma sequência de custos até chegar aos fornecedores.

Assim, este reajuste pode ser chamado de desconstrução da justiça social, de flagrante negacionismo ao direito que toda pessoa tem a uma vida digna, pautada pela acessibilidade assegurada às condições básicas para atender suas necessidades indispensáveis.

O Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul expressa sua perplexidade e seu inconformismo com a decisão do governo estadual, que não só contraria a falácia do estado-modelo, como também levanta a dúvida sobre sua estabilidade financeira. Reajustar combustíveis e gás de cozinha quando isto representa esfolar o bolso da população e submetê-la a um contexto de privações é contribuir com a injustiça, a desigualdade e o empobrecimento do povo. 

ALTA

Mesmo sem nenhuma alteração de preços nas refinarias da Petrobras, os combústíveis registraram alta no último mês do ano. Conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no mês de dezembro do ano passado, o litro de gasolina ficou até R$ 0,06 mais caro em Mato Grosso do Sul. 

O preço mínimo do litro da gasolina saiu de R$ 5,47 na última semana de novembro do ano passado para R$ 5,53 na última semana de dezembro do mesmo ano. Na média, o aumento foi de R$ 0,02 saindo de R$ 5,93 para R$ 5,95. No valor máximo houve uma leve redução, de R$ 6,87 para R$ 6,85.

No mesmo período, conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o etanol apresentou aumento de R$ 0,04 no preço médio, saindo de R$ 3,96 em novembro para R$ 4,00 em dezembro de 2025.

O valor mínimo para a comercialização do biocombustível saltou R$ 0,05, de R$ 3,73 para R$ 3,78, enquanto o valor máximo praticado no Estado se manteve em R$ 4,97.

O óleo diesel comum ficou em média R$ 0,01 mais barato no mesmo período, saindo de R$ 5,93 para R$ 5,92. No preço mínimo a redução foi de R$ 0,05, saindo de R$ 5,69 para R$ 5,64, enquanto o valor mais alto se manteve em R$ 7,17. 

*Colaborou Súzan Benites 

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Política

Moraes determina que Bolsonaro seja transferido para presídio da Papudinha

Ex-presidente vinha se queixando de barulho e acomodações na sala de Estado Maior da Polícia Federal

15/01/2026 17h04

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses Divulgação/UOL

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira, 15, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da sala de Estado Maior que ocupa na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha.

Moraes fundamentou a decisão sob o argumento de que Bolsonaro terá “condições ainda mais favoráveis” na Papudinha, “igualmente exclusiva e com total isolamento em relação aos demais presos do complexo”. O ex-presidente vinha se queixando das acomodações na PF, especialmente do barulho do ar-condicionado central da instituição.

No despacho em que determina a transferência, Moraes afirma que o novo local de detenção “permitirá o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de “banho de sol” e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta, atendendo a recomendação médica".

Moraes descreve que as acomodações “incluem cozinha com possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos, banheiro com chuveiro com água quente, geladeira, armários, cama de casal e TV”. Como antecipou o Estadão, a cela tem cerca de 24 metros quadrados, mais 12 metros de área de banho.

A decisão ocorreu após a defesa do ex-presidente apresentar um novo pedido de transferência para a prisão domiciliar em razão do seu estado de saúde. Bolsonaro foi internado recentemente após passar mão e bater a cabeça ao cair na sala que ocupava na PF. Seus advogados sustentam que o seu quadro é instável, apesar do atendimento 24 horas a médico a que tinha direito na Superintendência.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses

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