Política

Repúdio

PT critica governo do Estado e diz que gasolina cara "esfola" população

Nota rebate aumento sobre alíquotas do ICMS vigentes a partir do dia 1º deste mês, ação que causou aumento sobre gasolina e diesel

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Contrário aos aumentos promovidos pelo Governo do Estado acerca do preço da gasolina e do gás de cozinha, reajuste vigente desde o dia 1° de janeiro, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota de repúdio nesta quinta-feira (15) ao que classificou como uma ação que "esfola" o bolso da população sul-mato-grossense já no primeiro mês do ano. 

A manifestação partidária rebate os aumentos promovidos pelo Governo do Estado, que junto de outras 25 federações e Distrito Federal, promoveu aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para gasolina, diesel e gás de cozinha. As alíquotas do ICMS vigentes deste mês são de R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel, reflexo em R$ 0,10 por litro de gasolina. 

De acordo com a nota divulgada pela ala estadual petista, uma das formas mais efetivas e resolutivas de combater as desigualdades e reduzir as injustiças, especialmente das classes assalariadas e de menor poder aquisitivo, é "não permitir que a alta do custo de vida sacrifique suas economias e torne inacessíveis direitos fundamentais" como alimentação, moradia, educação, saúde, transporte, roupa, emprego, e lazer. O partido classificou a escalada de preço como um "efeito dominó" aos consumidores. 

"Impacta a economia em geral e torna mais caros, até inacessíveis, na ponta do consumo, produtos de primeira necessidade para os segmentos menos favorecidos, que formam a esmagadora maioria da população."

O Partido destacou que a decisão do Governo do Estado não só contraria a falácia do "estado-modelo", como também levanta a dúvida sobre a estabilidade financeira dos cofres do Executivo estadual.

"Reajustar combustíveis e gás de cozinha quando isto representa esfolar o bolso da população e submetê-la a um contexto de privações é contribuir com a injustiça, a desigualdade e o empobrecimento do povo."

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a medida realizada pelos entes federativos atende à legislação que simplificou a cobrança de um valor fixo por litro ou por quilo válido para todo o Brasil, valor atualizado anualmente.

Ainda segundo o Comsefaz, o modelo de alíquota atual representa perdas de arrecadação para estados e municípios em um cenário de elevação de preços.

O comitê também diz que a lei aprovada pelo Congresso em 2022 restringe a autonomia dos estados, além de incentivar o consumo de combustíveis fósseis. Segundo o comitê, no primeiro ano de aplicação da lei, os estados tiveram perdas fiscais superiores a R$ 100 bilhões por ano. Abaixo, a nota divulgada na íntegra pelo partido. 

Justiça social não se constrói com discurso. É atitude. É decisão. 

Uma das formas mais efetivas e resolutivas de combater as desigualdades e reduzir as injustiças que castigam a população, especialmente das classes assalariadas e de menor poder aquisitivo, é não permitir que a alta do custo de vida sacrifique suas economias e torne inacessíveis direitos fundamentais: alimento, moradia, educação, saúde, transporte, roupa, emprego, lazer, entre outros.

Infelizmente, esta acessibilidade está sendo duramente limitada em Mato Grosso do Sul. Enquanto o governo federal, por meio do presidente Lula, busca de todas as maneiras frear a sanha do lucro por parte das concessionárias e empresas de abastecimento, aqui no Estado o governo faz o contrário e determina, no início do ano, o reajuste da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha.

Esta decisão provoca o "efeito dominó", porque impacta a economia em geral e torna mais caros, até inacessíveis, na ponta do consumo, produtos de primeira necessidade para os segmentos menos favorecidos, que formam a esmagadora maioria da população. Todos dependem de comer para viver; de transporte, coletivo ou particular, para trabalhar; enfim, de gêneros que absorvem uma sequência de custos até chegar aos fornecedores.

Assim, este reajuste pode ser chamado de desconstrução da justiça social, de flagrante negacionismo ao direito que toda pessoa tem a uma vida digna, pautada pela acessibilidade assegurada às condições básicas para atender suas necessidades indispensáveis.

O Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul expressa sua perplexidade e seu inconformismo com a decisão do governo estadual, que não só contraria a falácia do estado-modelo, como também levanta a dúvida sobre sua estabilidade financeira. Reajustar combustíveis e gás de cozinha quando isto representa esfolar o bolso da população e submetê-la a um contexto de privações é contribuir com a injustiça, a desigualdade e o empobrecimento do povo. 

ALTA

Mesmo sem nenhuma alteração de preços nas refinarias da Petrobras, os combústíveis registraram alta no último mês do ano. Conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no mês de dezembro do ano passado, o litro de gasolina ficou até R$ 0,06 mais caro em Mato Grosso do Sul. 

O preço mínimo do litro da gasolina saiu de R$ 5,47 na última semana de novembro do ano passado para R$ 5,53 na última semana de dezembro do mesmo ano. Na média, o aumento foi de R$ 0,02 saindo de R$ 5,93 para R$ 5,95. No valor máximo houve uma leve redução, de R$ 6,87 para R$ 6,85.

No mesmo período, conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o etanol apresentou aumento de R$ 0,04 no preço médio, saindo de R$ 3,96 em novembro para R$ 4,00 em dezembro de 2025.

O valor mínimo para a comercialização do biocombustível saltou R$ 0,05, de R$ 3,73 para R$ 3,78, enquanto o valor máximo praticado no Estado se manteve em R$ 4,97.

O óleo diesel comum ficou em média R$ 0,01 mais barato no mesmo período, saindo de R$ 5,93 para R$ 5,92. No preço mínimo a redução foi de R$ 0,05, saindo de R$ 5,69 para R$ 5,64, enquanto o valor mais alto se manteve em R$ 7,17. 

*Colaborou Súzan Benites 

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Negativa

STF nega aposentadoria especial para vigilantes

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos

14/02/2026 16h15

Foto: Divulgação / STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, que vigilantes não têm direito à aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O julgamento foi realizado no plenário virtual da Corte e concluído na sexta-feira (13).

Por seis votos a quatro, os ministros entenderam que a atividade de vigilante não se enquadra nas regras que garantem o benefício.

A aposentadoria especial é concedida a trabalhadores expostos de forma permanente e contínua a agentes nocivos, como riscos físicos, químicos ou biológicos, ou a situações que coloquem em perigo a integridade física. Nesses casos, o segurado pode se aposentar com tempo reduzido de contribuição — 15, 20 ou 25 anos, conforme o grau de risco.

O relator do processo, ministro Nunes Marques, votou a favor da concessão do benefício aos vigilantes. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

A divergência foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, seguido por Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça e Gilmar Mendes.

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos.

O entendimento da Corte sobre o tema deve orientar os demais processos semelhantes em tramitação no país.

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DESAFIO

À frente do PSDB, Beto quer montar chapas competitivas

Partido conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado

14/02/2026 09h40

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB Renato Araújo / Câmara dos Deputados

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Reconduzido à presidência do diretório do PSDB em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Beto Pereira destacou o legado do partido, que tem desempenhado um papel na política estadual ao eleger dois governadores: Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel.

“É um desafio muito grande. O PSDB é um partido com história gigantesca, uma legenda com representatividade por todo Mato Grosso do Sul. Neste período pré-eleitoral, é importante consolidar e fortalecer as chapas estadual e federal para que possamos continuar tendo protagonismo”, afirmou.

O partido, que conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado, lançou um novo diretório municipal de Campo Grande, com Jonas de Paula como presidente e Almir Morro Cantero como vice-presidente.

Essa nova composição foi montada em um momento de reestruturação do PSDB, que se enfrenta com a saída de figuras políticas como o ex-governador Reinaldo Azambuja e o atual governador Eduardo Riedel, que busca a reeleição.

Enquanto presidente estadual, Beto reafirmou o compromisso de apoio do partido às candidaturas de Riedel e de Azambuja, pré-candidato ao Senado. Para Beto, a unidade é fundamental para garantir a força do PSDB nas próximas eleições.

O diretório promoveu um encontro na sede do PSDB-MS em Campo Grande, na quarta-feira, reunindo militantes e simpatizantes para discutir estratégias.

Fontes ouvidas pelo Correio do Estado indicam que a chapa para deputado estadual contará com nomes de Lia Nogueira, Pedro Caravina, secretário Marcelo Miranda e vereadores Flavio Cabo Almir, Silvio Pitu e Dr. Victor Rocha, além de ex-vereadores Athayde Nery e Zé da Farmácia.

Referente ao início dos trabalhos legislativos em Brasília, Beto destacou a importância de discutir pautas relevantes e teceu críticas ao atual cenário político. Além disso, manifestou seu apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes relacionadas ao Banco Master.

Para ele, é essencial que o Congresso foque em questões econômicas e na geração de empregos. “Querem votar a 6x1, porque é uma bandeira. Querem votar o Vale-Gás porque é outra bandeira. Mas precisamos de pautas que fortaleçam o País e nossa competitividade”, disse.

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