Política

Articulações

De olho na reeleição, Nelsinho Trad faz jantar para tentar recompor suas bases

O senador reuniu mais de 300 pessoas, incluindo Azambuja, Barbosinha, deputados estaduais, prefeitos e vereadores

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Preocupado com o efeito que o fato de os dois irmãos estarem em partidos da esquerda podem fazer na sua candidatura à reeleição, o senador Nelsinho Trad (PSD) promoveu, na noite de terça-feira, um jantar para mais de 300 pessoas, no Buffet La Riviera, em Campo Grande (MS), com o objetivo de recompor suas bases políticas.

Com a presença do vice-governador José Carlos Barbosa (PSD), o “Barbosinha”, e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), o jantar político teve ainda a participação de 49 prefeitos e prefeitas, 15 primeiras-damas, 15 vice-prefeitos, secretários municipais e vereadores que estão em Campo Grande para o 3º Congresso dos Municípios.

Também estavam presentes os deputados estaduais Pedro Caravina (PSDB), Renato Câmara (MDB), Mara Caseiro (PSDB) e Lia Nogueira (PSDB). “Fui estimulado pelos prefeitos e vice-prefeitos a fazer uma confraternização e, dessa forma, dar seguimento às tratativas de se reforçar ações para os municípios”, disse Nelsinho Trad ao Correio do Estado. 

De acordo com o parlamentar, os discursos dos participantes destacaram o trabalho conjunto realizado em prol dos municípios e a importância da parceria institucional entre lideranças políticas do Estado e da bancada federal.

“Faço questão de ressaltar o valor das alianças construídas ao longo da vida pública ouvindo os discursos dessas pessoas que são capazes de ensinar a gente quando falam. O encontro serviu para renovar essas velhas alianças, pois alianças a gente faz com quem a gente gosta e com quem gosta da gente. Eu estou do lado de quem eu gosto e não vou abrir mão, não vou ficar do lado de quem eu nunca estive. Eu estou ao lado de quem eu gosto, esse é o meu lado”, declarou.

A fala do senador foi um recado claro de que não vai abrir mão de tentar a reeleição, mesmo com Fábio Trad tendo grandes chances de disputar o cargo de governador pelo PT e Marquinhos Trad de concorrer a deputado estadual pelo PDT, dois partidos de esquerda, ou seja, totalmente antagônicos à linha de centro-direita adotada por Nelsinho.

Tal situação vira um verdadeiro empecilho para que o parlamentar possa subir nos palanques do governador Riedel, que também buscará à reeleição, e do ex-governador Azambuja, que tentará uma vaga ao Senado Federal, entretanto, Nelsinho, mais uma vez, acredita que possa repetir a aliança com ambos.
 
REPERCUSSÃO

Já Barbosinha recordou o histórico político do senador e destacou o reconhecimento de seu trabalho. “Essa presença de todos é o sinal de que o senador Nelsinho arou a terra, plantou, colheu e continua colhendo, porque a semeadura foi muito boa”, comentou.

O ex-governador Azambuja justificou a ausência do governador Eduardo Riedel (PP), que estava atendendo à mãe após uma queda, e manifestou satisfação em participar de uma confraternização que reuniu lideranças dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

“A gente fica muito feliz de ter uma oportunidade de estar com vocês. O congresso dos municípios une todas as 79 cidades e a gente tem uma alegria, né, Nelsinho, porque nós já estivemos juntos em várias batalhas. Desde quando você concorreu à prefeitura da Capital, em 2004, nós já tivemos ali uma passagem importante juntos”, recordou.

Ele acrescentou que, em 2014, foi candidato a governador, assim como Nelsinho Trad, mas só ele foi para o segundo turno. “O Nelson me apoiou e a gente ganhou a eleição juntos. Em 2018, disputamos juntos e a gente tem uma história. Agora, acho que a história mais importante é que nós temos, em Brasília, um senador que traz resultados”, destacou.

Azambuja também citou as eleições de 2022, quando o senador ajudou a construir a vitória do governador Eduardo Riedel no segundo turno. “Eu fico muito feliz por estar em um grupo de amigos. A gente aqui é um time que trabalha pelos municípios. Gratidão, Nelsinho, pela nossa parceria. Você sabe o carinho que tenho por você”, concluiu.

O prefeito de Vicentina, Cleber Dias (MDB), elogiou o trabalho do senador e a atuação conjunta com as prefeituras de Mato Grosso do Sul. “Vamos continuar divulgando as ações e resultados que têm contribuído para o desenvolvimento dos municípios”, afirmou.
 

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Infraestrutura

Para frear rejeição, Lula avaliza empréstimo de R$ 1,2 bilhão a MS

A última pesquisa IPR/Correio do Estado revelou que o petista é rejeitado por 48,72% da população sul-mato-grossense

15/04/2026 08h00

A cerimônia de assinatura do aval do presidente Lula contou com Riedel e a bancada federal de MS

A cerimônia de assinatura do aval do presidente Lula contou com Riedel e a bancada federal de MS Divulgação

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A menos de seis meses das eleições de 4 de outubro e com uma rejeição de 48,72% da população de Mato Grosso do Sul, conforme pesquisa de intenções de votos, registrada sob os números BR-02995/2026 e MS-00334/2026, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já trabalha para tentar melhorar a imagem diante dos eleitores sul-mato-grossenses.

Na tarde de ontem, em Brasília (DF), ele avalizou um empréstimo de R$ 1,2 bilhão solicitado pelo governador Eduardo Riedel (PP) junto ao Banco Mundial (Bird) para investimentos na infraestrutura rodoviária estadual e que terá condições consideradas favoráveis, com juros de IPCA + 1% ao ano, prazo de pagamento de até 18 anos e período de carência.

Por meio do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) e da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul (Seilog), o governo estadual vai desenvolver um programa de manutenção proativa, adequação à resiliência climática e segurança viária de 800 quilômetros de rodovias do Estado. 

Estão previstas nas modalidades de Contrato de Reabilitação e Manutenção (Crema) e de projeto, construção e manutenção (DBM) as rodovias MS-134, MS-141, MS-145, MS-147, MS-274, MS-276, MS-395, MS-473, MS-475, MS-478 e MS-480, enquanto na modalidade Contrato de Reabilitação e Manutenção – Parcerias Público e Privadas (Crema-PPP) estão previstas obras nas rodovias MS-377 e MS-240.

Ao todo, serão beneficiando os seguintes municípios: Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba.

O governador Eduardo Riedel e o deputado federal Vander Loubet (PT) destacaram a parceria entre os governos estadual e federal após a assinatura da autorização, pelo presidente Lula, para o empréstimo bilionário.

Após reunião em Brasília, Vander afirmou que o acordo simboliza a cooperação entre as gestões e deve beneficiar diretamente a população sul-mato-grossense, especialmente na área de infraestrutura. 

 “O financiamento, com garantia da União, será aplicado em obras de recapeamento, melhorias logísticas e manutenção de rodovias por até 10 anos, com foco na região do Vale do Ivinhema”, disse.

Ele completou que o presidente Lula tem olhado o conjunto, não apenas pontos isolados. “Esse investimento atende toda uma região e mostra um modelo de parceria que beneficia o Estado como um todo”, afirmou o parlamentar.

Já Riedel ressaltou o papel do governo federal e da bancada do Estado no Congresso Nacional na viabilização do empréstimo, classificando a operação como essencial para o desenvolvimento regional. 

Ele também destacou a articulação política conduzida por Vander Loubet para que o projeto avançasse. “É fundamental para o Estado. Estamos falando de mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos, somando financiamento e contrapartida. Isso vai transformar aquela região”, ressaltou.

Riedel ainda enfatizou que divergências políticas não devem interferir em ações estruturantes para MS. “As diferenças não podem atrapalhar o andamento de projetos importantes. O que importa é acreditar em um Estado grande e vitorioso”, declarou.

Ele explicou que o próximo passo será o envio da proposta ao Senado para autorização final, antes da assinatura definitiva do contrato com o Banco Mundial.

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Jornada de trabalho

Posição do ministério sobre escala 6x1 é a do presidente Lula, favorável, diz ministro do MDIC

Segundo o ministro, a redução da jornada de trabalho para 40 horas é uma tendência mundial

14/04/2026 21h00

Ministro do MDIC

Ministro do MDIC Divulgação/GOV BR

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O novo ministro responsável pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, reafirmou a posição da pasta em relação à redução da escala 6x1, em meio às críticas feitas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"A posição do ministério é a posição do presidente Lula, é a posição do governo. O governo apoia a ideia da redução da jornada de trabalho, baseada em uma necessidade que se impõe aos trabalhadores", disse a jornalistas.

E completou: "Haverá o diálogo. O Legislativo é o campo propício para a discussão em torno da legislação, mas a posição do governo, a posição do presidente Lula, é favorável. A redução para 40 horas, a redução para 5 por 2. E essa é uma tendência no mundo inteiro."

NIB

O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que sua gestão dará continuidade à anterior, do vice-presidente Geraldo Alckmin, que acumulou o ministério desde 2023 e deixou a Pasta no começo de abril, em virtude do prazo para desincompatibilização.

"A nossa grande entrega para este ano, é a conclusão de todos os projetos que estão em andamento, não é tempo de concebermos novos projetos estruturantes, ao contrário, a hora é de concluir os trabalhos e consolidar o papel que o MDIC vem desempenhando nesses últimos três anos", disse Elias a jornalistas após cerimônia de transmissão de cargo.

Segundo ele, o foco continua sendo a Nova Indústria Brasil (NIB), para que a indústria seja a grande fomentadora do comércio exterior. "O Brasil vem de três anos seguidos de bons resultados na corrente de comércio e precisa continuar assim, é preciso também que essa produção seja resiliente a ponto de saber enfrentar os momentos difíceis que a geopolítica impõe."

Ele disse que seguirá a atuação firme na área de defesa comercial. "Na questão tarifária, dos impostos de importação ou, eventualmente, de exportação, como foi o caso do diesel recentemente, nós já conseguimos corrigir muitas assimetrias do passado, acho que a Camex vem tendo um bom trabalho nisso. Em especial nós tivemos que enfrentar, no ano passado, questões muito particulares que foram com os Estados Unidos da América", relembrou.

Novos acordos

O ministro disse também que pretende discutir com o setor privado a implementação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que entra em vigor em 1º de maio. Segundo Elias, haverá "um número razoável" de bens, de NCMs que são desgravadas pela União Europeia, dando início aos cronogramas de desgravação no Brasil.

Ao mesmo tempo, seguem as discussões de pactos com a Índia, para extensão tarifária, com o México, com o Canadá e com os Emirados Árabes Unidos. "O Canadá é muito importante e estratégico para o Brasil, como é o México também, por razões óbvias."

Segundo ele, a expectativa é que o acordo Mercosul-Canadá saia ainda este ano. "É uma negociação que está em curso, estão sendo feitas rodadas técnicas, diplomáticas, e tem sido muito exitoso. Nós estamos com mais da metade do texto já negociado e pactuado. Eu tenho a expectativa de que até o final do ano a gente consiga, sim, evoluir", disse.

No caso do acordo com os Emirados Árabes, o ministro informou que foram encontrados "alguns pontos que ficaram mais difíceis de evoluir".

ReData

O novo ministro disse que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData) é uma agenda prioritária da pasta. O regime enfrenta um impasse no Senado Federal depois que a medida provisória que o instituiu caducou, no fim de fevereiro

A jornalistas, Elias disse que o ministério está "tentando convencer o Legislativo da prioridade". "De fato, está no Senado, ainda há necessidade de retomada da tramitação no Senado, a Câmara já aprovou, e nós estamos dialogando."

Ele informou que pretende fazer uma visita para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir esse tema. "Hoje nós discutimos internamente (no ministério) a necessidade de termos uma política, e o ReData faz esse papel, de atração de investimentos, de fomento a investimento, sobretudo em data centers, é preciso que façamos isso. É uma agenda prioritária", acrescentou.

'Taxa das blusinhas'

Indagado a respeito da declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a "taxa das blusinhas", o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que a pasta tem uma posição favorável tendo em vista a proteção da indústria nacional.

"Eu confesso que eu não ouvi o que o presidente Lula falou. Nós temos uma posição que foi adotada lá quando da edição da chamada a taxa das blusinhas, que é favorável à taxa, como forma de proteção, sobretudo da indústria têxtil, da indústria de calçados no Brasil", sustentou ele. "Nós temos uma assimetria muito grande no regime tributário que sofre o produtor, e também o comércio, mas o produtor nacional é aquele que comercializa, por exemplo, para aqueles países asiáticos."

"Então, para corrigir essa distorção é que se fez lá atrás o imposto de importação que a gente chama aqui de taxa das blusinhas", completou o ministro.

O que Lula disse

Mais cedo, o presidente afirmou que reconhece o prejuízo do aumento da taxa das blusinhas, em referência à alíquota de 20% sobre as compras internacionais de até US$ 50 em plataformas digitais. As declarações ocorreram em entrevista aos sites Brasil 247, Diário do Centro do Mundo e Fórum.

O Congresso Nacional aprovou o aumento do imposto em 2024. Naquela ocasião, o deputado Átila Lira (PP-PI) era relator de um projeto de outro assunto - tratava-se do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), sobre sustentabilidade automotiva - e incluiu no texto um dispositivo sobre as compras internacionais. Lula não vetou a medida, porque a aprovação se deu em acordo com o governo federal.

"Eu achava desnecessário o aumento das blusinhas. Eu achava desnecessário, porque são compras muito pequenas, são compras de R$ 50, R$ 60, coisas que não têm nada muito significativo, mas as pessoas de baixo poder aquisitivo é que compravam aquilo. E ainda compram. Eu sei do prejuízo que isso trouxe para nós", disse Lula.

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