Política

Jornada de trabalho

Posição do ministério sobre escala 6x1 é a do presidente Lula, favorável, diz ministro do MDIC

Segundo o ministro, a redução da jornada de trabalho para 40 horas é uma tendência mundial

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O novo ministro responsável pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, reafirmou a posição da pasta em relação à redução da escala 6x1, em meio às críticas feitas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"A posição do ministério é a posição do presidente Lula, é a posição do governo. O governo apoia a ideia da redução da jornada de trabalho, baseada em uma necessidade que se impõe aos trabalhadores", disse a jornalistas.

E completou: "Haverá o diálogo. O Legislativo é o campo propício para a discussão em torno da legislação, mas a posição do governo, a posição do presidente Lula, é favorável. A redução para 40 horas, a redução para 5 por 2. E essa é uma tendência no mundo inteiro."

NIB

O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que sua gestão dará continuidade à anterior, do vice-presidente Geraldo Alckmin, que acumulou o ministério desde 2023 e deixou a Pasta no começo de abril, em virtude do prazo para desincompatibilização.

"A nossa grande entrega para este ano, é a conclusão de todos os projetos que estão em andamento, não é tempo de concebermos novos projetos estruturantes, ao contrário, a hora é de concluir os trabalhos e consolidar o papel que o MDIC vem desempenhando nesses últimos três anos", disse Elias a jornalistas após cerimônia de transmissão de cargo.

Segundo ele, o foco continua sendo a Nova Indústria Brasil (NIB), para que a indústria seja a grande fomentadora do comércio exterior. "O Brasil vem de três anos seguidos de bons resultados na corrente de comércio e precisa continuar assim, é preciso também que essa produção seja resiliente a ponto de saber enfrentar os momentos difíceis que a geopolítica impõe."

Ele disse que seguirá a atuação firme na área de defesa comercial. "Na questão tarifária, dos impostos de importação ou, eventualmente, de exportação, como foi o caso do diesel recentemente, nós já conseguimos corrigir muitas assimetrias do passado, acho que a Camex vem tendo um bom trabalho nisso. Em especial nós tivemos que enfrentar, no ano passado, questões muito particulares que foram com os Estados Unidos da América", relembrou.

Novos acordos

O ministro disse também que pretende discutir com o setor privado a implementação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que entra em vigor em 1º de maio. Segundo Elias, haverá "um número razoável" de bens, de NCMs que são desgravadas pela União Europeia, dando início aos cronogramas de desgravação no Brasil.

Ao mesmo tempo, seguem as discussões de pactos com a Índia, para extensão tarifária, com o México, com o Canadá e com os Emirados Árabes Unidos. "O Canadá é muito importante e estratégico para o Brasil, como é o México também, por razões óbvias."

Segundo ele, a expectativa é que o acordo Mercosul-Canadá saia ainda este ano. "É uma negociação que está em curso, estão sendo feitas rodadas técnicas, diplomáticas, e tem sido muito exitoso. Nós estamos com mais da metade do texto já negociado e pactuado. Eu tenho a expectativa de que até o final do ano a gente consiga, sim, evoluir", disse.

No caso do acordo com os Emirados Árabes, o ministro informou que foram encontrados "alguns pontos que ficaram mais difíceis de evoluir".

ReData

O novo ministro disse que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData) é uma agenda prioritária da pasta. O regime enfrenta um impasse no Senado Federal depois que a medida provisória que o instituiu caducou, no fim de fevereiro

A jornalistas, Elias disse que o ministério está "tentando convencer o Legislativo da prioridade". "De fato, está no Senado, ainda há necessidade de retomada da tramitação no Senado, a Câmara já aprovou, e nós estamos dialogando."

Ele informou que pretende fazer uma visita para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir esse tema. "Hoje nós discutimos internamente (no ministério) a necessidade de termos uma política, e o ReData faz esse papel, de atração de investimentos, de fomento a investimento, sobretudo em data centers, é preciso que façamos isso. É uma agenda prioritária", acrescentou.

'Taxa das blusinhas'

Indagado a respeito da declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a "taxa das blusinhas", o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que a pasta tem uma posição favorável tendo em vista a proteção da indústria nacional.

"Eu confesso que eu não ouvi o que o presidente Lula falou. Nós temos uma posição que foi adotada lá quando da edição da chamada a taxa das blusinhas, que é favorável à taxa, como forma de proteção, sobretudo da indústria têxtil, da indústria de calçados no Brasil", sustentou ele. "Nós temos uma assimetria muito grande no regime tributário que sofre o produtor, e também o comércio, mas o produtor nacional é aquele que comercializa, por exemplo, para aqueles países asiáticos."

"Então, para corrigir essa distorção é que se fez lá atrás o imposto de importação que a gente chama aqui de taxa das blusinhas", completou o ministro.

O que Lula disse

Mais cedo, o presidente afirmou que reconhece o prejuízo do aumento da taxa das blusinhas, em referência à alíquota de 20% sobre as compras internacionais de até US$ 50 em plataformas digitais. As declarações ocorreram em entrevista aos sites Brasil 247, Diário do Centro do Mundo e Fórum.

O Congresso Nacional aprovou o aumento do imposto em 2024. Naquela ocasião, o deputado Átila Lira (PP-PI) era relator de um projeto de outro assunto - tratava-se do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), sobre sustentabilidade automotiva - e incluiu no texto um dispositivo sobre as compras internacionais. Lula não vetou a medida, porque a aprovação se deu em acordo com o governo federal.

"Eu achava desnecessário o aumento das blusinhas. Eu achava desnecessário, porque são compras muito pequenas, são compras de R$ 50, R$ 60, coisas que não têm nada muito significativo, mas as pessoas de baixo poder aquisitivo é que compravam aquilo. E ainda compram. Eu sei do prejuízo que isso trouxe para nós", disse Lula.

Judiciário

OAB-MS define lista sêxtupla para desembargador no TJMS; procuradora é a mais votada

Ana Carolina Ali Garcia foi a mais votada pelo Conselho Seccional da OAB-MS; lista sêxtupla tem outras duas advogadas e três advogados

29/05/2026 13h03

Procuradora do Estado, Ana Carolina Ali Garcia

Procuradora do Estado, Ana Carolina Ali Garcia Divulgação

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A procuradora do Estado de Mato Grosso do Sul, Ana Carolina Ali Garcia, foi a mais votada na disputa da vaga da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) pela vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. 

Ela é o primeiro nome da lista sêxtupla que deve ser encaminhada para a TJMS pelo presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, na semana que vem. Também integram a lista as advogadas Regina Iara Ayub, Silmara Salamaia Gonçaves, José Eduardo Chemin Cury (também conhecido como Dadinho Cury), Ewerton Araújo de Brito, e José Roberto Rodrigues da Rosa. 

A lista é composta por três mulheres e três homens porque está alinhada ao princípio da paridade de gênero, obrigação das escolhas das listas de Quinto Constitucional da OAB-MS desde o início desta década. 

Ana Carolina Ali Garcia, que até abril último atuava como Procuradora-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul foi a mais votada pelo Conselho Seccional da OAB-MS, com 43 votos. 

A votação foi a seguinte: 

  • - Ana Carolina Ali Garcia: 43 votos
  • - Regina Iara Ayub: 42 votos
  • - Silmara Salamaia Gonçalves: 42 votos
  • - José Eduardo Chemin Cury: 41 votos
  • - Ewerton Araújo de Brito: 39 votos
  • - José Roberto Rodrigues da Rosa: 35 votos

A expectativa é que, em até 60 dias, talvez antes, o TJMS escolha a lista tríplice e a envie para o governador Eduardo Riedle, que escolherá três dos seis nomes propostos pela OAB-MS nesta primeira fase. 

O novo desembargador ocupará a vaga que foi do advogado Ari Raghiant, que ocupou o posto por 3 anos e meio e deixou o caro em março último, para voltar à advocacia. 

Eleições 2026

Verruck pode trocar disputa na Câmara para ser o 1º suplente de Capitão Contar

Atualmente, o ex-titular da Semadesc é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, mas quadro pode ser alterado

29/05/2026 08h00

O ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL)

O ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) Montagem

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As articulações políticas para a disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul começaram a ganhar força nos bastidores com as lideranças intensificando os diálogos sobre possíveis composições.
A novidade da vez é que o economista Jaime Elias Verruck, ex-titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), pode estar prestes a mudar os rumos de seu projeto político.

Dono de uma trajetória na área técnica e de gestão pública, com atuação destacada em setores ligados ao desenvolvimento econômico, produção e infraestrutura do Estado, o pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos é apontado como provável primeiro suplente do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) na corrida ao Senado.

Conforme apuração do Correio do Estado, a informação que circula entre lideranças ligadas às articulações eleitorais da direita, caso seja confirmada, obrigaria Verruck a abrir mão da Câmara dos Deputados.

Após mais de uma década à frente da Semadesc, atravessando os governos de Reinaldo Azambuja (PL) e Eduardo Riedel (PP), Verruck deixou oficialmente o cargo em abril deste ano para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto em lei.

Apesar da construção de um perfil técnico e de forte interlocução com o setor produtivo, o cenário interno do Republicanos é considerado difícil para sua candidatura. A legenda já tem nomes mais consolidados eleitoralmente, como o deputado federal Beto Pereira, apontado como principal aposta da sigla para manter representação na Casa.

Nos bastidores, a avaliação é de que o Republicanos teria dificuldades para eleger mais de um deputado federal em Mato Grosso do Sul, o que reduziria significativamente as chances de Verruck conquistar espaço competitivo na chapa.

A eventual ida para a condição de primeiro suplente de senador surge, nesse contexto, como alternativa estratégica para mantê-lo no centro das articulações políticas. 

Embora tenha menor protagonismo formal em relação à candidatura principal, a função garantiria presença no principal palanque da direita e manteria o ex-secretário próximo das decisões.

OUTRO LADO

Procurado pelo Correio do Estado, Capitão Contar afirmou que Verruck reúne qualidades técnicas e experiência administrativa que o credenciam como um possível nome dentro de um projeto político voltado ao desenvolvimento estadual.

Entretanto, apesar da avaliação positiva, Contar ressaltou que não existe, neste momento, nenhuma definição oficial ou tratativa formal envolvendo alianças ou composição política.

“Não há nenhuma definição ou conversa formal nesse momento. Mas o Jaime tem um perfil técnico muito respeitado, experiência de gestão e seria, sim, um bom nome dentro de um projeto que pensa no desenvolvimento do Estado”, declarou.
 

Já o ex-secretário negou qualquer possibilidade de disputar uma vaga de suplente ao Senado e afirmou que está focado na construção da pré-candidatura à Câmara dos Deputados.

Ele lembrou que, neste momento, o PL ainda nem definiu quem será o segundo nome da legenda ao lado de Azambuja. “O primeiro é o Reinaldo e o segundo nome vai ser definido em pesquisa entre Contar e o deputado federal Marcos Pollon”, falou, reforçando que isso demonstra que não há definição consolidada no grupo.

“O segundo ponto é destacar que não houve nenhum convite e a minha posição é muito clara: eu sou candidato a deputado federal”, disse. 
Verruck ressaltou que está concentrado na articulação política em diversas regiões do Estado, fortalecendo alianças com lideranças municipais e estaduais para consolidar a candidatura. 

“Não há convite e também não há, da minha parte, nenhum interesse em trocar a candidatura de deputado federal por uma suplência de senador”, concluiu.

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