Política

Eleições 2022

Delcídio do Amaral tem os direitos políticos cassados e se mantém inelegível para as eleições de 2022

Decisão veio da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3)

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O Desembargador Federal, André Nabarrete, relator do processo que cassa a liminar que havia sido deferia pra 4ª Vara Federal de Campo Grande no ano de 2018, assinou o acórdão que mantém a decisão que tornou o ex-senador Delcídio do Amaral (PTB) inelegível.  

Entre os anos de 2015 e 2016, Delcídio do Amaral foi réu na operação Lava Jato e acabou preso durante o exercício do mandato de senador, na época ele era líder do Governo e filiado ao PT-MS.  

Delcídio foi acusado de tentativa de obstrução das investigações ao oferecer um plano de fuga e uma mesada de R$ 50 mil ao ex-diretor da Petrobras na época, Nestor Cerveró, com a finalizade de evitar uma delação premiada. Na época, em conversa gravada, elucida que o plano incluía Cerveró sair da cadeia em Curitiba (PR) e ir direto para o Paraguai, onde então seguiria para a Espanha.

Após o ocorrido, Amaral teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar e se tornou inelegível até o ano de 2027, pela Lei da Ficha Limpa. Porém, o ex-senador recorreu e foi pela 4ª Vara Federal de Campo Grande. No ano de 2018, o Ministério Público Federal (MPF), foi ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e alegou que o juízo de primeira instância não teria competência para julgar a suspensão da resolução do Senado Federal, que havia cassado o mandato de Amaral. Em caráter liminar, o TRF-3 derrubou a decisão em outubro daquele ano.  

O tribunal então julgou o caso em definitivo na última sexta-feira (29), onde manteve o entendimento de que Delcídio deveria seguir inelegível. A decisão diz que a Quarta Turma, por maioria, decidiu dar provimento ao agravo de instrumento e cassar a liminar concedida pelo juízo a quo, "[...] que tornava sem efeito a decisão que deferiu a antecipação dos efeitos da tutela recursal e nego provimento ao agravo de instrumento interposto”.

Os desembargadores André Nabarrete e Marli Ferreira  foram contra a liminar concedida pelo desembargador Marcelo Saraiva, e mantiveram a decisão do Senado de 2016, que cassou o mandato de Delcídio.

Delcídio tinha a pretenção de se candidatar para mandato de deputado federal e ainda poderá recorrer da decisão.

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Pressão

Trump diz que Irã está sob pressão e que navios dos EUA estão 'prontos para partir'

Evento sobre acessibilidade aos cuidados de saúde, o republicano voltou a dizer que os EUA não estão sob pressão para acabar com a guerra

23/04/2026 22h00

Divulgação

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O presidente dos EUA, Donald Trump, subiu o tom em relação ao Irã nesta quinta-feira, 23, afirmando que, se não houver acordo, ele resolverá a questão militarmente e que navios americanos estão "prontos para partir" em direção ao Oriente Médio.

Em evento sobre acessibilidade aos cuidados de saúde, o republicano voltou a dizer que os EUA não estão sob pressão para acabar com a guerra. "Irã está sob pressão de tempo, não nós. Se o Irã não escoar o petróleo, a infraestrutura entrará em colapso Eles têm apenas alguns dias até que isso aconteça", enfatizou aos repórteres.

O mandatário também reafirmou que o país persa quer chegar a um acordo, mas que Teerã tem uma liderança totalmente nova e por isso eles estão "em conflito entre si". "Não sabemos quem é o líder. O Irã está adiando isso porque não sabemos com quem estamos falando", disse.

Trump elogiou o bloqueio americano, alegando que o país persa não está conseguindo fazer negócios e que derrubará os navios "arrogantes iranianos" que foram avistados.

Sem acordo, o presidente americano frisou que os EUA eliminarão o restante dos alvos, mas que não usaria armas nucleares contra o Irã. "Com ataques, achei que o petróleo subiria a US$ 200 por barril e que bolsas cairiam 20%", acrescentou, ponderando que os americanos vão pagar mais pela gasolina "por um tempo" por causa da guerra.

Sobre inteligência artificial (IA), o republicano mencionou que os EUA estão à frente da China na corrida de IA, com empresas de semicondutores de Taiwan e da Coreia do Sul se instalando no país. "Tarifas são responsáveis por aumento da produção de chips nos EUA; Teremos cerca de 50% do mercado em breve".

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Inconstitucionalidade

Relator no STF, Fachin vota para declarar constitucionalidade da Lei Ferrari

Vigente desde 1979, a lei estabelece regras para contratos de concessão entre fabricantes de veículos e suas redes de concessionárias

23/04/2026 21h00

Foto: Rosinei Coutinho/STF

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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira, 23, para declarar a constitucionalidade da chamada Lei Ferrari, que regula as relações comerciais entre montadoras e concessionárias de veículos no Brasil. Ele é relator do caso. O julgamento foi iniciado nesta quinta.

"A regulação setorial deve e pode ser alvo de críticas e eventuais aprimoramentos, mas isso não significa inconstitucionalidade", afirmou Fachin, que defendeu a manutenção da lei como uma deferência à opção legislativa.

Vigente desde 1979, a lei estabelece regras para contratos de concessão entre fabricantes de veículos e suas redes de concessionárias. Entre outras coisas, ela permite exclusividades territoriais, limites de vendas e exigências de estoque e fidelização.

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