Política

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Deputado de MS critica faculdades de Medicina que tiveram nota ruim no Enamed

Luiz Ovando pontua que avaliar sem que o estudante despreparado "sofra consequências" não protege o paciente

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O deputado federal Luiz Ovando (PP-MS), médico cardiologista, criticou a expansão dos cursos de Medicina no país e o fato de o Ministério da Educação (MEC) não impedir a atuação de “profissionais despreparados”.

Além disso, o parlamentar saiu em defesa da criação de um Exame de Proficiência, defendido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que demonstraria se o médico recém-formado possui o conhecimento necessário para exercer a profissão.

Em Mato Grosso do Sul, os cursos de Medicina da Anhanguera Uniderp e da UniCesumar, em Corumbá, ficaram com conceito 2, considerado insatisfatório. A avaliação, embora gere sanções às universidades privadas, não impede a atuação desses profissionais no mercado.

Ovando, que defende a qualidade da formação médica no Congresso Nacional, entende que a situação ocorre devido à expansão desenfreada dos cursos de Medicina no país, sem considerar se os locais oferecem o mínimo de estrutura necessária.

Ainda conforme pontuou, a saúde da população não deve ser submetida a improvisos nem a soluções paliativas.

O caso ganhou força após a implementação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) pelo Ministério da Educação, que avalia o desempenho dos estudantes, mas não prevê qualquer restrição àqueles que não alcançam a nota mínima.

Segundo dados do Enamed, 99 cursos de Medicina tiveram notas 1 ou 2 e, com isso, ficaram abaixo de 60% no critério de proficiência, que avalia o domínio dos conhecimentos básicos da área.

“Avaliar sem exigir consequências não protege o paciente. O Enamed mede, mas não filtra. A medicina exige preparo comprovado, porque lida diretamente com vidas humanas”, afirmou o deputado.

Exame Nacional

O deputado, alinhado ao Conselho Regional de Medicina (CRM), defende a criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), nos moldes do que já ocorre com os advogados, em que apenas os aprovados consigam o registro profissional.

“Não se trata de elitismo nem de perseguição a recém-formados. Trata-se de responsabilidade. Quem não demonstra competência técnica não pode assumir o risco de decidir sobre a vida do outro”, ressaltou.

Medidas

As universidades que não alcançaram boas notas podem sofrer sanções do Ministério da Educação (MEC). Além disso, o Conselho Federal de Medicina estuda uma resolução que pode impedir cerca de 13 mil estudantes formados em cursos com notas 1 e 2 de exercerem a profissão.

Por meio de nota, o CFM afirmou que o resultado do Enamed revela um cenário preocupante na formação médica no país.

O Conselho ressaltou que denuncia, há mais de uma década, os riscos da abertura desordenada de cursos de Medicina, sem o devido respeito a critérios de qualidade, em locais sem infraestrutura adequada e sem condições para que os estudantes coloquem em prática o aprendizado.

Com isso, o CFM reforçou a necessidade da aplicação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), no qual o estudante precisaria ser aprovado para obter o registro profissional, a exemplo do que ocorre com os profissionais do Direito.

“Assegurando que apenas médicos devidamente capacitados atuem, garantindo maior segurança à população brasileira”, informou o CFM.
 

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ELEIÇÕES 2026

Sem Simone ao Senado por MS, chapa de Fábio e Vander pode perder a força

Trad é pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul pelo PT, enquanto Loubet concorrerá ao Senado pela sigla

22/01/2026 08h20

O deputado federal Vander Loubet e o ex-deputado federal Fábio Trad são os pré-candidatos do PT

O deputado federal Vander Loubet e o ex-deputado federal Fábio Trad são os pré-candidatos do PT Arquivo

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Com a provável mudança de domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo por parte da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), para concorrer como senadora ou governadora nas eleições gerais deste ano, a chapa do PT formada pelo ex-deputado federal Fábio Trad e pelo deputado federal Vander Loubet para disputar as cadeiras de governador e senador no Estado, respectivamente, deve ficar enfraquecida.

A análise é do cientista político Tercio Albuquerque, explicando que a ministra aparecia bem colocada nas pesquisas.

Ou seja, de acordo com ele, a presença de Simone na chapa dava uma consistência que a dupla não tem, pois ela tem a capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no partido, além disso, é mulher, tem bom desempenho no debate público e compõe o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um ministério importante.

“Sem dúvida nenhuma que atrapalha bastante os planos do PT no Estado. Mesmo que haja uma predisposição de, na campanha, a própria Simone tentar apoiar diretamente as eleições aqui, não vai conseguir aglutinar no entorno de Fábio e Vander.

Então, vai ficar mais complicada a possibilidade de o PT conseguir uma boa votação, ainda que Lula seja presidente”, argumentou, comentando que “o PT vai perder uma grande oportunidade de ter uma consagração maior de votação caso Simone permaneça dentro do Estado”.

REPERCUSSÃO

Procurado pelo Correio do Estado, o pré-candidato do PT a governador não acredita que a ausência de Simone Tebet possa prejudicar sua campanha eleitoral.

“A se confirmar a candidatura de Simone em São Paulo, penso que o quadro político não se altera em Mato Grosso do Sul para o palanque estadual do PT. Até porque, ela já declarou que apoiaria a reeleição do atual governador Eduardo Riedel [PP], portanto, a nós não prejudica”, assegurou Fábio Trad.

Já Vander Loubet lembrou que, desde o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, Simone tem sido uma figura muito importante para Lula e o PT sempre tem feito questão de exaltar o papel dela, tanto na eleição passada quanto como ministra.

“Porém, temos a visão de que o projeto dela para o Senado em nosso Estado enfrenta muitas barreiras e dificuldades. Ela já afirmou publicamente ter dois compromissos eleitorais agora em 2026: apoiar a reeleição do presidente Lula e apoiar a reeleição do governador Riedel”, pontuou.

O deputado federal completou que é aí que começa a primeira dificuldade dela como candidata a senadora por Mato Grosso do Sul, porque o pessoal do Riedel – da direita e extrema-direita – não vai aceitar que ela suba no palanque deles enquanto apoia Lula.

“E, do outro lado, a militância do PT, que seria fundamental para apoiar essa candidatura da ministra, também não vai engolir o apoio ao Riedel. Outro ponto de dificuldade para ela em nosso Estado é que o próprio partido dela torce o nariz para o apoio ao Lula”, falou, referindo-se ao MDB.

Vander recordou que várias lideranças do MDB dizem que não aceitam que ela dispute o Senado apoiando a reeleição do Lula. “Pela envergadura e pela força que tem no MDB nacional, Simone até poderia impor a própria pré-candidatura, mas aí no chão, nas bases, ela não conseguiria o apoio necessário”, alertou.

No entanto, o pré-candidato ao Senado comentou que parte desse cenário pode ter mudado, pois na época em que ela deu a declaração sobre o compromisso com Lula e Riedel o contexto era outro.

“O Fabio sequer estava no PT e não era pré-candidato a governador. E o PT fazia parte do governo Riedel, então, de forma muito transparente e franca, para nós, o apoio a ela estaria condicionado ao apoio dela ao Fabio”, apontou.

De qualquer forma, segundo Vander, hoje, cada vez mais ganha corpo a estratégia da ministra de se lançar na disputa eleitoral deste ano por São Paulo.

“Se não for pelo MDB, pode ser pelo PSB por várias razões. Acho que a principal é que hoje ela desfruta de muito prestígio lá, tanto na opinião pública, pois já foi testada em pesquisas de intenções de voto quanto junto ao grande empresariado”, concluiu.

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ELEIÇÕES 2026

Boulos vem a MS dia 5 para reforçar as pré-candidaturas de Fábio Trad e Vander Loubet

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência viajará pelo Brasil para divulgar o programa "Governo do Brasil na Rua"

21/01/2026 16h31

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, estará no próximo mês em Mato Grosso do Sul

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, estará no próximo mês em Mato Grosso do Sul Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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A partir de fevereiro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), viajará pelo Brasil para divulgar o programa “Governo do Brasil na Rua” e, em Mato Grosso do Sul, ele está confirmado que virá no dia 5 de fevereiro, quando aproveitará para reforçar as pré-candidaturas do ex-deputado federal Fábio Trad (PT) a governador e do deputado federal Vander Loubet (PT) a senador da República.

Segundo o secretário-geral do PT de Mato Grosso do Sul, Agamenon Rodrigues do Prado, nesta quinta-feira (22) o partido vai definir a agenda política de Boulos no Estado para não atrapalhar os compromissos dele como ministro. 

“A nossa chapa majoritária, o Fábio Trad, a nossa vice, a Dona Gilda, e o deputado federal Vander, além de lideranças do partido e da Federação Brasil da Esperança e do PSOL queremos conversar com ele sobre a conjuntura nacional”, adiantou.

Agamenon Rodrigues completou que o PT vai aproveitar para celebrar os 46 anos do partido e ainda o aniversário da deputada federal Camila Jara, que é dia 10 de fevereiro, mas será antecipado para o dia 5 para aproveitar a presença do Boulos em Mato Grosso do Sul. “É essa a nossa intenção”, afirmou.

Para Fábio Trad, a vinda do ministro Boulos reforça o compromisso político do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em administrar para todos. “Porém, com ênfase nos mais pobres. Ele tem as melhores credenciais políticas para ser o porta-voz do presidente Lula com os movimentos sociais”, assegurou.

Já Camila Jara revelou que, depois da visita a Mato Grosso do Sul, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência seguirá para Salvador (BA). “Boulos deverá percorrer os 26 estados do país e o Distrito Federal até o dia 26 de junho”, informou.

A viagem começará por Macapá (AP) e Porto Alegre (RS), sendo que, antes do carnaval, o ministro desembarcará em Palmas (TO) e Teresina (PI), seguindo ainda para Goiânia (GO), Vitória (ES), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Belém (PA).

O programa Governo na Rua abrange iniciativas de 11 ministérios, com o objetivo de explicar projetos à população, com busca ativa de possíveis beneficiários de ações do governo, a exemplo do Acredita, Pé de Meia, Reforma Casa Brasil e Aqui Tem Especialistas.

A estratégia prevê ainda que o ministro participe de entrevistas a rádios e TVs locais para reforçar a comunicação das ações do governo e reúna-se com lideranças de movimentos sociais.

Ao nomeá-lo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Lula pediu a Boulos para reforçar a ligação do governo com bases sociais e movimentos populares. Além de aumentar a presença da militância nas ruas, o ministro tem como desafio fortalecer a conexão entre governo e eleitores afastados da base, especialmente, em periferias.

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