Cidades

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Em MS, cursos de Medicina da Uniderp e UniCesumar terão de explicar nota baixa em avaliação

Com nota considerada insatisfatória, as instituições de ensino têm 30 dias para apresentar a defesa ao Ministério da Educação

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta segunda-feira (19), o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), no qual duas faculdades de Mato Grosso do Sul obtiveram nota 2, considerada insatisfatória.

Em Mato Grosso do Sul, seis universidades passaram pelo Enamed, que é uma prova anual aplicada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Inep, para avaliar a formação médica no país.

Conforme divulgado pelo Ministério, 99 cursos de Medicina tiveram notas 1 ou 2 e, com isso, ficaram abaixo de 60% no critério de proficiência.

Em Mato Grosso do Sul, as duas faculdades de Medicina que tiveram notas consideradas ruins são:

  • Universidade Anhanguera Uniderp, em Campo Grande – conceito 2
  • UniCesumar, em Corumbá – conceito 2

Os cursos que não alcançaram bons resultados podem enfrentar processo administrativo. Conforme divulgou o MEC, a instituição de ensino superior tem 30 dias para apresentar defesa antes de as sanções passarem a vigorar.

Entre as medidas que podem ser adotadas estão:

  • proibição de aumento de vagas;
  • suspensão do Fies;
  • proibição de ingresso de novos estudantes (em casos considerados graves).

A sanção vigora até o próximo Enamed, quando a universidade participa novamente da avaliação e pode reverter o resultado.

Os cursos de Medicina que apresentaram as notas mais altas são todos de universidades públicas. Confira a avaliação alcançada pelas instituições:

 

  • Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande – conceito 4
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande – conceito 5
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Três Lagoas – conceito 5
  • Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados – conceito 5
  • Universidade Anhanguera Uniderp, em Campo Grande – conceito 2
  • Faculdade UniCesumar de Corumbá – conceito 2

Decisão judicial

A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) entrou na Justiça para tentar impedir a divulgação do resultado, mas perdeu a ação.

Participaram da avaliação 89 mil estudantes, entre concluintes e alunos de outros semestres, segundo divulgou o Inep.

O exame demonstrou que cerca de 39 mil alunos, que estão próximos de concluir o curso e ingressar no mercado de trabalho, sendo 67% deles, alcançaram o que o instituto considera “resultado proficiente”, ou seja, demonstraram conhecimento satisfatório na prova.

Por outro lado, quase 13 mil alunos não alcançaram o mesmo resultado.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) criticou a posição do MEC em relação à sanção aos cursos que não alcançaram boas notas. Confira:


“A consolidação dessas regras somente após a aplicação da prova fere princípios básicos de previsibilidade, transparência e segurança jurídica que devem orientar toda e qualquer política pública de avaliação educacional”, pontuou a ABMES e completou:

“A adoção de sanções com base em um exame ainda imaturo expõe instituições consolidadas, estudantes e o próprio sistema de formação médica a um cenário de instabilidade regulatória, insegurança jurídica e ampliação da judicialização, impactos que recaem diretamente sobre o setor e, em última instância, sobre a oferta de profissionais de saúde no país”.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com as assessorias da Anhanguera Uniderp e da UniCesumar (polo de Corumbá), mas, até o fechamento do material, não obteve resposta. Assim que enviarem um parecer, a matéria será atualizada.

Saiba o que é o Enamed

O Enamed foi criado pelo MEC em abril de 2025, para substituir o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). É um exame anual que avalia o conhecimento dos estudantes e a qualidade do ensino das instituições de ensino superior voltadas ao curso de Medicina.

Nesta edição, 351 cursos em todo o país passaram pela avaliação, e 30% deles ficaram na faixa considerada insatisfatória.

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DENÚNCIA

Rapazes relatam agressão e prática de homofobia de guardas civis de Campo Grande

As vítimas disseram aos agentes que aguardavam um veículo de aplicativo, mas um dos guardas se irritou e desferiu um golpe no abdômen de um deles

14/02/2026 14h45

Em depoimento, o rapaz diz que durante a ação, o GCM proferiu ofensas verbais relacionadas à sua sexualidade

Em depoimento, o rapaz diz que durante a ação, o GCM proferiu ofensas verbais relacionadas à sua sexualidade Divulgação/ GCM

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Duas pessoas compareceram na Delegacia de Pronto Atendimento do Centro, em Campo Grande, para relatar um caso de lesão corporal e prática de homofobia por parte de guardas civis metropolitanos.

De acordo com o relato, por volta das 6h deste sábado, os rapazes se encontravam no bar Depieri Beer, localizado na Rua Rui Barbosa, quando uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM) chegou ao local e ordenou a dispersão de todos os presentes.

As vítimas esclareceram aos agentes que aguardavam um veículo de transporte por aplicativo e mostraram o celular para comprovar a solicitação da corrida. Segundo o relato, um dos guardas municipais demonstrou irritação e desferiu um golpe com a extremidade do cassetete contra o abdômen de um dos homens.

A vítima, que sofre de gastrite nervosa, disse ter sentido fortes dores e tentado se afastar. Contudo, o agente teria passado a persegui-la, desferindo novos golpes de cassetete que resultaram em escoriações nas costas.

Ainda de acordo com o depoimento do rapaz, durante a ação, o GCM proferiu ofensas verbais relacionadas à sexualidade dele e ordenou, de forma agressiva, que o cidadão deixasse o local imediatamente.

Por fim, a vítima declara que precisou correr para o meio da via pública para fugir das agressões. Logo depois, os dois conseguiram embarcar no veículo de aplicativo que chegou ao local.

Guardas civis demitidos

Na última terça-feira (10), dois guardas civis metropolitanos de Campo Grande foram demitidos do serviço público municipal. A decisão do desligamento de Jackson Alves Ramão e Renne Mendes foi publicada no Diário Oficial Municipal (Diogrande).  

A demissão se deu pelos motivos de “incontinência pública e conduta escandalosa” e “ofensa moral ou física” por casos ocorridos no ano passado. 

Jackson era Guarda Civil Metropolitana Classe Especial e foi demitido em razão de um caso  de agressão contra um jovem de 27 anos morador de rua em junho de 2025, no bairro Morada Verde, em Campo Grande. 

O jovem, conhecido como Bugrinho, foi detido por moradores da região após uma suspeita de furto. Quando os guardas chegaram, em vez de levar o suspeito à delegacia, Jackson e outro guarda agridem o jovem com pisões no rosto, tapas violentos e chutes na cabeça. 

Já Renne Mendes ocupava o cargo de Inspetor da Guarda Civil Municipal e foi demitido por um caso ocorrido no mês de julho do ano passado, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. 

O crime foi gravado por câmeras de segurança e mostram o agente dirigindo uma moto vermelha perseguindo um jovem de 21 anos. Em determinado momento, Renne efetua três disparos contra a vítima, guarda a arma na cintura e continua perseguindo o rapaz. 

De acordo com testemunhas, o guarda estava bebendo em uma conveniência anexa à casa da vítima e iniciou a confusão após uma discussão. 

O afastamento do guarda foi publicado no Diário Oficial na edição do dia 11 de julho de 2025. Com a conclusão do processo, Renne também foi desligado do cargo nesta terça-feira. 

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INTERIOR

Nível do Rio Taquari sobe e acende novo alerta para Coxim

Ainda que por volta de 10h deste sábado (14) o rio já estivesse de volta à casa de 475 cm, a possibilidade de pancadas de chuva mantém riscos em alta

14/02/2026 14h00

Graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm. 

Graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm.  Reprodução/Imasul

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Distante aproximadamente 294 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, o Rio Taquari voltou a subir com a chuva da noite desta sexta-feira (13), o que obrigou o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a acender novo alerta emergencial para o município de Coxim. 

Essa situação de emergência, conforme repassado pelo órgão que é vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), se dá justamente em razão da elevação do nível do Rio Taquari. 

Com base nos dados da chamada Plataforma de Coleta de Dados, segundo nota divulgada pelo Imasul, graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm. 

Como bem frisa a Semadesc, ainda que por volta de 10h deste sábado (14) o Taquari já estivesse de volta à casa de 475 cm, ao extrapolar a cota de emergência há um indicativo potencial de que a integridade da população ribeirinha e áreas próximas ao curso do Rio possam estar em perigo, além de possíveis danos materiais. 

Ainda, a própria previsão do tempo elaborada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) indica a possibilidade de pancadas de chuva, que alia-se a um estado de maior variação de nebulosidade e influência de uma frente fria que deve chegar pelos próximos dias, "especialmente na bacia do rio Coxim, afluente do Taquari", cita nota do Imasul. 

"O Inmet classifica as chuvas com grau de severidade de perigo potencial, enquanto o CPTEC indica ocorrência de chuvas intensas em níveis 1 e 2", complementa o Instituto. 

Ou seja, aliada à recente elevação do nível do rio, há possibilidade de que as águas invadam áreas lindeiras e instalações próximas ao leito, o que pode resultar em um agravo ainda pior do cenário.

Sobe e desce

Há cerca de 10 dias o Imasul já havia emitido dois primeiros alertas de emergência, graças à elevação do nível dos rios Taquari e Aquidauana, que nos primeiros dias desse mês já beiravam as respectivas cotas de inundação. 

Para o Taquari, o último dia 04 marcou 501 centímetros, já considerada nível de emergência e de inundação, enquanto o Aquidauana nessa ocasião já registrava entre 697 e 706 cm, beirando a cota emergencial de 730 cm. 

Com o perigo novamente no radar, o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) faz questão de reforçar a necessidade de atenção das autoridades locais. 

Além disso, após deliberações técnicas, a Defesa Civil do Mato Grosso do Sul deve ser também acionada para acompanhamento e adoção das medidas necessárias de prevenção e resposta.

 

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