Política

LUTO

Deputado estadual Onevan de Matos morre em São Paulo

Parlamentar estava internado após ser diagnosticado com Covid-19, havia se curado, porém tratava de outras complicações

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O deputado estadual e candidato à prefeitura de Naviraí, Ovenan de Matos (PSDB), morreu aos de 77 anos, nesta sexta-feira (13). Segundo nota da assessoria de imprensa do candidato, a confirmação do óbito ocorreu às 15h10.  

A notícia do falecimento chega a dois dias das eleições. Ele estava internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em tratamento há mais de um mês.  

Ainda conforme a assessoria, o foco dos familiares e amigos agora é fazer o translado do corpo da capital paulista para Naviraí. Ainda ela não tem informação de como e quando será realizado o velório, porém ela confirma o sepultamento será em Naviraí.  

Onevan liderava a corrida pela prefeitura do município, segundo as pesquisas de intenções de votos com média de 40% de preferência do eleitorado. Caso ele fosse eleito, quem assumiria o seu posto na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul seria Mara Caseira (PSDB). No entanto, com a confirmação da morte, a suplente já poderá ser diplomada pela vaga que agora está disponível. 

Em nota à imprensa, O PSDB de Mato Grosso do Sul, lamentou profundamente a perda do deputado estadual e candidato pela legenda.

“Com uma história que se iniciou em 1978, na política sul-mato-grossense, ao ser eleito como deputado estadual, Onevan, antes de ser político, era nosso amigo, parceiro, exemplo de pessoa, ser humano, caráter e de gestor. Onevan não deixa apenas sua família órfã, ele deixa amigos, admiradores e um ninho tucano triste por sua partida. Seu legado sempre será lembrado por todos nós. ”, diz o texto assinado pelo presidente estadual do PSDB, Sérgio de Paula.  

História

Mineiro de Frutal – hoje Itapagipe –, Onevan José de Matos nasceu em 17 de dezembro de 1942. Sua trajetória política teve início como vereador, por dois mandatos, no município de Jales (SP), ainda pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). 

Onevan de Matos chegou em Naviraí, então Estado de Mato Grosso, no ano de 1975, para exercer a sua profissão: advogado. Com a política correndo no sangue, Onevan foi responsável pela estruturação do então partido de Oposição ao Regime Militar nesta região do Estado. 

Em 1978, logo após a criação de Mato Grosso do Sul, foi eleito deputado estadual na primeira Legislatura do Estado, participando da elaboração da 1ª Constituição da nova unidade da federação. 

Em 1983 tomou posse em seu segundo mandato de deputado estadual. No seu terceiro mandato, que se iniciou em 1987, Onevan de Matos se licenciou do Parlamento Estadual para concorrer ao cargo de prefeito de Naviraí. Vitorioso na eleição, deixou a Assembleia Legislativa em 31 de dezembro de 1988 para assumir a prefeitura. 

É sob o seu mandato (1989-1992) que ocorrem as maiores obras construídas em Naviraí, sobretudo nas áreas da Saúde, Habitação, Educação, Infraestrutura e Assistência Social. A Santa Casa, o Centro Odontológico, os Conjuntos Habitacionais "Harry Amorim Costa" e "Odércio de Matos" foram obras realizadas em sua gestão. Onevan construiu, também, 3 (três) escolas em sua gestão: “EM Odércio Nunes de Matos”, “EM Milton Dias Porto” e o Centro Integrado de Educação.

Em 1998 foi eleito pela quarta vez deputado estadual em Mato Grosso do Sul, sendo reeleito em 2002, 2006, 2010 e 2014. Atualmente, era deputado estadual Onevan de Matos integra a bancada do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Parlamento Estadual.

*Matéria atualizada às 16h25 para acréscimo de informações.

DESBLOQUEADAS

STF forma maioria para liberar emendas de Ramagem e Eduardo a suplentes; Zambelli fica de fora

Acompanharam o voto de Dino os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Nunes Marques, formando maioria no plenário virtual

27/02/2026 23h00

Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro Foto: Divulgação

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira, 27, para referendar a decisão do ministro Flávio Dino que liberou as emendas individuais ao Orçamento de 2026 apresentadas pelos ex-deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para que sejam assumidas por seus suplentes. Ao mesmo tempo, a Corte manteve a negativa de reabertura de prazo para apresentação de emendas ao suplente da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).

Acompanharam o voto de Dino os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Nunes Marques, formando maioria no plenário virtual.

Pela decisão, as emendas de Ramagem e Eduardo Bolsonaro, que estavam bloqueadas, poderão ser geridas pelos suplentes Dr. Flávio (PL-RJ) e Missionário José Olímpio (PL-SP), respectivamente. Eles poderão indicar beneficiários e promover remanejamentos, sem qualquer vinculação às indicações originalmente feitas pelos ex-parlamentares.

A ação havia sido ajuizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que havia pedido o bloqueio integral de R$ 80 milhões em emendas do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro sob o argumento de que ambos não estavam em efetivo exercício do mandato por residirem fora do país à época da apresentação das emendas. Dino havia determinado o bloqueio em dezembro.

Ao votar, Dino afirmou que a "indevida demora" na formalização da perda dos mandatos permitiu que os então deputados apresentassem emendas ao Orçamento de 2026 antes da declaração oficial de cassação. Segundo o ministro, impedir agora a utilização dos recursos causaria prejuízos desproporcionais às populações representadas.

"Longe de significar ilegítimo 'ativismo judicial', o acolhimento do pleito da Câmara implica - com a correta técnica interpretativa - atalhar prejuízos violadores do princípio da proporcionalidade", escreveu o relator.

Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem tiveram a perda dos mandatos declarada pela Mesa Diretora da Câmara em 18 de dezembro. Eduardo está autoexilado nos Estados Unidos, enquanto Ramagem, condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por participação na trama golpista, está foragido do País.

Caso Zambelli

No caso de Carla Zambelli, o STF manteve o entendimento de que não cabe reabrir o prazo para apresentação de emendas. Durante o período destinado à inclusão das propostas no Orçamento de 2026, entre 24 de outubro a 14 de novembro de 2025, a então deputada não apresentou nenhuma indicação. Ela já estava foragida na Itália.

Para Dino, permitir a reabertura do prazo violaria o princípio do planejamento orçamentário e comprometeria a lógica do ciclo fiscal.

Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em ação realizada pelo hacker Walter Delgatti Neto. A condenação transitou em julgado, e ela fugiu para a Itália. Posteriormente, também foi condenada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

Zambelli renunciou ao mandato em 14 de dezembro do. A Câmara havia rejeitado a perda do mandato dela, mas a Primeira Turma do Supremo determinou a cassação. Como mostrou o Estadão, a estratégia de Zambelli, segundo aliados, foi a de aceitar a derrota para evitar a ampliação de danos e emplacar uma narrativa de perseguição por parte da Justiça.

Ela aguarda decisão da Justiça italiana, que concluiu no dia 12 deste mês o julgamento sobre sua extradição ao Brasil para início do cumprimento da pena. A análise ocorreu na Corte de Apelação de Roma.

São Paulo

Com Haddad cotado ao Governo, Simone Tebet deve ser escolha de Lula ao Senado

Ex-deputada sul-mato-grossense deve ser escolha do presidente para reforçar base governista em SP

27/02/2026 15h33

Fotos: Divulgação

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Com Haddad cada vez mais próximo de assumir a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, desponta como principal nome ao Senado no estado vizinho.

Diante deste cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou para a próxima terça-feira (3) uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o vice-presidente Geraldo Alckmin para definir o desenho do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo de São Paulo, movimentação que esbarra no pleito eleitoral da ex-duputada sul-mato-grossense para a disputa de 2026. .

A articulação ganhou força após um jantar de Lula com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, na quinta-feira (26), em Brasília, como destacou a Folha de São Paulo.  

Segundo relatos de interlocutores, o tema eleitoral surgiu apenas no fim do encontro, quando o presidente questionou quando Haddad retornaria à capital federal e sinalizou que chamaria Alckmin para a conversa decisiva.

Aliados afirmam que Haddad está “a um passo” de aceitar disputar o governo paulista. A pressão aumentou nas últimas semanas, em meio à deterioração do cenário político nacional e à queda na popularidade do presidente.

Pesquisas recentes, inclusive levantamentos internos do governo, indicam crescimento do senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno presidencial.

Sondagem do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) aponta empate técnico entre Lula (43,8%) e Flávio (44,4%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Diante desse cenário, Lula intensificou movimentos para consolidar palanques em estados estratégicos, especialmente em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

Viagem à Ásia

Durante a recente viagem à Ásia, o presidente convidou três ministros considerados peças-chave na montagem da chapa paulista: Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo).

Caso Haddad confirme a candidatura ao governo, o PT e aliados avaliam nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como principais alternativas. Marina também negocia a saída da Rede e possível retorno ao PT.

Procurada pelo Correio do Estado nesta semana, Simone Tebet afirmou que deve conversar com Lula nos próximos dias para definir por qual estado e cargo disputará as eleições.

“Estou resistindo ao máximo a disputar a eleição por São Paulo, porém será muito difícil negar caso o presidente realmente insista”, declarou. Segundo ela, a preferência é pelo Senado, e não pelo governo paulista.

Nos bastidores, Tebet reforça que Haddad é o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio de Freitas e tem defendido que o ministro aceite a missão. “Hoje não tem como ficar fora da chapa. Não tem como dizer não ao presidente”, afirmou.

Desse modo, a reunião da próxima terça-feira deve selar o arranjo eleitoral em São Paulo e indicar os próximos passos da estratégia nacional de Lula para 2026.

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