Política

SEGURANÇA PÚBLICA

Deputado propõe ao Estado um plano integrado de segurança para fronteiras e divisas

Coronel David entregou proposta ao secretário Antonio Carlos Videira com medidas para ampliar efetivo policial, fortalecer inteligência e criar um programa permanente de combate ao crime organizado

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O deputado estadual Coronel David (PL) apresentou, nesta segunda-feira (6), ao secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, um Plano Integrado de Segurança para Fronteiras e Divisas. 

A iniciativa ocorre em meio ao avanço das organizações criminosas na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul e poucos dias após a morte de um policial militar durante uma operação contra integrantes de facção criminosa em Corumbá.

Além da entrega do plano, o parlamentar informou que irá protocolar na Assembleia Legislativa um projeto de lei para instituir o Programa Permanente de Segurança de Fronteira e Divisas, com o objetivo de transformar as medidas propostas em política pública permanente.

Segundo Coronel David, o combate ao crime organizado deve ser tratado como uma ação contínua do Estado, especialmente em municípios estratégicos como Corumbá e Ponta Porã, além das regiões de divisa no norte do Estado.

"A prioridade é o combate ao crime organizado. Precisamos fortalecer a presença do Estado onde as organizações criminosas atuam com maior intensidade", afirmou.

Entre as principais ações previstas no plano estão a recomposição do efetivo da Polícia Militar nas regiões de fronteira, a criação do Centro Integrado de Inteligência de Fronteiras e Divisas, a instalação de um Gabinete Permanente de Gestão da Fronteira, o fortalecimento do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e da Polícia Civil, além da ampliação do uso de tecnologias de monitoramento.

A proposta também contempla o reforço da segurança fluvial no Rio Paraguai, o monitoramento permanente das rotas do tráfico, medidas para fortalecer o sistema penitenciário, proteção aos agentes de segurança, ampliação da cooperação com Paraguai e Bolívia e intensificação do combate financeiro às organizações criminosas.

Outro eixo considerado prioritário pelo parlamentar é a criação de estruturas permanentes de inteligência em Corumbá e Ponta Porã, integrando Polícia Militar, Polícia Civil, Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Perícia Criminal e demais órgãos de segurança para produção de inteligência, identificação de lideranças criminosas e compartilhamento de informações em tempo real.

O plano também estabelece metas para ampliar o efetivo policial. A proposta prevê a incorporação, em até dois anos, de 300 policiais militares para o 6º Batalhão da Polícia Militar, em Corumbá, e de outros 500 para o 4º Batalhão, em Ponta Porã, municípios considerados estratégicos no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas e armas.

De acordo com Coronel David, o projeto de lei cria um programa permanente voltado ao enfrentamento das organizações criminosas internacionais, fortalece a integração entre forças estaduais, federais e autoridades estrangeiras, amplia o uso da inteligência policial, protege os agentes de segurança e prevê recursos orçamentários específicos para financiar ações nas regiões de fronteira.

A proposta também tem como objetivos reduzir os índices de homicídios, tráfico de drogas, tráfico de armas, contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados às facções, além de aumentar as apreensões qualificadas e enfraquecer financeiramente as organizações criminosas.

Para o deputado, a morte do policial militar em Corumbá evidencia a necessidade de uma resposta estrutural por parte do poder público.

"A morte de um policial militar durante o exercício da sua missão representa um ataque direto ao Estado brasileiro. Quando organizações criminosas desafiam o poder público nas regiões de fronteira, a resposta precisa ser permanente, integrada e baseada em inteligência", declarou.
 

BRIGA EM FAMÍLIA

Jair Bolsonaro isola Michelle e põe fim ao plano de Pollon de concorrer ao Senado

Deputado federal acreditava que a ex-primeira-dama poderia convencer o ex-presidente a rever a escolha de Capitão Contar

06/07/2026 08h00

Michelle Bolsonaro e Marcos Pollon devem ficar a ver navios

Michelle Bolsonaro e Marcos Pollon devem ficar a ver navios Montagem

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A crise entre a ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, praticamente encerrou a principal esperança política do deputado federal Marcos Pollon (PL) de reverter a decisão da direção nacional do partido e conquistar a segunda vaga da legenda ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Conforme apuração do Correio do Estado, a estratégia de Pollon era apostar na influência de Michelle com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro para convencê-lo a rever a escolha do ex-deputado estadual Capitão Contar como pré-candidato da sigla ao Senado, entretanto, esse plano perdeu força após o agravamento do conflito interno envolvendo a família Bolsonaro.

A reportagem obteve a confirmação com a lideranças do partido no Estado de que Jair Bolsonaro só teria assistido ao vídeo divulgado pela esposa contra o filho 01 na madrugada de sexta-feira para sábado, ou seja, duas noites após ter explodido nas redes sociais, e ele detestou o que viu.

Diante disso, o ex-presidente revelou que não deu autorização para Michelle publicar o vídeo, desaprovando a decisão da esposa.

A reação teria sido dura: Bolsonaro determinou que Michelle deixasse a presidência nacional do PL Mulher, descartou sua eventual candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e ainda orientou que ela evitasse manifestações públicas sobre política.

O desgaste entre Michelle e Flávio evidencia o racha que atravessa a cúpula do PL e elimina justamente a principal interlocutora em quem Pollon depositava suas expectativas para tentar reabrir a discussão sobre a disputa em Mato Grosso do Sul.

Mesmo após a confirmação oficial de Capitão Contar como pré-candidato ao Senado, o deputado sul-mato-grossense ainda alimentava a expectativa de uma intervenção de Jair Bolsonaro.

Nos bastidores, interlocutores afirmaram que Pollon acreditava que Michelle conseguiria persuadir o ex-presidente a reverter a decisão anunciada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Além disso, o parlamentar também avaliava que Bolsonaro não gostaria de repetir o que considera um erro estratégico nas eleições municipais de 2024, quando apoiou a candidatura do deputado federal Beto Pereira à Prefeitura de Campo Grande, derrotado nas urnas.

Outra opção estudada por Pollon seria solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para visitar Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, na tentativa de defender pessoalmente sua permanência na disputa.

Entretanto, com Michelle enfraquecida politicamente e afastada das decisões estratégicas do partido, aliados avaliam que as chances de uma reviravolta se tornaram praticamente inexistentes, consolidando a escolha de Capitão Contar.

A definição ocorreu na quarta-feira, durante reunião da executiva nacional do PL em Brasília. Ao anunciar o nome de Contar, Valdemar Costa Neto afirmou que o pré-candidato terá “o apoio de todo o partido”.

Capitão Contar comemorou a decisão e afirmou que o foco agora será a organização da pré-campanha e a preparação para a convenção partidária que homologará a chapa.

O presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, explicou que a escolha seguiu o acordo firmado pela direção nacional, segundo o qual o segundo candidato ao Senado seria definido com base em pesquisas eleitorais.

Levantamentos realizados pelos institutos Quaest, contratado pelo diretório estadual, e Paraná Pesquisas, encomendado pela direção nacional, apontaram desempenho superior de Capitão Contar em relação a Marcos Pollon.

Os resultados foram encaminhados a Valdemar Costa Neto, ao secretário-geral da legenda, senador Rogério Marinho, e ao senador Flávio Bolsonaro, servindo de base para a decisão final da executiva nacional.

Procurado para comentar o cenário, Marcos Pollon limitou-se a afirmar que vai se manifestar “no momento oportuno”.

Enquanto isso, a crise envolvendo Michelle e Flávio Bolsonaro reduz significativamente qualquer possibilidade de reabertura da disputa interna, consolidando, ao menos por ora, o nome de Capitão Contar como candidato do PL.

INSEGURANÇA

Deputado promete resposta firme após ataques contra policiais em Corumbá

Deputado estadual defende atuação das forças de segurança após morte de policial militar e confrontos ligados à investigação do caso

05/07/2026 13h49

O deputado estadual Coronel David (PL) defende uma resposta dura da Polícia contra a ação das facções criminosas no Estado

O deputado estadual Coronel David (PL) defende uma resposta dura da Polícia contra a ação das facções criminosas no Estado Wagner Guimarães/ALEMS

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O deputado estadual Coronel David (PL) afirmou que o Estado deve agir com rigor contra criminosos que atacam agentes das forças de segurança. A declaração foi feita após a morte de um homem apontado como suspeito de participação no assassinato do policial militar Marcelo Pimenta, durante uma ocorrência registrada no sábado (4), em Corumbá.

Segundo o parlamentar, Mato Grosso do Sul não permitirá que organizações criminosas desafiem as instituições de segurança. "Quem escolhe enfrentar as forças de segurança e atirar para matar um policial encontrará uma resposta firme, dentro da lei", declarou, completando que "quem atira para matar acaba levando tiro para morrer".

Coronel David destacou que dois dos suspeitos de envolvimento na morte do policial já morreram e que um terceiro continua foragido. Conforme o deputado, há confiança de que o investigado será localizado e preso pelas forças de segurança.

As declarações ocorrem em meio à preocupação de moradores de Corumbá com a escalada da violência na região. O parlamentar afirmou que, apesar da gravidade dos episódios, a resposta das polícias foi rápida e integrada, restabelecendo a ordem e mantendo as operações para responsabilizar todos os envolvidos.

"Entendo a preocupação da população de Corumbá, mas quero levar uma palavra de tranquilidade. O que aconteceu foi um fato grave e lamentável, porém a resposta das polícias foi rápida, integrada e eficiente", afirmou. Ele também reiterou apoio à Polícia Militar, à Polícia Civil e às demais forças de segurança que atuam no Estado.

Entenda o caso

O policial militar Marcelo Pimenta morreu na última terça-feira (30) após ser atingido por um disparo de fuzil durante uma tentativa de abordagem a três suspeitos em Ladário. Os investigados haviam efetuado disparos contra uma residência, em uma ação que teria como alvo um integrante da facção criminosa Comando Vermelho, conhecido pelo apelido de "Coelho".

Horas depois do crime, um dos suspeitos, identificado como Ewerton, morreu durante uma ação policial. Outro investigado, Rubens Zílio Neto, foi preso e teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia.

No sábado (4), enquanto Rubens era transferido para Campo Grande por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), houve um novo episódio de violência. De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, as viaturas pararam em um posto de combustíveis às margens da BR-262 para a troca de um pneu quando policiais relataram disparos de fuzil vindos de uma área de mata. Durante a ocorrência, o preso foi atingido por um disparo e morreu no local.

A Polícia Militar informou ainda que um terceiro suspeito permanece foragido e pode ter fugido para a Bolívia. Uma mulher também foi presa, suspeita de manter sob sua guarda o armamento utilizado pelos envolvidos na ação criminosa.

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