Política

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Deputado que pediu prisão de Lulinha será vice de Flávio

Anúncio de Flávio Bolsonaro foi feito ao lado da senadora Tereza Cristina, que era a favorita do presidenciável mas que foi barrada pelo cúpula do PP

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Ao lado da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina, que era a primeira opção, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou o nome do deputado federal Alfredo Gaspar (PL) para ocupar a vaga de vice na chapa "puro-sangue" na disputa pelo Palácio do Planalto. O anúncio surpreendeu a quem acompanhava o evento, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (5)

A decisão foi anunciada após o partido não conseguir fechar uma aliança nacional com outras legendas de centro-direita, que optaram pela neutralidade. Alfredo Gaspar de Mendonça Neto é advogado e deputado federal por Alagoas. Ex-procurador-geral de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública, atuou como relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.

"É uma pessoa que eu aprendi a admirar, todos vocês aqui aprenderam a admirar pela coragem, honestidade, pela sua história em frente à segurança pública", discursou Flávio.

O presidenciável destacou a experiência do companheiro de chapa na área de combate ao crime. "Alguém que já foi promotor de Justiça, chefe de Ministério Público do seu estado. Alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque este tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fato", afirmou Flávio. 

O relatório que pedia a prisão de Lulinha, porém, foi rejeitado por 19 a 12 na CPMI. Representantes do Governo e até parlamentares de oposição rejeitaram o relatório feito por Gaspar. 

Durante o anúncio, Flávio agradeceu a todas as mulheres que foram cogitadas para ocupar a vaga de vice, como Tereza Cristina (PP-MS); Simone Marquetto (PP-SP); Daniella Marques (Republicanos-SP); Damares Alves, senadora (Republicanos-DF); Priscila Costa, vereadora em Fortaleza (PL-CE).

Flávio também mencionou a própria esposa, Fernanda Bolsonaro, e Bia Kicis, deputada federal (PL-DF), que estavam ao lado dele no palanque. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não deixou de citar um agradecimento a Michelle Bolsonaro, com quem protagonizou um desentendimento público recente. Após o episódio, os dois acenaram mutuamente para um entendimento para "unir forças" durante o período eleitoral.

Em meio à surpresa geral do anúncio, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, discursou que Rogério Marinho e Flávio haviam indicado o nome do Gaspar há seis meses. Porém, apenas um dia antes, nesta terça-feira (4), o partido lançou o nome de Gaspar como candidato ao Senado por Alagoas, em convenção partidária.

Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, de 55 anos, é deputado federal por Alagoas e consolidou trajetória na vida pública após atuar por 24 anos como promotor de Justiça no Ministério Público Estadual. “Você escolheu uma pessoa simples, nordestina, mas com história de vida de muito trabalho. Ao seu lado, marcharei para transformar o Brasil em um local justo e decente”, disse Gaspar ao lado de Flávio Bolsonaro, no anúncio desta quarta-feira.

Nascido em Maceió e formado em Direito pelo Cesmac, ganhou forte notoriedade regional ao coordenar o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção ou Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas) e ao ocupar por duas vezes o cargo de procurador-geral de Justiça de Alagoas.

Também passou pela Secretaria da Segurança Pública do estado. Na política eleitoral, disputou a prefeitura de Maceió em 2020, indo ao segundo turno contra JHC, e elegeu-se deputado federal em 2022.

Em março de 2026, Alfredo Gaspar filiou-se ao PL e assumiu o comando da sigla em seu estado natal. Na Câmara dos Deputados, projetou-se nacionalmente ao atuar como relator da CPMI que investigou fraudes contra aposentados do INSS.

NOVO RUMO

A escolha para vice de Flávio também representa uma mudança em relação à estratégia defendida por Flávio desde o início das articulações. O candidato afirmava publicamente que pretendia ter uma mulher como vice e chegou a negociar com diferentes nomes na tentativa de ampliar a coligação e, ao mesmo tempo, reforçar a presença feminina na campanha.

A preferência esbarrou, porém, na decisão de partidos de centro-direita de não aderirem formalmente à candidatura do PL. Entre os nomes cotados estavam Tereza Cristina (PP-MS), Simone Marquetto (PP-SP), Daniella Marques (Republicanos-SP), e Renata Abreu (Podemos-SP).

Tereza Cristina chegou a ser tratada como o nome preferido de Flávio para a composição. A senadora sinalizou disposição para aceitar o convite, mas o PP decidiu manter a neutralidade na eleição presidencial, inviabilizando a entrada da parlamentar na chapa.

Com a negativa do PP, o Republicanos tornou-se a principal alternativa do PL para construir uma composição fora do partido. Flávio chegou a citar publicamente Daniella Marques como uma das possibilidades, mas a legenda também resolveu adotar uma posição de independência na eleição presidencial.

Sem conseguir atrair outra legenda, a direção do PL intensificou as discussões sobre nomes do próprio partido para completar a chapa. A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) chegou a ser considerada, mas encontrava resistência dentro do núcleo da campanha. A vereadora Priscila Costa (PL-CE), aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, também entrou nas discussões, mas não ganhou força suficiente para a indicação.

“O Brasil estaria muito mais bem servido com as senhoras, mas quis Deus e o destino que esse momento trouxesse um soldado do Nordeste”, disse o agora vice de Flávio, dirigindo-se às mulheres presentes no evento desta quarta-feira.

“Terei a coragem de enfrentarmos, juntos, a corrupção, o crime organizado, essa economia em frangalhos por culpa do que Lula e a equipe tem feito deste país. Vamos sair do discurso para enfrentar as mazelas da nação. Sou seu soldado e estarei no para-choque na retaguarda”, continuou Gaspar, falando diretamente a Flávio.

Revogação

Ministério Público Eleitoral pede impugnação de candidatura de Jamilson Name, réu na Omertà

Deputado foi condenado a oito anos de prisão; sentença está sob recurso

17/08/2026 16h00

Deputado Jamilson Name

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação do registro de candidatura do deputado estadual Jamilson Name (PP), alvo da Operação Omertà e condenado em primeira instância a oito anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença, proferida em janeiro de 2025 e está sob recurso.

A impugnação foi apresentada neste domingo (16) pelo procurador regional eleitoral Silvio Pettengil Filho e distribuída ao desembargador Sérgio Fernandes Martins, vice-presidente e corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Name busca reeleição em 2026. 

O MPE sustenta que, embora a condenação não seja definitiva, as provas reunidas durante a Operação Omertà seriam suficientes, para fins eleitorais, para demonstrar sua vinculação com uma organização criminosa e justificar o impedimento de sua candidatura.

Jamilson foi alvo da sexta fase da Operação Omertà, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em dezembro de 2020. Segundo a acusação, ele teria exercido papel de liderança na estrutura ligada à exploração ilegal do jogo do bicho, especialmente na administração financeira da organização.

À época, Jamilson Name foi apontado como líder da organização com atividades ligadas à empresa Pantanal Cap, apontada pela acusação como instrumento utilizado para misturar recursos de origem lícita com valores provenientes do jogo do bicho. O MPE também sustenta que ele passou a exercer maior autonomia e influência após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho.

O patriarca morreu em 2021, vítima da Covid-19, enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró (RN), prisão onde Jamil Name Filho, que também foi preso no âmbito das investigações da Omertà, segue detido.

Na ação eleitoral, o procurador adota como fundamento a necessidade de preservar a legitimidade do processo eleitoral diante de possíveis vínculos com organizações criminosas. Pettengil ressalva que o pedido não representa antecipação de uma condenação criminal.

“Necessário ressalvar que não se busca, no caso, antecipar o juízo de condenação criminal ou afastar a garantia constitucional da presunção de inocência.”

Na sequência, o procurador sustenta que o precedente utilizado pelo Ministério Público Eleitoral não exige uma condenação criminal definitiva, mas considera a “necessidade de proteção do processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.”

A acusação aponta ainda que, após as prisões de Jamil Name e Jamil Name Filho, ele teria ampliado sua atuação dentro da organização.

Jamilson foi condenado em primeira instância pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Como a decisão está sob recurso, não houve trânsito em julgado da condenação.

Para o Ministério Público Eleitoral, a análise do pedido de impugnação ocorre em âmbito eleitoral e, por isso, as provas produzidas na Operação Omertà poderiam ser consideradas suficientes para avaliar os riscos à legitimidade do processo eleitoral, independentemente da conclusão definitiva da ação penal.

O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, sob relatoria do desembargador Sérgio Fernandes Martins. Até a publicação desta matéria, a candidatura de Name segue em vigor.

A reportagem entrou em contato com o deputado estadual e não obteve retorno até o fechamento. O espaço segue aberto. 

Congresso

Disputa por vaga na bancada federal é a menor dos últimos 12 anos em MS

Em 2026, disputa é de aproximadamente 15 candidatos por vaga

17/08/2026 14h45

Foto: Montagem Correio do Estado

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Encerrado o prazo de registro de candidaturas, a disputa por uma vaga na bancada federal por Mato Grosso do Sul é a menor dos últimos 12 anos. 

Neste ano, 122 candidatos disputam as oito cadeiras sul-mato-grossenses no Congresso Nacional, queda de quase 22% ante 156 nomes da última disputa. A concorrência passou de aproximadamente 19 para 15 candidatos por vaga.

Em 2014 e 2018, foram registradas respectivamente 130 candidaturas, ao passo que em 2010, apenas 74 nomes disputaram o pleito geral, menor índice da série histórica.

Vander Loubet, Reinaldo Azambuja, Mandetta, Giroto, Geraldo Resende, Biffi, Fábio Trad e Marçal Filho em 2010 /  Fotos: Divulgacand

Na ocasião se elegeram: Edson Giroto (PR), Reinaldo Azambuja (PSDB), Vander Loubet (PT), Fábio Trad (PMDB), Geraldo Resende (PMDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Marçal Filho (PMDB) e Antônio Carlos Biffi (PT). 

Passados 16 anos, apenas Geraldo Resende e Giroto disputam uma cadeira no Congresso. À época, após dois anos de mandato, Giroto venceu a disputa pela prefeitura de Campo Grande e deixou o Congresso, ao passo que Geraldo Resende cumpriu o mandato e foi reconduzido ao cargo em 2014. 

Eleição     Candidatos        Candidatos por vaga
2026           122                   15,25
2022           156                   19,50
2018           130                   16,25
2014           130                   16,25
2010            74                    9,25

Dois anos mais tarde, foi derrotado na disputa pela prefeitura de Dourados. Em 2018, buscou novamente a recondução, contudo não se elegeu e assumiu pelos três anos seguintes a Secretaria Estadual de Saúde (2019-2022) durante o segundo mandato de Azambuja como governador. Há quatro anos voltou ao Congresso. 

Antecessor de Riedel no Governo do Estado, Azambuja disputa uma vaga no Senado em 2026, disputa dividida com Vander Loubet, atualmente titular no Congresso. 

Sem mandato atualmente, Fábio Trad disputa a sede da governadoria estadual pela 1ª vez. Luiz Henrique Mandetta e e Antônio Carlos Biffi não disputam as eleições gerais deste ano, assim como Marçal Filho, atualmente prefeito de Dourados. 

Além de Geraldo Resende, Beto Pereira (Republicanos); Camila Jara (PT); Dagoberto Nogueira (PP)
Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Marcos Pollon buscam a reeleição.

 

 

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