Política

PRESIDÊNCIA

Lula lidera 1º e 2º turnos contra Flávio Bolsonaro, aponta Pesquisa Genial/Quaest

Em eventual segundo turno, Lula venceria Flávio por 44% das intenções de voto a 39%, com 13% de votos brancos e nulos e 4% de indecisos

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Pesquisa Genial/Quaest sobre a intenção de voto na eleição presidencial, divulgada nesta quarta-feira, 5, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança da simulação de um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O presidente venceria o candidato do PL por 44% das intenções de voto a 39%, com 13% de votos brancos e nulos e 4% de indecisos.

Ambos os candidatos oscilaram dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais desde a rodada anterior da pesquisa, divulgada em julho. Lula foi de 45% a 44% e Flávio, de 37% a 39% No comparativo das últimas três rodadas, os índices de ambos seguem estagnados.

Lula também vence as simulações de segundo turno contra Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). O petista também está na liderança do cenário estimulado de primeiro turno, além de reunir o maior número de menções na pesquisa espontânea.

No primeiro turno, Lula também lidera a corrida ao Palácio do Planalto, registrando 39% de intenções de voto no cenário estimulado. A disputa é polarizada pelo petista e por Flávio Bolsonaro, que registrou 30% de menções. A terceira colocação é compartilhada por Renan Santos e Ronaldo Caiado, com 4% cada.

Eles são seguidos por Zema, com 2%. Cabo Daciolo, Augusto Cury e Samara Martins têm 1% cada. Clariana Barão, Edmilson Costa e Hertz Dias não pontuaram. São 10% os indecisos, e 8% pretendem votar branco ou nulo.

Os dados referem-se à pesquisa estimulada. Na modalidade espontânea, quando o entrevistado declara a intenção de voto sem ser apresentado às opções disponíveis, Lula registrou 25% de menções, seguido por Flávio Bolsonaro, com 18%. Outros nomes somam 5%. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso e inelegível, foi citado por 1% dos entrevistados. Na espontânea, 51% dos eleitores declaram-se indecisos.

Aprovação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os números de aprovação e de avaliação de seu governo em pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 5, em um sinal de cenário estagnado em relação ao mês passado. Lula é aprovado por 48% e desaprovado por 47% dos entrevistados.

Quando questionados sobre a avaliação que fazem do governo, 36% fazem uma avaliação positiva, 36% fazem uma avaliação negativa e 26%, regular. São exatamente os mesmos porcentuais da pesquisa Genial/Quaest de julho.

Apesar disso, o presidente da República viu seu desempenho cair em outros tópicos da pesquisa. Para 55% dos entrevistados, por exemplo, o Brasil está indo na direção errada (eram 51% em julho), enquanto 38% dizem que está na direção certa (eram 39% no mês passado).

Além disso, mais pessoas consideraram que Lula não merece mais quatro anos como presidente da República. Em julho, 51% diziam que ele não merecia e 45%, que ele merecia. Agora, 55% dizem que ele não merece e 41%, que ele merece.

Outra pergunta com um sinal de atenção para o governo petista é o que avalia o que mais dá medo nos entrevistados: Lula ou Bolsonaro. Para 44%, é a volta da família Bolsonaro ao poder (eram 46% no mês passado). Para 41%, é a continuidade de Lula no poder (eram 38% em julho).

A pesquisa mostrou que cresceu a percepção nos entrevistados de que as notícias sobre o governo Lula, nesse último mês, foram mais negativas. Em julho, 40% acreditavam que o noticiário era mais negativo. Hoje, são 44%. Os que avaliavam que as notícias eram mais positivas eram 33% em julho e agora são 29%. Outros 25% disseram que não têm visto notícias (em julho, eram 23%).

Economia

A percepção dos entrevistados pela Genial/Quaest sobre a economia é de que a situação nos últimos 12 meses tem piorado: 43% afirmam que a economia está pior hoje em relação a um ano atrás (mesmo porcentual de julho). Mas cresceu a percepção de que tudo está do mesmo jeito: eram 33% em julho e agora são 35%. Os que acreditam que a economia melhorou eram 20% há um mês e agora são 19%.

Para 68% dos entrevistados, o preço dos alimentos subiu no último mês (em julho, eram 66%). Apenas 9% afirmam que o preço caiu (mesmo porcentual de julho). Outros 21% disseram que os preços continuam iguais.

A pesquisa mostra que a imensa maioria dos entrevistados acredita que o poder de compra da população tem caído gradualmente no último ano. Para 69%, o poder hoje é menor do que há um ano. Para 20%, o poder de compra é igual. Outros 10% dizem que ele é maior.

A percepção sobre o emprego melhorou em relação a julho. Os que consideram que está mais difícil conseguir um emprego caíram de 55% para 48%, enquanto os que consideram que está mais fácil subiram de 36% para 41%. A expectativa de melhora da economia é latente. Em julho, 39% diziam acreditar que a situação ia melhorar. Agora são 46%. Os que diziam que ia piorar eram 27%. Agora, são 24%. Outros 25% acreditam que tudo ficará como está.

Rejeição

Embora polarizem a disputa já no primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro também são os candidatos mais rejeitados pelo eleitorado. O senador do PL é rejeitado por 54% dos eleitores, e o presidente, por 52%. Ronaldo Caiado (PSD) é rejeitado por 34%, Romeu Zema (Novo) por 32% e Renan Santos (Missão) por 20%.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06591/2026.

 

Revogação

Ministério Público Eleitoral pede impugnação de candidatura de Jamilson Name, réu na Omertà

Deputado foi condenado a oito anos de prisão; sentença está sob recurso

17/08/2026 16h00

Deputado Jamilson Name

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação do registro de candidatura do deputado estadual Jamilson Name (PP), alvo da Operação Omertà e condenado em primeira instância a oito anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença, proferida em janeiro de 2025 e está sob recurso.

A impugnação foi apresentada neste domingo (16) pelo procurador regional eleitoral Silvio Pettengil Filho e distribuída ao desembargador Sérgio Fernandes Martins, vice-presidente e corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Name busca reeleição em 2026. 

O MPE sustenta que, embora a condenação não seja definitiva, as provas reunidas durante a Operação Omertà seriam suficientes, para fins eleitorais, para demonstrar sua vinculação com uma organização criminosa e justificar o impedimento de sua candidatura.

Jamilson foi alvo da sexta fase da Operação Omertà, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em dezembro de 2020. Segundo a acusação, ele teria exercido papel de liderança na estrutura ligada à exploração ilegal do jogo do bicho, especialmente na administração financeira da organização.

À época, Jamilson Name foi apontado como líder da organização com atividades ligadas à empresa Pantanal Cap, apontada pela acusação como instrumento utilizado para misturar recursos de origem lícita com valores provenientes do jogo do bicho. O MPE também sustenta que ele passou a exercer maior autonomia e influência após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho.

O patriarca morreu em 2021, vítima da Covid-19, enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró (RN), prisão onde Jamil Name Filho, que também foi preso no âmbito das investigações da Omertà, segue detido.

Na ação eleitoral, o procurador adota como fundamento a necessidade de preservar a legitimidade do processo eleitoral diante de possíveis vínculos com organizações criminosas. Pettengil ressalva que o pedido não representa antecipação de uma condenação criminal.

“Necessário ressalvar que não se busca, no caso, antecipar o juízo de condenação criminal ou afastar a garantia constitucional da presunção de inocência.”

Na sequência, o procurador sustenta que o precedente utilizado pelo Ministério Público Eleitoral não exige uma condenação criminal definitiva, mas considera a “necessidade de proteção do processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.”

A acusação aponta ainda que, após as prisões de Jamil Name e Jamil Name Filho, ele teria ampliado sua atuação dentro da organização.

Jamilson foi condenado em primeira instância pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Como a decisão está sob recurso, não houve trânsito em julgado da condenação.

Para o Ministério Público Eleitoral, a análise do pedido de impugnação ocorre em âmbito eleitoral e, por isso, as provas produzidas na Operação Omertà poderiam ser consideradas suficientes para avaliar os riscos à legitimidade do processo eleitoral, independentemente da conclusão definitiva da ação penal.

O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, sob relatoria do desembargador Sérgio Fernandes Martins. Até a publicação desta matéria, a candidatura de Name segue em vigor.

A reportagem entrou em contato com o deputado estadual e não obteve retorno até o fechamento. O espaço segue aberto. 

Congresso

Disputa por vaga na bancada federal é a menor dos últimos 12 anos em MS

Em 2026, disputa é de aproximadamente 15 candidatos por vaga

17/08/2026 14h45

Foto: Montagem Correio do Estado

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Encerrado o prazo de registro de candidaturas, a disputa por uma vaga na bancada federal por Mato Grosso do Sul é a menor dos últimos 12 anos. 

Neste ano, 122 candidatos disputam as oito cadeiras sul-mato-grossenses no Congresso Nacional, queda de quase 22% ante 156 nomes da última disputa. A concorrência passou de aproximadamente 19 para 15 candidatos por vaga.

Em 2014 e 2018, foram registradas respectivamente 130 candidaturas, ao passo que em 2010, apenas 74 nomes disputaram o pleito geral, menor índice da série histórica.

Vander Loubet, Reinaldo Azambuja, Mandetta, Giroto, Geraldo Resende, Biffi, Fábio Trad e Marçal Filho em 2010 /  Fotos: Divulgacand

Na ocasião se elegeram: Edson Giroto (PR), Reinaldo Azambuja (PSDB), Vander Loubet (PT), Fábio Trad (PMDB), Geraldo Resende (PMDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Marçal Filho (PMDB) e Antônio Carlos Biffi (PT). 

Passados 16 anos, apenas Geraldo Resende e Giroto disputam uma cadeira no Congresso. À época, após dois anos de mandato, Giroto venceu a disputa pela prefeitura de Campo Grande e deixou o Congresso, ao passo que Geraldo Resende cumpriu o mandato e foi reconduzido ao cargo em 2014. 

Eleição     Candidatos        Candidatos por vaga
2026           122                   15,25
2022           156                   19,50
2018           130                   16,25
2014           130                   16,25
2010            74                    9,25

Dois anos mais tarde, foi derrotado na disputa pela prefeitura de Dourados. Em 2018, buscou novamente a recondução, contudo não se elegeu e assumiu pelos três anos seguintes a Secretaria Estadual de Saúde (2019-2022) durante o segundo mandato de Azambuja como governador. Há quatro anos voltou ao Congresso. 

Antecessor de Riedel no Governo do Estado, Azambuja disputa uma vaga no Senado em 2026, disputa dividida com Vander Loubet, atualmente titular no Congresso. 

Sem mandato atualmente, Fábio Trad disputa a sede da governadoria estadual pela 1ª vez. Luiz Henrique Mandetta e e Antônio Carlos Biffi não disputam as eleições gerais deste ano, assim como Marçal Filho, atualmente prefeito de Dourados. 

Além de Geraldo Resende, Beto Pereira (Republicanos); Camila Jara (PT); Dagoberto Nogueira (PP)
Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Marcos Pollon buscam a reeleição.

 

 

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