Política

FEDERAL

Deputados aproveitam recesso para alinhar bases no Estado

Parlamentares também se preparam para votação das reformas da Previdência e tributária

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Mesmo com toda a agilidade da comunicação eletrônica, as redes sociais e os recursos tecnológicos, os deputados federais sul-mato-grossenses, em recesso na Câmara dos Deputados até segunda-feira (5 de agosto), intensificam viagens e reuniões com suas bases no Estado com o objetivo de buscar as demandas da população e definir prioridades para o segundo semestre legislativo. Entre elas, está agilizar a votação de projetos que apresentaram nos primeiros seis meses do ano e pautas nacionais, como a reforma da Previdência, reforma tributária e a aprovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O deputado Dr. Luiz Ovando (PSL) é um dos que aproveitam o tempo disponível para conversar com suas bases. “A gente aproveita o recesso e atende aos convites”, explicou o parlamentar, destacando que, na semana passada, esteve nas cidades de Nova Andradina e Rio Brilhante, além de participar de seminário ligado à Igreja Batista que discute atividade política e religiosa. 

Outra parlamentar sul-mato-grossense que está com o pé na estrada é Rose Modesto (PSDB). Na semana passada, percorreu e conversou com lideranças de Campo Grande. Depois, seguiu para o interior do Estado. “A agenda está lotada para a próxima semana. É importante aproveitarmos este período de recesso e visitarmos os municípios, agradecer os votos que obtive e ouvir as demandas para trilharmos nossa atuação em Brasília agora no segundo semestre”.

Vander Loubet (PT) esteve em Porto Murtinho em companhia do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e, agora, foca sua atuação em Campo Grande, onde recebe prefeitos e organiza o congresso do partido. 

“Por causa de compromissos pessoais na Capital, que não poderia alterar, organizei minha agenda para receber os prefeitos, vereadores e lideranças em Campo Grande”, explicou o parlamentar, ressaltando que sua ênfase é a eleição para o diretório. 

Já Fábio Trad (PSD) explicou que “nesse período [recesso] vai priorizar as cidades polos das regiões do Estado para fazer reuniões com correligionários, aprofundar a organização do partido e  atender as pessoas no escritório político”. Ele ainda vai aproveitar e conciliar a agenda com o exercício da advocacia.

Pauta Federal

Além de apresentar a atuação no Congresso Nacional, os deputados federais do Estado conversam sobre a pauta nacional, que vai recomeçar na próxima semana já tendo a votação em segundo turno da reforma da Previdência, agendada para o dia 6 de agosto.

Trad enfatizou que neste semestre vai intensificar todas as ações que visam fortalecer o Poder Legislativo.  “O Legislativo foi o grande protagonista desse primeiro semestre no aspecto político e institucional. Também vou me dedicar ao Novo Código de Processo Penal, sou presidente da comissão, impulsionar os projetos de lei que apresentei e quero ver aprovados e vou me concentrar na reforma tributária”.

Rose Modesto também vai buscar fortalecer o Legislativo no segundo semestre, atuando também na aprovação de projeto de sua autoria que aumenta a pena em caso de feminicídio e outras matérias. “Estamos realizando atos de coleta de assinaturas de apoio ao meu projeto que aumenta a pena em casos de feminicídio. Também meu foco será a aprovação da PEC 15, do Fundeb, que vai tornar o repasse deste recurso permanente e aumentar os valores que estados e municípios vão receber”.

O Dr. Luiz Ovando destacou que acredita na aprovação da reforma da Previdência já na próxima semana. “O segundo turno da Reforma da Previdência no dia 6 nós aprovamos. Vou defender o que o governo fizer de bom e alertar no que for necessário”, emendando que uma de suas prioridades é um projeto de sua autoria que quer permitir o atendimento médico pelo SUS no consultório.

Já Loubet enfatizou que “estamos aguardando a pauta do governo”, afirmando que a Reforma da Previdência vai causar prejuízos aos trabalhadores e que a reforma tributária precisa atender os estados mais pobres. “Vamos apresentar o que pretendemos com a reforma tributária”. 

Quinto Constitucional

Ana Carolina Ali deixa procuradoria-geral para concorrer a vaga de desembargadora em MS

Exoneração do comando da PGE-MS foi publicada no Diário Oficial, e procuradora do Estado disputará vaga indicada pela OAB-MS ao Tribunal de Justiça

08/04/2026 20h07

Ana Carolina Ali foi exonerada, a pedido, do cargo de Procuradora-Geral

Ana Carolina Ali foi exonerada, a pedido, do cargo de Procuradora-Geral Divulgação

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A procuradora-geral do Estado de Mato Grosso do Sul, Ana Carolina Ali Garcia, deixou, nesta quarta-feira (8), o cargo de 1º escalão que ocupava desde março de 2022. A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, também nesta quarta-feira (8).

Ana Carolina Ali Garcia deixa o cargo de procuradora-geral do Estado, que ocupou por quatro anos consecutivos, para concorrer a uma vaga de desembargadora no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Ela deve se candidatar para integrar a lista sêxtupla que a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) deve enviar ao Tribunal de Justiça até o mês que vem.

“Ter exercido a nobre missão de dirigir a PGE-MS foi um marco na minha vida profissional e pessoal. Durante essa caminhada tive ao meu lado pessoas competentes e solidárias, cúmplices e partícipes dos muitos tijolos que colocaram a PGE numa posição que é motivo de honra e satisfação”, disse Ana Carolina Ali ao Correio do Estado. 

“Foi grandioso porque foi com compromisso, entregas, renúncias, técnica, diálogo, respeito e conexões que me inspiram a ir além. Olhando para trás, vejo que o trajeto foi árduo, mas reconfortante, e não tenho dúvidas de que faria tudo de novo”, acrescentou.

O Quinto Constitucional

A vaga de desembargador, pelo Quinto Constitucional, foi aberta depois que o advogado Ari Raghiant deixou o cargo de desembargador, no mês passado, após atuar como magistrado por pouco mais de três anos.

Ana Carolina Ali Garcia é a segunda procuradora-geral do Estado de Mato Grosso do Sul a deixar o cargo máximo da advocacia pública local para concorrer a uma vaga de desembargadora pelo Quinto Constitucional.

Em 2022, Fabíola Marquetti Sanches Rahim deixou o cargo para concorrer a uma das vagas de desembargadora no Tribunal de Justiça de MS e avançou na disputa. Ela foi uma das integrantes da lista sêxtupla enviada ao então governador Reinaldo Azambuja, juntamente com os advogados Ari Raghiant e Alexandre Ávalo. Na ocasião, Azambuja escolheu Raghiant, que ocupou a vaga que Ana Carolina Ali deseja alcançar.

Para conquistar seu objetivo, a procuradora do Estado terá de ser aprovada pelo Conselho da OAB-MS e integrar a lista sêxtupla que será enviada ao Tribunal de Justiça. Dentro do TJMS, deverá integrar a lista tríplice que será encaminhada ao governador Eduardo Riedel.

Ao longo da carreira, Ana Carolina Ali ocupou cargos decisivos dentro da Procuradoria-Geral do Estado e no Direito Público. Mais recentemente, teve papel importante na articulação e elaboração da Reforma Tributária.

Buscando sempre aliar a técnica com bons relacionamentos políticos, foi consultora legislativa do governo de Mato Grosso do Sul, trabalhando diretamente com a Assembleia Legislativa.
 

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Política

Lula afirma que Campos Neto, é 'a serpente que pôs o ovo' do Caso Master

Ao comentar o caso Master, Lula defendeu a aplicação de punições exemplares e ressaltou que todos os envolvidos devem "pagar o preço"

08/04/2026 14h30

Presidente Lula

Presidente Lula Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira, 8, que o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto "é a serpente que pôs o ovo" do caso do Banco Master. A declaração foi feita em entrevista ao canal ICL Notícias.

"Perguntei para uma pessoa importante desse país aqui: por que é que você nunca publica o nome do Roberto Campos Neto?", disse o presidente da República. "O Ilan Goldfajn, que era presidente do Banco Central, recusou reconhecer o Banco Master. O Roberto Campos legalizou o Banco Master."

Lula também defendeu seu governo e afirmou que não há limites para a apuração de casos de corrupção, independentemente de quem esteja envolvido, inclusive integrantes da própria administração. Ao comentar o caso Master, Lula defendeu a aplicação de punições exemplares e ressaltou que todos os envolvidos devem "pagar o preço", sob o risco de não haver efeito pedagógico no combate à corrupção.

"E todas as falcatruas que vêm na asa genealógica do Banco Master têm quem? O governo Jair Bolsonaro, o Paulo Guedes e os ministros deles", continuou Lula. "Só você mostrar que você vai perceber que é uma tentativa de esconder, sabe, qual é a serpente que pôs o ovo. É o Roberto Campos."

CPMI do INSS

Lula criticou ainda a condução da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao afirmar que o colegiado não convidou nomes ligados ao governo Jair Bolsonaro e que houve tentativa de politizar a investigação Ele salientou que o caso foi descoberto por órgãos de controle do governo, citando a atuação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União.

"Eles tentaram fazer uma briga política, porque são dois candidatos a senador, o relator e o presidente. E tentaram envolver todo mundo do nosso lado", disse o presidente.

Sobre o caso do Banco Master, disse que não se opõe à instalação de uma CPI, desde que o processo seja abrangente e inclua o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e diretores da autarquia.

Lula também ponderou que delações premiadas são sempre delicadas, pois podem ser "compradas", ao comentar o acordo envolvendo Daniel Vorcaro.

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