Política

ELEIÇÕES 2022

Derrotado nas urnas, Marquinhos Trad agradece apoio e diz que não se deixará abalar

Ex-prefeito de Campo Grande renunciou o cargo para concorrer ao governo de MS, mas não conseguiu chegar ao segundo turno

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O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo Partido Social Democrático (PSD) e ex-prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, afirmou que é grato pelo apoio que recebeu dos amigos, esposa e filhas durante a campanha eleitoral e pelos 124.795 votos dos sul-mato-grossenses. 

Apesar da derrota nas urnas, Trad deixou claro que não deixará abalar-se pelo momento. O pronunciamento foi feito em uma rede social na noite desta segunda-feira (3). 

“O jogo democrático é assim, tenho convicção de que tudo o que acontece em nossas vidas tem um propósito maior", disse o ex-prefeito. 

"Eu já fui o vereador do povo, deputado do povo, prefeito do povo e agora estou pronto para ser o Marquinhos do povo, porque para quem tem compromisso com a nossa gente, não importa o mandato e sim a vontade de fazer sempre o melhor para as pessoas”, finalizou.

Marcos Trad renunciou o cargo de prefeito de Campo Grande, em 1º de abril, para concorrer ao governo de Mato Grosso do Sul, nas eleições de 2022.

Marquinhos obteve 124.795 votos (8,68%) no primeiro turno, realizado neste domingo (2). 

Na corrida pelo governo, Trad ficou em 6º lugar, perdendo para Giselle Marques (PT), Rose Modesto (União), André Puccinelli (MDB), Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB). 

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o ex-prefeito é investigado por crimes de assédio sexual, estupro e favorecimento à prostituição.

A Delegacia Especializada de Proteção à Mulher (Deam) tem até o dia 18 de outubro de 2022 para concluir a investigação. 

Família Trad

Ninguém da família Trad se elegeu deputado estadual, deputado federal ou governador nestas eleições. 

Fábio Trad (PSD) se candidatou novamente a deputado federal, mas não conseguiu se reeleger. Otávio Trad (PSD), atual vereador de Campo Grande, também não conseguiu a vaga na Assembleia Legislativa. 

Em suas redes sociais, Fábio Trad agradeceu os votos aos sul-mato-grossenses.

"Ficamos entre os oito deputados federais mais votados, mas infelizmente pelas regras eleitorais não fomos reeleitos. Mas faz parte, na vida ou se ganha ou se aprende e eu sou um eterno aprendiz, porque a vida nos ensina".

O vereador Otávio Trad e candidato a deputado estadual também se pronunciou nas redes sociais agradecendo aos apoiadores. 

"Fizemos uma campanha bonita. Vamos continuar o nosso trabalho aqui em Campo Grande com a mesma força e vontade que tivemos durante toda a trajetória eleitoral e agradecer também a Deus e a minha família por acreditar e estar comigo antes, durante e após o resultado das eleições", disse.

Primeiro turno

 Capitão Contar (PRTB), Eduardo Riedel (PSDB), André Puccinelli (MDB), Rose Modesto (União), Giselle Marques (PT), Marquinhos Trad (PSD), Adonis Marcos (PSOL) e Magno Souza (PCO) são os candidatos que concorreram ao governo de Mato Grosso do Sul neste domingo (2), no primeiro turno das eleições 2022.

Capitão Contar e Eduardo Riedel foram os mais bem votados e estão no segundo turno, que será decidido em 30 de outubro de 2022. 

Confira o percentual de votos de cada candidato:

    Candidato% de votosNúmero de votos
Capitão Contar    26,71%        384.275
Eduardo Riedel    25,16%        361.981
André Puccinelli    17,18%       247.093
Rose Modesto    12,42%        178.599
Giselle Marques     9,42%        135.556
Marquinhos Trad    8,68%        124.795
Adonis Marcos    0,23%         3.251
Magno Souza    0,20%         2.892

Política

PT pede ao TSE mais tempo de votação após problemas com ônibus em SP e Salvador

Partido denuncia redução da frota de transporte público e afirma que medida prejudica eleitores de baixa renda, que representam parcela importante dos votos de Lula

25/10/2026 14h01

Terminal de ônibus em Salvador (BA)

Terminal de ônibus em Salvador (BA) Reprodução Redes Sociais

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O PT prepara um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar o horário de votação na eleição presidencial deste domingo (25), após denúncias de problemas na circulação de ônibus em São Paulo e Salvador, entre outras cidades. Para o partido, a redução da oferta de transporte público dificulta o acesso às urnas, principalmente para eleitores de baixa renda, segmento em que o presidente Lula concentra parte expressiva de seu eleitorado.

O partido também pretende responsabilizar judicialmente os gestores envolvidos. Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) já determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Pablo Souza, após a retenção de ônibus durante o segundo turno. O PT havia pedido a prisão do prefeito Bruno Reis (União).

“Vamos pedir a extensão do prazo para votação para garantir o direito sagrado de voto a todo e qualquer brasileiro. Nós sabemos o que está em jogo, não podemos permitir qualquer tipo de golpe contra a democracia. Nós vamos tomar todas as providências jurídicas para criminalizar os responsáveis”, afirmou à coluna o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula.

O partido também pretende pedir a detenção de secretários municipais de São Paulo. A campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral neste domingo, alegando que a capital paulista estaria operando com apenas 60% da frota de ônibus, apesar de uma decisão judicial determinar a circulação de 100% dos veículos.

Em petição apresentada à 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, a coligação Brasil Pronto pra Mais, formada por partidos da base de Lula, relatou que a redução da frota estaria ocorrendo em diferentes regiões da cidade. A representação sustenta que a oferta menor de veículos aumenta o tempo de espera e a lotação, dificultando o deslocamento dos eleitores.

A coligação pediu que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans fossem intimadas a restabelecer imediatamente a operação integral dos ônibus até o encerramento da votação e o retorno dos eleitores. Também solicitou que os órgãos apresentassem, em até uma hora, dados sobre a circulação dos veículos desde o início do dia, separados por região e empresa operadora.

Procurada, a prefeitura não se manifestou sobre as denúncias nem sobre a decisão judicial. A SPTrans afirmou que cumpriria a determinação do TRE-SP, embora tenha criticado a alteração das regras a menos de 24 horas do pleito.

Em Salvador, o senador eleito Rui Costa acusou o prefeito Bruno Reis de cometer crime. O prefeito, por sua vez, chamou Costa de “vagabundo” e alegou que a saída dos ônibus das garagens sofreu atrasos porque sindicalistas teriam colado adesivos do PT nas janelas dos veículos, o que, segundo ele, configuraria crime.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determina a manutenção do transporte público em condições que garantam o deslocamento dos eleitores. Para o PT, o descumprimento das determinações judiciais pode comprometer o exercício do direito ao voto e exige medidas imediatas da Justiça Eleitoral.

Eleições 2026

Em MS, merendeira aposentada vota aos 93 anos "para poder cobrar"

Obrigatório apenas parta eleitores entre 18 e 70 anos, voto também é tido como 'Prova de Vida' nesta eleição

25/10/2026 13h30

Foto: Arquivo Pessoal

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Aos 93 anos, a merendeira aposentada Alayde Franco votou no 2° turno em Campo Grande, e caso a projeção do primeiro turno se confirme, ela terá o único voto entre eleitores e eleitoras com 90 anos ou mais em todo Mato Grosso do Sul.

Obrigatório apenas parta eleitores entre 18 e 70 anos, o voto também é tido como 'Prova de Vida' nesta eleição.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compartilha os dados de comparecimento com o Instituto Nacional do Segur Social (INSS), que utiliza essas informações para a comprovação de vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

"A importância é do titulo ficar em dia, o dia que eu precisar, estou em dia. A hora que eu quiser cobrar alguma coisa, meu titulo está em dia. Quandos os governantes estiverem fazendo algo de errado, vou poder cobrar e dizer 'eu coloquei esse camarada lá, então tenho que cobrar'". 

Natural de Antônio João, interior do Estado, cresceu em uma familia de agricultores junto oito irmãos e vive junto das filhas e netas em Campo Grande desde 1986. Mãe de 10 filhos, já trabalhou como lavadeira e passadeira antes de adentrar o serviço público. 

"O segredo é comer bem, fazer exercícios, dormir cedo, fazer caça palavras", destaca a neta Amanda Miranda. Muita querida por onde passa, a neta diz que a avó é uma mulher de muita fé e que a preguiça não faz parte do seu dia a dia. Diante da urna, ela leva pouco mais de 10 segundos para escolher seu candidato. 

A disposição de Alayde Franco contrapõe o comportamento da população sul-mato-grossense, recordista no percentual de abstenções do primeiro turno. 

 

Abstenções 

Conforme a Justiça Eleitoral, 483.210 pessoas das 2.024.430 aptas a votar não compareceram às urnas no no último dia 4, isso equivale a exatos 23,87% do eleitorado estadual. 

Por outro lado, entre os mais jovens, o comparecimento foi proporcionalmente inverso apresentado pela média geral.

Dos 8.477 eleitores aptos com 16 anos, 7.279 (86%) compareceram no primeiro turno do pleito geral. A proporcionalidade se manteve em 81% entre os eleitores com 17 anos, uma vez que 11.622 dos 14.270 votaram, ao passo que 20,8 mil dos 25,6 mil eleitores com 18 anos (80%) votaram. 

Em comparação com as eleições presidenciais anteriores, o pleito do primeiro turno trouxe a maior abstenção da história.

Em 2022, por exemplo, 440.788 não foram votar no primeiro turno e 446.100 no segundo turno, o que representava 22,08% e 22,34%, respectivamente, dos 1.996.510 eleitores aptos. Naquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro. 

Em 2018, quando a eleição presidencial foi protagonizada por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, 398.404 (21,21%) não foram às urnas no primeiro turno, enquanto 427.761 (22,78%) não compareceram no segundo turno. Na ocasião, 1.877.982 de Mato Grosso do Sul estavam adequados a votar pela Justiça Eleitoral.

Nas eleições de 2014, quando a petista Dilma Rousseff venceu o tucano Aécio Neves, 373.371 (20,53%) se ausentaram do direito ao voto no primeiro turno e 420.597 (23,12%) tiveram a mesma atitude três semanas depois, no segundo turno, em um universo de 1.818.937 eleitores aptos.

Presentes por faixa etária 

  • 16 anos - 7.279 eleitores (86%)
  • 17 anos - 11.622 eleitores (81%)
  • 18 anos -  20.846 eleitores (80%)
  • 19 anos - 20.580 eleitores (75%)
  • 20 anos - 23.329 eleitores (70%)
  • 21-24 anos - 95.683 eleitores (68%)
  • 25-29 anos - 135.039 eleitores (71%)
  • 30-34 anos - 150.949 eleitores (75%)
  • 35-39 anos - 155.113 eleitores (78%)
  • 40-44 anos - 163.898 eleitores (81%)
  • 45-49 anos - 158.740 eleitores (82%)
  • 50-54 anos - 142.337 eleitores (83%)
  • 55-59 anos - 132.088 eleitores (83%)
  • 60-64 anos - 121.382 eleitores (85%)
  • 65-69 anos - 95.551 eleitores (83%)
  • 70-74 anos - 59.353 eleitores (69%)
  • 75-79 anos - 30.188 eleitores (53%)
  • 80-84 anos - 12.380 eleitores (38%)
  • 85-89 anos - 4.204 eleitores (25%)
  • 90-94 anos - 942 eleitores (13%)

Posso votar?

Caso esteja em dia com a Justiça eleitoral, quem não compareceu no primeiro turno pode votar neste domingo (25). Do mesmo modo, deve justificar a ausência em até 60 dias a partir da data do pleito e pode ser feita de forma online pelo e-Título ou pelo site do TSE, além de opção presencial em locais definidos pelos  Tribunais Regionais Eleitorais e cartórios eleitorais.

 

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