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Dilma dá vice-presidência da Caixa ao PTB

Dilma dá vice-presidência da Caixa ao PTB

r7

06/05/2014 - 10h45
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Para assegurar o apoio do PTB à candidatura à reeleição, a presidente Dilma Rousseff entregou uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal ao partido, que já ocupava uma vaga na cúpula do Banco do Brasil desde junho do ano passado. A nomeação de Luiz Rondon Teixeira de Magalhães Filho, primeiro tesoureiro do PTB, para o cargo de vice-presidente corporativo do banco, foi publicada na última segunda-feira (6) no Diário Oficial da União.

O partido que já foi presidido pelo delator do mensalão, o deputado cassado Roberto Jefferson — atualmente cumprindo pena de prisão pela condenação no caso —, não ocupa ministérios na Esplanada, mas já havia sido contemplado em junho com o cargo de vice-presidente de Governo do Banco do Brasil. A vaga era ocupada pelo atual presidente do PTB, Benito Gama, que deixou o posto para se candidatar a deputado pela Bahia.

Gama assumiu o comando do PTB após Jefferson pedir licença do cargo, depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Ele esteve presente no encontro nacional do PT, na sexta-feira, em São Paulo.

O partido aliado deve formalizar neste mês o apoio à reeleição de Dilma. Atualmente com uma bancada de 17 deputados federais, o PTB contará com um tempo estimado no horário eleitoral gratuito de 38 segundos em cada bloco de 25 minutos.

Na estratégia do governo, a investida para garantir o apoio do PTB começou com o apoio à indicação do senador Gim Argello (DF) para o Tribunal de Contas da União. O plano, porém, acabou frustrado diante da reação da oposição e de técnicos do TCU pelo fato de o senador responder a processos judiciais por crimes contra a administração pública.

Ao atender à demanda do PTB, o Palácio do Planalto pretende também fazer um gesto aos partidos médios da base e neutralizar as ameaças de rebelião em siglas como PR e PROS.

Fora da Esplanada, o PTB conseguiu um cargo na Caixa que tradicionalmente era ocupado pelo PMDB. O último que despachou como vice-presidente corporativo ou de pessoa jurídica, como era chamado o posto, foi Geddel Vieira Lima, que chegou a pedir pelo microblog Twitter que Dilma o exonerasse do cargo para poder disputar a eleição ao governo da Bahia. No Estado o PMDB apoia a pré-candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência.

Com a nomeação, o PTB conseguiu ocupar cargos na cúpula dos dois principais bancos estatais do governo federal. No Banco do Brasil, Benito Gama indicou para substituí-lo Valmir Campelo, ministro que se aposentou do Tribunal de Contas da União (TCU) antes mesmo de contemplar 70 anos.

Rondon, o indicado pelo partido para a vice-presidência da Caixa, foi o homem da legenda na Eletronuclear e secretário adjunto de Previdência Complementar no Ministério da Previdência.

O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel, disse que a presidência nacional do partido vai se pronunciar sobre a troca, que deve levar insatisfação às bancadas. "Para o PMDB nacional é uma demonstração de perda de espaço. Não conseguiu ampliar a participação nos ministérios e ainda abre mão de espaços como esse que já estavam certos", afirmou.

'Perda de espaço'

Para a vaga de Geddel, o PMDB tinha indicado Roberto Derziê, funcionário de carreira há mais de 20 anos no banco. A escolha tinha o aval de Jorge Hereda, presidente da instituição, que queria ver um nome técnico na vaga depois que Geddel pediu demissão.

O PT emplacou na vice-presidência de Governo da Caixa José Carlos Medaglia Filho. Ele substitui Gilberto Magalhães Occhi, que saiu do banco estatal para assumir o Ministério das Cidades. Occhi é ligado ao PP.

Outros vices

O ministro conseguiu levar para a pasta Raphael Rezende Neto. Ele pediu exoneração do cargo de vice-presidente de Controle e Risco na Caixa para ser diretor de Mobilidade Urbana. No lugar dele, ficará interinamente a funcionária de carreira Alexsandra Braga.

Virada nas urnas

Em MS, 11 cidades mudaram de lado nas eleições presidenciais desde 2002

Levantamento identifica os municípios que alternaram a preferência entre candidatos do PT e do campo bolsonarista

24/10/2026 07h50

Cidades de MS mudaram de lado entre o 1º e 2º turno

Cidades de MS mudaram de lado entre o 1º e 2º turno Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O comportamento eleitoral de 11 municípios de Mato Grosso do Sul revela uma sequência de mudanças na preferência dos eleitores nas três últimas eleições presidenciais.

Essas cidades deram a maior votação a Jair Bolsonaro (PSL) em 2018, passaram a apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022 e, no primeiro turno deste ano, escolheram Flávio Bolsonaro (PL).

O grupo representa 13,9% dos 79 municípios sul-mato-grossenses e chama atenção na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.

As 11 cidades que apresentaram essa alternância são Alcinópolis, Anaurilândia, Angélica, Aquidauana, Bodoquena, Corumbá, Jaraguari, Jateí, Ladário, Novo Horizonte do Sul e Terenos. O levantamento considera os resultados dos primeiros turnos das eleições presidenciais de 2018, 2022 e 2026.

Em todos esses municípios, Jair Bolsonaro liderou a votação em 2018, perdeu a preferência para Lula quatro anos depois e viu seu filho, Flávio Bolsonaro, recuperar a primeira colocação neste ano. 

O movimento é particularmente significativo porque ocorreu em cidades de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, incluindo municípios populosos como Corumbá e Aquidauana, além de localidades menores, como Jateí, Alcinópolis e Novo Horizonte do Sul.

Em Corumbá, por exemplo, Lula havia superado Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022, quando recebeu 46,85% dos votos válidos, contra aproximadamente 44,7% do adversário, enquanto neste ano a situação se inverteu: Flávio Bolsonaro alcançou cerca de 49,4% e o presidente ficou com aproximadamente 45%.

Aquidauana também apresentou uma disputa equilibrada em 2022, quando Lula recebeu 47,44% dos votos válidos, contra 46,19% de Jair Bolsonaro.

Quatro anos depois, o município passou a integrar o grupo de cidades em que Flávio terminou na primeira colocação.

A alternância dos 11 municípios faz parte de uma mudança mais ampla no mapa eleitoral sul-mato-grossense. Em 2022, Lula havia sido o candidato mais votado em 21 cidades do Estado; no primeiro turno deste ano, esse número caiu para apenas seis.

Isso significa que 15 municípios que haviam dado vitória ao petista passaram a favorecer Flávio Bolsonaro. Além das 11 cidades com histórico de mudanças nas três eleições, outras quatro localidades completam a relação: Itaquiraí, Juti, Selvíria e Taquarussu.

Esses quatro municípios apresentam uma característica diferente. Ao contrário das outras 11 cidades, já haviam dado a maior votação ao candidato do PT, Fernando Haddad, em 2018. Mantiveram a preferência pela legenda em 2022, com Lula, mas passaram para Flávio Bolsonaro neste ano.

Dessa forma, a comparação das três eleições mostra dois movimentos distintos: 11 municípios alternaram a liderança entre candidatos do campo bolsonarista e do PT nas três disputas, enquanto outros quatro permaneceram com o PT durante duas eleições consecutivas antes da mudança registrada neste mês. 

Cidades de MS mudaram de lado entre o 1º e 2º turno

APENAS SEIS

As seis cidades em que Lula conseguiu manter a primeira colocação em Mato Grosso do Sul são Japorã, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Paranhos e Vicentina.

Esses municípios apresentam uma característica em comum: deram vitória ao PT nas três últimas eleições presidenciais, primeiro com Fernando Haddad, em 2018, e depois com Lula, em 2022 e 2026.

Japorã continua sendo o município com maior votação proporcional do presidente no Estado. No primeiro turno deste ano, Lula recebeu 67,26% dos votos válidos, contra 29,84% de Flávio Bolsonaro.

Em Vicentina, a disputa foi mais equilibrada. O petista recebeu 2.237 votos, equivalentes a 47,86%, enquanto o candidato do PL conquistou 2.164 votos, ou 46,30%. A diferença foi de apenas 73 votos.

O avanço de Flávio Bolsonaro também aparece na quantidade de municípios em que o candidato liderou a votação.

Em 2018, Jair Bolsonaro venceu em 69 cidades de Mato Grosso do Sul, enquanto Fernando Haddad ficou à frente em 10.

Em 2022, a distribuição mudou: Jair Bolsonaro liderou em 57 municípios, Lula venceu em 21 e Coronel Sapucaia registrou empate entre os dois candidatos. 

No primeiro turno deste ano, Flávio Bolsonaro terminou à frente em 73 cidades, enquanto Lula venceu em apenas seis, o menor número de municípios conquistados pelo PT nas três últimas eleições presidenciais.

VOTAÇÃO

Na votação estadual, Flávio Bolsonaro recebeu 873.351 votos no primeiro turno deste ano, o equivalente a 58,60% dos válidos. Lula conquistou 516.855 votos, ou 34,68%.

A diferença de 356.496 votos evidencia a vantagem obtida pelo candidato do PL no eleitorado sul-mato-grossense, mas não permite antecipar o comportamento das urnas no segundo turno.

Outro fator relevante é a abstenção. No primeiro turno, 483.210 eleitores deixaram de comparecer às urnas, representando 23,87% do eleitorado de Mato Grosso do Sul. Esse contingente supera a diferença de votos entre os dois candidatos no Estado.

O histórico das cidades que mudaram de preferência eleitoral, combinado com o número de eleitores ausentes no primeiro turno, oferece elementos importantes para analisar a votação de domingo.

Entretanto, a alternância registrada nos municípios não significa necessariamente que os mesmos eleitores tenham mudado de candidato ao longo das três eleições.

Os resultados mostram a preferência predominante em cada localidade, sem identificar individualmente as escolhas dos votantes.

Companheiro

Riedel reafirma apoio a Flávio Bolsonaro e diz que candidato tem o melhor projeto para o Brasil

Governador disse que medidas adotadas pela equipe de Flávio serão importantes para reduzir a taxa de juros do país

23/10/2026 18h50

Riedel ao lado e Flávio e do senador eleito Reinaldo Azambuja

Riedel ao lado e Flávio e do senador eleito Reinaldo Azambuja Foto: Reprodução / Redes Sociais

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O governador Eduardo Riedel (PP) reafirmou o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e avalia que o candidato tem o melhor projeto econômico para o Brasil.

Segundo o governador, as medidas que a equipe de Flávio pretende adotar serão importantes para reduzir a taxa de juros, considerada um dos entraves ao crescimento nacional.

“A gente está vendo o que está acontecendo no país e fica muito preocupado. Por que o Brasil não está crescendo? Porque tem uma taxa de juros de 20% ao ano. Como é que você abaixa os juros de uma economia? Com austeridade fiscal, dando exemplo, com capacidade de gestão, de entrega e não com atitudes populistas que a gente vem tendo nos últimos anos. O Flávio tem uma equipe no entorno dele que tem essa clareza muito grande”, afirmou o governador.

Riedel destacou que a equipe de Flávio Bolsonaro tem a preocupação de colocar a austeridade fiscal em prática e, ao mesmo tempo, garantir o apoio social tão necessário em um país como o Brasil.

“Assim, ele vai dar um rumo correto para o crescimento e o desenvolvimento, que são necessidades do nosso país”, completou.

O governador também concorda com a proposta do candidato do PL de manter os programas de apoio social para atender quem mais precisa, mas, ao mesmo tempo, construir um caminho de saída.

“Abrir uma porta para melhorar de vida pela educação, qualificação e, assim, contribuir com o desenvolvimento”, afirmou.

Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, Riedel destacou que Flávio terá o apoio necessário no Congresso Nacional para promover as reformas que o Brasil precisa.

Segundo o governador, o candidato poderá contar com o apoio da bancada de Mato Grosso do Sul, que reúne três senadores e sete deputados federais do mesmo campo político.

“Tivemos a felicidade aqui de eleger uma grande bancada federal. Elegemos os dois senadores da República do nosso campo político — Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) —, que vão se somar a Tereza Cristina (PP), que continua lá. Então, teremos três senadores extremamente responsáveis com o Estado e alinhados dentro de uma mesma visão, além de sete deputados federais fazendo parte deste grupo”, comemorou.

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